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Posts de setembro 2009

Inter tem o melhor elenco, mas enfraquecido

30 de setembro de 2009 110

Fernando Carvalho, Banco de Dados - 12/12/2008

Durante grande parte do Campeonato Brasileiro considerou-se que estava no Beira-Rio o melhor grupo de jogadores entre os participantes da competição. Esta afirmação não era feita apenas nos limites do Estado mas, sim, em todo o país. E era a imprensa quem proclamava. Fernando Carvalho, responsável pelo futebol colorado, admitia que o elenco colorado estava entre os melhores, era o máximo que concedia. Hoje, cumprindo má campanha no returno, questiona-se o que era afirmado, como se tivesse havido uma alucinação coletiva que atravessou o país.

Segundo pensa este blogueiro, o Inter tinha, sim, o melhor grupo de jogadores do Brasileirão. Se não fosse verdade, como se explicaria que o time tenha estado, durante todo o certame, entre os quatro melhores times do país? A queda de produção se deve, exclusivamente, ao enfraquecimento do grupo com vendas e convocações. Mas, quando se falar em transações, não é honesto incluir Edinho entre as saídas lamentadas. O volante era execrado por maioria absoluta da imprensa e da torcida. Logo, a sua venda não entra na relação dos desfalques. A saída de Alex se deu porque era preciso abrir passagem para jovens que estava surgindo, como Sandro e Taison e o próprio jogador, com 26 anos de idade, ansiava por sua independência financeira.

A perda de Nilmar era inevitável. O Inter surpreendeu ao conseguir manter Nilmar durante dois anos. Tempo demais, no futebol brasileiro, para um jogador do seu nível. A saída de Magrão, sim, talvez pudesse ter sido evitada. Entretanto, sabe-se que o próprio jogador, 31 anos, forçou a sua saída. Compreensível pois recebeu oferta para um contrato de três anos e uma excelente proposta financeira. Não creio que seria possível reter Magrão, uma liderança no grupo, inconformado por terem impedido que obtivesse sua realização financeira.

Portanto, o tal “balcão de negócios” do Inter é uma imagem de discutível qualidade. Acrescentem-se os desfalques provocados por convocações das seleções principal e sub-20 e será fácil concluir que o melhor elenco do Brasil enfraqueceu. Hoje, não seria possível manter a afirmação. Mas, até bem pouco tempo, era uma imposição dos fatos.

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Perguntas que Lula não responde

30 de setembro de 2009 122

Fernando Gomes, Banco de Dados - 18/09/2009

O fanatismo é execrável sempre, seja no futebol, política, religião ou que mais se queira. Quando critico Lula por gargantear que o Brasil está entre os 10 países mais ricos do mundo, justificando os gastos faraônicos que o país fará para sediar Olimpíada e Copa do Mundo, não estou ignorando os méritos do seu governo. Porém, xiitas enlouquecidos escrevem repetindo afirmações, nem sempre verdadeiros, que “nunca antes neste país” se fez isto, aquilo, etc.

Ora, o Brasil está entre os 10 mais ricos, no momento, porque o mundo atravessou um período incrível de bonança econômica. Vendemos tudo o que conseguimos produzir e isto acabou gerando uma reserva monetária e um saldo na balança comercial como, realmente, nunca antes havia acontecido. Agora, que grave crise econômica caiu sobre o planeta, começou o declínio das nossas exportações. Esta é a prova de que o enriquecimento do Brasil tem quase tudo a ver com a economia globalizada e pouco com políticas oficiais internas. Se a nossa indústria produz e tem comprador, mérito do empresariado nacional. Se a agricultura aprimora seus métodos, aumenta a sua produtividade e tem quem compra a sua produção, méritos dos agricultores, ou não? Mas, não é este o assunto que desejo focar. Foi apenas um desvio motivado pelo radicalismo de poucos internautas. O que me preocupa, como profissional do esporte, são as perguntas que seguem sem respostas, como estas:

1 — Os Jogos Pan-Americanos, realizados no Rio de Janeiro, tiveram um orçamento inicial de R$ 400 milhões. Terminados os jogos, as despesas tinham subido para R$ 5 bilhões. Alguém explicou esta monumental diferença? Não, ninguém explicou coisa alguma.

2 — Madrid projeta gastar cerca de R$ 11 bilhões, caso seja indicada para sediar a Olimpíada de 2016. O Brasil calcula que gastará R$ 25 bilhões. É claro que, seguindo a praxe brasileira. As contas finais indicarão gastos muito maiores. Mas, mesmo considerando que se realizem os R$ 25 bilhões, por que gastaríamos mais do que o dobro que Madrid? Se alguém conhecer uma resposta razoável, me informe, por favor.

3 — A Olimpíada será realizada em uma única cidade, Rio de Janeiro. A Copa de 2014 se desenvolverá em 12 cidades. Será que gastaremos menos do que se projeta gastar na Olimpíada? Admitamos que as despesas sejam equivalentes. Significaria que o Brasil, para realizar os Jogos Pan-Americanos, Olimpíada e Copa do Mundo, gastaria em torno de R$ 55 bilhões. Eu nem sei quantos grandes hospitais poderiam ser construídos com este dinheiro, quantas estradas recuperadas, quantas escolas construídas, enfim.

A população de Chicago, outra cidade candidata a sediar a Olimpíada de 2016, estava dividida entre quem quer e quem não deseja patrocinar os jogos olímpicos. A parte da população que reprova, argumenta que existem muitos outros problemas que exigem soluções, antes de gastar uma fortuna no esporte.

Não se trata de ignorar alguns benefícios que adviriam para o Rio de Janeiro e as cidades sedes de jogos da Copa. Mas, de perguntar se é justo algumas cidades desfrutarem destes benefícios enquanto milhões de brasileiros, em todos os recantos, sofrem na mais tenebrosa exclusão social. Será que o povo brasileiro aprovaria gastar R$ 55 bilhões em jogos? Não haveria outras prioridades muito mais importantes? Eu acho que haveria, sim senhor.

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Inter não explica o sumiço de Marinho

30 de setembro de 2009 74

Mauro Vieira, Banco de Dados - 03/02/2009

Quando o Inter tirou Marinho do Fluminense, um clamor de inconformidade ergueu-se no Rio de Janeiro. Segundo consenso carioca, o Flu estava perdendo uma grande revelação, jogador de alta técnica e futuro garantido. O próprio Inter festejou a contratação do garoto.

Entretanto, passados alguns meses, Marinho está sumido. Não se diz que em lugar incerto e não sabido porque, salvo melhor informação, continua no Beira-Rio. Mas, o que aconteceu com a promessa trazida do Rio de Janeiro? E-mail de um torcedor colorado, morador de Rio Grande, aumenta o mistério em torno do não aproveitamento deste jogador. Leiam este testemunho:

“Wianey: tenho amigos colorados aqui em Rio Grande que estão brabos com a direção de futebol e treinador do Inter. A explicação é muito simples. Lembras quando o Tite optou pela entrada do Wagner Libano, contra o Sport do Recife? Quando o Inter – B veio a Rio Grande jogar contra o Sport Club Rio Grande, o público no estádio era bom, até porque o Vovô inaugurava seu sistema de iluminação, que dizem ser um dos dois melhores do interior. O Wagner Libano, naquela partida, não jogou nada. Mas existe um jogador que literalmente infernizou o sistema defensivo do Rio Grande e de longe foi o mais perigoso do Inter, naquela noite. Seu nome: Marinho. Este mesmo, que veio do Fluminense com fama de possuir uma grande técnica.

Nestas horas nos perguntamos: quem faz relatórios de desempenho de jogadores? O Tite e os dirigentes de futebol lêem estes relatórios? Há horas queremos que dêem uma chance ao Marinho, que dizem ter muita técnica.

Mas parece que, a exemplo do Arilton, está sendo engordado para prática de halterofilismo.

Um grande abraço.

Mario Jorge”.

Caro Mario Jorge, como ninguém informa sobre este jogador e os treinamentos são fechados, lamento dizer que a imprensa nada tem a informar sobre Marinho. Só quem poderia dizer alguma coisa são os atuais proprietários do Inter, únicos a ter acesso aos treinamentos.

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Autuori não busca opção para a lateral

30 de setembro de 2009 171

Valdir Friolin, Banco de Dados - 13/08/2009

Mario Fernandes não anda em boa fase. Em fase final de recuperação, levou nova pancada sobre o local lesionado e está ameaçado de não jogar no domingo. Se for vetado, não será um grande problema. O Grêmio só não tem a pior campanha fora de casa porque o Sport, próximo adversário, conseguiu a proeza de não vencer um único jogo longe da Ilha do Retiro. Não quebrará a sinistra marca no Olímpico, certamente.

Portanto, se Mario Fernandes não for liberado, qualquer solução será boa para a lateral-direita. Pois são, exatamente, jogos como este de domingo, os mais indicados para experiências. Autuori sabe que se escalar o pipoqueiro da esquina, ainda assim não terá dificuldades para vencer o Sport. Por que não poupa Thiego e busca outra alternativa para a reserva de Mário Fernandes? Se escalar um centroavante nesta posição, não terá rendimento menor do que vem tendo Thiego.

Então, seria mais do que recomendável que o treinador gremista “sorteasse” alguém para ser observado na lateral-direita. Melhor testar agora do que, no futuro, tendo que enfrentar um adversário forte, ter apenas Thiego como opção.

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O Inter espera repetir o Grêmio

29 de setembro de 2009 70

Na primeira partida, Inter e Universidad de Chile empataram no Beira-Rio/Diego Vara
Em 2008, Grêmio e Universidad de Chile fizeram o jogo mais maluco da temporada, no Olímpico. Terminado o confronto, o Grêmio lamentava o empate que contrariava toda a lógica da partida. Durante mais de 90 minutos, os chilenos foram amassados contra a própria grande área, enquanto o Grêmio desperdiçava 14 oportunidades claríssimas de gol. O goleiro estava em uma noite infernal e o ataque gremista em jornada desastrada.

Ora o goleiro fazia milagre, em seguida eram as traves e o travessão que salvavam o Universidade sem contar às vezes em que bola raspou a moldura (essa é de português) chilena.

Veio o segundo jogo, no Chile, e o Grêmio patrolou o adversário, voltando para Porto Alegre com os três pontos e a classificação. A primeira parte desta história repetiu-se no Beira-Rio. O Inter torce, agora, para que a segunda parte também ocorra, nesta quarta-feira, na bela Santiago do Chile.

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Tcheco já pode arrumar as malas

29 de setembro de 2009 67

Tcheco já não consegue ser o grande jogador que foi/Arivaldo Chaves
Repetiu-se, domingo, o que acontece com frequência em jogos do Grêmio fora do Olímpico. Após um primeiro tempo em que exerceu o papel de dominador, o time de Autuori murchou na etapa final até ser abatido pelo segundo gol do Goiás.

Por que jogou tão bem na etapa inicial e caiu de forma tão dramática no segundo período do jogo? Já se buscou na psicanálise explicações para os fracassos do Grêmio longe de casa. Ora, a possibilidade de encontrar resposta nesta área é tão possível quanto contratar um mago para garantir vitórias.

O Grêmio dos últimos anos tornou-se um dependente de Tcheco. Não foi por acaso. Nenhum jogador, no Olímpico, tem leitura de jogo, qualidade técnica e inteligência funcional como Tcheco. Porém, o meia já não suporta um jogo inteiro.
Domingo, fazia calor em Goiânia e a grama do Serra Dourada estava alta e pesada. Tcheco não resistiu, cansou e parou. Quando isto acontece, isto é, em quase todos os jogos, quando a torcida gremista não está presente para injetar ânimo no time, Paulo Autuori vê-se diante de um dilema: quem colocar no lugar de Tcheco? Não existe um substituto para o capitão.

Souza, nem de longe, seria uma boa opção e outra não existe. Tcheco cansa, faltam-lhe fôlego e pernas para aguentar um jogo inteiro. Está terminando o seu ciclo no Grêmio. Em dezembro, provavelmente, arrumará as suas malas e tomará outro rumo. Os danos do tempo são implacáveis e irreversíveis. Tcheco já não consegue ser o grande jogador que foi. É a realidade.

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Inter investe na Copa Sul-Americana

29 de setembro de 2009 26

Inter empatou por 1 a 1 com o Universidad de Chile no Beira-Rio, no último dia 23
Nada parece ser definitivo no Beira-Rio. Poucas semanas atrás, dirigentes e treinador garantiam que o Inter daria importância secundária à Copa Sul-Americana. Todas as atenções seriam dirigidas para o Brasileirão.

Veio o primeiro jogo contra o Universidad de Chile e lá estavam, em campo, os titulares do Inter. Amanhã, o Inter volta a enfrentar o adversário chileno, desta vez em Santiago. E, mais uma vez, todos os titulares viajaram. Só não jogará quem apresentar algum desconforto físico. Se todos estiverem em boas condições, jogam.

Acho que o Inter não está errado. Existe um grande exagero nesta questão de desgaste. Jogadores de futebol recebem uma preparação física tão eficiente que bastam 48 horas para que recuperem todas as energias investidas no jogo anterior. É verdade que longas viagens, intervaladas por esperas infindáveis em aeroportos, minam as condições físicas e morais de qualquer pessoa. Não é caso do Inter, neste jogo no Chile. Um time existe para jogar. Jogar nas quartas e domingos, vez em quando, não é uma demasia insuportável. O Inter faz bem em buscar o título da Copa Sul-Americana.

Repito o que já escrevi várias vezes: qualquer torcida precisa comemorar títulos para se manter vibrante e engajada. Se não forem os títulos mais significativos, paciência. Mas, celebrar uma conquista é sempre o assopro no braseiro que mantém viva e crepitante a chama da paixão.

Ano passado, os jogos decisivos da Sul-Americana foram transmitidos para vários país. Este é um ganho institucional cujo valor monetário não pode ser avaliado. Sem considerar a importância do dinheiro que entra nos cofres do clube.

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Douglas Costa, fenômeno de popularidade

29 de setembro de 2009 76

Douglas Costa é o jogador mais assediado pela imprensa internacional na seleção Sub-20/Diego Vara
Ainda não surgiu uma explicação razoável para o prestígio que Douglas Costa desfruta na Europa. O garoto não jogava no Grêmio, ninguém o via em campo e da Inglaterra chegavam notícias diárias dando conta de que clubes poderosos estavam de olho em Douglas Costa.

Neste momento, no Egito, ele é reserva da seleção Sub-20, mas, mesmo assim, é o jogador mais assediado pela imprensa internacional. O que mais impressiona é que tanto conceito não resultou, ainda, em nenhuma proposta oficial vinda de algum clube europeu.

É verdade que são os tablóides sensacionalistas da Inglaterra que alimentam com informações sem autoria clara o hipotético interesse de clubes por Douglas Costa. Mas, até para ter acesso e influência nestes jornais de baixa qualidade, seria indispensável alguém especializado em marketing e bons relacionamentos.

Quem é o “vendedor” de Douglas Costa, na Europa? Enquanto esta resposta não é encontrada, o garoto segue sendo o único caso conhecido no mundo de craque que não joga, muitos querem, menos o seu clube brasileiro e a seleção do seu país. Vá entender!

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Lula vai levar o prêmio "fanfarrão do ano"

29 de setembro de 2009 285

Ricardo Stuckert, Divulgação Presidência
Conhecem aquele provérbio antigo “Faz a fama e deita na cama?” É o caso do nosso ilustríssimo Presidente da República. Jura que eu gostava muito mais de Lula quando, antes de se tornar o mais alto governante do país, percorria cada canto deste país, testemunhando misérias, precariedades e construindo idéias para redimir o povo brasileiro menos favorecido. Aquele Lula me encantava. Mas, como tudo o que é bom acaba, foi-se o encanto e o discurso sensível e alentador cedeu espaço para a fanfarronice e um permanente culto à personalidade. Querem uma prova? Dou-a.

No seu programa de rádio desta semana, Lula abordou a disputa de várias cidades para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O Rio de Janeiro é a candidata brasileira. Lula está arrebatado pela ideia, fato que não afetaria o meu humor se não soubesse que, a exemplo do que acontecerá com a organização de Copa de 2014, o Brasil vai investir uma montanha de dinheiro no erguimento de estruturas e financiamento de logísticas, fortuna que seria muito melhor aplicada em outras áreas essenciais para o fortalecimento da cidadania brasileira.

Lula disse, defendendo o Rio de Janeiro como cidade sede da Olimpíada 2016: “O Brasil faz parte dos 10 países mais ricos do mundo e foi o único que ainda não realizou os Jogos Olímpicos”. E daí? Há muitas coisas que o Brasil ainda não fez. Ainda não resolveu os problemas da saúde pública, não resgatou a dignidade dos aposentados, não acabou com o analfabetismo, ainda existem focos em que a mortalidade infantil atinge índices insuportáveis, enfim, há um elenco gigantesco de necessidades não atendidas e que reivindicam investimentos que Lula prefere encaminhar para a Copa/14 e a Olimpíada/16.

O Brasil está entre os 10 países mais ricos do mundo? Só se for na área bancária, onde “nunca antes neste país” desfrutou-se de tão altos lucros. Definitivamente, o Lula atual nada tem a ver com aquele brasileiro que peregrinou pelas grotas para descobrir a verdade social brasileira.

O Lula de hoje esqueceu como é o Brasil.
Pensa que atirando migalhas aos famélicos do país, na forma de bolsas, tudo resolveu. É o populismo cego que não vê a fome, a doença e a indigência moral e intelectual se contrapondo aos fantasiosos números que colocam o Brasil entre os 10 países mais ricos do mundo. E lá se vão fortunas para copas e olimpíadas enquanto brasileiros agonizam e morrem nos casebres, ruas, becos e portas de hospitais, por falta de assistência.

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Tendências tiram gaúchos da Libertadores

28 de setembro de 2009 63

Banco de Dados ZH

Não é preciso afundar em teorizações complexas para se afirmar que as tendências do momentos indicam que oi futebol gaúcho, em 2010, poderá não participar da Libertadores da América. É simples. O Grêmio não conseguiu ingressar no G-4 durante no campeonato inteiro, até aqui, por que alcançaria esta meta logo agora, em que quase todos os times lutam, desesperadamente, por algum objetivo, transformando cada confronto em uma batalha encarniçada? O Inter, que só não esteve no G-4 em uma rodada, quando atrasou dois jogos por estar disputando a Recopa, aproximando-se o desfecho da competição faz, no returno, campanha de time que luta para não ser rebaixado. Que razões justificariam a expectativa de que conseguirá inverter a perigosa tendência neste momento crucial do Brasileirão?

Para conseguirem dinamitar a lógica dos resultados, Paulo Autuori e Tite terão que reprogramar suas equipes, principalmente o Grêmio. A tarefa de Autuori, daqui para frente, é obter do seu time o que não conseguiu, até agora. A empreitada de Tite é um pouco menos dramática. O Inter já teve desempenhos muito melhores, no Brasileirão. Terá que reencontrar sua própria capacidade de vencer. E inverter a tendência da hora.

Quando um campeonato entra em uma fase decisiva, tanto quanto ter bons desempenhos é indispensável ter vontade férrea de vencer. Superação, é a surrada receita que o Grêmio consegue aplicar quando joga no Olímpico. Já o Inter, fez uma boa campanha, até agora, apenas jogando com naturalidade. Chegou o momento de buscar garra e disposição. Nestes jogos que restam, Tite terá que arrancar dos seus jogadores a irresignação que o time ainda não mostrou ter.

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Tabela futura não favoreceria o Grêmio

28 de setembro de 2009 18

Luiz Onofre Meira, assessor de futebol do Grêmio, admite que a vaga para a Libertadores poderá ser decidida com o Internacional. Já não se projeta a possibilidade de que Grêmio e Inter estejam na principal competição Sul-Americana, em 2010. Se a atual classificação indicar maiores e menores dificuldades para quem disputa a quarta vaga, o Grêmio não terá muitas facilidades. Tomemos três times que estariam, hoje, disputando a quarta vaga: Inter (4º colocado), Atlético Mineiro (5º colocado) e Grêmio (6º colocado, que espera pelo trio nos 12 jogos restantes, para cada um? Vejamos:

INTER — 3 adversários classificados até o 10º lugar e 9 jogos contra equipes colocadas entre o 11º e 20º lugares.

ATLÉTICO MINEIRO — 7 jogos contra adversários que estão colocados até o 10º lugar e apenas 5 que estão entre o 11º e o 20º lugares.

GRÊMIO — Dos 12 jogos que terá, enfrentará 6 adversários que hoje estão classificados até o 10º lugar e outros 6 que estão entre o 11 º e o 20º lugares.

Neste momento, considerando as posições da tabela, o Inter teria um conjunto de jogos menos difíceis, apenas três adversários ocupam lugares até o 10º posto. Em seguida, viria o Grêmio, que enfrentará rivais que estão colocados até o 10º lugar. O Atlético Mineiro, dos três clubes, teria dificuldades maiores para garantir a quarta vaga já que ainda terá que jogar contra sete adversários que estão situados até o 10º lugar.

Mas, impõe-se considerar que esta é apenas uma projeção teórica que considera o momento atual da competição. Vários outros fatores influenciarão os desempenhos das equipes como lesões, cartões e, até, mobilização. Enfrentar um time que nada mais aspira na competição é, sempre, uma significativa vantagem, por exemplo. Mas, em uma competição em que todas as rodadas tem algum caráter decisivo e emocionante, é preciso abastecer as discussões do momento. Até a próxima rodada, nada será mais importante do que estas projeções.

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Tabela futura seria favorável ao Inter

28 de setembro de 2009 25

Apesar de o Inter ter caído para a quarta posição, Fernando Carvalho mantém certo otimismo quanto às possibilidades reais de o Inter brigar pelo título. Ele deve ter feito o que fez o torcenauta Charles Ricardo Rodrigues, que investigou a tabela dos jogos futuros deste campeonato e obteve conclusões positivas, como destaca neste e-mail:

“Caro Wianey, sou colorado, portanto a minha noite (domingo) não está sendo tão boa assim, apesar disso, sou do tipo otimista e sempre tento achar algo que possa ajudar meu time….

Para surpresa minha mesmo, após analisar a tabela de confrontos dos adversários diretos do Inter a Libertadores e ao título, fiquei empolgado. Como você sabe, restam 12 rodadas para completar o campeonato e me parece que a qualidade dos adversários do Inter seja bem inferior ao dos seus maiores adversários diretos, como é fácil verificar.

O Inter jogará, das 12 partidas que restam, 9 jogos contra adversários que se situam hoje entre a 11ª e a 20ª posição, serão os seguintes:

Coritiba

Inter

F

Inter

Náutico

C

Inter

Atlético PR

C

Fluminense

Inter

F

Inter

Grêmio

C

São Paulo

Inter

F

Inter

Botafogo

C

Barueri

Inter

F

Inter

Santos

C

Atlético MG

Inter

F

Sport

Inter

F

Inter

Santo André

C

3 confrontos diretos

1 clássico em casa

3 com os 10 primeiros

 

O São Paulo jogará, das 12 partidas que restam, 6 partidas com adversários que se situam hoje entre a 11ª e a 20ª posição e outras 6 com os 10 primeiros, além disso, jogará um clássico com o Santos, serão as seguintes:

Náutico

São Paulo

F

São Paulo

Coritiba

C

Flamengo

São Paulo

F

São Paulo

Atlético MG

C

Santos

São Paulo

F

São Paulo

Internacional

C

São Paulo

Barueri

C

Grêmio

São Paulo

F

São Paulo

Vitória

C

Botafogo

São Paulo

F

Goiás

São Paulo

F

São Paulo

Sport

C

3 confrontos diretos

1 clássico fora

6 com os 10 primeiros

 

O Palmeiras jogará, das 12 partidas que restam, 6 partidas com adversários que se situam hoje entre a 11ª e a 20ª posição e outras 6 com os 10 primeiros, além disso, também jogará um clássico com o Santos e outro com o Corínthians, serão as seguintes:

Santos

Palmeiras

F

Palmeiras

Avaí

C

Náutico

Palmeiras

F

Palmeiras

Flamengo

C

Santo André

Palmeiras

F

Palmeiras

Goiás

C

Palmeiras

Corinthians

C

Fluminense

Palmeiras

F

Palmeiras

Sport

C

Grêmio

Palmeiras

F

Palmeiras

Atlético MG

C

Botafogo

Palmeiras

F

3 confrontos diretos

2 clássicos 1 F e 1 C

6 com os 10 primeiros

 

O Goiás jogará, das 12 partidas que restam, 6 partidas com adversários que se situam hoje entre a 11ª e a 20ª posição e outras 6 com os 10 primeiros, serão as seguintes:

Goiás

Botafogo

C

Cruzeiro

Goiás

F

Goiás

Sport

C

Avaí

Goías

F

Goiás

Fluminense

C

Palmeiras

Goiás

F

Goiás

Atlético MG

C

Atlético PR

Goiás

F

Goiás

Santo André

C

Flamengo

Goiás

F

Goiás

São Paulo

C

Vitória

Goiás

F

3 confrontos diretos

 

6 com os 10 primeiros

     

 

Não analisei uma a uma as partidas do Atlético Mineiro, mas serão 7 contra os 10 primeiros. Portanto acredito que um time que quer ser campeão e tem uma tabela bem mais favorável que os adversários pode confirmar o título ou pelo menos a vaga a Libertadores com relativa facilidade, acredito nisto e você?”.

Não descreio da sua fé, Charles, mas não posso ignorar que o perigo de enfrentar equipes bem situadas na tabela é quase tão difícil e perigoso quanto jogar contra adversários que tentam fugir do rebaixamento ou garantir, simplesmente, vaga na Libertadores. A partir de agora, vai pesar muito mais a qualidade dos disputantes do que o peso dos rivais. Chegou a hora de cada equipe mostrar quanto vale. O Palmeiras está mostrando valor superior aos demais. Quem saberá e poderá reagir? Esta é a questão que vai prevalecer até o fim do Brasileirão.

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Fora de casa, Grêmio perde para suas limitações

28 de setembro de 2009 88

Ueslei Marcelino, AE

Não cabe culpar o estilo de Paulo Autuori pelos insucessos do Grêmio longe do Olímpico. O rol de derrotas, nesta circunstância, também não se justifica por determinações de jogo do treinador. Às vezes, responsabiliza-se Autuori de ter recuado o time, atraindo o adversário para o seu campo e coisa e tal. Ora, o Palmeiras estava empatando com o Cruzeiro, no Mineirão, quando Muricy Ramalho, no intervalo do jogo, substituiu um atacante por um zagueiro. Virou o resultado. As causas do declínio gremista nas etapas finais dos jogos em que é visitante, podem ser encontradas nas limitações do time.

No primeiro tempo, o time imprime superação máxima e consegue, às vezes, surpreender o adversário. No segundo tempo, os rivais se reorganizam e, apoiados por suas torcidas, pressionam mais do que haviam pressionado. É quando o Grêmio vaza. Sem o apoio da sua torcida, capaz de mantê-lo em alta rotação, o time cede terreno e perde. Quando uma equipe depende da sua torcida para produzir o máximo que pode, é porque só consegue ultrapassar a barreira das suas limitações mantendo-se em estado de superação o tempo inteiro.

O Grêmio perde longe do Olímpico porque é um time limitado. E se, em todo o campeonato, nunca conseguiu ingressar no G-4, é porque lhe faltaram habilitações técnicas que o colocassem entre os melhores da competição. O resto são devaneios, pensamentos mágicos, busca por culpados. Nada, para o torcedor apaixonado, é mais difícil e improvável do que identificar as carências do seu time. O Grêmio tem uma boa equipe, mas não tanto que pudesse justificar expectativas grandiosas. Em uma competição de pontos corridos, todos contra todos, os participantes são medidos e pesados pelos números da tabela de classificação. Time algum engana todos o certame inteiro.

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Não foi o árbitro quem mandou jogar na água

28 de setembro de 2009 49

Jefferson Botega

Certos acidentes decorrem da fatalidade, outros poderiam ser evitados. Se alguém está caminhando, passa por um edifício e cai-lhe sobre a cabeça um vaso, isto é fatalidade. Tinha que acontecer naquele momento e sobre aquela pessoa. Não existe explicação racional. Porém, se alguém vai nadar em águas perigosas e se afoga, este é o tipo de acidente que poderia ser evitado.

Inter e Flamengo jogaram em um gramado transformado em piscina. Impossível jogar futebol. Por que o árbitro aprovou as condições do campo?

Tempos atrás, quando jogos eram transferidos por qualquer motivo, invejávamos os europeus que, muitas vezes, disputavam partidas sob gramados cobertos de neve. Ainda acontece. Um dia chegaríamos a um patamar de seriedade e responsabilidade como o europeu, era o que dizíamos. Pois, chegamos lá. Hoje, no Brasil, joga-se com qualquer tempo e circunstâncias.

Alguém lembrará, oportunamente, que jogos são transferidos por efeito de interesses dos clubes. O Inter, por exemplo, modificou a data de dois para que pudesse disputar a Recopa, no Japão. Não poderia ter acontecido neste jogo com o Flamengo?

Uma diferença definitiva marca os dois casos. No primeiro, o Inter solicitou mudança de datas com larga antecipação, possibilitando que a CBF reordenasse a tabela e a televisão organizasse a sua grade de programação. No domingo, entretanto, a TV não teria o que mostrar, principalmente para o público do Rio de Janeiro, se o jogo do Flamengo fosse cancelado. E a televisão, senhoras e senhoras, paga uma fortuna para os clubes. Acho que ninguém dirá que Inter e Flamengo jogaram na água para atender o superior interesse da TV. Mas, é razoável refletir e concluir que este foi o motivo. Quem paga caro, tem o direito de receber o produto que comprou. Por isto, europeus jogam na neve e brasileiros, eventualmente, em terreno alagado. O árbitro poderia ter cancelado o jogo? Poderia, sim, desde que tivesse interesse em se “queimar” com a CBF. Não basta repetir a velha norma de que “jogo marcado é jogo jogado”. É preciso buscar a justificativa para este mandamento. Os árbitros, simplesmente, cumprem ordens.

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Inter afunda na água e Grêmio naufraga no seco

27 de setembro de 2009 104

Fotos de Diego Vara e Ueslei Marcelino, AE

Rodada negativa para Inter e Grêmio. Como era previsível, o Grêmio manteve a sua sina de não ganhar fora de casa. No Beira-Rio, transformado em uma imensa piscina, o Inter não conseguiu a vitória que o colocaria na vice-liderança. Na chuva, o Inter afundou. No calor de Goiânia, o Grêmio naufragou. Em campo seco ou alagado, a Dupla se deu mal. O G-4 continua sendo uma miragem, para o Grêmio, enquanto o título, para o Inter, já exige luneta para ser visto.

No Serra Dourada, o Grêmio largou na frente, dando a impressão de que arrancaria para um desfecho surpreendente, no campeonato. Poderia ter garantido o resultado ainda no primeiro tempo, quando o goleiro do Goiás fez algumas defesas empolgantes. Na etapa final, porém, o time goiano se impôs e dominou até chegar à vitória.

Se Mário Fernandes não pode jogar, o Grêmio padece de pobreza franciscana na lateral-direita. Ontem, mais uma vez, Thiego ocupou esta posição e, pelo seu setor, o Goiás começou as suas melhores jogadas de ataque. Será que não existe opção, no Olímpico, para substituir Mário quando este estiver impedido?

Hélio dos Anjos, para arrumar lugar no time para Fernandão, deixou na reserva Felipe, o seu artilheiro. Perdeu força ofensiva, pois Fernandão se movimentou no espaço descompromissado do meio-campo, ficando apenas Iarley, na frente. E o que já tinha acontecido no Japão, quando Fernandão saiu para a entrada de Gabiru, que acabou fazendo o gol do título, repetiu-se no Serra Dourada: saiu Fernandão, entrou Felipe que, em seguida, marcou o gol da vitória. Azar do Grêmio que Fernandão não aguentasse o jogo inteiro, como acontecia antes mesmo de se transferir para o Catar.

ALAGADOS - O gramado do Beira tem ótimo sistema de drenagem mas choveu tanto que o campo se transformou em uma lagoa. Impossível jogar bom futebol. Apesar das dificuldades, o Inter simplificou demais, erguendo bolas frontais para o seu ataque, favorecendo a boa defesa do Flamengo. Bons cruzamentos foram raros. Mais uma vez, Alecsandro foi um atacante inoperante, inofensivo. E, como é praxe, Tite deixou o centroavante em campo até o fim, preferindo substituir Taison que, se não estava uma maravilha, jogava melhor do que Alecsandro. O goleiro do Fla só apreciou o jogo.


Maicon é um jogador que recebeu oportunidades em momentos ruins do Inter. Não conheço quem não sataniza Maicon. Contra o Flamengo, entretanto, ele foi um dos jogadores de melhor desempenho tático. Posicionou-se no lado esquerdo, defensivo, liberando Cléber para jogar no meio e no ataque. Pelo seu setor, pouco aconteceu.

POSIÇÕES DA DUPLA – O Inter só ficou uma rodada fora do G-4, quando atrasou dois jogos, em função da Recopa. O Grêmio, se entrar neste grupo privilegiado, será uma novidade. Hoje, está um pouco mais longe do quarto colocado. As tendências estão colocadas: Inter dentro e Grêmio fora. Libertadores para os colorados e Sul-Americana para os gremistas. Escrevi que é a tendência, não afirmei que vai acontecer.

Postado por Wianey

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