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Posts do dia 20 outubro 2008

Torcida Gre-Nal e a tabela da "secação"

20 de outubro de 2008 59

Cada um com os seus objetivos, Grêmio e Inter não poderão vacilar na próxima rodada. Vencer será imperioso. Tropeços poderão ser fatais aos propósitos da Dupla.

O Grêmio, em casa, enfrentará o Sport, já garantido na Libertadores, mas sempre um adversário traiçoeiro, como vem demonstrando no campeonato. O jogo será na quinta-feira, em horário civilizado: 20h30min.

O Inter viajará a Belo Horizonte para, no Mineirão, jogar com o Atlético. Depois que goleou o Flamengo em pleno Maracanã, o time mineiro assumiu ares de bicho-papão. A única vantagem para o Inter é que o Atlético pouco almeja no campeonato. Em 12º lugar, com 37 pontos ganhos, seu principal objetivo é atingir o limite para não cair e, se for possível, garantir uma vaguinha na Sul-Americana.

Agora, a “tabela da secação”. Os gremistas farão “olho gordo” nestes jogos:

SÃO PAULO E VITÓRIA, no Morumbi. Ah, se o time do Muricy desse uma tropeçadinha… Jogo será na quinta-feira.

FLUMINENSE E PALMEIRAS, sábado, no Rio de Janeiro. Nem é preciso dizer que o Grêmio torce para que o porco saia de campo assado.

ATLÉTICO-PR E CRUZEIRO, em Curitiba, também no sábado. O Cruzeiro voltou a ser um concorrente direto pelo título. Perdendo ou empatando, poderá comer poeira tricolor.

Os colorados, por seu lado, farão olho de “Zeca Pimenteira” para cima deste rivais:

GOIÁS E VASCO, em que o Goiás nem precisa perder. Um empatezinho já será satisfatório, para os colorados. Este jogo será na quarta-feira, 22hs.

FLAMENGO E CORITIBA, no Maracanã, quinta-feira. Os colorados nunca foram tão rubro-negros…

IPATINGA E BOTAFOGO, sábado. O Ipatinga tem incomodado gente graúda, na sua casa. É tudo o que o Inter quer que aconteça.

SÃO PAULO E VITÓRIA, quinta-feira. A turma de vermelho confia no Muricy. Mas se o time paulista for surpreendido e o Inter vencer, o colorado ficará a apenas um ponto do São Paulo. E aí, tcham, tcham, tcham…

Esta é a “tabela da secação”, para gremistas e colorados. E este tipo de campeonato não tem emoção… hein?

Postado por Wianey

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Cônsul gremista contesta "racha"

20 de outubro de 2008 18

A Geral do Grêmio: belo colorido, por vezes ofuscado por baderneiros/Daniel Marenco, Banco de Dados

A torcida Geral do Grêmio é um fato grandioso e relativamente novo. Um fenômeno que caiu no gosto geral, tanto que o local onde se posiciona é o que lota antes de qualquer outro setor do estádio.

A Geral é alegre, solidária, nunca vaia o time e dá um colorido bonito aos jogos. Infelizmente, algumas dezenas de desequilibrados comprometem, freqüentemente, a esmagadora maioria que só quer torcer, cantar e se agitar. O Grêmio e as autoridades ainda não descobriram uma maneira de conter ou banir esta gente que adora fazer ameaças.

Mas é inegável que a Geral veio para ficar. Os estádios e o Olímpico, principalmente, não seriam mais iguais sem esta torcida.

O problema é que se está dando uma dimensão exagerada à força política da Geral. Aliás, não são bons os exemplos de torcidas que crescem e passam a interferir, diretamente, nas administrações dos clubes, principalmente no futebol. Nem preciso lembrar fatos deploráveis que já aconteceram no Vasco da Gama, no Flamengo, no Corinthians, no Santos, no Palmeiras etc.

Nas eleições do Grêmio, deu-se como fato definitivo de que a Geral influenciaria, decisivamente, o resultado do pleito. E a Geral estava com a Chapa 1, que acabou derrotada.

Sobre o tema, transcrevo e-mail do cônsul do Grêmio, em Montenegro:

“Amigos da RBS,

Sobre as eleições do Grêmio, ficou provado que os Conselheiros não mais elegem o presidente, são os sócios, não apenas os da Geral.

Aliás, sobre a Geral do Grêmio, não entendi as matérias na Zero Hora de quinta-feira e sábado sobre racha, como se fosse a Geral que iria escolher o presidente do Grêmio. Na Geral, 70% não são sócios. Quem elegeu e escolheu o presidente foram os sócios da social e das cadeiras, como eu.

Também não vejo racha político. As eleições terminaram com abraços e promessas de ajuda por parte de quem perdeu. Passadas as eleições, queremos ver o Grêmio só dentro de campo com o fim da guerra de beleza e de poder político.

Mudar faz muito bem. Foi uma bela demonstração de democracia, sábado à tarde, no Olímpico.

Abraços,

HÉLIO SOARES ARAÚJO
Cônsul-adjunto do Grêmio F.B.P.A.
Montenegro-RS”

É justo e necessário lembrar que, concluída a apuração dos votos, membros da Geral do Grêmio abraçaram Duda Kroeff, garantindo que o apoiarão e, principalmente, seguirão incentivando o time com a mesma alegria de sempre.

Se conseguirem segurar os abusados que ameaçam e promovem badernas, tudo estará perfeito.

Postado por Wianey

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Chá de cidreira para D´Alessandro

20 de outubro de 2008 27

Satiro Sodré, Banco de Dados - 15/09/2008

Jogadores brasileiros e argentino, geralmente, têm temperamentos diferentes. Riquelme, um individualista pouco participativo, é exceção. Normalmente, os argentinos casam boa técnica com extraordinária capacidade de indignação. Não se submetem à derrota, facilmente. É um traço de comportamento que até recebeu a qualificação de “alma castelhana”. D´Alessandro é argentino e, como tal, do tipo invocado. Como é muito habilidoso, muitas vezes é caçado em campo, como aconteceu sábado, pelos jogadores do Atlético Paranaense. Ainda não se sabe se D´Alessandro é provocativo mas o que se vê é que o meia dificilmente sai de um jogo sem ter se metido em discussões com o árbitro e/ou adversários.

Sábado passado, no Beira-Rio, foi necessária a intervenção de jogadores do próprio Inter que cercaram o argentino pedindo-lhe calma. Alguma coisa está parecendo estranha para D´Alessandro e com a qual terá que se acostumar.

Por enquanto, terá que sossegar para não colecionar cartões. Um chazinho de cidreira, quem sabe, antes de entrar em campo.

Postado por Wianey

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O Grêmio deve esquecer o Canindé

20 de outubro de 2008 55

Ricardo Matsukawa, Futura Press

O desempenho do Grêmio foi tão ruim, contra a Portuguesa, que dificilmente será repetido, neste campeonato. A falta de sobreviventes do naufrágio dá a dimensão da tragédia. Como não existe chance de reparação, o melhor que o Grêmio poderá fazer será esquecer a sua fatídica passagem pelo Canindé.

O time gremista está longe de ser uma maravilha assim como não são maravilhosos todas as equipes que disputam o título. Mesmo assim, joga bem mais do que jogou domingo, em São Paulo. Esta afirmação parte de quem, por exemplo, não nutre nenhuma admiração por algumas idéias vigentes no Olímpico.

Não gosto do 3-5-2 à brasileira, esquema que, quase sempre, é apenas um 5-3-2. Em qualquer das hipóteses, o meio-campo sempre acaba pagando a conta por ter um jogador do setor substituído por um zagueiro. O Grêmio joga assim, fragilizado no meio, porque os seus alas são apenas laterais. Não compõe no meio-campo. Mas, para que perder tempo repetindo sempre o mesmo refrão?

Também não me apetece esta cultura gremista de que é essencial ter um centroavante grandalhão, fincado na área adversária. O tal “homem de referência”. Se houver um com estas características físicas e ainda for rápido e se movimentar, ótimo, que seja. Agora, marmanjo de quase dois metros de altura que não se dá com a bola? O Grêmio tem dois centroavantes de posicionamento: Marcel e Morales, e três atacantes que se movimentam, sabem lidar com a bola: Soares, Reinaldo e Perea. Como no time não existem bons cruzadores de bolas para tirar proveito da altura dos atacantes, Morales e Marcel estão prejudicados. Muito melhor seria Celso Roth alterar o desenho ofensivo do time: em vez de um mangolão com a camisa nove, dois atacantes de movimentação. Mas, reconheço, talvez seja um pouco tarde para mudar. Tanto o ataque quando o esquema tático.

Pode-se discutir tudo mas não cabe dúvida de que o Grêmio do campeonato é melhor do que aquele time que se apresentou no Canindé. Não creio quem atuação tão defeituosa possa se repetir. Portanto, resta aos gremistas continuar acreditando no time, sem esquecer que, afinal de contas, o Grêmio continua sendo o líder isolado do campeonato.

Postado por Wianey

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Que venga el Boca

20 de outubro de 2008 17

Riquelme (em lance com Fernandez, do River) preocupa os marcadores do Inter/Daniel Luna

Para quem gosta de viver intensamente, a vida do Inter de hoje é uma ótima receita. Continua, teimosamente, acreditando que poderá conseguir vaga para a Libertadores, os resultados da rodada foram essenciais para manter viva esta esperança, e agora terá pela frente o lendário Boca Juniors, pela Copa Sul-Americana.

O time argentino vem à Porto Alegre estimulado pela vitória no clássico, contra o River Plate, trazendo uma bagagem inigualável de feitos internacionais. O Beira-Rio transbordará de torcedores. Enfrentar o Boca é, sempre, um acontecimento, bem mais do que um simples jogo de futebol.

O Inter poderá derrotar os argentinos, neste primeiro confronto de 180 minutos? — É a pergunta que se repetirá até a hora do jogo. Sim, poderá, é a resposta quase óbvia. O Inter adquiriu maturidade internacional nos últimos anos e experiência é elemento importante nestas competições sul-americanas.

Pena que Guiñazu não poderá jogar. Ele é o elemento estabilizador do time. Dá o ritmo, dinâmica e contamina o restante da equipe com a sua disposição. Às vezes ouve-se o diagnóstico de que o Inter foi apático. Não acredito nisso. Aliás, o time parece sempre tomado de apatia quando, coincidentemente, Guiñazu não joga.

Quarta-feira, entretanto, a grandeza do jogo deverá ser suficiente para encharcar o time de brios, compensando a ausência do “perro loco”.

Inter e Boca, para quem gosta de emoções fortes, um programa perfeito.

Postado por Wianey

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