
Este post será curto e grosso, como o gaúcho gosta de falar. Jogador de futebol, como qualquer cidadão, está sujeito a cometer deslizes quando sai de um relacionamento estável. Quem não conhece um homem que, tendo se separado da companheira, caiu na gandaia mais enlouquecida? Pois é o que acontece, também, com jogadores de futebol.
Eles, geralmente, casam quando ainda são muito jovens. Alguns anos depois, famosos e ricos, despertam para os prazeres mundanos, fartos e disponíveis. Como o casamento já ingressou naquela rotina que exige criatividade e sólido sentimento para ser superada, eles descasam e jogam-se na farra com atlética disposição.
Os efeitos aparecem no desempenho de campo. Começam a jogar menos do que jogavam, entram em crise e, quase sempre, comprometem o time. Diante da misteriosa queda de rendimento, começam as especulações e, principalmente, desencadeia-se um processo de investigação. O resultado é, quase sempre, o mesmo: o cara anda se refestelando na noite, entre copos e bocas.
O restante da história é conhecido: o sujeito nega, continua jogando mal e sai do time. Às vezes, esgotado o período de euforia do novo solteiro, ele retoma o curso normal de vida: redescobre a necessidade de dormir muito e beber pouco, volta a treinar e recupera a posição na equipe. As, outras vezes, o cara gosta tanto da nova vida que resolve desfrutá-la mais um pouquinho. E assim, de bocadinho em bocadinho, acaba antecipando o encerramento da sua carreira. O arrependimento chega tarde demais, mas aí já é outra história.
Postado por Wianey Carlet
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