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Posts do dia 14 julho 2009

Faz tempo que o STJD não merece credibilidade

14 de julho de 2009 136

D`Alessandro foi um dos protagonistas da confusão na final da Copa do Brasil contra o Corinthians/Diego Vara

Publico o e-mail de um torcenauta e, em seguida, comento:

“Wianey

Como leitor de teu blog, gostaria que comentasse sobre essas diferenças de pesos nas punições que são aplicadas a jogadores. Parece que os `delitos` cometidos por jogadores do eixo Rio-São Paulo são menos graves. Cito como exemplos:

Diego Souza discute com Domingues na semifinal do campeonato paulista. Completamente destemperado, ele volta da entrada do vestiário e agride o zagueiro do Santos. Tomou oito jogos a serem cumpridos somente no campeonato paulista do ano que vem.

Juan monta em cima de Maicossuel, do Botafogo, depois de tomar um drible. Ele faz uma falta violenta e ainda se acha no direito de agredir verbalmente um adversário que está caído no chão. Tomou dez jogos a serem cumpridos no campeonato carioca do ano que vem e o julgamento, curiosamente, foi adiado três vezes. Só foi realizado depois que o time foi eliminado da Copa do Brasil.

Dentinho agrediu com uma cotovelada um jogador do Atlético-PR na Copa do Brasil. Foi punido, recebeu efeito suspensivo. Depois, a pena foi revertida para três jogos e depois cancelada pelo presidente do tribunal, que assumiu ser Corinthiano.

Fred, do Fluminense, deu uma cotovelada no adversário e foi absolvido.

D`Alessandro arma uma confusão na final da Copa do Brasil, provoca briga com William, mas em nenhum momento chega às vias de fato. Pena: 60 dias.

Quero deixar claro que em nenhum momento eu acho que o argentino não deve ser punido, mas por que tanto rigor com uns e tanta benevolência com outros? Espero que comente sobe o fato em teu blog.

Sinceros abraços.
Rodrigo Barcellos”

Rodrigo, cabe apenas um comentário: faz tempo que o STJD deixou de merecer credibilidade. Pelos fatos que citas e tantos outros. É certo que cada caso difere de outros casos, na forma. Porém, a natureza dos episódios é igual, o que torna inexplicável que as sentenças sejam tão distintas. Mas não convém desafiar o poder que julga, mesmo sendo desportivo.

Postado por Wianey

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Tcheco joga em Curitiba, garantido para o Gre-Nal

14 de julho de 2009 14

Daniel Marenco

Domingo, quando Tcheco recebeu cartão amarelo, correu a informação de que era o segundo. A notícia era preocupante, pois o capitão gremista jogaria em Curitiba pendurado e, portanto, correndo o risco de receber o terceiro cartão e ficar fora do Gre-Nal.

Ontem, Tcheco esclareceu que não tinha cartão e não será por suspensão automática que ele deixará de disputar o clássico. O Grêmio tem três jogadores pendurados: Réver, Maxi López e Léo. Réver não estará no time em Curitiba. Mesmo que pudesse jogar, seria de alto risco que o Grêmio fosse para este jogo com dois zagueiros pendurados.

DESCOBERTA

Jorge Dimas é meu irmão, o mais jovem da família. Sociólogo, ele vem se revelando um talentoso pintor, cujos quadros expressam em eloquente tons, facetas das mazelas sociais e humanas, além de pinturas onde a beleza da natureza se manifesta em esplêndidas mensagens coloridas.

O que eu desconhecia, e descobri hoje, eram os seus talentos literários. Histórias, contos e poesias lindíssimas compõe o seu blog, que recomendo, deve ser lido com os olhos da alma. Clique aqui e confira. Vale a pena visitar, asseguro. Já inclui entre os meus favoritos.

Postado por Wianey

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Análise do Inter virou samba de uma nota só

14 de julho de 2009 46

Ronaldo Bernardi, Mauro Vieira e Emílio Pedroso

Quando uma equipe cai de rendimento, como está acontecendo com o Inter, é normal que surjam interpretações variadas para as causas do declínio. O torcenauta João Antônio escreve expondo a sua análise, fazendo eco a uma corrente significativa de opinião:

“Querido amigo, Wianey!

A banca paga e recebe, como diz o seu Lauro, não havia dito que o time fica mais equilibrado com os três volantes? E o colorado perdeu para a LDU e, também, para o Atletico-PR, com os tais três volantes. Tá bom, não são volantes, volantes. Mas a principal característica dos três é o desarme. Para manter o equilíbrio, será que o 4-3-3 não seria o mais equilibrado? Três atacantes, tudo bem, que voltem, que fechem o meio, que façam as funções de marcação que o técnico orientar, mas quando o time ataca, são três homens com características ofensivas. Não acha?

Nilmar e Taison ficam isolados na frente, faziam a diferença apesar do esquema. Futebol é coletivo. Não acha que precisa haver jogadas de aproximação no ataque, e não só depender dos dois velocistas?

Abraço!
João Antônio”

Vejo diferente, João Antônio. Até porque, com os “três volantes” o Inter vinha tendo excelentes desempenhos, fazendo o artilheiro e o melhor ataque do país. Na minha opinião, a questão deve ser vista assim: o Inter joga com quatro no meio-campo sendo que dois estão em terrível fase técnica, Magrão e D`Alessandro. Com isso, 50% do setor está avariado, não tem como produzir bem.

Mas, vá lá, se a causa fossem os “três volantes”, qual deles deveria ser substituído? Sandro? Guiñazu ou Magrão? Neste momento, está fácil de fazer esta discussão porque Sandro não está jogando e Glaydson, mesmo quando joga bem, é substituído. Magrão, entretanto, não sai.

O ataque está desassistido por, pelos menos, três motivos:

1. D`Alessandro não está conseguindo jogar;
2. Magrão sempre foi um meia de chegada no ataque mas, faz tempo, não chega na frente e nem marca atrás;
3. Pelos flancos não saem assistências para os atacantes.

Só para lembrar: foi jogando com dois meias-atacantes, D`Alessandro e Andrezinho, que o Inter cometeu a proeza de perder para o Rondonópolis, lembram?

Agora, algumas perguntas que podem ajudar a entender o baixo rendimento do Inter:

— Não é verdade que os volantes de contenção do Inter, Sandro e não mantém posição? Saem do lugar e deixam os zagueiros expostos?

— O Grêmio amordaçou o Corinthians jogando com Thiego, zagueiro, na lateral-direita. Mesmo assim, sempre teve jogadas por este flanco, através de Souza. Quem, no Inter, desborda pela direita, como faz Souza?

— Fábio Santos, contra o Corinthians, foi decisivo com os seus cruzamentos do flanco esquerdo. Qual foi a última vez que o Inter marcou um gol em jogada do lateral-esquerdo?

— Os laterais adversários têm sido os algozes do Inter. Quem deveria marcá-los? Ninguém, pelo jeito.

— Taison está sofrendo severa marcação. Por que ele não é orientado para se movimentar por outros setores do campo, ficando apenas pela meia-esquerda, facilitando a marcação adversária?

Amigo João Antônio, respeito a sua opinião mas não me alinho a ela. Acho a explicação dos “três volantes” muito simples, para não dizer, simplória.

Postado por Wianey

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Líderes fazem juras de amor por Autuori

14 de julho de 2009 16

Valdir Friolin

No futebol, como na vida, "cara de quem perde não é cara de quem ganha". O ambiente no Olímpico se transformou depois da brilhante vitória obtida pelo Grêmio sobre o Corinthians. Voltou a auto-estima, os sorrisos e as manifestações de otimismo.

Porém, não se trata apenas de efeito da vitória. Jogadores importantes, como Tcheco, um dos mais inteligentes e experientes jogadores do Grêmio, garantem que o desempenho da equipe melhorou depois que Autuori substituiu o 3-5-2 pelo 4-4-2. Léo, por exemplo, destaca que o time “está mais perto, agrupado. A equipe está mais consistente, defensivamente”, festeja.

Chega a ser constrangedor: ainda há pessoas que não percebem que, retirar um jogador do meio-campo para acrescentar um terceiro zagueiro, deixa o time mais vulnerável no meio, atraindo os adversários para perto da própria área. Quando o setor do meio está robusto, bem constituído, a marcação sobre o adversário é feita mais longe da área, um alívio para a defesa. E esta é apenas uma das vantagens de ter quatro jogadores no meio-campo em vez de três zagueiros.

Bem organizado, equilibradamente distribuído em campo, o time melhora o rendimento, ganha jogos e o treinador se transforma em ídolo dos jogadores.

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No Beira-Rio: Tite por todos, todos por Tite

14 de julho de 2009 25

Lucas Uebel, Vipcomm, Divulgação

Quem não leu, recomendo que leia. A matéria está em ZH impressa e neste site. Vários jogadores do Inter fazem a louvação de Tite, declaram amor pelo treinador e juram que não existe divisão no grupo. As manifestações são tão eloquentes que se impõe acreditar na sinceridade dos seus autores.

Não parecem ser, apenas, a expressão de um pensamento formal e politicamente correto. Como o assunto provocou certa indignação em alguns jogadores, é de se supor que amanhã, contra o Fluminense, o time terá uma atitude mais irresignada do qeu vem tendo nos últimos jogos.

A superação da crise técnica, que abala a estrutura do time, é uma questão que se resolverá com o tempo, na sequencia de jogos e em algumas mudanças no time. Porém, o comportamento anímico pode ser modificado a partir das suspeitas que foram levadas aos jogadores e por eles rechaçadas. Para demonstrar que o grupo está unido em torno do seu treinador, terá que haver uma comprovação fática no campo, e não apenas nos discursos. O jogo contra o Fluminense promete.

Postado por Wianey

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