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Posts do dia 8 junho 2009

Renato era colorado, ouça o áudio da revelação

08 de junho de 2009 106

Primeiro chefe de Renato garante que ele já foi colorado/Fernando Gomes, BD - 16/10/2005
Não pretendia voltar ao assunto que caracteriza somente um aspecto curioso do futebol. Entretanto, tantas foram as ofensas dirigidas a este blogueiro, entre elas a de que estava mentindo, inventando a história, que decidi postar a entrevista completa concedida pelo senhor Azir Favaretto, dono da Padaria Favaretto, o primeiro empregador de Renato.

Trata-se de um homem simples, como se pode verificar na gravação. Ele e a sua família torcem ardorosamente pelo Grêmio. Ao entrevistá-lo, Gabrieli Chanas e eu apenas queríamos saber como era a vida de padeiro do Renato. Sequer perguntamos sobre o clube de Renato. Favaretto, espontaneamente e na sua simplicidade, fez a revelação. Tudo isto pode ser percebido, facilmente, ouvindo a gravação. Voltar ao tema tem, agora, outros objetivos:

1 — Mostrar que ninguém inventou coisa alguma.

2 — É uma grande bobagem afirmar que ninguém muda de clube. Muda-se até de esposa, fala-se, mas não de clube. Besteira.

3 — O fanatismo é, apenas, de uma parcela dos torcedores. Jogadores são profissionais. Renato era colorado antes de desembarcar no Olímpico. Depois, tomou-se de amores pelo Grêmio e até hoje reitera a sua paixão. Desenvolveu até profunda desafeição pelo Inter. Repetiu, várias vezes, que jamais trabalharia no Beira-Rio.

Existem vários exemplos de colorados que fizeram carreira no Grêmio e gremistas que se realizaram, profissionalmente, no Inter. O fanatismo, entretanto, cega as pessoas.

>>> Clique e ouça a a entrevista com Azir Favaretto

Postado por Wianey Carlet

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Repórter francesa desmente Souza

08 de junho de 2009 53

Souza decidiu agradar gaúchos e parisienses/Arivaldo Chaves, BD - 27/10/2008
O jornal francês Le Parisien publicou uma entrevista de Souza na qual o jogador dizia que gostaria de voltar para o PSG. Preocupado com a repercussão da notícia, Souza telefonou para a Rádio Gaúcha garantindo que nada dissera do que foi publicado na França e cogitou ter havido problemas na tradução. Ontem, Fernando Eichemberg, jornalista que atua como enviado de Zero Hora, na Europa, entrevistou a repórter do Le Parisien, Sylvie de Macedo, sobre o assunto. A seguir, algumas respostas que estão publicadas em ZH desta segunda-feira:

Zero Hora — O Souza diz no Brasil que não falou com ninguém, na França, sobre a sua possível volta ao PSG.

SYLVIE — Eu falei com ele no telefone há umas duas semanas, para saber o que ele iria fazer, se pretendia retornar ao PSG ou não. Falo português, por isso não há problema..... E o que ele me disse é o que está escrito na reportagem. Ele disse que no Brasil ele não pode dizer que quer deixar o Grêmio, mas que se o PSG lhe oferecesse uma oportunidade de voltar ele ficaria contente, sem problemas. Não há muitas chances para que ele volte, mas foi o que ele disse.

Zero Hora — Ele estaria dizendo coisas diferentes, então?

SIYLVIE — Eu o avisei que era um jogo perigoso, pois tenho acesso aos jornais brasileiros e li o que ele disse lá. O Souza me disse que queria voltar. Se ele diz uma coisa diferente na França e no Brasil é um problema para ele.

Zero Hora — Que razões ele invocou para fazer isso?

SYLVIE — Ele disse que não poderia dizer, lá no Brasil, que queria voltar porque os torcedores não gostariam. E que se o PSG o quisesse de volta, ele ficaria muito contente de retornar, porque queria provar a todo o mundo que é um grande jogador.... Disse que se tivesse que permanecer no Brasil, ficaria, também, contente de continuar no Grêmio, mas que se pudesse voltar ao PSG não hesitaria.
Conclusão: é comum um jogador adotar a postura de Souza. É preciso ser bom político. Se o seu futuro está indefinido, convém não desagradar possíveis empregadores. Parece bastante claro que Souza, diante da indefinição sobre o seu caminho, decidiu agradar gaúchos e parisienses. Nada demais, sinceramente. Desagradável é, repassar para a imprensa uma responsabilidade que ela não tem. Aliás, é sempre assim. As costas da imprensa são largas. Mesmo assim, cabe compreender Souza e até perdoá-lo.

Postado por Wianey Carlet

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