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Posts do dia 5 novembro 2009

Mudar o calendário não é a solução

05 de novembro de 2009 16

Existirá solução que contenha a saída de jogadores no meio do campeonato? Adequar o calendário brasileiro ao europeu é, apenas, paliativo. Os efeitos colaterais seriam mais nocivos do que os benefícios. Além disso, os jogadores continuariam saindo no meio da competição pela janela de janeiro. Sem contar que haveria transtornos imensos com as mudanças culturais que viriam, como férias de verão casando com o recesso escolar, que acabariam. Mudar o calendário, definitivamente, não resolveria.

É possível que o assunto fosse melhor conduzido se houvesse um amplo acordo com empresários e sindicato nacional de jogadores: os clubes não liberariam os seus profissionais em agosto e estes não pressionariam para sair neste período. É possível que a própria CBF, apoiada por regulamentação vinda do Congresso Nacional, pudesse fechar esta maldita janela de agosto, permitindo exportações de jogadores, apenas, em janeiro. É uma divagação, reconheço.

Não sei se seria possível sem a concordância da FIFA. Sim, porque se a entidade continuar referendando transferências em agosto, talvez nada seja possível fazer. Mas, se fosse uma ideia realizável, o presidente Vitório Pifero poderia, por exemplo, segurar Giuliano até dezembro de 2010. Já seria um avanço imenso.

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Autuori gosta de brincar com o perigo

05 de novembro de 2009 15

Tadeu Vilani, Banco de Dados - 15/09/2009

Quando desembarcou no Olímpico, Paulo Autuori atacou um verdadeiro dogma gremista: a pegada. O treinador não estava rejeitando marcação, esforço, dedicação. Apenas manifestava contrariedade contra o futebol de correria, muitas faltas, etc. Mas, fez a frase fatídica: pegada é um absurdo. De lá para cá, foi carimbado pela fantasiosa ideia de que "não tem a cara do Grêmio". E não há força neste mundo que mude este conceito.

Após o jogo contra o São Paulo, Autuori desqualificou o que chamou de "cultura da reclamação". Foi engraçado. Após a sua entrevista, todas as manifestações de vestiário focavam o árbitro da partida, que teve péssima atuação. A causa eram os dois pênaltis não marcados em favor do Grêmio.

Autuori entende que a "cultura da reclamação" acaba sendo levada para dentro de campo, no que está certíssimo. Basta contabilizar o número de cartões sofridos por jogadores do Grêmio por reclamações.

É preciso lutar e exigir que a Conaf prepare melhor os seus árbitros. Tem muita gente assoprando apitos como se fossem tarugos de abóbora. Esta é a boa guerra a ser travada. Mas, apenas deitar falação aos microfones nada resolve. Aliás, apesar dos dois pênaltis não marcados, o Grêmio poderia ter vencido o São Paulo. Desperdiçou meia dúzia de imperdíveis oportunidades. Este fato, sim, tinha relevância. Mas, foi quase desconsiderado. Perdeu feio para as reclamações contra o árbitro.

Cultura da reclamação, eu não diria que Autuori está errado.

Postado por Wianey

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Corinthians quer Tcheco e Iarley. Que pobreza!

05 de novembro de 2009 42

Banco de Dados ZH

Nada contra os dois jogadores, que são qualificados. Mas, convenhamos, um clube com a grandeza do Corinthians precisa se socorrer de jogadores já passados dos 30 anos de idade para enfrentar a Libertadores da América? Experiência conta, claro, mas será esta a razão?

O interesse de Mano Menezes por Tcheco e Iarley apenas evidencia a pobreza técnica das ofertas possíveis de serem buscadas. Sim, porque qualquer jogador de qualidade com menos de 21 anos está indo ou já foi para o Exterior.

Restam os jogadores que estão em fim de carreira. O futebol brasileiro está condenado ao envelhecimento. Basta ver o número de "coroas" que estão disputando o Brasileirão.

Mas, não tem solução para o êxodo precoce de garotos. Apenas a FIFA poderia corrigir o problema, mas a entidade mundial jamais se atreverá a enfrentar o poderio dos grandes clubes europeus e dos empresários. Aos poucos, estão matando a galinha dos ovos de ouro. Dentro de pouco tempo, não haverá torcedor para sentar nas arquibancadas. Os clubes serão, apenas, produtores de jogadores que repassarão para o Exterior. Desanimadas, as torcidas se evadirão dos estádios. E, sem torcedores, não há futebol. Se estão pensando que este quadro acontecerá dentro dos próximos 50 anos, está enganado. Esta situação estará plenamente configurada nos próximos cinco anos, no máximo. E eu não tenho a menor idéia do que poderia ser feito.

Se, pelo menos, as confederações dos países exportadores fizesse um trabalho de profundo, projetando o futuro do futebol, a FIFA poderia se sensibilizar e criar mecanismos de contenção para tantas exportações. Mas, os dirigentes das entidades nacionais estão preocupados, exclusivamente, em fazer grandes negócios de patrocínios que custearão as suas mordomias imperiais. Resumindo: não tem solução. O futebol está indo para o brejo com uma passividade bovina.

Postado por Wianey

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Val Baiano não enfrenta o Inter. E os outros?

05 de novembro de 2009 19

A direção do Barueri afastou o goleiro Renê e o atacante Val Baiano porque ambos confirmaram o recebimento de prêmio-extra que teria sido oferecido pelo Cruzeiro para que o Barueri vencesse o Flamengo, o que aconteceu. Os dois jogadores não enfrentaram o São Paulo, que acabou ganhando o jogo por um a zero, e o fato despertou a suspeita do Palmeiras, concorrente do seu co-irmão paulista ao título. O próximo jogo do Barueri será domingo, contra o Inter. Está divulgado que os dois jogadores seguem afastados. A tola punição terá que se estender até o último jogo do Barueri, sob o risco de se dizer que o time do Interior Paulista favoreceu alguns adversários em detrimento de outros.

O mais incompreensível, nesta história, é que o Barueri puniu Renê e Val Baiano, não porque receberam prêmio-extra mas porque falaram, publicamente, do recebimento porque, é evidente, a mala branca foi enviada para todos os jogadores do Barueri. Val Baiano e Renê não disseram que APENAS os dois tinham recebido. Então, a punição foi por terem aberto o bico. Enfim, uma confusão desnecessária que vai dar em nada. O STJD diz que vai investigar o caso. Ora, quem confirmará o envio de estímulo financeiro: os dois jogadores? A direção do Barueri? Ou o próprio Cruzeiro? Ficará o dito pelo não dito e apenas o próprio Barueri é que acabará vitimado pela punição que se impôs, afastando os dois jogadores.

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Sobrou pegada ao Grêmio, faltou qualidade

05 de novembro de 2009 73

O Grêmio, de Thiego, lutou muito, mas ficou no 1 a 1 com o São Paulo/Diego Vara
Quem acha que pegada resolve tudo, deve ter ficado satisfeito com a exibição do Grêmio, contra o São Paulo. Não faltaram vontade, determinação, garra. O que atrapalhou o Grêmio foi a escassez de qualidade, em alguns setores. Foi por deficiência técnica que o time esbanjou passes errados no primeiro tempo. E foi por limitação técnica que não transformou em gols as várias oportunidades criadas na etapa final. Acertar o gol não é suficiente, se a bola chutada oportuniza a defesa do goleiro. Bom chute é aquele em que a bola passa longe do alcance do goleiro, é óbvio.

O Grêmio teve desempenho digno e amassou o São Paulo, no segundo tempo. Deveria ter vencido. Mas restaram preocupações com as performances de Adilson, Lúcio e Souza. Fábio Santos deve reassumir a titularidade da lateral esquerda, vai melhorar.

O árbitro baiano é fraco,
muito fraco. Inverte faltas e interpreta mal certas jogadas, principalmente quando acontecem dentro da área. Não foi por outra razão que mandou o jogo prosseguir quando Maxi López foi seguro pela camiseta, dentro da área, e Fábio Santos foi empurrado, também neste local. Dois pênaltis não marcados porque o cara é, mesmo, muito fraco. Tem histórico de más atuações.

Postado por Wianey

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