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Posts do dia 18 agosto 2009

Marmanjos colorados choram com filme do Centenário

18 de agosto de 2009 23

Texto do repórter Leonardo Oliveira publicado hoje, em Zero Hora:

“FILME DO INTER ESTREIA DIA 21

São cem anos em 116 minutos de emoção. A história do Inter chega aos cinemas no dia 21 de agosto com Nada Vai nos Separar e promete fazer marmanjo colorado se debulhar em lágrimas. Ontem, por exemplo, na sessão exclusiva para jornalistas e os responsáveis pelo projeto. O vice de marketing do clube, Jorge Avancini, já havia assistido ao filme e, antes do apagar das luzes na Sala 1 do Unibanco Arteplex, brincou com um amigo:

– Trouxe o lenço?

O amigo sorriu e não fez rodeios:

– Sou emotivo, ontem chorei no show do Roberto Carlos.

Avancini gracejou com a sensibilidade do amigo e avisou:

– Aqui as emoções também serão fortes.

Quando o filme chegou ao momento da final da Libertadores, com torcedores do Inter acampados no Beira-Rio e Rafael Sobis demolindo o São Paulo, Avancini não se segurou. Tirou os óculos de armação levíssima e enxugou as lágrimas. Até que demorou. O amigo já havia se comovido bem antes. Há algumas semanas, o presidente Vitorio Piffero, sujeito reservado e gestos medidos, também se emocionou em uma sessão exclusiva em seu gabinete, no Beira-Rio.

As lágrimas coloradas são justificáveis. O filme realmente ficou comovente. O time por trás da tela era de primeira, jogaria por música se fosse com a bola: Saturnino Rocha, direção, Luís Augusto Fischer, roteiro, Giba Assis Brasil, montagem, e Gustavo Ioschpe, produção. E eles, literalmente, jogaram para a torcida. Ioschpe assistiu a filmes do centenário de clubes como River Plate, da Argentina, e Chelsea, da Inglaterra. Narrativas “chapa branca”, segundo ele.

Para fugir disso no caso do Inter, decidiu-se que o filme dos colorados seria feito com colorados. Que jogaram e, principalmente, sofreram e vibraram com o time. Os 30 torcedores foram selecionados em mil depoimentos enviados ao site oficial do filme. A partir deles, boa parte da história é contada. E é isso que emociona. Por que a história deles pouco muda em relação a sua ou daquele sujeito que sentou ao seu lado no cimento do Beira-Rio.

Na primeira edição, o filme ficou com duas horas e 45 minutos. Foi preciso cortar alguns momentos e guardá-los. Eles serão “extras” no DVD que será lançado em breve. O único luxo que os diretores se deram foi de fechar o filme do centenário com 104 gols. Mas tudo bem, gol nunca é demais. Ainda mais quando contam a história.”

Postado por Wianey

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Cariocas deveriam aprender com Inter e Grêmio

18 de agosto de 2009 36

Tópico da coluna Painel FC, Folha de São Paulo, edição desta terça-feira:

“Cartolas do Rio se queixaram ontem das críticas de Ricardo Teixeira à administração dos clubes cariocas. Reservadamente, disseram que a CBF deveria ajudá-los mais em vez de só apontar problemas”.

O presidente da CBF, na verdade, acentuou críticas ao fato de os clubes cariocas trocarem muito de treinador, chegando a pagar cinco profissionais em uma mesma temporada. Certíssimo.

Ora, é dependência inaceitável dos dirigentes de clubes do Rio de Janeiro, pretender resolver seus problemas financeiros com ajuda da CBF. A entidade, sim, poderia abrir mão das suas mordomias nababescas e distribuir um pouco da fortuna que arrecada às custas dos clubes. Mesmo assim, não chegaria nem perto do que precisam os clubes para atingir o saneamento financeiro. A solução não está na CBF ou em algum governo, mas sim, nos próprios clubes.

O Flamengo é o clube brasileiro de maior torcida. Quantos sócios tem? Uma mixaria, é a resposta. Possui um estádio equivalente a sua grandeza, capaz de gerar ganhos financeiros? Não, o Flamengo tem o Estádio da Gávea, uma tapera digna de um clube de terceira divisão.

O Vasco da Gama também possui um mercado (torcedores) muito maior do que desfrutam Internacional e Grêmio. Quantos sócios possui? Uma mixaria, também. O Estádio de São Januário é uma verdadeira peça de museu.

O Botafogo, que já foi o clube com o maior número de torcedores, fora do Rio de Janeiro, “ganhou” um estádio nos confins do inferno, aonde a torcida não vai. O seu quadro social é insignificante.

O Fluminense, o outrora poderoso e respeitado clube pó-de-arroz, menção às suas origens nobres, ainda joga nas Laranjeiras, ponto nobre da cidade mas um estadiozinho muquirana de dar dó. Quantos sócios tem? Pouquíssimos.

Então, a resposta para o buraco em que se meteram os clubes cariocas está neles próprios. Os dirigentes afundaram as suas entidades e continuam afundando mais por conta de práticas administrativas incompetentes e irresponsáveis. Não aparece um único dirigente com um discurso inovador, capaz de mobilizar a torcida para um grande projeto. Sendo este o panorama, até Ricardo Teixeira sente-se autorizado a criticar os clubes da sua cidade. E os coitadinhos ainda reclamam falta de ajuda da CBF. Ora, não terão ajuda alguma enquanto não mostrarem que querem se ajudar.

Postado por Wianey

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E o Grêmio, quem diria, voltou a ter pegada

18 de agosto de 2009 42

Daniel Marenco, Banco de Dados - 21/07/2009

A Zero Hora publica, todas as terças-feiras, a Prancheta do Brasileirão. São números estatísticos do campeonato, buscados pelo repórter Carlos Guilherme Ferreira. Na edição de hoje, a Prancheta passa o primeiro turno do Brasileirão a limpo. Entre muitas revelações interessantes, as estatísticas mostram uma certa mudança de atitude do Grêmio. Após o jogo contra o Barueri, Tcheco declarou que o time tinha que ser mais aguerrido. A manifestação provocou resposta de Souza, criou-se um mal estar no vestiário e Paulo Autuori teve que intervir com firmeza para acalmar os ânimos. Mas, Tcheco estava certo ou errado?

Embora Autuori não tenha sido específico quando disse que “pegada é um absurdo”, o fato é que o Grêmio, contra o Barueri (reclamação de Tcheco) teve 10 desarmes e cometeu 12 faltas. Total: 22 incidências em recuperação de bola. Domingo, contra o Flamengo, o time gremista conseguiu 17 desarmes e cometeu 19 faltas.

Explicação: o Grêmio subestimou o Barueri e encarou o Flamengo com mais seriedade. Isto é, foi mais aguerrido no Olímpico do que fora em São Paulo. Ou então, voltou a ter a pegada que faltou em jogos anteriores.

Postado por Wianey

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Mudança de calendário é puro ilusionismo

18 de agosto de 2009 22

Eraldo Peres, AP, BD - 28/08/2007

Mais uma vez, o presidente Lula falou de improviso. Pediu adequação do calendário brasileiro ao europeu, simplesmente porque o Corinthians vendeu três jogadores no meio do Brasileirão. Não ocorreu ao presidente perguntar à direção do Corinthians sobre os motivos dos negócios. Agiu por impulso e decisões tomadas assim, normalmente, não dão certo.

Ricardo Teixeira, que vai precisar de muito dinheiro público para construir estádios e outras despesas para a Copa 2014, já saiu aplaudindo a ideia de Lula. Passados poucos dias, o presidente da CBF está refazendo o discurso e alertando que a simples mudança de calendário não resolverá os problemas do futebol brasileiro. Eu diria que não resolverá um único problema, mas, pelo contrário, criará outros.

O futebol brasileiro encontrou soluções para quase todas as suas dificuldades. É, neste país, o único setor que funciona quase à perfeição. A organização do futebol brasileiro é elogiável. Só não foi encontrada saída para os problemas financeiros. Os clubes seguem gastando mais do que arrecada, o que de certa forma reproduz uma cultura nacional. Tampouco encontrou-se solução, nem se encontrará, para a desigualdade econômica que desequilibra as relações do futebol brasileiro com o europeu, asiático, oriental, etc.

Querem unificar o nosso calendário ao europeu? Pois unifiquem. Os clubes continuarão vendendo, jogadores continuarão saindo e empresários continuarão enriquecendo. Ah, mas não sairão no meio do Brasileirão. E daí? Sairão quando estiver começando, o que dá quase na mesma. Ricardo Teixeira tem razão quando diz que é preciso discutir o assunto com todos os segmentos envolvidos no futebol e, pesando prós e contras, decidir pelo que for mais racional. E isto não se faz dando uma entrevista impensada, como fez Lula. Até fazer ilusionismo tem limite.

Postado por Wianey

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Werder Bremen chega para levar Maxi López

18 de agosto de 2009 58

Maxi pode render ao Grêmio 1,5 milhão de euros /Tatiana Lopes
Anunciar negócios no futebol é tão temerário quanto fazer previsões meteorológicas. Todos os indicativos são de chuva, mas um vento inesperado arrasta as nuvens para longe e não cai um pingo de água. Acontece com frequência.

No futebol, não é diferente. Com uma semana de atraso, chegam hoje emissários do Werder Bremen, clube alemão, com o objetivo de levar Maxi López. Não conheço as razões do atraso, mas estava previsto que chegariam entre quinta-feira e sexta-feira da semana passada. Mas não tem importância. Os alemães desembarcam em Porto Alegre para fazer o negócio que, se acontecer, deixará nos cofres do Olímpico 1,5 milhão de euros.

O Grêmio, quando este blog deu a notícia, semana passada, garantiu que Maxi López não sairia, pois havia uma cláusula rescisória milionária: US$ 25 milhões. No início desta semana, o discurso mudou. Segundo os dirigentes gremistas, Maxi poderia ser liberado se os empresários oferecessem uma substituição equivalente. Já se conhecem alguns nomes, entre eles, Bieler, atacante argentino que joga na LDU. Especula-se que os empresários ainda ofereceriam ao Grêmio um lateral-direito, ora em atividade na Europa.

Perguntinha que se impõe: se o Grêmio estivesse decidido a liberar Maxi López, apenas se fosse atendida a cláusula indenizatória, os emissários alemães viriam a Porto Alegre, assim mesmo?

É preciso ter uma certa cautela em acreditar nos clubes, quando asseguram que não venderão determinado jogador. Não é que os dirigentes mintam pelo prazer de mentir. São, na verdade, manifestações estratégicas, para obter máximo lucro na venda.

Ficou no passado o tempo em que os clubes tinham poder para decidir. Hoje, decidem jogadores e empresários. Não existe força legal que possa manter um jogador no seu clube. Se o comprador está disposto a pagar a indenização contratual, leva sem consultar. E, se esta exigência não for atendida, o clube que detém o “passe” pode obrigar o profissional a ficar. Aí, o jogador faz “corpo mole”, inventa dores, não joga. Sem contar que sempre lhe caberá a possibilidade de exigir liberação na Justiça do Trabalho.

Resumindo: discursos são discursos, nada mais do que discursos. Tenho dito.

Postado por Wianey

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