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Posts do dia 29 outubro 2009

Sem ataque, Inter, não dá para ser campeão

29 de outubro de 2009 87

Fernando Gomes, Banco de Dados - 21/03/2009

A torcida colorada deplora que o Inter tenha vendido Nilmar no meio do ano. Não quer saber se o clube deveria correr o risco de, não vendendo, ver o atacante indo embora sem deixar um centavo nos cofres do clube, apenas uma dívida de R$ 5 milhões, produzidas pela compra do "passe" de Nilmar. Se assim tivesse agido, a direção teria dado exemplo de péssima administração. Mas, o torcedor não quer saber.

E a sua inconformidade se justifica na precária produtividade dos atacantes. Taison não está jogando mal, mas também não consegue, sequer, chutar com o gol adversário. Alecsandro sai da área, tenta jogar bonito e a sua inoperância, no returno, irrita os colorados.

Se a dupla de atacantes não estivesse frustrando a torcida, ninguém estaria lembrando a saída de Nilmar que, aliás, nunca foi um grande artilheiro. Para completar os azares colorados, Edu chegou com grande cartaz, lesionou-se e sumiu. Está surgindo Marquinhos, mas seria uma precipitação irresponsável nomeá-lo solução imediata para as limitações do ataque.

Ano que vem, o Inter terá, além de Marquinhos, a volta de Valter, uma promessa que foi barrada por séria lesão. Porém, os colorados que não querem saber as razões da venda de Nilmar, também não estão pensando em 2010. O ataque que eles queriam ver funcionando seria para este ano, mesmo.

Postado por Wianey

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Gremistas que vaiam jogador, atrapalham o time

29 de outubro de 2009 32

Diego Vara

Nunca conseguir entender aqueles torcedores que, desconfortados pela atuação de algum jogador, caem de vaias enquanto a bola rola. Este comportamento das arquibancadas não é apenas inútil, mas altamente prejudicial ao alvo das vaias e ao próprio time. Nestes momentos, só desponta um beneficiado: o adversário.

Fábio Rochemback não está produzindo o que dele se esperava, é fato. Mas, seja por convicção de Autuori ou por falta de alternativas, ele é titular. Contra o Avaí, Rochemback errou dois ou três passes e começaram as vaias. Outros jogadores erravam mas é dura a vida de quem está carimbado e condenado. Como acontece com freqüência, o jogador que não está conseguindo acertar, fica tenso. Quando as vaias aparecem, a tensão se transforma em irritação e daí até cometer uma bobagem é um passo. Foi o que aconteceu com Rochemback, expulso por jogada violenta.

Em vez de vaiar, a torcida poderia gritar o nome de quem gostaria de ver jogando. Seria menos prejudicial. Apupar quem está em campo, definitivamente, é jogar contra. Pensarão que assim agindo o jogador passará a fazer as coisas corretamente?

O diabo é que as vaias vêm de uma minoria impaciente. Se a maioria abafasse as vaias cantando e incentivando o time, o resultado seria mais positivo. Mas, como em tudo e em todos os lugares, impõe-se o berro das minorias. O silêncio das maiorias, então, passa a dividir as culpas.

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Mário Sérgio é motivador e estrategista

29 de outubro de 2009 47

Diego Vara, Banco de Dados - 07/10/2009

Em pouco tempo treinando o Inter, Mário Sérgio mostra virtudes que a torcida desconhecia e, talvez por esta razão, tenha rejeitado a sua contratação, no início. Neste curto período, o treinador já apresentou resultados que se percebem dentro de campo:

— Os jogadores acreditam em Mário Sérgio e esta aceitação se expressa na disciplina tática do time.

— O time está mobilizado, o que revela liderança de Mário Sérgio e capacidade de motivação.

— Em dois jogos, Gre-Nal e contra o São Paulo, destacaram-se as suas qualidades de estrategista e pensador tático. No clássico, surpreendeu com um esquema que neutralizou o Grêmio, mantendo-o longe da área colorada durante a maior parte do jogo. No Morumbi, surpreendeu novamente deslocando Fabiano Eller para a lateral-esquerda e fazendo de Kleber um ativo meio-campista. Assim, dominou o São Paulo.

— Nesta partida, em São Paulo, revelou-se um treinador ousado, sem medo de buscar a vitória. As modificações que fez na etapa final, encurralando o São Paulo, mostraram inteligência e valentia.

Mas, se tantas são as qualidades de Mário Sérgio, por que não se firma como treinador? A resposta pode ser resumida em uma palavra: temperamento. Mário Sérgio não tem "cintura". Falta-lhe flexibilidade de negociador. Não transige diante de interferências e atitudes com as quais não concorda. E briga. E larga o cargo.

Talvez, em um clube organizado em padrões que ainda não encontrou por onde andou treinando, Mário Sérgio pudesse alterar a sua rotina profissional. A questão é: quem arrisca? O homem é um barril de pólvora com meio centímetro de pavio.

Postado por Wianey

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Autuori é injustiçado por não ser mágico

29 de outubro de 2009 101

Diego Vara

Uma faixa colocada entre torcedores gremistas expunha uma única palavra: ATITUDE. Cobrava-se do time gremista o que se cobra do treinador: comportamento aguerrido, combativo, pegada.

Trata-se de um equívoco monumental que, parece, não será corrigido. Imagina-se que o Grêmio tenha perdido a sua melhor credencial porque Autuori não é um treinador que esbraveje e saltite a beira do gramado e, quando dá entrevistas, fala pausada e reflexivamente. Vendo a equipe enfrentar o Avaí, firmei convicção de que o estilo atual do Grêmio não passa pelo treinador.

Tcheco não é e nunca foi um jogador de combatividade. Sua natureza é outra. Trata-se de um meio-campista inteligente, pensador que, às vezes, se desestabiliza tentando ser o que não é: um pegador.

Fábio Rochemback parece forma de forma física e técnica. Falta-lhe a explosão que o reconciliaria com a torcida.

Souza, boa técnica, tem arrancadas fortes, mas sem continuidade. Não tem na combatividade uma característica destacada.

Adilson, completando o quarteto do meio-campo, é o único com o estilo guerreiro requerido pela torcida.

Como é que uma equipe pode ser competitiva, ter pegada permanente, se no setor aonde são tomadas as principais decisões os jogadores não apresentam a virtude da pegada?

Paulo Autuori, como aconteceria com qualquer outro treinador, poderia terminar os jogos sem voz que em nada mudaria a atitude do time. Um time tem a característica anímica, o temperamento dos seus jogadores. Responsabilizar Paulo Autuori pelo fato de o Grêmio não apresentar o traço combativo de outros tempos é culpá-lo por não ser mágico.

Postado por Wianey

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