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Posts do dia 4 março 2009

Inter ganha mas sofre para quebrar retranca

04 de março de 2009 85

Mauro Vieira
O Inter tem o ataque mais rápido do Brasil. Esta virtude, porém, some quando o adversário se retranca e elimina os indispensáveis espaços para que Taison e Nilmar possam explorar a sua extrema velocidade.

Assim se comportou o União. Ficou atrás, muitas vezes com 11 jogadores no seu próprio campo. Sem espaços para contra-atacar, Nilmar e Taison pouco jogaram. O meio-campo também não funcionou. Tite substituiu Sandro por Andrezinho na doce ilusão que assim o time ficaria mais ofensivo. Não ficou. Pelo contrário, o meio-campo embolou e não funcionou.

Foi preciso que Índio, o zagueiro goleador, abrisse caminho para a classificação. No espaço de três dias, Índio marca dois gols decisivos e é o herói colorado da semana. Alecsandro entrou e completou o escore que o Inter precisava para garantir a sua vaga. E, como a noite estava destinada a fazer os colorados sofrerem, Lauro salvou, quase no fim, uma cabeceada fulminante do União. Deu Inter. No sufoco e jogando pouco

Postado por Wianey

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Torcedor credita momento de paz a Duda Kroeff

04 de março de 2009 54

Ricardo Chaves, Banco de Dados - 11/12/2008

Estamos festejando a calmaria que se verificou em toda a primeira fase do Gauchão. O Juizado Especial Criminal, que flutua entre o Olímpico e o Beira-Rio, tem registrado apenas casos de torcedores fumando maconha e, raros, jogando rojões no gramado. Nenhum caso de brigas, agressões, nada.

O torcenauta Marcos Bastian, que freqüenta a Geral do Grêmio, escreve identificando, segundo sua avaliação, a causa da paz que desceu sobre os estádios:

"Bom dia Wianey

No fim do ano passado enviei e-mail relatando acontecimentos lamentáveis na Geral do Grêmio. Inclusive falei com alguns colegas teus, entre eles o Sr Mauro. Gostaria agora de dizer que após a greve da Geral , pelo fato de o presidente Duda cortar os benefícios da bandidagem, crianças de colo tem assistido aos jogos, sem brigas, sem violência.

Está então identificado o foco. São vagabundos que se intitulam donos da área. Parabéns a equipe de esportes pela pressão, foi fundamental para termos jogos tranqüilos e civilizados.

Outra coisa, não sou fã do Roth, mas ele não tem nenhum cara de contenção. O Diogo é fraco e o Adilson tem que ter mais ânimo e parar com passes laterais.

Abs

Marcos Bastian"

Em outros jogos, com casa quase lotada como aconteceu semana passada, Grêmio e Universidad, contariam às dezenas casos de brigas, agressões e outras formas de violência. Nesta noite, nada do gênero foi registrado no JECrim. Das duas uma: ou a turma do barulho ficou educadinha, repentinamente, ou os baderneiros mudaram de endereço. Que bom!

Postado por Wianey

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Três problemas colorados esperam por soluções

04 de março de 2009 28

Arivaldo Chaves, Banco de Dados - 09/10/2008

Altir José Ferro, torcenauta colorado, antecipa-se a pauta já planejada pelo blogueiro e aponta três problemas que ainda carecem de boas soluções na equipe do Internacional. Eles têm nomes: Lauro, Bolívar e cobrador de faltas, que não apareceu, desde a saída de Alex. Analisemos, um por um:

LAURO — Trata-se de um goleiro de aptidões técnicas médias. Alterna grandes defesas com falhas técnicas quase simplórias. Não sai bem do gol e costuma soltar a bola para frente, um pecado grave. Em compensação, tem boa reposição de bola.

BOLIVAR — Embora seja quase comovedor o seu esforço, não é um lateral apoiador, tipo que vai ao fundo e cruza. Porém, também não é uma calamidade. Pode ter aproveitamento tático segundo as suas vocações, entre elas, a de marcação. É importante na área, combatendo as jogadas aéreas adversárias, embora se descuide de fechar por dentro e sua contribuição defensiva acabe sendo menor do que a possível. Está melhorando. Por enquanto, quebra o galho.

COBRADOR — Esta é, talvez, a maior carência aberta com a saída de Alex. D´Alessandro, Kleber e Andrezinho estão se revezando nas bolas bolas paradas. Taison, dizem, está treinando bem. Este é um problema que o tempo resolverá através de treinamentos. Foi assim que Alex se tornou um cobrador mortífero. Pode se repetir com outros.

Estes, resumindo, são alguns problemas que ainda perturbam o time colorado. Nenhum que seja tão grave ao ponto de tirar o sono dos colorados. Solucionados, contudo, significarão avanços importantes. O time do Inter está quase pronto. Falta, apenas, que Tite não se perca com experimentações. Ele mesmo, quando treinador do Grêmio, repetia que a formação de um time passa por três estágios: definição da escalação, esquema tático e aprimoramento. Costuma dizer que nesta última fase a equipe adquire sofisticação.

Escalar o time de acordo com o adversário é problema que pode ficar muito sério. Tite parece ter esquecido os seus próprios ensinamentos.

Postado por Wianey

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Inter é o mais comportado. Grêmio, o mais indiscip

04 de março de 2009 40

Divulgação
Não se sintam incomodados, torcenautas gremistas, mas os números são incontestáveis. Durante a Taça Fernando Carvalho, o Internacional foi a equipe de melhor comportamento e o Grêmio foi o time que mais cartões recebeu. Eis a estatística:

 

A equipe colorada recebeu apenas 22 cartões em 11 jogos disputados. A média de dois cartões por jogo fez do Inter o time mais disciplinado da competição. Outras equipes receberam o mesmo número de cartões, mas disputaram um número menor de jogos. Foram os casos do Caxias e do Ypiranga.

O Grêmio posicionou-se no outro extremo do ranking da indisciplina. Sua equipe, durante o primeiro turno, recebeu 34 cartões amarelos e dois vermelhos, totalizando 36 cartões em 11 jogos.

A maior média de cartões ficou com o São Luiz. O time de Ijuí foi penalizado com 29 amarelos e dois vermelhos em apenas oito jogos.

Durante a Taça Fernando Carvalho, a arbitragem distribuiu 391 cartões amarelos e 33 vermelhos, fazendo a média de seis cartões por partida. Luís Henrique, Novo Hamburgo, foi o campeão dos cartões: recebeu cinco amarelos e um vermelho.

O Campeonato Gaúcho, até agora, não foi marcado pela violência. Existe boa diferença entre competitividade e deslealdade. O Grêmio, time que recebeu o maior número de cartões, não é violento. Mas, a exemplo do que já vem acontecendo em outras competições, exerce forte marcação sobre os adversários. E comete muitas faltas. Celso Roth pode não mandar bater mas é inegável que orienta o seu time a chegar junto o que é, absolutamente, legítimo.

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Celso Roth só viu meio Gre-Nal em Erechim

04 de março de 2009 46

Celso Roth viu apenas o seu próprio time em Erechim/Daniel Marenco, Banco de Dados

Como se previa, a entrevista coletiva de Celso Roth, ontem, foi tensa e cheia de explicações. O assunto era apenas um: a decisão do treinador em disputar o com apenas um atacante. O 3-6-1, que já se tornou assombração na vida dos gremistas, foi intensamente questionado. Para se justificar, Roth lembrou que foi com este esquema tático que o Grêmio dominou o Inter, amplamente, na etapa inicial do Gre-Nal de Erechim. Pura verdade... pela metade.

Roth esqueceu que o Internacional facilitou a dominação gremista com a sua escalação “ofensiva”, lembram: D´Alessandro, Alex, Taison e Nilmar. No segundo tempo, Tite deu uma arrumadinha no time colocando Andrezinho. Melhorou um pouco, mas foi suficiente para inverter a tendência do jogo e sair de campo com a vitória.

O 3-6-1 do Grêmio, em Erechim, funcionou enquanto o Inter esteve em campo com uma escalação desequilibrada. Domingo passado, Roth reiterou o esquema mas não se deu conta de que o Inter estava modificado. Desta vez tinha um volante para liberar Magrão e Guiñazu, a primeira e mais destacada diferença.

Parece que o erro de Celso Roth esteve no fato de apenas ter visto o Grêmio, em Erechim. Não percebeu o tamanho da ajuda que o seu adversário lhe deu, no primeiro tempo.

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Tite pode estar criando a escalação flutuante

04 de março de 2009 20

A dúvida de Tite: Sandro ou Andrezinho/Fotos Banco de Dados ZH

O treinamento de ontem foi fechado e Tite não anunciou, oficialmente, a escalação do Internacional. Mesmo assim, é convicção consensual entre os repórteres que fazem a cobertura do Inter que Sandro deixará o time para que jogue Andrezinho, hoje, contra o União de Rondonópolis. Ainda existe uma breve possibilidade de que D´Alessandro não jogue, o argentino ainda sente algumas dores. Mas, segundo as informações distribuídas, Tite pretende mudar, sim, a escalação.

O problema não está em comparar o que fazem Andrezinho e Sandro mas o que significam na estrutura tática da equipe. Após o Gre-Nal, virou consenso de que a presença de Sandro Favorecera Guiñazu e Magrão. Ambos jogaram o que não vinham jogando antes da entrada de Sandro. Soltos, liberados para se movimentar e atacar, a dupla se impôs ao meio-campo gremista. É possível que o União não exija a presença de um volante na equipe colorada. O problema é saber se Guiñazu e Magrão não voltarão a acusar os problemas que antes travavam o meio-campo do Inter.

Além disso, Sandro é um volante de tantas qualidades, que a sua presença não torna o time menos ofensivo. Ele avança, passa bem e se apresenta no ataque com qualidade e naturalidade. Tite parece estar cedendo, mais uma vez, a tentação de escalar "os melhores", apesar dos maus resultados decorrentes desta estratégia. Sem, considerar que escalações flutuantes — variam de acordo com o adversário — normalmente retardam a afinação de um time.

Enfim, com Sandro ou Andrezinho, o Inter deve derrotar o União. Jogo, simplesmente, não servirá para confirmar ou desmentir tese alguma.

Postado por Wianey

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