Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 22 setembro 2009

Deputado quer lei contra discriminação

22 de setembro de 2009 39

Dulce Helfer, Banco de Dados - 21/04/2008

É um absurdo que o governo federal esteja disposto a enterrar bilhões nos estádios estaduais e municipais e negue qualquer auxilio aos estádios particulares, escolhidos para sediar jogos da Copa/2014. O BNDE não9 se dispõe, sequer, a conceder financiamentos com os mesmos juros que cobrará de governos estaduais e municipais. Até a simples isenção de impostos, que aliviará as despesas dos clubes que gastarão fortunas para remodelar os estádios, não encontra simpatia no governo. É preciso lembrar que os estádios serão preparados para um evento planetário que vai colocar o Brasil na janela do mundo. O interesse é do país e não, apenas, dos três clubes que vão contribuir com os seus estádios. Mas, o deputado gaúcho, Beto Albuquerque, está encontrando uma saída para aliviar estes clubes. Ele propõe, conforme projeto abaixo, que as despesas dos clubes com a reestruturação dos estádios, possa ser descontada de dívidas tributárias vencidas e futuras. Não vai quebrar o tesouro nacional, pelo contrário, significará uma ninharia diante do que o governo se dispõe a gastar com estádios oficiais. O projeto do Beto:

"PROJETO DE LEI Nº , DE 2009

(Do Sr. Beto Albuquerque)

Dispõe sobre a compensação de débitos tributários a ser feita por entidade desportiva da modalidade futebol que realizar obras de construção, modernização e reforma de seu estádio escolhido para sediar jogos da Copa do Mundo de futebol de 2014.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º

Os investimentos, com recursos próprios, realizados por entidade desportiva da modalidade futebol em obras de construção, modernização e reforma de seu estádio escolhido para sediar os jogos da Copa do Mundo de Futebol do ano de 2014, organizada pela Federação Internacional de Futebol — FIFA, constituirão crédito fiscal que poderá ser usado na forma desta Lei.

§ 1º

À opção da entidade desportiva, o crédito de que trata o caput poderá ser compensado com os débitos fiscais oriundos de quaisquer tributos e contribuições federais, vencidos e vincendos, em especial aqueles apurados na forma da Lei nº 11.345, de 2006.

§ 2º

Para que seja compensado o investimento de que trata o caput:

I — deverá ser contabilizado pela entidade como custo e escriturado, mediante o regime de competência, nos seus livros contábeis, observadas, quanto ao mais, as normas tributárias previstas no Decreto-lei 1.598, de 26 de dezembro de 1977;

II — uma vez contabilizado, será corrigido pela variação da SELIC.

§ 3º

Em hipótese alguma, admitir-se-á:

I — a cessão do crédito fiscal para outras pessoas, físicas ou jurídicas, ainda que estas façam parte de grupo societário ao qual eventualmente pertença a entidade;

II — a contabilização de depreciação, amortização ou exaustão de quaisquer dos insumos utilizados na construção, modernização ou melhoria dos estádios, bem como deste próprio.

Art. 2º

A entidade deverá conservar, por cinco anos, à disposição da fiscalização da respectiva Unidade jurisdicionante da Secretaria da Receita Federal do Brasil, os documentos comprobatórios da aplicação dos investimentos de que trata o artigo anterior.

Art. 3º

Só poderá usufruir o benefício de que trata o art.1º a entidade desportiva da modalidade futebol que cumprir as exigências definidas nas Leis nº 9.615, de 24 de março de 1998, e nº 10.671, de 15 de maio de 2003, e na legislação correlata.

Art. 4º

A entidade desportiva deverá apresentar Projeto de modernização, reforma ou construção ao Ministério dos Esportes, que deverá aprová-lo para que seja iniciada a fruição do benefício.

Parágrafo único.

A entidade desportiva somente poderá usufruir o benefício em relação às despesas incorridas após a aprovação do projeto de que trata o caput.

Art 5º

O Poder Executivo regulamentará o disposto nesta Lei.

Art 6º

Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

Segundo estimativa do Ministério dos Esportes, a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil consumirá investimentos de 5 a 10 bilhões de dólares. A maior parte desses recursos, não resta dúvida, virá dos cofres públicos em investimentos de infra-estrutura, além de outros gastos efetuados pela iniciativa privada, como a reforma e construção de hotéis, por exemplo. Contudo, neste momento em que nos preparamos para a Copa, é provável que a maioria dos estádios de futebol que sediarão os jogos oficiais sejam construídos ou reformados com dinheiro público. De sorte que, somente a despesa com a modernização e construção dos estádios que abrigarão os jogos totalizará, conforme a proposta de candidatura da Confederação Brasileira de Futebol entregue à FIFA, U$1,1 bilhão. São gastos que se tornaram inevitáveis, a partir da aprovação do Brasil como sede da referida competição. Se não houver o investimento privado necessário, certamente serão despendidos recursos públicos. Nada obstante, apesar da relevante despesa pública, é certo que a Copa trará investimentos e dará à sociedade brasileira, em diferentes cidades, benfeitorias necessárias não apenas para a Copa, mas para vida diária: em transporte, em infraestrutura e assim por diante.

Mesmo assim, entendemos importante incentivar a participação dos clubes de futebol nas despesas de construção e reforma dos estádios que sediarão os jogos da Copa de 2014. Na verdade, pretendemos com este Projeto diminuir o gasto de dinheiro público na realização da Copa do Mundo. A construção de estádios pelos governos federal ou local, além de gerar o custo do investimento imediato, trará despesa de manutenção futura. Por essa razão, há diversos projetos de privatização dessas construções pelo país. Não é papel do Estado construir e administrar estádios de futebol.

Assim, estabelecemos a possibilidade do crédito tributário para aquelas entidades desportivas que construírem, modernizarem ou reformarem seus estádios visando a Copa de 2014. Por essas razões, conto com o apoio dos ilustres pares para aprovação deste Projeto de Lei.

Sala das Sessões, em de de 2009.

Deputado BETO ALBUQUERQUE".

Postado por Wianey

Bookmark and Share

Bebidas alcoólicas devem voltar aos estádios

22 de setembro de 2009 19

Julio Cordeiro, Banco de Dados -  06/02/2009

Para agradar o governo federal, Ricardo Teixeira vetou o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios brasileiros. O presidente da CBF não deveria ser tão submisso ao que pensam os reis de Brasília. Basta que lembre a barulheira armada na proibição dos bingos e, agora, a jogatina está sendo liberada, oficialmente, no Congresso Nacional, onde o governo tem ampla maioria. Vai acontecer a mesma coisa com a proibição de bebidas alcoólicas nos estádios. As causas estão nesta notícia publicada nesta terça-feira pela Folha de São Paulo:

"Lobby da cana

Dirigentes comentavam ontem no evento sobre a Copa-14 organizado pela Câmara de Comércio de Portugal no Brasil, em um hotel de São Paulo, que será impossível organizar o torneio no Brasil sem a liberação de bebida alcoólica. Dizem que há um forte lobby das empresas do setor ligadas à Fifa para que a CBF derrube a medida que proíbe a venda de álcool nos estádios brasileiros. Até a Globo Esporte, braço da emissora que cuida da área, tem engrossado o coro para que os clubes pressionem a CBF a acabar com a restrição. A alegação é a de que eles perdem muito dinheiro sem poder vender cerveja em seus jogos. E também estão perdendo torcedores para o pay-per-view".

Se a lei proibisse o consumo de bebidas alcoólicas até uma distância razoável dos estádios, 1000 metros, por exemplo, ela poderia se justificar. Mas, este tipo de interferência na vida privada dos cidadãos não é aceitável. Sendo assim, o trago rola solto no lado de fora dos estádios e a turma do funil deixa para entrar quando o jogo está prestes a começar, já com o "tanque cheio". A lei, portanto, é inútil. Repito o que já escrevi: limitem o consumo a cerveja, proibindo destilados. Provavelmente, aumentará a fila dos banheiros. E só. Na Copa de 2014, a cerveja estará liberada por ordem da FIFA. Então, liberem já. É compreensível que a CBF dependa do governo para fazer a Copa, mas não é preciso que a entidade engula normas demagógicas e inúteis.

Postado por Wianey

Bookmark and Share

Torcedor perde confiança na direção colorada

22 de setembro de 2009 97

Marcos Nagelstein, Banco de Dados - 05/01/2009

Como é normal em tempos de derrotas, o torcedor colorado manifesta-se intensamente contra o que julga estar atrapalhando o seu time. Como o Walter, cujo e-mail que reproduzimos, a seguir, reflete a média das queixas coloradas:

"Bom dia!

Tenho acompanhado sua avaliação sobre o desempenho do Inter, e pontua algumas questões:

1 - A diretoria não está cumprindo o prometido. Os torcedores (sou associado) começam a perder a confiança na palavra de nossos dirigentes. A diretoria afirmou que venderia 01 jogador por ano. Até agora vendeu ao menos 04 ótimos jogadores: Alex, Edinho, Nilmar e Magrão. Em sua coluna de hoje, afirmas que o Inter é comprador, mas garanto que toda a torcida trocaria todos os que vieram este ano, pela manutenção de Nilmar, sem falar em Alex. (Questão de qualidade).

2 - O técnico teima em manter alguns atletas. Por exemplo, Taison jogou bem com Nilmar. Depois mostrou muito pouco. E Tite o mantém, e o time com ele e Alecsandro, sem jogadas pelo lado do campo praticamente não tem ataque.

Quando tínhamos Edinho no time, todos falavam que ele errava muitos passes, mas a defesa do Inter sempre era das melhores, pois ele cumpria se papel.

O que adianta termos posse de bola se não agredimos para criar situações? Exemplo, o jogo do Vitória.

Tá na hora do Tite enxergar as falhas do time e ainda a tempo de chegarmos ao título, sem falar que D´Alessandro deve começar a jogar com regularidade, pois tem alguns lampejos esparsos.

3 - O Inter está deixando de ganhar o campeonato mais fácil dos últimos anos e os motivos são claramente perceptíveis.

4 - Por fim, antes que me esqueça, o Tite não consegue empatar jogos. Dos times que estão na ponta é o que mais ganhou, mas também o que mais perdeu. Jogar fora com maiores cuidados defensivos, pode ser a diferença. se tivéssemos empatado dois ou três jogos fora, estaríamos na ponta do campeonato.

Acompanho diariamente sua coluna.

Um abraço.

Walter Nickhorn

Palmeira das Missões ".

Os questionamentos do Walter no que se relaciona com o time são procedentes, em grande parte. Mas, sobre as questões administrativas, acho que existem falhas de compreensão da torcida e clareza dos dirigentes. Uma parcela de torcedores ainda não entendeu como se deu o avanço do futebol colorado até chegar aos mais estupendos títulos da sua história. Foi vendendo jogadores por altos valores e contratando outros bons jogadores com custos menores que o Inter transpôs os limites medíocres do seu futebol e, administrativamente tornou-se modelo no Brasil e Exterior. Esta compreensão está faltando.

Porém, também falta clareza dos dirigentes para esclarecer a sua torcida sobre as novas exigências e projetos do clube. Sinceramente, não lembro de que um dia a direção colorada tenha garantido que, chegando aos 100 mil sócios, não precisaria vender jogadores. Colocado assim, desta forma, não recordo. Está parecendo aquele tipo de notícia que alguém lança na Internet e logo existem milhares de pessoas repetindo como se fosse uma verdade definitiva. Mas, importa pouco. O que os dirigentes nunca clarearam é o valor que o clube precisa apurar em vendas, por ano, para estabilizar o seu orçamento. Vender um jogador é informação muito vaga. Se ele render US$ 20 milhões, caso de Pato, é uma situação. Mas, se a receita que produzir for aquela que o Inter apurou com a venda de Edinho, praticamente nada, então o seu significado da venda é zero.

Há algumas semanas, entrevistei Pedro Afatato, vice-presidente eleito e responsável pelas finanças do Inter. Ele foi absolutamente transparente ao informar que os valores apurados com vendas de jogadores, além de equilibrar o orçamento também estavam sendo destinados a remodelação do Beira-Rio. Para ter, no futuro, um estádio que seja moderno, confortável e rentável, o Inter precisa investir agora. É o que está fazendo, mas não está dizendo, com clareza.

Enquanto o presidente Vitório Piffero não convocar uma entrevista coletiva para falar sobre estas questões, o torcedor continuará reclamando e, principalmente, acreditando cada vez menos na palavra dos seus dirigentes.

Postado por Wianey

Bookmark and Share

Grêmio já projeta reforços para 2010

22 de setembro de 2009 14


Crédito: Vinicius Rebello

Luiz Onofre Meira, assessor de futebol do Grêmio, admite que já está pensando em contratações para a próxima temporada. Faz muito bem. Planejar não significa prejudicar o trabalho que está sendo feito. Até porque, é possível e recomendável não revelar planos. Sendo assim, sabendo com quais profissionais o clube poderá contar e aqueles que não permanecerão, incluindo-se deficiências que precisarão ser sanadas, o Grêmio age bem começando a elaborar a sua listinha de compras e vendas.

Meira, entretanto, garante que já faz contatos mas não negocia com jogadores que tenham contrato em vigor. Confesso minha dificuldade em imaginar reforços para o Grêmio que não estejam vinculadas a algum clube. Quem está nestas condições, provavelmente não serve ao Grêmio. Meira não está errado, pelo contrário, quando diz que não cometerá deslizes éticos. Mas, não há imoralidade alguma em conversar com empresários e procuradores. Aliás, nestes novos tempos, os jogadores só tomam conhecimento que estão sendo encaminhados para outros destinos quando os negócios estão adiantados. Cabe-lhes, então, a última palavra. A consideração ética de Meira é, portanto, mera figura de retórica.

Postado por Wianey

Bookmark and Share

Tite esconde treinos para errar à vontade

22 de setembro de 2009 155

Tadeu Vilani
O Inter decidiu escalar titulares no jogo de amanhã contra o Universidad do Chile, pela Sul-Americana. Decisão correta mas que poderá ser inútil se Tite não promover correções indispensáveis. Porém, esta é a possibilidade mais clara: o treinador não vai mudar o que está certo e manterá o que anda errado. Esta é uma conclusão baseada, exclusivamente, nas declarações de Tite. Poderia ser confirmada ou desmentida nos treinamentos, mas estes são fechados. Parece que o treinador colorado quer liberdade para errar à vontade, sem ser criticado. Para isso servem os treinamentos com portões fechados. A presença da imprensa nunca inibiu ensaios. No Beira-Rio, preferem driblar questionamentos que poderiam provocar reflexões. Vou dar um exemplo: determinado jogador se destaca nos treinamentos mas não é aproveitado pelo treinador, que opta por escalar segundo critérios discutíveis, priorizando seus “bruxinhos”. Se os portões são fechados, ninguém poderá flagrar a incoerência do técnico e este seguirá escudado por doce impunidade.

As grandes vitórias de 2006 geraram inequívoco sentimento de soberba no Beira-Rio. Dirigentes e profissionais meteram-se castelo adentro, levantaram a ponte movediça e fecharam as portas. Não prestam contas, ignoram críticas, fazem pouco caso de cobranças. Aos poucos, sem que fossem percebidos os seus efeitos, instalou-se no Beira-Rio uma postura de rico indiferente. Não existem mais dirigentes e servidores. O Inter, agora, tem proprietários. Quando a casa cair, e cairá se não houver mudança de rota, será tarde demais para buscar socorro na humildade perdida.

Postado por Wianey

Bookmark and Share