Abriu-se uma discussão política no Grêmio, depois que a oposição do clube foi impedida de distribuir panfletos, no Olímpico, durante o último jogo, domingo, contra o Atlético Mineiro. Os oposicionistas queriam manifestar sua revolta pela falta de quorum na última reunião do Conselho Deliberativo, fato que impediu que fosse votada a proposta de redução dos percentuais nas eleições presidenciais e para o próprio Conselho.
A proibição não foi invenção da direção. De acordo com o diretor de Administração do Grêmio, Luiz Moreira, a norma sobre a necessidade de autorização prévia existe desde 2005 e objetiva impedir que empresas ou agremiações políticas utilizem o espaço do clube, sem notificação. Imaginem uma empresa de material esportivo, rival do patrocinador do Grêmio, valendo-se dos jogos no Olímpico para anunciar os seus produtos. Ou, as eleições se aproximam, o Olímpico tomado por cabos eleitorais distribuindo santinhos dos seus candidatos. É razoável que o clube tente disciplinar o marketing direto clandestino. Só não seria aceitável se a Oposição, solicitando permissão para distribuir panfletos que se relacionam com o interesse dos sócios e torcedores, fosse impedida pela direção. Seria, aí sim, inaceitável atitude de arbítrio. Por enquanto, trata-se de uma falsa polêmica.
Mas, sobre a lamentável noite em que os conselheiros do Grêmio não compareceram e, por isso, não houve a sessão programada, este blog publica e-mail enviado pelo cônsul do Grêmio em Indaiatuba, Antonio Nicolao, indignado com o fato ocorrido:
"Gremistas mais próximo do nosso clube, torcedores como eu, dirigentes, ex dirigentes e conselheiros vitalícios atuais ou não.
Sou sócio do GRÊMIO desde 2005, não participo de nenhum grupo político do clube, mas desde a última passagem do time pelo inferno da segunda divisão, decidi me associar mesmo morando em outro estado e longe do Monumental.
Sabemos o inferno que passamos em 2004 e ressurgimento das cinzas no final de 2005, depois disso, muitas coisas aconteceram, mudanças de comando, mudanças de idéias, e neste ano nós verdadeiros torcedores da arquibancada gelada, de concreto gelado, estamos preocupados com a possibilidade de entrarmos em outra derrocada financeira em nome de vencer a qualquer custo.
Se isto vier acontecer, sabemos que muitos que em 2004 sumiram e voltaram nas épocas de vitórias, certamente sumirão de novo, e nós humildes torcedores seremos chamado novamente para ajudar.
Por isso, este torcedor, que volto a dizer, não sou ligado a nenhum grupo político partidário do clube, tenho me manifestado com a falta constante de corram nas reuniões do conselho, para votar assuntos que entendemos de relevância do clube.
E não tenho ouvido, lido ou visto manifestação de conselheiros sobre a falta de assiduidade de nossos conselheiros nas reunião. O silêncio, preocupa humildes torcedores que não deixa de estar informado sobre o clube e suas ações.
Infelizmente, esta atitude vem se prolongando e o Estatuto não é cumprido em seu artigo 66, onde é claro: A presença dos Conselheiros nas reuniões do Conselho Deliberativo é obrigatória, sendo facultativa a dos suplentes, que não tem direito a voto. Reproduzimos:
"§1º. O Conselheiro titular que, no decorrer de um ano civil, sem justificativa, faltar a três reuniões sucessivas, ou a cinco alternadas, perderá automaticamente a condição de membro do Conselho Deliberativo."
Este inciso do estatuto está sendo cumprido? Alguém poderia nos comprovar isto para que pudéssemos saber o quê os conselheiro eleitos por nós estão fazendo? Ou deixando de fazer?
Porque conselheiro vão ao clube no dia das reuniões, assinam o livro de presença e em seguida vão embora, como ocorreu com alguns na ultima reunião? Alguém explica? Alguém se manifestou a respeito? Esta correta esta atitude?
Com a palavra os nobres GREMISTA que estejam mais próximos do poder do clube, e se puderem , informe os simples torcedores que pagam em dia sua mensalidades.
Saudações tricolores com esperança de um resto de ano de vitórias,
Antonio Nicolao Cônsul de Indaiatuba-SP
Postado por Wianey
Comentários