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Posts de agosto 2008

O inferno do Inter

31 de agosto de 2008 105

Nilmar lutou sozinho contra os zagueiros do Sport/Alexandre Lops, Divulgação
Qual será a próxima má notícia que afetará o Internacional? Depois de conseguir a desejada vaga na Sul-Americana, o Inter viajou para Recife buscando a sua segunda vitória fora de casa no campeonato. O vôo atrasou, a delegação almoçou em São Paulo e chegou em Pernambuco com gastroenterite, problema que atingiu 90% dos integrantes do grupo. No treinamento de sábado, o goleiro Ricardo deixou o campo em disparada, rumando para a casinha. Para piorar o quadro, alguns exames médicos revelaram que Gustavo Nery e Magrão estava esgotados e não poderiam jogar.

Se alguém pensa que a dor de barriga generalizada e os problemas físicos de Magrão e Nery encerrassem as dificuldades coloradas, se enganou. Em campo, viu-se que Alex está deprimido, para dizer pouco, por não ter sido vendido. Não jogou absolutamente nada. D´Alessandro, assoberbado pela inoperância de Alex e a baixa contribuição de Edinho, cansou ainda no primeiro tempo. No jogo inteiro, Nilmar foi um combatente solitário. Triste sina do atacante. Não menos triste do que a de Tite, que não consegue ter um time inteiro na mão.

Mas o inferno do Inter ainda durará mais algumas horas. Nas últimas horas, surgiu proposta do Palermo, 15 milhões de euros, para levar Nilmar. O Inter, visivelmente, está enrolando o comprador e os intermediários, interessados no negócio, na expectativa de que se feche a “janela européia” e o clube não precise negociar Nilmar. Orlando da Hora, procurado do jogador, está furioso. Quer fechar o negócio e o Inter não está facilitando. No que diz respeito a Alex, o inferno colorado vai até 20 de setembro, data em que se fecha a “janela árabe”. Até lá, Alex vai espernear muito para ser vendido. E os dirigentes colorados terão que descobrir outros artifícios para manter os seus jogadores.

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Grêmio, líder sem ameaça

31 de agosto de 2008 27

Marcel e Soares fizeram diferença na apertada vitória do Grêmio/Fernando Gomes
O escore foi apertado, mas quem disse que o Grêmio precisava golear o Vasco da Gama? As dificuldades do jogo foram criadas pela equipe carioca que, com a sua retrancada organizada, neutralizou as principais virtudes do Grêmio. Souza, que iniciou a sua vida de titular, não decepcionou. A rigor, apenas Ânderson Pico produziu abaixo das necessidades. Marcelo foi o nome do jogo. Cruzou para o primeiro gol e ele mesmo marcou o segundo.

O Grêmio reafirmou a sua força coletiva e com ela construiu mais uma vitória importante. Os resultados paralelos não contrariaram os interesses do Grêmio que segue na liderança, com a vantagem de cinco pontos mantida, e não vendo crescer nenhuma ameaça no seu caminho. Ontem, não foi necessária a intervenção decisiva de Victor, como aconteceu em vários jogos. Pelo contrário, o gol do Vasco surgiu de uma rebatida do goleiro, para frente. Um pequeno e breve problema resolvido, satisfatoriamente, pelo time de Celso Roth.

O treinador do Grêmio, indagado sobre a importância da jogada aérea, refutou a afirmação de que esta seria a principal arma do time. Não é a única, mas é a principal, sem dúvida. Os dois gols marcados neste jogo foram de cabeça. Marcel foi buscado porque o Grêmio queria um centroavante de força na área adversária. E agora está trazendo outro centroavante, Morales, ainda mais alto: 1m96cm. Marcel, 1m87cm, parecerá baixinho diante do uruguaio que já chegou. O Grêmio privilegia, sim a jogada aérea, como nenhuma outra equipe. E o faz muito bem.

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Inter: tortura sem fim

31 de agosto de 2008 34

Mauro Vieira, Banco de Dados - 8/7/2008

Os colorados, definitivamente, não têm desfrutado bons dias nos últimos tempos. A “janela de agosto” tornou-se uma maldição que parece não ter fim. Quer dizer, terá fim, sim, nesta segunda-feira. O fuso horário europeu, entretanto, joga no time dos colorados. Quando a tarde desta segunda estiver começando no Brasil, a noite estará caindo na Europa. Até por volta das 14 horas brasileiras, haverá a possibilidade de que uma proposta chegue da Europa.

E nas últimas horas surgiu a notícia de que o Palermo da Itália apresentaria uma proposta de 15 milhões de euros para ter Nilmar. Difícil acreditar nesta informação. Se o clube italiano estivesse interessado neste negócio, por que deixaria para fazer uma proposta nas últimas horas? Além disso, Nilmar foi convocado por Dunga e as perspectivas do jogador e do Inter modificaram-se. Agora, a sua valorização será quase imediata. Nilmar poderá chegar a dezembro valendo 20 milhões de euros, por aí.

Problema sério, neste momento, parece ser Alex. O meia estava obcecado pela idéia de jogar no Exterior. Mas o Inter rechaçou a proposta recebida do Al-Jazira e as relações do jogador com os dirigentes azedaram. Alex pediu para viajar mas incomodou-se ao saber que do vestiário colorado saíram informações de que não jogou o Gre-Nal por que não quis. Teria preferido permanecer no departamento médico. Alex deu entrevistas, em Recife, espinafrando médicos e dirigentes. E agora diz que voltou a sentir dores na coxa. Talvez não jogue contra o Sport. Estranho, não?

Para completar o quadro de más notícias, Magrão e Gustavo Nery foram examinados e estão a beira de lesões musculares. Talvez não enfrentem o time pernambucano.

O mês de agosto, para o Inter, transformou-se em uma tortura sem fim.

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Rubros de raiva

29 de agosto de 2008 39

Os colorados Fabrício Carpinejar (foto) e Mário Corso escreveram artigo sobre a fugacidade dos relacionamentos entre jogadores e clubes/Renata Stoduto, Divulgação

Senhoras e senhores torcenautas, este blog, orgulhosamente, apresenta… (rufar de tambores) um texto exclusivo de dois colorados ilustres: o poeta Fabrício Carpinejar e o psicanalista Mário Corso, ambos escritores. Deliciem-se:

A janela é uma porta escancarada

O Estádio Beira-Rio é um aeroporto. Ou um terminal rodoviário, como a Editoria de Esportes avisou. O placar deveria informar os horários das conexões. Ou, quem sabe, um SPA para recuperar a forma física na entressafra dos campeonatos estrangeiros.

São cantadas as promessas do presidente, do diretor de futebol, dos próprios jogadores de que sequer um titular será vendido. Não têm firma reconhecida. Fernandão confessou que não sairia, e voou logo depois de suas palavras. O mesmo acontecerá a todos que empregam a equipe como plataforma de embarque.

Com o peso argentino baixo, servimos de entreporto dos hermanos para destinos mais distantes. Mal um jogador se destaca e é cogitado para a seleção brasileira dos imigrantes. Nem precisa de uma temporada inteira para mostrar seu rendimento. Bastam 90 minutos e, no próximo jogo, será atordoado por interesses de clubes, especulações de seus passes, cocheira com empresários e distrações alheias ao lugar na tabela. Nossos filhos recém começaram a colecionar o álbum de figurinhas do Campeonato Brasileiro, e o plantel está antigo e defasado, com cinco jogadores negociados.

A janela de contratações das equipes do Exterior é uma porta escancarada. Uma verdadeira janela do desgosto. A fugacidade dos relacionamentos entrou de salto alto no gramado. Mudou a relação do torcedor com seu time de coração. Está difícil de namorar, muito menos casar. São os “ficantes” da bola. Um dia com um, outro dia com outro, descartada a relação estável. Falcão ou Pelé ou Sócrates ou Zico que passaram praticamente a vida inteira num único time são recordações dos bisavôs. Não existe mais alma monogâmica no futebol.

Nossas sugestões para o novo momento:

Torcedor colorado, não se apaixone, não se apegue a seu ídolo. Futebol hoje é coisa muito séria para se deixar levar pelas emoções. Não insista, são as realidades do mercado. Sonhe por jogadores esforçados, mas medianos, que ninguém deseja comprar. Melhor uma equipe de pernas-de-pau que fique do que uma de craques que passam. O que adianta casar com a Gisele Bündchen se ela vai embora durante a lua-de-mel?

Dirigentes, troquem na sigla o C por A, ficaria Internacional S.A. Fica mais direto, mais verdadeiro. E abram o capital para sócios investidores, queremos ações ao portador para acompanhar seu ritmo na bolsa, já que no campo…”

O grande problema brasileiro é que a gente teima em não aprender. Levam nossas madeiras nobres e nos devolvem móveis de luxo. Pirateiam nossos minerais preciosos e nos repassam componentes de computador. Vai o nosso café bom e fica a borra. Importam nossos melhores cérebros e nos cobram caro por tecnologias por eles desenvolvidas. O futebol brasileiro é praticado neste mesmo Brasil, amigos. Por que seria diferente?

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Tcheco, Souza e Orteman juntos

29 de agosto de 2008 109

Valdir Friolin, Daniel Marenco e Emílio Pedroso

Já está plenamente demonstrado que o Grêmio possui um ótimo grupo de jogadores. Um dos melhores do país, poderia acrescentar, embora com algum receio, pois em Porto Alegre despontam reações raivosas sempre que se destaca a excelência de um elenco, colocando-o entre os melhores.

Mesmo assim, impõe-se reconhecer que o grupo, iniciado por Paulo Pelaipe, ex-diretor de futebol do Grêmio, e continuado por André Krieger, é altamente qualificado. 

É difícil encontrar entre as equipes que disputam o Brasileirão, uma que tenha um grupo de meio-campistas parecido com este:

Rafael Carioca, Willian Magrão, Tcheco, Orteman, Souza, Makelele, Amaral e Adilson. São nove jogadores disputando três vagas no meio-campo. Celso Roth, tudo indica, vai tentar acomodar, juntando Tcheco, Souza, Rafael Carioca e Willian Magrão. Souza deve entrar no lugar de Perea.

O Grêmio passaria a jogar com apenas um atacante. E ainda sobraria Orteman, que, pelo que mostrou no Gre-Nal, logo se incluirá entre os candidatos a titular. O uruguaio fez o seu primeiro jogo em um clássico que o Grêmio disputou com o seu time reserva.

Presume-se que, disputando uma seqüência de jogos entre os titulares, Orteman terá condições de revelar-se, inteiramente.

Ainda no plano das projeções teóricas, Celso Roth poderá ajeitar todos no time titular. Orteman, se continuar evoluindo e Rafael Carioca caindo, seria o segundo volante. O Grêmio poderia jogar com:

Victor; Leo, Pereira e Rever; Paulo Sergio, Willian Magrão, Orteman, Tcheco e Anderson Pico; Souza e Marcel.

Imaginem nesta equipe mais um bom lateral-esquerdo e um centroavante qualificado. Seria uma equipe para correr o mundo.

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Inter não quer vender Alex e Nilmar

29 de agosto de 2008 19

Valdir Friolin, Banco de Dados - 07/05/2008

Talvez este blogueiro esteja cometendo o pecado da ingenuidade vendo como clara a indisposição do Internacional em vender Alex e Nilmar. Poucas vezes se vê tamanho empenho em não negociar um jogador que possa render ao clube muito dinheiro.

Entretanto, é o que tem transparecido na posição dos dirigentes colorados com relação aos seus dois jogadores. Até este momento, está em plena validade a afirmação de Fernando Carvalho, semana passada, segundo a qual nenhum jogador deixaria o Inter, antes de dezembro.

Não cabe ignorar que o poder dos clubes é bastante limitado quando se trata de enfrentar a força do dinheiro europeu e árabe. Mas, é justo reconhecer que não está faltando esforço do Inter para preservar Nilmar e Alex.

Obviamente, se aparecer alguma proposta que enlouqueça os jogadores, literalmente, não haverá força capaz de impedi-los de sair. Mas, até agora, tem prevalecido a vontade do Inter.

Aliás, para não vender Nilmar, agora, o Inter terá que desembolsar uma pequena fortuna, 20% sobre o valor da oferta, para garantir a sua permanência. Até isto o Inter se dispõe a fazer.

Portanto, se ambos ou um deles deixar o Beira-Rio, não terá sido por falta de desejo e ações do clube para que fiquem. O Inter, parece claro, NÃO QUER VENDER NILMAR E ALEX. Fora disso, são existem suposições.

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Roth perde a terceira decisão

29 de agosto de 2008 45

Mauro Vieira

O Grêmio deu importância secundária para a Copa Sul-Americana, esta verdade é impagável tanto quanto o fato de que foi barrado de uma competição, mais uma vez, pelo Internacional.

Também é verdade absoluta que esta foi a terceira decisão que o Grêmio perdeu, em 2008, jogando no seu estádio, para Juventude, Atlético Goianense e Inter. Provavelmente, todos os três insucessos serão amplamente compensados com o título brasileiro.

O Grêmio é favorito incontestável para esta conquista que, se for confirmada, terá sido ganha muito mais pelas vitórias obtidas no Olímpico do que fora de casa. Mas, por enquanto, fica esta pedrinha no sapato: o Grêmio, este ano, já foi desclassificado em três competições, todas elas diante da sua torcida.

Ser campeão brasileiro, diante deste fatos, se tornou obrigação. Nelson Rodrigues já falava sobre os riscos de uma equipe que se afeiçoa à derrota. A história não fala de circunstâncias, apenas de resultados.

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Tite e Roth: mexe bem, mexe mal

29 de agosto de 2008 81

Mauro Vieira

O Gre-Nal, que deu vaga ao Inter para a fase seguinte da Copa Sul-Americana, teve participações decisivas dos dois treinadores. O clássico pode ser dividido em duas partes.

Até meados da etapa final, o Inter dominou, fez escore e Tite era o vencedor. A partir deste momento, Roth alterou o Grêmio, virou a tendência do jogo e chegou ao empate. O treinador do Grêmio acabou sendo o vitorioso do último quarto do Gre-Nal.

As explicações são simples:

Celso Roth perdia por dois a zero e o andamento do jogo indicava que o Inter poderia golear. O treinador do Grêmio resolveu, então, mudar. Primeiro substituiu o lento Rudnei pelo rápido André Luiz. Como o resultado da troca não correspondeu às suas expectativas, sacou Amaral, que jogava como zagueiro, e colocou Adílson, segundo volante, que já entrara na equipe no Gre-Nal do Beira-Rio, com vantagem.

O Grêmio melhorou, avançou e passou a pressionar. Ainda insatisfeito e querendo virar o placar, Roth substituiu outro jogador defensivo, Makele, por Perea, atacante titular, que acabaria marcando o gol de empate.

Tite escalara e preparara o Inter com absoluta correção. Dominava o Gre-Nal, vencia por dois a zero mas parece ter se assustado com o crescimento do adversário, na etapa final. Taison estava bem, mas foi substituído por Daniel Carvalho. O objetivo: abrir mão da velocidade do garoto em nome da experiência e da capacidade de retenção de bola de Daniel Carvalho. Compreensível.

A grande mancada de Tite acabaria se perpetrando aos 28 minutos da etapa final quando retirou D´Alessandro, que jogava bem, e mandou Edinho para o jogo. O Inter desandou. Recuou, chamou o Grêmio para o seu campo e acabou cedendo ao empate.

São notórios os problemas que Tite vem enfrentando para definir e encaixar o time do Inter, mas o próprio treinador vem repetindo equívocos de substituições, durante os jogos, que comprometem o seu bom trabalho da semana.

Tite não deveria esquecer que a regra faculta três substituições por jogo. Mas não obriga que sejam feitas. Principalmente quando o único objetivo é tentar a manutenção de resultados, objetivo que também se alcança mantendo o time no ataque e a bola longe da própria área.

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Ganhou a vaga quem quis ganhar

28 de agosto de 2008 175

Valdir Friolin

O Internacional segue em frente na Copa Sul-Americana. Ficou com a vaga a equipe que quis ganhá-la. Este é o mérito colorado. Valorizou a competição, enquanto o Grêmio, priorizando o Brasileirão, emprestou importância secundária à disputa sul-americana.

A vaga ficou com o time que foi superior nos dois Gre-Nais.

Nilmar abriu o escore em favor do Inter. Superou a zaga gremista em velocidade, sua grande virtude, e obrigou Celso Roth a modificar o Grêmio. Perea, chamado por Roth para tentar corrigir a desvantagem do placar, marcou o seu gol em jogada de habilidade que tem e, muitas vezes, não é considerada. Dois atacantes, ambos titulares nas suas equipes, deixaram as suas marcas.

Índio já havia marcado dois gols contra o Palmeiras. Neste Gre-Nal, confirmou a sua condição de zagueiro goleador. Recebeu um cruzamento perfeito de Daniel Carvalho e, contando com a marcação sonolenta de Leo, fez o segundo gol do Inter.

A fase de Clemer, realmente, não é boa. A sua atuação no clássico estava quase perfeita quando Soares, livre, bateu forte e alto. Clemer espalmou para trás. Tentou corrigir-se mas não conseguiu. A bola acabou entrando. O segundo gol gremista foi insuficiente. A vaga foi decidida pelo gol qualificado. Mas, que susto levaram os colorados!

O Inter dominava o jogo e Marcelo Grohe já tinha feito duas grandes defesas quando Roth alterou o esquema do Grêmio. Substituiu Amaral, que jogava como zagueiro, por Adilson, segundo volante. O time avançou e passou a pressionar o Inter. A entrada de Perea é que acabou desequilibrando.

O Inter poderia ter vencido, mas, como vem acontecendo há bastante tempo, cansou na segunda parte do clássico. A condição atlética do time colorado só estará em bom nível no final de setembro, como já informou o preparador físico. Por algumas semanas, ainda, o Inter seguirá pagando pelo desleixo do primeiro semestre.

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Fechar a janela não adianta

28 de agosto de 2008 39

Ricardo Teixeira: má idéia de mudar o calendário do futebol brasileiro/Divulgação

Recentemente, ao anunciar o calendário para 2009, Ricardo Teixeira lamentou que ainda não será possível adaptar o nosso ao calendário europeu. Trata-se de uma idéia antiga do presidente da CBF, que não repercute positivamente entre os clubes. Nem poderia.

As razões de Teixeira são pueris e trariam mais prejuízos do que benefícios. A proposta oficial teria como grande objetivo evitar a saída de jogadores no meio do Campeonato Brasileiro.

Se o calendário brasileiro fosse adaptado ao europeu, as férias do futebol, aí incluindo jornalistas esportivos, seriam desfrutadas em… agosto. O Brasileirão começaria em seguida e, sem interrupção, terminaria lá pelo mês de maio do ano seguinte.

Não é difícil perceber que a “janela de agosto” seria transferida para dezembro, simplesmente. E se abriria no meio do nosso principal campeonato. Então, que diferença faria? Os clubes buscariam os nossos craques em dezembro, em vez de agosto.

É verdade que complicaria um pouco para os europeus, pois as contratações se dariam durante as suas competições nacionais. Nada, porém, que não possa ser resolvido com a abundância de recursos financeiros, histórica na Europa.

No Brasil, sim, a mudança enlouqueceria o futebol. Imaginem as seguintes situações:

 Filhos dos jogadores, treinadores e dirigentes em pleno ano escolar e os pais de férias. Que ferias seriam estas, na saída do inverno?

 No auge do verão, as crianças estariam de férias enquanto os pais trabalhariam.

 O torcedor brasileiro, que no verão busca o Litoral para gozar as suas férias, estaria afastado dos estádios.

Até que a CBF informe quais seriam as reais vantagens em adaptar o calendário brasileiro ao europeu, a proposta é um verdadeiro tiro no pé. As perdas seriam muito maiores do que os ganhos.

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O Inter, hoje, é o Grêmio amanhã

28 de agosto de 2008 42

Como introdução deste post, alguns provérbios calhordas:

NA DITADURA — Manda quem tem a força e obedece quem não for louco.

NO EMPREGO — Manda quem pode e obedece quem tem juízo.

NO MERCADO — Manda quem tem dinheiro e se submete quem não tem.

Ruim? Péssimo, eu diria, mas real. O direito de espernear só é válido quando existe alguma chance de dar certo. Derrubar muros a cabeçadas é, simplesmente, loucura. Não se recomenda.

Enquanto os colorados vêem os seus principais jogadores sendo assediados por clubes estrangeiros como prostitutas à beira das ruas, os gremistas se divertem com o desmanche do grande rival. Não deveriam. Ou melhor, devem brincar com a desgraça do co-irmão enquanto podem porque, em seguidinha, a mesma praga se abaterá sobre o Grêmio. Aliás, já se abateu.

Não passou tanto tempo que possa ter caído no esquecimento as saídas de Lucas, Anderson e Carlos Eduardo, entre outras revelações gremistas. Nenhum deles conseguiu cumprir um ano inteiro na equipe principal. Recém saídos das fraldas, lá se foram para a Europa, arrastados por avalanches de euros.

O que está acontecendo com o Inter, acontecerá com o Grêmio, em dezembro, quando se abrirá nova janela para exportações. A corrida por jogadores que hoje estão no Olímpico só não será devastadora se o Grêmio desabar no Brasileiro, uma improbabilidade quase absoluta. Confirmando-se a tendência, o Grêmio será campeão e, nem bem tenha se recuperado das celebrações, começarão a surgir compradores estrangeiros.

O Inter de hoje é o Grêmio de amanhã.

Este é um problema sem solução. Já se pensou que os clubes brasileiros poderiam reter os seus craques se conseguissem equilibrar as suas finanças. Pura ilusão. O Inter está com as suas contas equilibradas e não precisaria vender mais nenhum jogador, este ano. Por que, então, Alex está saindo e Nilmar poderá seguir pelo mesmo caminho? Simplesmente porque clube algum do Brasil tem condições econômicas, hoje, e jamais terá, para concorrer com os salários europeus. E, quando um jogador é envolvido pela perspectiva de ficar milionário, rapidamente, não há força no mundo capaz de retê-lo.

Culpas os dirigentes pelas saídas dos jogadores e, apenas, atender a necessidade de o torcedor descarregar sua raiva e sua frustração em quem está mais próximo. É preciso ter um Judas para malhar, embora seja injusto e porque não se quer admitir a realidade.

Centenas, talvez milhares de brasileiros universitários são encontrados, pelo mundo afora, descascando batas e lavando pratos em restaurantes. Por que gostam? Não, claro, porque neste nosso amado Brasil, não conseguem trabalhar. Aliás, todos os dias se lê e escuta notícias sobre quanto o Brasil está crescendo. Entretanto, o que mais se vê são multidões de jovens em busca de trabalho. Quem, entre os queridos torcenautas, não tem um parente ou amigo que, com o diploma universitário embaixo do braço, busca, desesperadamente, um emprego? Qualquer um!

Meus amigos, se o país é assim, por que no futebol seria diferente?

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Grêmio mais forte

28 de agosto de 2008 12

Arivaldo Chaves

Comparar as escalações do Grêmio no último Gre-Nal com a de hoje, remete para indriblável conclusão: o time está mais forte.

No clássico do Beira-Rio, Leo foi o único titular aproveitado por Celso Roth. Para o jogo desta noite, Celso Roth contará com Leo e Willian Magrão, titularíssimos, mais Souza, que será titular a qualquer momento e ainda terá a estréia de Orteman, outro meio-campista que não foi buscado, certamente, para ser reserva.

Makelele é outro jogador escalado para o Gre-Nal que poderia, sem nenhuma dificuldade, assumir titularidade na equipe do Grêmio. Descompensa esta vantagem o fato de que Reynaldo, para variar, está lesionado. Roth terá que escalar Soares, que andava mais desaparecido do que vergonha na cara de muitos políticos brasileiros.

O fato é que, pesadas as diferenças deste para o Gre-Nal do Beira-Rio, o Grêmio está melhor.

O empate em um gol no clássico passado poderia indicar que houve igualdade na disputa. Não houve. O Internacional foi superior e poderia ter vencido com méritos. Esta lembrança deve servir para conter um pouco a justificada euforia tricolor que nasce da campanha estupenda do Grêmio e passa pelo fracasso colorado, no Brasileirão.

Atenção, senhoras e senhoras: não esqueçam que o Gre-Nal começa às 19h20min.

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Atacante colorado brilha na Espanha

28 de agosto de 2008 37

Divulgação

Walter foi o destaque da Seleção Brasileira sub-20 em torneio realizado nos últimos dias, na Espanha. O atacante, revelado pelo Internacional, foi escolhido o melhor jogador da competição. Ele é apenas mais um exemplo do desleixo que se abateu sobre o vestiário do Inter, no primeiro semestre, que muitos colorados teimam em não ver e se rebelam quando se faz menção ao caso.

Walter foi destaque na Copa São Paulo de Juniores, no início da temporada. O mínimo dito foi que se tratava de um novo Claudiomiro e até se atualizou o apelido do ex-grande centroavante colorado: bigorninha.

Imaginava-se que Walter, assim como Sandro e outros garotos, seriam incorporados ao grupo principal de jogadores e, paulatinamente, incluído nos jogos. Como deve ser feito com um menino emergente. Mas, não foi que aconteceu, por vontade de Abel Braga.

Enquanto no Grêmio, o volante Rafael Carioca, também surgido na mesma competição, era lançado e preparado, no Inter o treinador preferiu liberar o garoto para que gozasse férias que não desejava e, na sua volta, simplesmente ignorou a sua presença no Beira-Rio.

As semanas e meses foram passando e nada de Walter ser experimentado e preparado para, eventualmente, substituir Nilmar que, sabia o mundo, não teria vida longa no Inter. O time foi caindo na tabela de classificação até que Abel Braga pediu as suas contas e foi embora. Veio Tite e, sem que fosse cumprido o estágio de adaptação indispensável para qualquer garoto promissor, colocou-o para jogar. Walter entrou no time já com a responsabilidade de ser solução para o time que despencava para zona do rebaixamento.

Ora, qualquer analfabeto em futebol sabe que, nestas circunstâncias, transforma-se em fogueira o que deveria ser, para um jovem, oportunidade para iniciar a sua vida profissional. Não foi diferente com Walter. Integrando um time que pouco treinava, desmobilizado e mal conduzido, o garoto sucumbiu. Voltou para a equipe júnior e sumiu. Está reaparecendo, agora, na Espanha.

Se tivesse seguido o mesmo caminho de Rafael Carioca, por exemplo, Walter já poderia ser titular no Inter ou, no mínimo, reserva imediato de Nilmar e Alex. Ou, se não confirmasse as virtudes que pareceu ter na Copa São Paulo, poderia ser descartado. Mas, diferente do que aconteceu com o volante gremista, que entrou no segundo semestre na condição de titular absoluto do Grêmio, Walter ainda é uma promessa.

Enquanto Walter era preterido pelo manda-chuva do vestiário colorado, na época, o Inter apostava em Adriano e outros menos votados. E agora, recentemente, em Luiz Carlos.

A maneira negligente com que foram tratados garotos, no Beira-Rio, que não eram testados pela preservação dos amigos do antigo treinador, é um dos pecados mais graves cometidos pelo Inter, no primeiro semestre. Ainda há tempo para que Walter e outros sejam melhor aproveitados. Mas o ano já está comprometido e justificada a angústia dos colorados que, na iminência de perder Nilmar, não contam com um substituto minimamente confiável.

A propósito, alguém acha que o volante Sandro não deveria estar recebendo oportunidades, há muito tempo?

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Leitor decepcionado

27 de agosto de 2008 50

Leitor me acusa de defender Tite/Arivaldo Chaves

Registro e-mail recebido de um leitor que, pelo seu caráter abrangente, justifica publicação e resposta devida:

“Prezado jornalista Wianey,

Na condição de teu leitor e ouvinte há muitos anos, estou tomando a liberdade de te escrever apenas para expressar a minha decepção — e olha que sou colorado —, embora respeitando a diversidade das opiniões, com a tua intransigente, comovente e, desculpe, patética defesa do técnico Tite.

Ao contrário da tua postura habitual, de um dos poucos analistas que realmente exercem com competência o senso crítico, é meritório o teu hercúleo esforço para sempre e sempre poupar o atual técnico do Inter. E não sou apenas eu que venho percebendo isso.

Mas, enfim…

Um abraço,
Antônio Delfes

A minha resposta, adequada para todos que pensam como o Antônio:

“Como é difícil ser coerente. Durante toda a minha vida profissional me mantive fiel a uma linha: qualquer treinador merece ter, pelo menos, 60 dias para conhecer os seus jogadores, definir a melhor escalação e o esquema tático adequado. Desde que, claro, possa contar durante este tempo com todos os jogadores.

Tite, além de ter recebido jogadores no decorrer deste período, está tendo que enfrentar sérios problemas de preparação física, muitos deles herança do ex-treinador, conforme já foi amplamente divulgado por todos os veículos de comunicação.

Nestas condições, não me parece justo fazer cobranças ao treinador. É, apenas, uma questão de critério e coerência. Não posso atacar Tite sabendo que meio time está gordo e fora de forma. Outros jogadores ainda estão com a cabeça na “janela de agosto”. Outros, recém chegaram. E ainda tem as vendas.

Renan foi, e ficou Clemer com as suas falhas. Eu não seria honesto se desconsiderasse todas as circunstâncias e, simplesmente, desabasse cobranças sobre o treinador. Lamento se minha fidelidade, minha coerência, meus critérios definidos e minha honestidade estejam causando decepção ao caro leitor.

Att,
Wianey Carlet”

Quando Tite puder contar com um grupo definitivo e bem preparado, ainda merecerá um período mínimo para afirmar e entrosar o time. Depois, sim, será cobrado com rigor por eventuais erros que possa cometer.

Não significa que não possa estar cometendo equívocos em algumas substituições, durante os jogos. Mas, não é por eles — inevitáveis nestas fases de indefinições — que o Inter está perdendo. Descarregar sobre o treinador a responsabilidade não me parece justo.

É o mesmo que culpar a direção pelas saídas de alguns jogadores. Como se fosse possível impedi-los de garantir a independência financeira dos seus futuros netos, como declarou Nilmar.

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Orteman, atração do Gre-Nal

27 de agosto de 2008 18

Valdir Friolin

Se faltavam atrativos na equipe reserva que o Grêmio colocará em campo no Gre-Nal de amanhã, a confirmação de que Orteman começa o clássico é a atração que faltava ao torcedor gremista.

Orteman é o típico “jogador Mercosul”. Começou no Uruguai, afirmou-se no Paraguai, passou pela Argentina e está, agora, no Brasil. Nos seus primeiros anos de carreira atuou como meia-atacante. Foi nesta função que chamou a atenção jogando pelo Olímpia, em 2002, quando colocou a faixa de campeão da Libertadores da América.

Nos últimos tempos, contudo, já na Argentina, adaptou-se às tarefas de segundo volante. Mais recuado, marcando e chegando menos ao ataque, é assim que se sente bem, garante o próprio jogador.

No Gre-Nal, o idioma espanhol será muito ouvido dentro do campo. D`Alessandro, Guiñazu e Orteman formam o trio de “castelhanos” que estará na partida. Poderia ser um quarteto, se Perea jogasse.

Derrubados os limites geográficos pela globalização, os hermanos de países vizinhos estão cruzando a fronteira, atraídos pelo real, moeda valorizada e quase hegemônica na América do Sul.

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