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Posts do dia 18 maio 2009

Guiñazu é o sucessor legítimo de Fernandão

18 de maio de 2009 71

Guiñazu conquistou a torcida colorada pela sua singular combatividade/Valdir Friolin
Quando Guiñazu saiu da casamata, no domingo, e postou-se ao lado gramado para substituir Rosinei, mais de 36 mil colorados ergueram-se para aplaudir, emocionadamente, o capitão do time. Uma consagração definitiva, homenagem carinhosa a um jogador estrangeiro que cativou o coração dos colorados.

Desde Figueroa, a torcida não reverenciava um jogador natural de outro país como está fazendo com El Perro Loco. Há poucos dias, este blog perguntou para colorados e gremistas quais eram os seus ídolos. A votação de Guiñazu foi, disparadamente, a maior entre todos os jogadores votados da Dupla.

O Internacional já vinha tentando contratar Guiñazu bem antes de fazê-lo. Aliás, foi o Grêmio que levou o Inter a fazer nova tentativa quando, tendo vendido Lucas e com dinheiro em caixa, movimentou-se para trazer este jogador. Informado sobre a iniciativa gremista, Fernando Carvalho juntou-se a Giovanni Luigi para desviar Guiñazu para o Beira-Rio.

Não se trata de um virtuose. Guiñazu conquistou a torcida colorada pela sua singular combatividade. Disputa cada partida como se fosse a última da sua vida e cada jogada como se dela dependesse a sua sobrevivência. Tanta abnegação sensibilizou a alma colorada. Domingo, o Beira-Rio foi palco daqueles momentos que desnudam uma emoção e se inscrevem na história.

Postado por Wianey Carlet

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Krieger gostaria que Autuori mudasse o esquema

18 de maio de 2009 33

Krieger prefere o esquema 4-4-2/Vitor Rodrigues
Pela primeira vez, André Krieger abriu o jogo revelando que prefere o 4-4-2. O dirigente do futebol gremista justificou a sua preferência destacando que “neste esquema tático o meio-campo fica mais povoado”. A manifestação de Krieger reforça a certeza de que os dirigentes não interferem nos assuntos da equipe, mesmo quando pensam diferente do treinador.

Este comportamento é bom, mas também é ruim. É positivo à medida em que o treinador tem liberdade absoluta para fazer o seu trabalho e aplicar, exclusivamente, as suas ideias. Mas, pode ser negativo quando o técnico está errado e o dirigente permite a manutenção do erro, mesmo prejudicando o time e o clube.

A relação entre dirigentes e treinadores é, muitas vezes, complicadíssima, principalmente quando os profissionais são intransigentes e movem-se como se fossem donos do clube. São poucos os treinadores que admitem e, mais do que isso, gostam de ouvir o que os dirigentes pensam. Muitas vezes, é verdade, quem dirige não tem contribuição alguma a dar. Em outras, contudo, teriam boas sugestões para oferecer e não o fazem por consideração e, até, por omissão.

Certa vez, Figueroa treinava o Inter e Ibsen Pinheiro era diretor de futebol. Diante da escalação faceira que o treinador definira para enfrentar o Goiás, Ibsen atreveu-se a fazer este comentário, a Figueroa:

— Com esta escalação, estamos na ante-sala do fiasco.

Figueroa ouviu e retrucou:

— Que nada, o Inter é grande, precisa atacar.

Terminado o jogo, o Inter voltou para o vestiário carregando as dores de uma histórica goleada.

Abel Braga treinava o Inter e Fernando Carvalho estava assustado com a predileção do treinador por escalações extremamente fortes para atacar e fraquíssimas para se defender. Daquelas escalações que visavam “ir para dentro do adversário” como gostava de repetir o treinador. Mas, foi assim que o Inter se preparou para os Gre-Nais que decidiriam o Gauchão. O Inter foi mal no primeiro clássico realizado no Olímpico e antes do segundo, Carvalho decidiu ponderar para Abel que o time estava aberto demais. O treinador pediu crédito, garantiu que ganharia o jogo e o título e o resultados todos conhecem: Grêmio campeão. Depois desta decisão, Fernando Carvalho resolveu interferir. Abel atendeu os pedidos do dirigente e o fim da história também é conhecido: Inter campeão da Libertadores e do Mundo.

Certos treinadores fazem carreira mais por sorte do que por juízo. Celso Roth manteve, em 2009, o mesmo esquema tático de 2008. Não percebeu que tinha perdido Rafael Carioca, Pereira e Willian Magrão, o que fazia uma diferença enorme. Teimoso, também não viu que o time, este ano, não contava com jogadores apropriados para jogar no 3-5-2. Afundou após uma sequência de derrotas em Gre-Nais e hoje choraminga e lamenta o que considera ter sido injustiça. Seu sucessor, Marcelo Rospide, não teve coragem para revogar as ideias do seu mestre. Agora, chega Paulo Autuori. Se tivesse a mínima vocação para jogador, apostaria que Autuori vai mudar o esquema tático do Grêmio. Não é preciso ser genial para perceber o que não funciona.

Postado por Wianey Carlet

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Taison, o projeto de craque movido a palavras

18 de maio de 2009 11

Taison teve desempenho destacado diante do Palmeiras/Valdir Friolin
Existem pessoas que mil discursos são insuficientes para fazê-las compreender o que precisam saber. Felizmente, para o Internacional, Taison pertence ao grupo oposto, aquele formado por gente que transforma conselhos e orientações em combustível aditivado, capaz de levá-las ao encontro dos melhores objetivos.

Quando estava surgindo, Taison revelava grandes dificuldades nas finalizações. Driblava, superava os adversários em velocidade, mas quando chegava o momento de arrematar, era um desastre. Fernando Carvalho, que além de dirigente é conhecedor provado da natureza humana, chamou Taison para uma conversa particular. Colocou-o diante das suas reais possibilidades, pediu-lhe calma e arrojo na hora do chute e não precisou esperar muito tempo para verificar que semeara em bom terreiro. Motivado pela orientação de Carvalho, o garoto começou a empilhar gols e não parou mais. Hoje, está entre os principais artilheiros do futebol brasileiro.

Nos jogos contra o Corinthians e o Flamengo, Copa do Brasil e Brasileirão, Taison não apenas deixou de marcar gols como, pior, foi tão mal que precisou ser substituído nas duas partidas. Percebendo as dificuldades e o abatimento do garoto, Tite chamou-o para uma conversa privada, sábado à noite. Ensinou-o como fugir da marcação rigorosa que passara a experimentar, pediu-lhe que recuasse um pouco mais, que jogasse com alegria e não ficasse lamentando cada jogada malsucedida. O resultado da conversa apareceu, já no dia seguinte. Contra o Palmeiras, Taison teve desempenho destacado, cumprindo tudo, tudinho, o que Tite lhe havia pedido.

Há pessoas que não se sensibilizam nem com mil discursos. Para Taison, palavras de estímulo são doping poderoso. Taison aprende com facilidade. Não é difícil ser seu professor.

Postado por Wianey Carlet

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Autuori vai revolucionar as relações no Olímpico

18 de maio de 2009 21

Autuori no desembarque em São Paulo ontem/Diogo Oliver
Após dois meses de ansiosa espera, Paulo Autuori chega hoje. O treinador escolhido para dirigir o time gremista até dezembro de 2010 está desembarcando no aeroporto, se apresentando no Olímpico para, em seguida, começar a trabalhar com o time. Ele terá que tomar decisões importantes, mas não seria razoável esperar por mudanças, imediatamente. Embora, até possam acontecer.

A semana inteira estará disponível para treinamentos, o próximo jogo será contra o Botafogo e só depois Autuori experimentará o gostinho da Libertadores. O jogo contra o Caracas será no meio da próxima semana, na
Venezuela. Até lá, o novo treinador gremista poderá observar jogadores e verificar se eles são compatíveis com o 3-5-2 ou possuem características mais afinadas com outro esquema tático.

Ontem, ao desembarcar em São Paulo, Autuori foi recepcionado pelo repórter Diogo Olivier, de Zero Hora. Não falou sobre questões técnicas, mas explicou que o silêncio sobre a sua contratação foi essencial para que os árabes o liberassem. De São Paulo, viajou para o Rio de Janeiro, onde passou a noite com a sua família. Antes de embarcar para cumprir este derradeiro trajeto da sua volta para casa, Autuori falou sobre o seu estilo de trabalhar e as relações que costuma desenvolver com o meio externo. Este blog reproduz parte do texto de Olivier, aonde o treinador fala sobre qual será a sua postura:

“Embora impedido de falar sobre questões técnicas por força do acordo encaminhado com o Grêmio para a sua apresentação, Auturoi deu uma dica que tem tudo para revolucionar as relações no Olímpico:

— Não haverá problema nenhum para eu falar com vocês (imprensa no dia-a-dia. Lá, no Olímpico, é só a gente combinar e falo durante o tempo que for preciso. Respeito quem trabalha e compreendo perfeitamente a função de vocês, jornalistas — sorriu Autuori, já um tanto mais relaxado”.

Nem precisaria falar. Na sua passagem pelo Beira-Rio, Paulo Autuori mostrou que é um homem afável, educado e que respeita, mesmo, o trabalho da imprensa. A menos que o Grêmio produza uma improvável inversão de expectativas, vem por aí tempos arejados, na Azenha. A chegada de Paulo Autuori não empolga, apenas, os gremistas.

Postado por Wianey Carlet

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