Texto do repórter Leonardo Oliveira publicado hoje, em Zero Hora:
"FILME DO INTER ESTREIA DIA 21
São cem anos em 116 minutos de emoção. A história do Inter chega aos cinemas no dia 21 de agosto com Nada Vai nos Separar e promete fazer marmanjo colorado se debulhar em lágrimas. Ontem, por exemplo, na sessão exclusiva para jornalistas e os responsáveis pelo projeto. O vice de marketing do clube, Jorge Avancini, já havia assistido ao filme e, antes do apagar das luzes na Sala 1 do Unibanco Arteplex, brincou com um amigo:
– Trouxe o lenço?
O amigo sorriu e não fez rodeios:
– Sou emotivo, ontem chorei no show do Roberto Carlos.
Avancini gracejou com a sensibilidade do amigo e avisou:
– Aqui as emoções também serão fortes.
Quando o filme chegou ao momento da final da Libertadores, com torcedores do Inter acampados no Beira-Rio e Rafael Sobis demolindo o São Paulo, Avancini não se segurou. Tirou os óculos de armação levíssima e enxugou as lágrimas. Até que demorou. O amigo já havia se comovido bem antes. Há algumas semanas, o presidente Vitorio Piffero, sujeito reservado e gestos medidos, também se emocionou em uma sessão exclusiva em seu gabinete, no Beira-Rio.
As lágrimas coloradas são justificáveis. O filme realmente ficou comovente. O time por trás da tela era de primeira, jogaria por música se fosse com a bola: Saturnino Rocha, direção, Luís Augusto Fischer, roteiro, Giba Assis Brasil, montagem, e Gustavo Ioschpe, produção. E eles, literalmente, jogaram para a torcida. Ioschpe assistiu a filmes do centenário de clubes como River Plate, da Argentina, e Chelsea, da Inglaterra. Narrativas “chapa branca”, segundo ele.
Para fugir disso no caso do Inter, decidiu-se que o filme dos colorados seria feito com colorados. Que jogaram e, principalmente, sofreram e vibraram com o time. Os 30 torcedores foram selecionados em mil depoimentos enviados ao site oficial do filme. A partir deles, boa parte da história é contada. E é isso que emociona. Por que a história deles pouco muda em relação a sua ou daquele sujeito que sentou ao seu lado no cimento do Beira-Rio.
Na primeira edição, o filme ficou com duas horas e 45 minutos. Foi preciso cortar alguns momentos e guardá-los. Eles serão “extras” no DVD que será lançado em breve. O único luxo que os diretores se deram foi de fechar o filme do centenário com 104 gols. Mas tudo bem, gol nunca é demais. Ainda mais quando contam a história."
Postado por Wianey


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