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Posts do dia 17 junho 2009

Grêmio e Inter passam noite de apertos

17 de junho de 2009 106

Montagem sobre fotos de Diego Vara e Divulgação

O Grêmio jogou o suficiente para vencer e o Inter, pelo seu  desempenho, não mereceu perder por dois a zero. Porém, futebol é disputa de eficiência, não se decide apenas por méritos. Mais uma vez, o ataque gremista esbanjou desperdício de oportunidades. O Grêmio, aliás, só teve dois atacantes quando Herrera entrou no jogo. Até então, apenas Máxi Lopes justificava-se, na frente. Alex Mineiro reiterou sua vocação para aposentado e pouco fez. O Caracas até que encarou o Grêmio. Tentou fazer a sua epopéia mas, se sobrou esforço, faltou futebol. Com o empate, o Grêmio passa para as semifinais da Libertadores. Mas, terá que jogar mais se quiser o título.

O Inter jogou bem, mais do que já havia jogado fora de casa. Mas, sofreu a ausência de Nilmar, a inoperância de Alecsandro e, para completar o desalentado quadro ofensivo, Tite obrigou-se a lançar mão de Leandrão, que acabou expulso. Convenhamos, decidir a Copa do Brasil com Leandrão no ataque… Taison atazanou a defesa corintiana mas também estava em noite de desperdícios. Diferente foi o ataque do Corinthians. Criou menos oportunidades mas contou com erros da defesa colorada. Imaginem que Ronaldo fez um gol, ganhando de Índio em velocidade. Ainda dá, mas a situação complicou para o Inter.

Postado por Wianey

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A Copa pode livrar o Brasil de gastança futura

17 de junho de 2009 11

As previsões orçamentárias para o Pan-Americano foram superadas várias vezes/Esteban Cobo, EFE
Jogos Pan-Americanos (2007), Copa do Mundo (2014) e Jogos Olímpicos (2016): será que convém ao Brasil sediar tantos eventos esportivos internacionais, considerando os gigantescos recursos financeiros, necessários para a organização e, principalmente, obras?

A primeira experiência já foi realizada e o resultado foi trágico. As previsões orçamentárias para o Pan-Americano foram superadas várias vezes. Obras foram erguidas sem licitação e ainda restaram centenas de denúncias dando conta de indevidas vantagens econômicas obtidas por gente envolvida com a organização dos jogos. E tudo isto aconteceu em um evento realizado em uma única cidade. Imaginem o que acontecerá com a Copa de 2014, quando vários estádios serão construídos e outros reformados, tudo com o rico dinheirinho público, leia-se, do brasileiro.

Alex Giladi, influente membro do Comitê Olímpico Internacional, acredita que a Copa poderá atrapalhar os planos brasileiros de organizar a Olimpíada de 2016. Embora não tenha esclarecido as causas, cogita-se que a realização de um outro grande evento esportivo na América do Sul poderá atrapalhar a negociação do COI com patrocinadores e com as TVs dos países ricos da Ásia e da Oceania, em função do fuso horário desfavorável.

Nada é mais relevante na organização de eventos com a magnitude de mundiais de futebol e jogos olímpicos do que o patrocínio. É possível que daí saia o entrave que inviabilizará a vinda da Olimpíada para o Rio de Janeiro. Bem, se o prejuízo do Pan já aconteceu e o da Copa já é inevitável, que o Gilady nos livre, pelo menos, da gastança com a Olimpíada. A turma da esperteza, com certeza, sobreviverá a queda dos seus projetados ganhos com a Olimpíada, no Rio de Janeiro.

Postado por Wianey Carlet

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Quadros sociais, o bom senso que vem do torcedor

17 de junho de 2009 17

Quem tem um negócio, quer a satisfação do seu cliente/Fotos de Daniel Marenco e Fernando Gomes
“Se o quadro está torto, derrube-se a parede”, esta figura de linguagem bem popular sintetiza, perfeitamente, a burrice do subdesenvolvimento. Este pensamento vesgo aparece em muitas leis e decisões que atingem, diretamente, a vida do brasileiro.

De certa forma, está acontecendo no futebol gaúcho e, mais especificamente, o Internacional. A decisão da Copa do Brasil e o enorme interesse dos colorados trouxe à tona problemas que jamais tinham sido vividos pelo Inter ou qualquer outro clube brasileiro.

Trata-se de um evento excepcional que deve produzir soluções criativas em vez de, simplesmente, conspirar contra a redentora proposta de tornar os clubes autossustentáveis através de alentados quadros sociais.

Uma receita ordinária imprescindível que não pode ser dispensada, simplesmente. O torcenauta Marcos Vinícius Vargas escreveu para este blog tecendo considerações carregadas de bom senso e que merecem ser propagadas:

“Wianey, eu cada vez mais me decepciono com nossos políticos e dirigentes de clube. Acabo de ler que o Grêmio planeja alcançar 100 mil sócios até o final de 2010. As ações, tanto de Grêmio quanto Inter, devem ser elogiadas neste sentido. Estão buscando fontes de renda alternativas para garantir sustentabilidade dos clubes. É bem verdade que o Inter está bem a frente do meu Grêmio em termos de marketing (no Grêmio, ainda escutamos discursos anacrônicos ao invés de ações mais efetivas). E ainda existe um longo caminho que pode ser percorrido. Exemplos existem.

O que mais me preocupa é a falta de visão. O Sr. Luiz Carlos Gaspary, diretor do quadro social do Grêmio, acaba de dar uma declaração que “o grêmio quer evitar os problemas do Inter e que o ideal seria incentivar os torcedores a comprar antecipadamente ingressos no início da temporada como na Europa, antecipando receitas. Quem tem que apresentar uma solução neste momento é o co-irmão.”

Será que ele sabe que vive no Brasil onde a situação econômico-financeira de grande parte dos torcedores e sócios não permitiria que tal ação tivesse a eficácia almejada?

Porque não buscarmos criatividade para solucionar tal problema? Qual o receio de unir forças com o co-irmão e planejar em conjunto solução para problemas reais que afligem os dois?

Nossa receita com patrocínio é prejudicada por que uma empresa não quer se arriscar a patrocinar somente um dos clubes com medo de boicote da outra parte da torcida no estado, reduzindo assim valores no investimento. Pois bem, esta lógica deveria ser usada na otimização de custos: ao contratar uma empresa para solução em termos de ingressos, sistemas, etc, por que não unir forças e ganhar com poder de barganha? As torcidas tem tamanho similar – apesar do Grêmio apresentar maioria em todas as pesquisas – os estádios são equivalentes em termos de capacidade e as necessidades muito parecidas.

Qual o problema em solicitar ao sócio que tem direito a ingresso de forma automática confirmar sua presença ou não 48/24 horas antes do espetáculo? Caso o torcedor confirme sua ausência, por que não repassar 50% do valor do ingresso a ser descontado da mensalidade, pois o clube igual ficaria com 50% de receita um ingresso extra e maior presença no estádio? Dói ver ingressos esgotados e espaços vazios nos jogos… Abs, Marcos Vinicius M. Vargas”

Neste momento, muitos colorados estão, justamente, inconformados. Terão que superar o momentâneo desconforto e confiar que o Inter buscará soluções para que os problemas não se repitam. É interesse absoluto do clube atingir a marca de 100 mil sócios, dispensado-lhes o melhor tratamento. Quem tem um negócio, quer a satisfação do seu cliente.

Postado por Wianey Carlet

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Como lucrar 11 milhões de euros em pouco tempo

17 de junho de 2009 49

Se quiser ter algum lucro, Inter terá que liberar Nilmar no decorrer desta temporada/Juliano Schüler
Está noticiado que o Napoli tentará a compra de Nilmar por 16 milhões de euros. Trata-se de uma informação embrionária e, como tal, poderá sofrer alterações no transcorrer das negociações. Nilmar é a bola da vez, verdade que desagrada aos colorados mas que não se elimina pela simples negação.

O Inter terá que vendê-lo para não sofrer o prejuízo de vê-lo partir sem deixar um único centavo nos cofres do clube. Sabe-se que qualquer jogador, a partir de um ano antes de encerrar o seu contrato, tende a não aceitar transferência pois sabe que, esperando mais um pouco, todos os ganhos com uma venda serão, integralmente, seus.

A partir de 2010, Nilmar entrará neste período. Significa que o Inter, se quiser ter algum lucro, terá que liberá-lo no decorrer desta temporada. Alguns torcenautas, como já se tornou rotina, dirão que este blogueiro quer vender Nilmar, uma baboseira que sequer merece maiores considerações. Quem vende é, sempre, o clube e o faz levando em conta os seus interesses.

Nilmar não é mais dono do seu “passe”. Este direito pertence ao Inter, 70%, e ao seu parceiro, Grupo Sonda, 30%. As duas partes investiram cerca de 5 milhões de euros. Se o Inter se negasse a vender Nilmar, imporia ao seu parceiro prejuízo total do seu investimento. Significaria perder dinheiro e o parceiro. Alguém acha que o Inter correrá este risco?

Se Nilmar for vendido por 16 milhões de euros, Inter e Sonda terão lucrado cerca de 11 milhões de euros. Quantos investimentos oferecem esta rentabilidade?

Do valor da negociação com o Napoli, 16 milhões de euros, o Inter ficaria com 11,2 milhões de euros e o Grupo Sonda com 4,8 milhões de euros.

Todos estes números, obviamente, sofrerão variações. Não são definitivos e servem, apenas, como indicativos sobre a conveniência de vender Nilmar. Vender craques produz desgostos, mas não existem outras saídas.

Postado por Wianey Carlet

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Falta de seriedade preocupa Paulo Autuori

17 de junho de 2009 18

Autuori não teme tanto o Caracas como receia que o time possa ser acometido de falta de seriedade/Vinicius Rebello
A manifestação do presidente do Senado, José Sarney, fazendo-se de desinformado sobre as falcatruas senatoriais e bradando que a crise não é dele, um “político de vida exemplar”, referendou a afirmação que nunca foi feita sobre o “Brasil não ser um país sério”. É dose para rinoceronte. O sujeito, silenciosamente, empregou no Senado parentes e parentes de parentes, uma que mora em Barcelona e recebe um naco do nosso rico dinheirinho, e diz que nada sabia. Como eu gostaria de ter esta capacidade de dissimular, fingir. Seria um ator consagrado. A falta de seriedade, para dizer pouco, é uma pandemia brasileira crônica.

Paulo Autuori, treinador do Grêmio, não teme tanto o Caracas como receia que o time possa ser acometido, esta noite, de falta de seriedade. E alerta sobre este risco. Por mais que tente evitar, sempre existe o risco de os jogadores serem contaminados pela euforia circulante, também conhecida como “oba-oba” e já ganhou. As razões da torcida são, também, dos jogadores. Mais ainda. Foram eles que enfrentaram o Caracas e constataram que o adversário pode merecer respeito mas temor, nenhum. Com um mínimo de seriedade, o Grêmio patrola os venezuelanos e avança para as semifinais da Libertadores. Autuori sabe que dá, se não faltar seriedade.

Postado por Wianey Carlet

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Como marcar Ronaldo Nazário, esta noite

17 de junho de 2009 18

Ronaldo é perigoso pela sua inteligência e capacidade de definição/Nelson Antoine, EFE

Para muitos brasileiros, ele é a maior esperança de recuperação mirando a Copa do Mundo da África do Sul. Para outros, um bom motivo para piadas e apelidos depreciativos, como “gordonaldo”. Para o Inter, uma ameaça que deve ser enfrentada com seriedade, esta noite, no Pacaembú. Antes do jogo, a questão básica se apresenta na forma de uma pergunta: como impedir que Ronaldo seja decisivo, na decisão da Copa do Brasil?

É da compreensão geral que se tiver espaço e liberdade, Ronaldo será capaz de tirar o título do Inter. É imprescindível, pois, castrar-lhe espaços, marcar com rigor e atenção. Marcação pessoal ou por zona, é a sequência do dilema.

Tite já decidiu, segundo se pode depreender das suas entrevistas, que não deve destacar um jogador para vigiar, exclusivamente, Nazário. Decisão correta ou imperdoável equívoco?

Se o treinador colorado optasse por definir marcação pessoal, o marcador indicado poderia ter a tarefa mais simples do jogo desta noite. Ronaldo é perigoso pela sua inteligência e capacidade de definição. Mas, não dará muito trabalho pela sua movimentação. Ainda acima do seu peso e desgastado por lesões e gripes, o atacante será um alvo quase fixo. Nestas condições, menos difícil de ser marcado. Portanto, marcação pessoal não seria um equívoco, embora significasse neutralizar um jogador do sistema defensivo, o que poderia ser desvantajoso considerando que o Corinthians joga com três atacantes. Restariam dois para serem policiados.

Diante destas circunstâncias, desponta a marcação por zona como a mais indicada. Será eficiente se Ronaldo não for premiado pela desatenção dos defensores colorados. Ele se mexe pouco, mas ninguém sabe, como ele, definir uma jogada ou encaminhar um passe destruidor. “Matar” Ronaldo significa eliminar o seu poder de fogo e desmuniciar o ataque corintiano. Seja marcando pessoalmente ou por zona.

Postado por Wianey

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