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Posts do dia 12 março 2009

Preparação física não é problema no Grêmio

12 de março de 2009 43

Mauro Vieira, Banco de Dados - 2/2/2009

É comum e até normal que se busquem causas sempre que uma equipe está jogando menos do que, hipoteticamente, deveria jogar. No caso do Grêmio, o primeiro e principal alvo é o treinador. Nenhuma novidade. Mas os diagnósticos que vinham sendo feitos não se esgotaram na responsabilização de Celso Roth. Também a preparação entrou na pauta de questionamentos.

Confesso que tenho enormes dificuldades para medir o condicionamento físico de um time, por várias razões. Muitas vezes, os músculos estão bem preparados mas a escalação desequilibra a equipe travando os jogadores, obrigados a cumprir tarefas para as quais não têm vocação, parecendo que estão mal preparados.

As pressões, externa e interna, abalam o equilíbrio emocional dos jogadores que empregam mais energia do que o necessário para realizar as tarefas comuns. Consequência: cansam mais rapidamente.

A precariedade técnica também acaba falsificando a realidade. Nestes casos, os jogadores tentam superar as suas deficiências à custa de muito esforço. Acabam parando antes que o jogo acabe.

No caso do Grêmio, viu-se em Tunja que não existem problemas de preparação física. Apesar da altitude, a maioria dos jogadores correu o jogo inteiro. Exceção foram Alex Mineiro e Tcheco, ambos por outras causas.

No final do jogo, um jogador gremista — teria sido o Souza? — revelou que Beto Ferreira, o preparador físico, já preparou o time para enfrentar os efeitos da altitude. Ora, tanta antecipação de providências não poderia significar incompetência da preparação. O time do Grêmio está muito bem condicionado fisicamente. Apaguem-se as especuladas hipóteses de que Beto Ferreira tivesse responsabilidade nas más atuações do time.

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Tcheco, cada vez mais, um capitão cansado

12 de março de 2009 47

Diego Vara

Em Tunja, Tcheco foi a primeira substituição feita por Celso Roth. É possível que a altitude tenha prejudicado o capitão gremista mais do que o restante do time. Porém, o desempenho insatisfatório de Tcheco não se restringe a este jogo. Foi assim no Gre-Nal e assim tem sido em jogos mais competitivos.

É difícil, compreendo, questionar a titularidade de um jogador com a qualidade técnica e liderança de Tcheco. Mas chega sempre o momento da renovação. Aconteceu, recentemente, no Beira-Rio, quando Fernandão já não conseguia corresponder às necessidades do time. O tempo exerce pressão implacável sobre os atletas. O prazo de validade de Tcheco, parece, está se esgotando. Tomara que esta fosse uma observação equivocada.

Alex Mineiro parece reproduzir o caso Tcheco. Cada vez mais se explica porque o Palmeiras liberou o seu atacante com tanta facilidade. Alex preserva todas as suas extraordinárias virtudes técnicas mas parece faltar-lhe condição física para executá-las. Herrera está chegando e tudo se encaminha para que Celso Roth efetiva Jonas e o argentino como titulares do ataque gremista. Maxi Lpez corre por fora, mas, se depender da mostra que ofereceu na sua estréia, sei não.

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Inter não tem um time de cristal

12 de março de 2009 33

Nauro Júnior

As manifestações que saem do Beira-Rio não chegam a ser claras. Ora sugerem que Tite poderá adotar a política de rodízio, poupando jogadores titulares. Ora se afirma a importância de repetir escalação e esquema tático tendo por objetivo reforçar a produção coletiva da equipe. Para enfrentar o Inter-SM, não se sabe qual será a decisão de Tite. Especula-se que um time misto poderá ser escalado.

Ora, o Inter está disputando o Gauchão e só no mês que vem, abril, voltará a jogar pela Copa do Brasil. Não existe um único argumento que justifique a idéia de rodízio. Aliás, o time principal do Inter, apesar da magnífica campanha que vem fazendo, está longe de merecer confiança absoluta. Convém ao torcedor colorado não esquecer que o Gauchão é o campeonato “engana-bobo”. O time ainda carece de mais eficiência nas jogadas laterais, apenas para citar uma deficiência. Somente jogando é que poderá aprimorar o seu padrão. Seria grave equívoco concentrar o foco apenas na competição estadual. O futuro próximo reserva confrontos muito mais exigentes. Será que o Inter está preparado para superá-los?

O calendário está macio para o Inter. Substituir jogadores lesionados ou em vias de se lesionar faz parte da rotina, e o Inter possui grupo qualificado e numeroso o suficiente para encarar estas dificuldades. Inaceitável é institucionalizar a política do rodízio, alegando precaução contra lesões. Se o Inter não afirmar a sua equipe neste momento, quando o fará? Esta conversa toda de preservação acaba fazendo parecer que o Inter tem um time de cristal, quando, na verdade, equipes são formadas para jogar e não para contemplar outros fazendo o trabalho que lhes caberia.

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Grêmio joga contra o Grêmio no Gauchão

12 de março de 2009 55

Jogadores gremistas comemoram gol marcado contra o Boyacá Chicó, na Libertadores/Guillermo Legaria, EFE

É possível que o grande erro dos dirigentes gremistas, neste início de temporada, tenha sido o de tornar Celso Roth porta-voz do clube em questões institucionais, como o estabelecimento de prioridades. Pior ainda foi que a direção se deixou convencer pela ideia de que seria impossível dedicar atenção e interesse ao Campeonato Estadual e a Libertadores. A reiteração cansativa dessa política não só afrontou a ambição da torcida, como desmobilizou o próprio time. Leiam o que escreve este torcenauta gremista:

“Caro Wianey,

Recentemente ouvi uma entrevista do Roth na qual ele afirmava: `dizem que o Gauchão é o campeonato mais importante do mundo. Mas não é. O torcedor que ganhar tudo, Gauchão, Libertadores, Brasileirão, etc. Mas não é assim`.

Ora. Roth está equivocado. O campeonato mais importante é TODO aquele que o time participa. É claro que uns campeonatos dão maior projeção e mais dinheiro que outros (Libertadores, por exemplo), mas se não entra no campeonato para ganhar, o que está fazendo ali? Se é só para cumprir tabela ou fazer laboratório, que nem participe então. Queremos todos os títulos, sim!

Abraço
Rogério Sikora”

Clube algum tem obrigação de ganhar todos os títulos que disputa, mas é dever de todos valorizar e buscar a conquista em todas as competições que disputar. Se não for assim, incorrerá em crime de propaganda enganosa quem induzir o seu consumidor a comprar um produto pelo que o clube não lutará com todas as suas energias. Eu até não sei porque os torcedores gremistas têm ido aos jogos do Grêmio pelo Gauchão. Para quê, se o clube não está interessado na sua conquista, como afirma e reafirmar, sistematicamente, o seu treinador? Aliás, o próprio clube é ferido com esse discurso pois, se o Grêmio disputasse apenas a Libertadores no primeiro semestre, não haveria razão, sequer, para o associado seguir pagando as suas mensalidades. Menos ainda de outros torcedores buscarem se associar ao clube.

Porém, o pior de tudo é que a política contida no discurso oficial afronta a história do Grêmio e apequena o clube. Dizer que é impossível ao Grêmio dedicar atenção ao Gauchão e a Libertadores, simultaneamente, é grossa MENTIRA! O próprio Grêmio desmente essa afirmativa medíocre.

Em 1995, o Grêmio disputou três competições no primeiro semestre: Campeonato Gaúcho, Libertadores da América e Copa do Brasil. Sabem o que aconteceu? O Grêmio foi finalista dos três certames. Ganhou dois deles, Gauchão e Libertadores, e só perdeu para o Corinthians na final da Copa do Brasil. Três competições disputadas simultaneamente. Que história é esta, então, que não dá para disputar Gauchão e Libertadores?

Se o próprio treinador, coadjuvado por seus dirigentes, repete que o Gauchão não é prioridade, como exigir que o time tenha comportamento interessado? Depois querem saber porque o Grêmio vem apanhando do Inter nos Gre-Nais. A explicação é óbvia: ou o clube encolheu ou quem manda perdeu noção de grandeza.

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Vitória salva Roth e reanima o Grêmio

12 de março de 2009 85

Guillermo Legaria, EFE
Se continuar desperdiçando oportunidades de gols como aconteceu contra o Universidad e o Boyacá Chicó, o Grêmio acabará inscrito no Livro dos Recordes. No jogo de estreia, diante da equipe chilena, o Grêmio esteve prestes a marcar gol em 14 ocasiões. Errou todas. Agora, na Colômbia, conseguiu marcar um mas desperdiçou 10 oportunidades claras de gol. Jonas conseguiu a proeza de estar a um metro do gol, sem o goleiro e, mesmo assim, acertar a trave.

Herrera fez pior: chegando livre à frente do gol permitiu que a bola tocasse a sua canela e se perdesse pela linha de fundo. Poderia ter sido uma goleada, mas o escore mínimo foi suficiente para salvar o emprego de Celso Roth, momentaneamente, e reanimar o Grêmio.

A delegação volta para Porto Alegre e deixa na Colômbia a pesada crise dos últimos tempos. Mesmo que tivesse anunciado, após o último Gre-Nal, que usaria o esquema tático de um só atacante — 3-6-1 — Roth surpreendeu não acatando o 3-5-2 e optando pelo 4-4-2, adiantando Réver para a função de volante defensivo. Deu certo. Não andaram bem os veteranos do time, Tcheco e Alex Mineiro. Ambos foram substituídos.

A vida do Grêmio na Libertadores mudou para melhor. Com mais sossego, a equipe poderá superar a ansiedade que faz os atacantes gremistas desperdiçarem tantos gols. Celso Roth, mais uma vez, justificou a campanha insatisfatória do Grêmio no Gauchão, destacando as diferenças entre esta competição e a Libertadores. Não disse mas passou a clara impressão de que é impossível enfrentar Gauchão e Libertadores com a mesma intensidade de concentração e mobilização.

Celso Roth desconhece a história do Grêmio. Em 1995, o Grêmio disputou três certames no primeiro semestre: Gauchão, Libertadores e Copa do Brasil. Foi Campeão Gaúcho, levantou a Taça da Libertadores e só não ganhou a Copa do Brasil porque foi derrotado, nas finais, pelo Corinthians. Três competições, todas distintas entre si. O Grêmio, repito, chegou às finais de todas e colocou a faixa de campeão em duas. Aonde está escrito, então, que não dá para disputar, com igual interesse, Gauchão e Libertadores?

Postado por Wianey

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