Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 29 setembro 2009

O Inter espera repetir o Grêmio

29 de setembro de 2009 70

Na primeira partida, Inter e Universidad de Chile empataram no Beira-Rio/Diego Vara
Em 2008, Grêmio e Universidad de Chile fizeram o jogo mais maluco da temporada, no Olímpico. Terminado o confronto, o Grêmio lamentava o empate que contrariava toda a lógica da partida. Durante mais de 90 minutos, os chilenos foram amassados contra a própria grande área, enquanto o Grêmio desperdiçava 14 oportunidades claríssimas de gol. O goleiro estava em uma noite infernal e o ataque gremista em jornada desastrada.

Ora o goleiro fazia milagre, em seguida eram as traves e o travessão que salvavam o Universidade sem contar às vezes em que bola raspou a moldura (essa é de português) chilena.

Veio o segundo jogo, no Chile, e o Grêmio patrolou o adversário, voltando para Porto Alegre com os três pontos e a classificação. A primeira parte desta história repetiu-se no Beira-Rio. O Inter torce, agora, para que a segunda parte também ocorra, nesta quarta-feira, na bela Santiago do Chile.

Postado por Wianey

Bookmark and Share

Tcheco já pode arrumar as malas

29 de setembro de 2009 67

Tcheco já não consegue ser o grande jogador que foi/Arivaldo Chaves
Repetiu-se, domingo, o que acontece com frequência em jogos do Grêmio fora do Olímpico. Após um primeiro tempo em que exerceu o papel de dominador, o time de Autuori murchou na etapa final até ser abatido pelo segundo gol do Goiás.

Por que jogou tão bem na etapa inicial e caiu de forma tão dramática no segundo período do jogo? Já se buscou na psicanálise explicações para os fracassos do Grêmio longe de casa. Ora, a possibilidade de encontrar resposta nesta área é tão possível quanto contratar um mago para garantir vitórias.

O Grêmio dos últimos anos tornou-se um dependente de Tcheco. Não foi por acaso. Nenhum jogador, no Olímpico, tem leitura de jogo, qualidade técnica e inteligência funcional como Tcheco. Porém, o meia já não suporta um jogo inteiro.
Domingo, fazia calor em Goiânia e a grama do Serra Dourada estava alta e pesada. Tcheco não resistiu, cansou e parou. Quando isto acontece, isto é, em quase todos os jogos, quando a torcida gremista não está presente para injetar ânimo no time, Paulo Autuori vê-se diante de um dilema: quem colocar no lugar de Tcheco? Não existe um substituto para o capitão.

Souza, nem de longe, seria uma boa opção e outra não existe. Tcheco cansa, faltam-lhe fôlego e pernas para aguentar um jogo inteiro. Está terminando o seu ciclo no Grêmio. Em dezembro, provavelmente, arrumará as suas malas e tomará outro rumo. Os danos do tempo são implacáveis e irreversíveis. Tcheco já não consegue ser o grande jogador que foi. É a realidade.

Postado por Wianey

Bookmark and Share

Inter investe na Copa Sul-Americana

29 de setembro de 2009 26

Inter empatou por 1 a 1 com o Universidad de Chile no Beira-Rio, no último dia 23
Nada parece ser definitivo no Beira-Rio. Poucas semanas atrás, dirigentes e treinador garantiam que o Inter daria importância secundária à Copa Sul-Americana. Todas as atenções seriam dirigidas para o Brasileirão.

Veio o primeiro jogo contra o Universidad de Chile e lá estavam, em campo, os titulares do Inter. Amanhã, o Inter volta a enfrentar o adversário chileno, desta vez em Santiago. E, mais uma vez, todos os titulares viajaram. Só não jogará quem apresentar algum desconforto físico. Se todos estiverem em boas condições, jogam.

Acho que o Inter não está errado. Existe um grande exagero nesta questão de desgaste. Jogadores de futebol recebem uma preparação física tão eficiente que bastam 48 horas para que recuperem todas as energias investidas no jogo anterior. É verdade que longas viagens, intervaladas por esperas infindáveis em aeroportos, minam as condições físicas e morais de qualquer pessoa. Não é caso do Inter, neste jogo no Chile. Um time existe para jogar. Jogar nas quartas e domingos, vez em quando, não é uma demasia insuportável. O Inter faz bem em buscar o título da Copa Sul-Americana.

Repito o que já escrevi várias vezes: qualquer torcida precisa comemorar títulos para se manter vibrante e engajada. Se não forem os títulos mais significativos, paciência. Mas, celebrar uma conquista é sempre o assopro no braseiro que mantém viva e crepitante a chama da paixão.

Ano passado, os jogos decisivos da Sul-Americana foram transmitidos para vários país. Este é um ganho institucional cujo valor monetário não pode ser avaliado. Sem considerar a importância do dinheiro que entra nos cofres do clube.

Postado por Wianey

Bookmark and Share

Douglas Costa, fenômeno de popularidade

29 de setembro de 2009 76

Douglas Costa é o jogador mais assediado pela imprensa internacional na seleção Sub-20/Diego Vara
Ainda não surgiu uma explicação razoável para o prestígio que Douglas Costa desfruta na Europa. O garoto não jogava no Grêmio, ninguém o via em campo e da Inglaterra chegavam notícias diárias dando conta de que clubes poderosos estavam de olho em Douglas Costa.

Neste momento, no Egito, ele é reserva da seleção Sub-20, mas, mesmo assim, é o jogador mais assediado pela imprensa internacional. O que mais impressiona é que tanto conceito não resultou, ainda, em nenhuma proposta oficial vinda de algum clube europeu.

É verdade que são os tablóides sensacionalistas da Inglaterra que alimentam com informações sem autoria clara o hipotético interesse de clubes por Douglas Costa. Mas, até para ter acesso e influência nestes jornais de baixa qualidade, seria indispensável alguém especializado em marketing e bons relacionamentos.

Quem é o "vendedor" de Douglas Costa, na Europa? Enquanto esta resposta não é encontrada, o garoto segue sendo o único caso conhecido no mundo de craque que não joga, muitos querem, menos o seu clube brasileiro e a seleção do seu país. Vá entender!

Postado por Wianey

Bookmark and Share

Lula vai levar o prêmio "fanfarrão do ano"

29 de setembro de 2009 285

Ricardo Stuckert, Divulgação Presidência
Conhecem aquele provérbio antigo "Faz a fama e deita na cama?" É o caso do nosso ilustríssimo Presidente da República. Jura que eu gostava muito mais de Lula quando, antes de se tornar o mais alto governante do país, percorria cada canto deste país, testemunhando misérias, precariedades e construindo idéias para redimir o povo brasileiro menos favorecido. Aquele Lula me encantava. Mas, como tudo o que é bom acaba, foi-se o encanto e o discurso sensível e alentador cedeu espaço para a fanfarronice e um permanente culto à personalidade. Querem uma prova? Dou-a.

No seu programa de rádio desta semana, Lula abordou a disputa de várias cidades para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O Rio de Janeiro é a candidata brasileira. Lula está arrebatado pela ideia, fato que não afetaria o meu humor se não soubesse que, a exemplo do que acontecerá com a organização de Copa de 2014, o Brasil vai investir uma montanha de dinheiro no erguimento de estruturas e financiamento de logísticas, fortuna que seria muito melhor aplicada em outras áreas essenciais para o fortalecimento da cidadania brasileira.

Lula disse, defendendo o Rio de Janeiro como cidade sede da Olimpíada 2016: "O Brasil faz parte dos 10 países mais ricos do mundo e foi o único que ainda não realizou os Jogos Olímpicos". E daí? Há muitas coisas que o Brasil ainda não fez. Ainda não resolveu os problemas da saúde pública, não resgatou a dignidade dos aposentados, não acabou com o analfabetismo, ainda existem focos em que a mortalidade infantil atinge índices insuportáveis, enfim, há um elenco gigantesco de necessidades não atendidas e que reivindicam investimentos que Lula prefere encaminhar para a Copa/14 e a Olimpíada/16.

O Brasil está entre os 10 países mais ricos do mundo? Só se for na área bancária, onde "nunca antes neste país" desfrutou-se de tão altos lucros. Definitivamente, o Lula atual nada tem a ver com aquele brasileiro que peregrinou pelas grotas para descobrir a verdade social brasileira.

O Lula de hoje esqueceu como é o Brasil.
Pensa que atirando migalhas aos famélicos do país, na forma de bolsas, tudo resolveu. É o populismo cego que não vê a fome, a doença e a indigência moral e intelectual se contrapondo aos fantasiosos números que colocam o Brasil entre os 10 países mais ricos do mundo. E lá se vão fortunas para copas e olimpíadas enquanto brasileiros agonizam e morrem nos casebres, ruas, becos e portas de hospitais, por falta de assistência.

Postado por Wianey

Bookmark and Share