Durante a realização do fórum denominado Soccerex, na Capital Federal, as discussões sobre medidas para combater a violência nos estádios focavam a questão do álcool, banido do futebol por lei federal e estaduais. Foi quando o presidente do Internacional, Vitorio Piffero, tomou a palavra para garantir:
— A bebida alcoólica não é mais problema nos estádios. O que tem, agora, é muita maconha. Tem que resolver isso.
Seria uma verdade completa se muitos torcedores não enchessem a cara de álcool nos bares que existem em torno dos estádios. Quando se acomodam para assistir aos jogos, já estão devidamente turbinados.
A afirmação de Piffero é irretocável quando toca na questão das drogas. Em certos espaços do Olímpico e do Beira-Rio, qualquer desavisado que circular nas imediações entra no "perímetro da fumaça" e sai chapadaço. O cheiro da erva queimada é percebido até pelos árbitros, dentro do campo.
A concessão que antes contemplava a cerveja, agora foi transferida para a canabis sativa. Tantos que mais de 90% dos registros feitos no Juizado Especial Criminal — JECRIM - instalado nos dois estádios em todos os jogos, indica porte e consumo de maconha. Se não cortarem o mal pela raiz, logo chegará a vez do crack, droga mortífera que anda destruindo vidas com aterradora rapidez.
Postado por Wianey

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