No papel, eles são os jogadores mais importantes do Grêmio. No campo, se correspondessem as expectativas, seriam os pensadores, líderes, aqueles que conduziriam o time para o ataque e imporiam a sua cadência. Neles, espírito e técnica, deveriam se espelhar os demais jogadores. Quando o Grêmio joga em casa, eles até assumem este papel. Mas, quando estão longe da torcida, desabam, afundam e deixam o time gremista na mão. Estou falando de Tcheco e Souza.
Eles têm se mostrado uma frágil base de apoio. Distantes do Olímpico, murcham como florzinhas ao sol e sem água. Omitem-se, escondem-se, fracassam. A dupla já está sendo observada e reprovada por muitos torcedores gremistas. Entre eles, Dirceu Teixeira, torcenauta que remeteu o e-mail que reproduzo, a seguir:
"Bom Dia Wianey
Essa sequencia de jogos fora do olímpico sem vitórias carece de explicação. Tento encontrar uma, provavelmente entre tantas, que justifique esse descompasso do time.
Numa das suas colunas anteriores, depois de mais uma derrota fora do Grêmio, você aludia que os atletas Tcheco e Souza não tinham jogado absolutamente nada, esgueirando-se do jogo.
Nas entrevistas Tcheco queixa-se de falta de pegada, Souza por sua vez, ardiloso, faz o papel de jogador comprometido, ar de bom moço e fiel ao técnico. Aliás, as entrevistas com o Souza, para qualquer reporter, são melhores que a do Tcheco. Ele é provocador. Como torcedor, não estou vendo no Souza, embora ele tenha realizado boas partidas, como aquele jogador com condições de titular absoluto.
Ontem ele protagonizou lances de profundo desinteresse. Nos lances de falta e de escanteios, executava-os de maneira descompromissada.E o que mais me enfureceu, dessa atitude, foi de que ela foi realizada por vontade, por querer. Porque o Tcheco não bateu os escanteios e as falta próximas ( que exigem cruzamento) a area no jogo de ontem? Dai se enfurece e pede para sair do jogo.
Onde eu quero chegar: Souza e Tcheco fornecem-me elementos para dizer que eles não se entendem, não se bicam e estão prejudicando o Grêmio. Quando jogam no Olimpico, com a torcida em cima eles mascaram essa realidade. Fora, o problema vem a tona. Existe interesse dos dois em que um deles vá mal no jogo. Não entendo como o Tcheco, que ficou fora da partida contra o Flamengo, no jogo de ontem, peça para sair alegando cansaço.
Além de um time limitado tecnicamente, o conflito interno de dois jogadores que jogam menos do que pensam, vão dificultar a entrada do clube para a Libertadores no ano que vem.
Quanto ao Autuori, engana-se ele em pensar que vai resolver os problemas do Grêmio de forma democrática. Vai ter que bater na mesa e gritar bem forte.
Abraço
Dirceu Teixeira".
Cabe esclarecer que Tcheco, segundo informou Paulo Autuori, após o jogo, recuperava-se de forte gripe que o debilitou. Mas, não há como negar procedência às reclamações do Dirceu. A situação do Grêmio está cada vez mais difícil. Se não mudar, logo estará brigando por vaga na Copa Sul-Americana, tão desprezada pelos próprios gremistas que a proclamam a segunda divisão do futebol sul-americano.
Mas, é justo e indispensável dizer que em Tcheco e Souza não se esgotam os problemas do Grêmio. Eles se avolumam no ataque e, até na defesa, não estão ausentes.
Postado por Wianey
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