
Não pretendia voltar ao assunto que caracteriza somente um aspecto curioso do futebol. Entretanto, tantas foram as ofensas dirigidas a este blogueiro, entre elas a de que estava mentindo, inventando a história, que decidi postar a entrevista completa concedida pelo senhor Azir Favaretto, dono da Padaria Favaretto, o primeiro empregador de Renato.
Trata-se de um homem simples, como se pode verificar na gravação. Ele e a sua família torcem ardorosamente pelo Grêmio. Ao entrevistá-lo, Gabrieli Chanas e eu apenas queríamos saber como era a vida de padeiro do Renato. Sequer perguntamos sobre o clube de Renato. Favaretto, espontaneamente e na sua simplicidade, fez a revelação. Tudo isto pode ser percebido, facilmente, ouvindo a gravação. Voltar ao tema tem, agora, outros objetivos:
1 — Mostrar que ninguém inventou coisa alguma.
2 — É uma grande bobagem afirmar que ninguém muda de clube. Muda-se até de esposa, fala-se, mas não de clube. Besteira.
3 — O fanatismo é, apenas, de uma parcela dos torcedores. Jogadores são profissionais. Renato era colorado antes de desembarcar no Olímpico. Depois, tomou-se de amores pelo Grêmio e até hoje reitera a sua paixão. Desenvolveu até profunda desafeição pelo Inter. Repetiu, várias vezes, que jamais trabalharia no Beira-Rio.
Existem vários exemplos de colorados que fizeram carreira no Grêmio e gremistas que se realizaram, profissionalmente, no Inter. O fanatismo, entretanto, cega as pessoas.
>>> Clique e ouça a a entrevista com Azir Favaretto
Postado por Wianey Carlet


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