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Posts do dia 25 agosto 2009

Os bons ladrões do futebol brasileiro

25 de agosto de 2009 29

Daniel Marenco, Banco de Dados - 24/04/2009

Como sempre, a Prancheta do Brasileirão, página de ZH assinada pelo jornalista Carlos Guilherme Ferreira, traz informações preciosas. Na edição desta terça-feira, são relacionados os melhores desarmadores do campeonato, aqueles que "roubam" a bola dos adversários e, assim, contribuem para que os seus times possam jogar.

O ranking dos "bons ladrões" é este:

1º lugar : Willian, Flamengo................... 90 desarmes

2º lugar : Pierre, Palmeiras.................... 66 "

3º lugar : Guiñazu, Inter......................... 64 "

4º lugar : Welton Felipe, Atlético-MG... 58 "

5º lugar : Rodrigo Souto, Santos............. 57 "

6º lugar : Adilson, Grêmio....................... 54 "

Já sei que vão dizer: são todos volantes! Pois aí está a grande importância destes operários: recuperar a bola, impedindo que o adversário ameace o seu goleiro e oferecendo ao próprio a possibilidade de jogar. Time algum joga se não tiver posse de bola. Como, às vezes, ela está com o adversário, precisa ser recuperada. Como diz Fernando Carvalho: alguém precisa fazer o serviço sujo. No caso, nem tão sujo assim.

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Inter e Corinthians são inimigos declarados

25 de agosto de 2009 50

Fernando Gomes, Banco de Dados - 22/03/2009

Quando a CBF decidiu limitar o número de crianças para acompanhar a entrada das equipes, em campo, certamente foi motivada por abusos que vinham acontecendo, como o retardamento do início dos jogos. Diante destas ocorrências, baixou a seguinte norma:

"Artigo do Regulamento Geral das Competições da CBF, que o Internacional não teria cumprido, segundo o Departamento de Competições da CBF:

Art. 99 - A entrada de crianças no campo de jogo para receber ou acompanhar os atletas que atuarão, somente poderá ocorrer no limite de 22 crianças por clube, no total, exceto situações absolutamente especiais, com a prévia concordância da DCO, mediante solicitação formal do clube interessado, se apresentada com dois dias úteis de antecedência".

O Inter foi denunciado pelo Corinthians por estar utilizando crianças em número superior ao permitido. Aconteceu no último jogo entre as duas equipes, no Beira-Rio. O Inter tem um projeto lindíssimo que tem por objetivo, além de premiar crianças, estimular o gosto das mesmas pelo futebol. Jamais houve atraso de um minuto no início dos jogos, motivado pela presença das crianças. Mesmo assim, o caso foi parar no STJD.

As desavenças entre Inter e Corinthians começaram em 2005, quando o clube paulista foi favorecido pela anulação de 11 jogos e um pênalti que desequilibrou o campeonato em favor dos corintianos. Prosseguiu este ano, quando Fernando Carvalho, antes da decisão da Copa do Brasil, apresentou um DVD que denunciava erros de arbitragem favoráveis ao Corinthians. Agora, o Corinthians revida, mas da maneira mais mesquinha possível: denuncia crianças que embelezam o estádio e garantem o torcedor do futuro. Uma vingança torpe que cai sobre quem nada tem a ver com a briga: a criançada.

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Decisão tomada: Sandro não sai do Inter, agora

25 de agosto de 2009 85

Valdir Friolin, Banco de Dados - 19/07/2009

A torcida colorada pode se acalmar, Sandro não sairá do Beira-Rio por esta janela de agosto. Já nas primeiras horas de hoje, o presidente Vitório Piffero informava que o clube não aceitaria negociar o seu volante titular.

Com o passar das horas, surgiu a informação mais importante: o Tottenham ofereceu apenas US$ 6 milhões por 50% do "passe" de Sandro. O Inter, que já não tinha grande interesse em negociá-lo, afastou qualquer possibilidade de venda. Não por este valor, pelo menos. E, tampouco, agora. O Inter quer manter Sandro até dezembro, no mínimo. O projeto é segurá-lo mais um ano.

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Panfletos probidos no Olímpico, falsa polêmica

25 de agosto de 2009 6

Mauro vieira, Banco de Dados - 28/06/2008

Abriu-se uma discussão política no Grêmio, depois que a oposição do clube foi impedida de distribuir panfletos, no Olímpico, durante o último jogo, domingo, contra o Atlético Mineiro. Os oposicionistas queriam manifestar sua revolta pela falta de quorum na última reunião do Conselho Deliberativo, fato que impediu que fosse votada a proposta de redução dos percentuais nas eleições presidenciais e para o próprio Conselho.

A proibição não foi invenção da direção. De acordo com o diretor de Administração do Grêmio, Luiz Moreira, a norma sobre a necessidade de autorização prévia existe desde 2005 e objetiva impedir que empresas ou agremiações políticas utilizem o espaço do clube, sem notificação. Imaginem uma empresa de material esportivo, rival do patrocinador do Grêmio, valendo-se dos jogos no Olímpico para anunciar os seus produtos. Ou, as eleições se aproximam, o Olímpico tomado por cabos eleitorais distribuindo santinhos dos seus candidatos. É razoável que o clube tente disciplinar o marketing direto clandestino. Só não seria aceitável se a Oposição, solicitando permissão para distribuir panfletos que se relacionam com o interesse dos sócios e torcedores, fosse impedida pela direção. Seria, aí sim, inaceitável atitude de arbítrio. Por enquanto, trata-se de uma falsa polêmica.

Mas, sobre a lamentável noite em que os conselheiros do Grêmio não compareceram e, por isso, não houve a sessão programada, este blog publica e-mail enviado pelo cônsul do Grêmio em Indaiatuba, Antonio Nicolao, indignado com o fato ocorrido:

"Gremistas mais próximo do nosso clube, torcedores como eu, dirigentes, ex dirigentes e conselheiros vitalícios atuais ou não.

Sou sócio do GRÊMIO desde 2005, não participo de nenhum grupo político do clube, mas desde a última passagem do time pelo inferno da segunda divisão, decidi me associar mesmo morando em outro estado e longe do Monumental.

Sabemos o inferno que passamos em 2004 e ressurgimento das cinzas no final de 2005, depois disso, muitas coisas aconteceram, mudanças de comando, mudanças de idéias, e neste ano nós verdadeiros torcedores da arquibancada gelada, de concreto gelado, estamos preocupados com a possibilidade de entrarmos em outra derrocada financeira em nome de vencer a qualquer custo.

Se isto vier acontecer, sabemos que muitos que em 2004 sumiram e voltaram nas épocas de vitórias, certamente sumirão de novo, e nós humildes torcedores seremos chamado novamente para ajudar.

Por isso, este torcedor, que volto a dizer, não sou ligado a nenhum grupo político partidário do clube, tenho me manifestado com a falta constante de corram nas reuniões do conselho, para votar assuntos que entendemos de relevância do clube.

E não tenho ouvido, lido ou visto manifestação de conselheiros sobre a falta de assiduidade de nossos conselheiros nas reunião. O silêncio, preocupa humildes torcedores que não deixa de estar informado sobre o clube e suas ações.

Infelizmente, esta atitude vem se prolongando e o Estatuto não é cumprido em seu artigo 66, onde é claro: A presença dos Conselheiros nas reuniões do Conselho Deliberativo é obrigatória, sendo facultativa a dos suplentes, que não tem direito a voto. Reproduzimos:

"§1º. O Conselheiro titular que, no decorrer de um ano civil, sem justificativa, faltar a três reuniões sucessivas, ou a cinco alternadas, perderá automaticamente a condição de membro do Conselho Deliberativo."

Este inciso do estatuto está sendo cumprido? Alguém poderia nos comprovar isto para que pudéssemos saber o quê os conselheiro eleitos por nós estão fazendo? Ou deixando de fazer?

Porque conselheiro vão ao clube no dia das reuniões, assinam o livro de presença e em seguida vão embora, como ocorreu com alguns na ultima reunião? Alguém explica? Alguém se manifestou a respeito? Esta correta esta atitude?

Com a palavra os nobres GREMISTA que estejam mais próximos do poder do clube, e se puderem , informe os simples torcedores que pagam em dia sua mensalidades.

Saudações tricolores com esperança de um resto de ano de vitórias,

Antonio Nicolao Cônsul de Indaiatuba-SP

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Venda de Sandro reabre debate sobre calendário

25 de agosto de 2009 28

Alessandro Della Bella, EFE, BD - 02/08/2007

Ricardo Teixeira, presidente da CBF, não mudou de posição: defende a adequação do calendário brasileiro ao europeu, mas entende que o assunto deve passar, antes, por amplas discussões. Existem muitas partes interessadas e todas devem ser ouvidas, o que não está errado.

Não se pode falar em alteração de calendário sem, antes, alinhar as competições que integram o ano esportivo, os períodos em que são realizadas e o número de datas que cada uma consome. Antes de cumprida esta etapa, qualquer discussão é inútil.

Os clubes brasileiros disputam as seguintes competições, todos os anos:

- Campeonatos Estaduais

- Copa do Brasil

- Campeonato Brasileiro

- Copa Sul-Americana

- Libertadores da América

Todos estes certames precisam caber em 10 meses e meio pois um mês é dedicado as férias e 14 dias para as pré-temporadas. São, portanto, cinco competições em 314 dias, aproximadamente, já que existem meses de 28, 30 e 31 dias.

O que se pretende, com a proposta de unificação dos calendários, é encerrar a temporada em julho e começar a seguinte em agosto. Diante deste pressuposto, a primeira temporada começaria em fevereiro e terminaria em julho, seis meses depois. A segunda temporada, iniciaria em agosto e iria até a primeira quinzena de dezembro, quatro meses e meio. Primeira constatação: o Brasileirão, com o seu modelo de todos contra todos, ida e volta, não caberia em nenhum das temporadas. O que seria mais indicado: alterar a sua fórmula? Ou, iniciá-lo em agosto, encerrando-o em maio?

Toda esta discussão tem uma origem: a tal janela de agosto e as saídas de jogadores no meio do Brasileirão.

Opinião do blogueiro: os transtornos que seriam causados pela unificação dos calendários não compensaria os desconfortos produzidos pelo êxodo dos principais jogadores. A primeira conseqüência seria o desmonte dos times um pouco ANTES de iniciar a competição. Significaria que os clubes sofreriam com a armação dos times durante o primeiro turno e se estabilizariam no segundo. Mas, haveria um prejuízo irrecuperável:

HOJE, OS CLUBES DISPUTAM A PRIMEIRA FASE DO BRASILEIRÃO FORTALECIDOS PELA PRESENÇA DOS CRAQUES. MUDANDO O CALENDÁRIO, A POBREZA TÉCNICA SE IMPORIA DESDE A PRIMEIRA RODADA. QUER DIZER, TROCARÍAMOS MEIO CAMPEONATO FORTE POR OUTRO QUE SERIA FRACO DO INÍCIO AO FIM. AONDE ESTÁ A VANTAGEM DA UNIFICAÇÃO?

Sem considerar que existe a "janela de dezembro", que se abriria no meio do Brasileirão. Ah, mas as competições européias estariam em andamento e os clubes teriam interesse menor em contratar. Pode ser, mas quem garante que, na ânsia de levar as nossas revelações, eles não contratariam em dezembro para utilizá-los em agosto? Ou, para reforçar suas equipes, durante os seus campeonatos? Será que os grandes e ricos clubes, enfrentando campanhas insatisfatórias, não teriam interesse ainda maior em reforçar os seus times na tentativa de salvar a temporada?

Não existe solução satisfatória para o êxodo dos grandes jogadores brasileiros. Os clubes daqui continuarão precisando vender, os de fora seguirão querendo comprar e os nossos jogadores não deixarão de sonhar com uma transferência milionária. Quando as melancias tiverem se acomodado na carroça, tudo continuará a ser como sempre foi: pobres (nós) produzindo e ricos eles) comprando. A mudança do calendário não mudará o quadro mas ficaremos com as conseqüências negativas da mudança. Esta será a única herança da unificação.

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Sandro: hora de ver se o Inter tem direção

25 de agosto de 2009 110

Sandro vive dias de expectativa pela confirmação ou não da venda/Mauro Vieira

A oferta do Tottenham é tentadora, para dizer o mínimo. Mas não é apenas para o Inter e investidores. A sedução inglesa atinge, principalmente, Sandro.

O Inter já obteve recursos extras para zerar o orçamento deste ano. Não precisa mais vender em 2009 para assegurar o equilíbrio das suas contas. Basta, portanto, dizer NÃO ao clube inglês? Não, se esta fosse a única condição para manter Sandro, seria fácil. Para segurar o volante, os dirigentes colorados devem enfrentar os investidores e, principalmente, o próprio jogador. Desconheço o salário de Sandro, mas, como recém foi promovido, não deve ser mais do que R$ 40 mil mensais. O diabo é que a oferta inglesa deve multiplicar este valor várias vezes.

E aí, como se faz para convencer um profissional a não perder a cabeça diante da possibilidade de enriquecer de uma tacada só?

Mas, se existem os interesses de Sandro, também devem ser consideradas as necessidades do clube e dos seus milhões de torcedores. Sandro formou-se, beneficiado pela estrutura milionária que o Inter colocou a sua disposição. Tornou-se visível ao mundo, privilegiado pela grandeza do Inter. Sozinho, em um clube menor, dificilmente estaria sendo assediado pela fortuna. E Sandro ainda nada deu em troca do que recebeu. Recém foi promovido, não contribuiu com nenhuma conquista significativa do Inter. Seria justo que oferecesse sua contrapartida.

Cabe aos dirigentes considerar os interesses do clube e mandar o Tottenham esperar mais um pouco para levar Sandro. Se os ingleses fizerem questão de ter o jogador já, agora, então que paguem a multa rescisória. A hora é própria para se ver de que matéria são feitos os dirigentes do Inter.

Mas e o Sandro? Como reagiria diante de uma negativa do clube em vendê-lo? Certamente, para a opinião pública, remeteria palavras de conformidade, etc. Mas, internamente, como se comportaria? Tento me colocar no lugar de Sandro: que argumentos o convenceriam a adiar seu enriquecimento para daqui a um ano, por exemplo? Minha estabilidade emocional se manteria diante da possibilidade de ficar com os meus R$ 40 mil mensais, deixando R$ 200 mil, 300 mil, 400 mil ou mais, para mais tarde? Nestes momentos, o jogador olha para todos os lados e vê familiares pedindo ajuda, amigos precisando de apoio e, no futuro, um grande ponto de interrogação: e se eu não for agora, me acontecer algum acidente e eu tiver a minha carreira encerrada? Qual será o meu futuro e dos meus filhos? Este contrato garante tudo. Por que esperar pelo azar?

Os dirigentes do Inter devem pensar, exclusivamente, no clube. E o Sandro, em quem deve pensar, além dele próprio? 

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