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Posts do dia 19 março 2009

Troca: sai bebida alcoólica e entra maconha

19 de março de 2009 64

Cynthia Vanzella, Banco de Dados - 18/12/2008

Durante a realização do fórum denominado Soccerex, na Capital Federal, as discussões sobre medidas para combater a violência nos estádios focavam a questão do álcool, banido do futebol por lei federal e estaduais. Foi quando o presidente do Internacional, Vitorio Piffero, tomou a palavra para garantir:

— A bebida alcoólica não é mais problema nos estádios. O que tem, agora, é muita maconha. Tem que resolver isso.

Seria uma verdade completa se muitos torcedores não enchessem a cara de álcool nos bares que existem em torno dos estádios. Quando se acomodam para assistir aos jogos, já estão devidamente turbinados.

A afirmação de Piffero é irretocável quando toca na questão das drogas. Em certos espaços do Olímpico e do Beira-Rio, qualquer desavisado que circular nas imediações entra no "perímetro da fumaça" e sai chapadaço. O cheiro da erva queimada é percebido até pelos árbitros, dentro do campo.

A concessão que antes contemplava a cerveja, agora foi transferida para a canabis sativa. Tantos que mais de 90% dos registros feitos no Juizado Especial Criminal — JECRIM - instalado nos dois estádios em todos os jogos, indica porte e consumo de maconha. Se não cortarem o mal pela raiz, logo chegará a vez do crack, droga mortífera que anda destruindo vidas com aterradora rapidez.

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Maxi López é um cara legal

19 de março de 2009 27

Mauro Vieira, Banco de Dados - 17/02/2009

O torcedor gaúcho, especialmente o gremista, suporta bem jogadores de técnica limitada desde que compensem com esforço, entrega e, claro, eficiência. Tudo indica que, com Maxi López, estejamos diante de um caso em que a habilidade é obscurecida por estas outras virtudes físicas e morais.

Quem não conhecia Maxi já percebeu que se trata de um guerreiro, um combatente nas quatro linhas. Quando a torcida ergueu a sua voz pedindo o argentino, não foi porque tivesse ouvido falar que se tratava de um virtuose, alguém que faria maravilhas com a bola, desmanchando marcações e presenteando os estádios com gols de refinada técnica. Pelo contrário. Maxi López vem sendo anunciado como um atacante forte, alto, veloz, valente e conhecedor da arte de finalizar jogadas de ataque. No breve período em que esteve em campo, mostrou tudo isto.

Maxi ainda não está no ponto. Para produzir o máximo que lhe é possível, precisará estar voando baixo, conhecer e ser conhecido pelo time. Não acontecerá em dois ou três jogos. Mas, se for guardado por circunstâncias favoráveis e o seu tempo de Olímpico não for curto demais, poderá ter o seu nome cantado pelas arquibancadas.

Além de tudo, percebe-se nas suas entrevistas que Maxi é um cara legal.

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O nome é Alecsandro ou um ponto de interrogação?

19 de março de 2009 2

Fernando Gomes

É elogiável a serenidade com que Alecsandro aguarda o momento de receber uma verdadeira oportunidade na equipe do Inter. Até hoje, ele tem entrado durante os jogos, sempre com desempenhos positivos e nenhuma reclamação. Ele sabe que no futebol, como em qualquer outra atividade profissional, a grande chance sempre chega para quem souber merecê-la. Pode tardar um pouco, mas chega.

Às vezes, os méritos até são obscurecidos por turvas preferências, mas o dia do seu reconhecimento nunca falta. O esperado momento, para Alecsandro, pode estar chegando. Nilmar está casando, não joga no fim de semana e a sua posição está garantida para Alecsandro, um atacante de muita qualidade e um ponto de interrogação na cabeça de Tite, conforme admitiu o próprio treinador.

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Grêmio cria juízo e coloca o time para jogar

19 de março de 2009 9

Ricardo Chaves, Banco de Dados - 11/12/2008

Poucas vezes o mesmo assunto produziu tanta desafinação nos discursos como aconteceu no Olímpico nestes meses iniciais do ano. A cansativa reiteração do que já era sabido — a Libertadores sempre será mais importante do que o Gauchão — esbarrou para outra prioridade, esta não admitida, que era a de torcer o nariz para o campeonato local, mas diante da liderança do grande rival, tentar por todos os meios desmerecer a competição, o Gre-Nal, o adversário (não está na Libertadores), etc. A fábula das uvas de chuteiras. E para compatibilizar discurso com fatos, a escalação de times formados por reservas e/ou, no máximo, uma mescla de poucos titulares e muitos suplentes, quando nem era necessário.

A lenga-lenga retórica acabou se voltando contra o próprio Grêmio. Se perder o Gauchão era um risco admitido e, até, justificado, não dar atividade para a equipe titular era submetê-la ao inevitável desentrosamento e consequente fragilização da força coletiva, virtudes indispensáveis na disputa pela Libertadores. Time se faz jogando, não existe outra fórmula. Foi assim, o discurso atrapalhando o time, até o jogo contra o São José. Com os titulares, o Grêmio fez goleada. Porém, mais do que o auspicioso resultado, a noite foi também de anúncio de uma decisão clara: o Grêmio colocará em campo a sua equipe titular, pelo menos uma vez por semana. Finalmente, uma decisão coerente e ajuizada.

Na próxima semana, o Grêmio viajará para novo compromisso pela Libertadores. Nada mais compreensível do que preservar os seus profissionais no próximo domingo, quando enfrentará a Ulbra.

Não são incompatíveis as conquistas da Libertadores e do Gauchão. Buscar as duas conquistas é dever do Grêmio e de qualquer clube. Só não é possível casar um pseudo interesse no campeonato estadual com o repetido discurso que desmobiliza a torcida e o próprio time. Nem os jogadores estavam agüentando a catilinária dos últimos tempos e pediram para disputar o Gauchão com força máxima. A partir de agora, a torcida gremista sabe que o Grêmio, verdadeiramente, lutará pelo título gaúcho. Será no campo e não, apenas, em vagos e poucos convincentes discursos.

Postado por Wianey

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