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Posts do dia 5 fevereiro 2010

Arbitragem: escândalos nada escandalosos

05 de fevereiro de 2010 59

Não sei se houve pênalti sobre Maiquel (Novo Hamburgo) ou se o jogador simulou a falta, fato que levou o árbitro a aplicar-lhe o segundo cartão amarelo, tirando-o do jogo. Eu estava na cabina da Gaúcha, no Estádio do Vale, de onde se podia ter a impressão mas nunca a certeza. No momento, pensei que tivesse acontecido a falta. No mesmo instante, o Francisco Garcia, nossos colega que analisa arbitragem com a habilitação de quem fez o curso de árbitro, esclareceu que Maiquel, antes mesmo encontrar-se com o adversário, dobra os joelhos favorecendo a própria queda. Um detalhe decisivo que só pode ser constatado pelas imagens da televisão e por olhar atento de quem aprendeu no curso de arbitragem a fixar atenção em detalhes que, normalmente, não são percebidos.

No programa Sala de Redação, o meu colega e querido amigo, Cacalo, classificou o lance como tendo sido um “pênalti escandaloso”. Amavelmente, discordei do Cacalo quanto a adjetivação. O termo “escandaloso”, segundo entendo, ofendia o Francisco Garcia pois sugeria que ele, com a especialização que lhe conferiu o diploma de árbitro, não viu com clareza o que, para o Cacalo, fora escandalosamente claro. E não foi. O colunista Mario Marcos, edição de ZH desta sexta-feira, aborda o assunto entendendo que nem a televisão esclarece, definitivamente, se foi falta ou simulação.

Pode ter sido e pode não ter sido. Se eu fosse o árbitro e estivesse apitando da cabina do Estádio do Vale, teria marcado falta dentro da área. Foi o que falei na hora do fato. Mas, teria sido uma marcação por impulso, impressão do momento. Dentro do campo, próximo da jogada, o árbitro entendeu que foi simulação e o Garcia, valendo-se da repetição das imagens, chegou a mesma conclusão do árbitro.

A minha única conclusão é que não foi “escandalosamente pênalti e, tampouco, escandalosamente simulação”. O adjetivo está mal colocado, é inconveniente e só reforça, quando não representa, a face mais negativa de uma rivalidade que, muitas vezes, rasga os limites da civilidade e da racionalidade. Adoro adjetivos, quando servem para destacar positivamente algum feito. Eles também podem ser aplicados a determinados lances de arbitragem, que são em número bem menor ao que sugere a sua aplicação freqüente. Quando se diz que um árbitro não marcou um pênalti escandaloso e o analista de arbitragem concordou com o apitador, está se ofendendo e desmerecendo o trabalho dos dois profissionais. Não foi o caso do Cacalo, uma figura sociável e doce, cuja amizade desfruto à décadas. Ele é, apenas, parte importante desta cultura regional que faz todas as concessões a rivalidade Gre-Nal.  Mas, acho que está na hora de eliminar o termo “escandaloso” quando se discorda do árbitro. Ou, pelo menos, usá-lo mais criteriosamente. No fundo, o que se pretende, sempre, é diminuir os méritos do time adversário. Esta moda já deveria ter passado.

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Mailson e Douglas podem melhorar o Grêmio

05 de fevereiro de 2010 16

Silas, finalmente, viu Mailson e manifesta disposição de dar ao jogador uma sequência de jogos capaz de fixá-lo como titular do time. Douglas chegou e também representa uma possibilidade de qualificação da equipe. Tudo indica que o esquema tático mudará para que seja possível abrigar jogadores que acrescentem qualidade ao time, emprestando o indispensável equilíbrio. Segundo se especula, os armadores ofensivos seriam Douglas e Mailson, tendo atrás dois volantes. Teoricamente, uma proposta suficiente para definir o time com vantagens sobre as experiências feitas até agora. Isto acontecerá se Silas firmar convicção e permitir que o Grêmio ganhe força coletiva.

Mas falta ainda definir a lateral direita. Mário Fernandes ou Saimon, não vejo melhores soluções. Está faltando que Silas descubra Saimon.

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Horário dos jogos vira debate oportunista

05 de fevereiro de 2010 81

Ao cronista esportiva cabe constatar e, até, sugerir. Foi o que aconteceu após os jogos do meio da semana terem sido disputados sob inédito calor. Grêmio e São Luiz, 17 horas de quarta-feira, foi jogo disputado sob sensação térmica superior a 40 graus centígrados. À noite, em Novo Hamburgo, Inter e Nóia se enfrentaram sob temperatura minimamente inferior. Terminado este jogo, o preparador físico do Inter, Fábio Mahseredjian, alertou para severos riscos de saúde a que estariam submetidos os jogadores tendo que jogar sob aquelas circunstâncias climáticas.

Para ilustrar sua opinião, Fábio cometeu um erro de informação. Lembrou que a maratonista suíça, Gabriele Enderson, que terminou a prova na Olimpíada de Los Ângeles em colapso físico, carregava seqüelas gravíssimas, até hoje. Não é verdade, Gabriele, felizmente, é uma pessoa saudável que superou, integralmente, os problemas decorrentes daquela situação. Como a informação vinha de uma autoridade no assunto, não me preocupei em confirmar e dei trânsito ao equívoco. Peço desculpas pela mancada. Mas, restou da quarta-feira a certeza de que, enquanto persistir esta onda de calor, não devem ser disputados jogos às 17hs e 11hs da manhã.

Na tarde de ontem, o advogado do Sindicato dos Atletas, Décio Neuhaus, anunciou que entraria com uma ação na Justiça do Trabalho, pedindo a mudança dos horários. Justificou a sua iniciativa lembrando que ela se impunha pois, até, jornalistas da RBS identificavam esta necessidade. Por que “até jornalistas da RBS”? Simples, porque a detentora dos direitos do Gauchão é a TV Globo e nós somos servidores de uma empresa que têm ligações com esta rede de televisão.

Nuehaus foi oportunista e injusto com a imprensa gaúcha, levando em conta somente as opiniões dos jornalistas da RBS. Não somos melhores do que ninguém, todas as opiniões são respeitáveis.  O atilado advogado pretendeu, com esta lembrança, criar indisposições entre os profissionais e a empresa, aproveitando a liberdade plena de opinião que é exercida na RBS. Oportunismo inconsequente.  Não precisava usar nossas opinião para justificar a sua iniciativa na condição de advogado que representa os jogadores gaúchos. Porém, este não foi o único deslize de Neuhaus. O advogado garante que ouviu os principais capitães dos times que estão disputando os campeonatos da primeira e segunda divisão e deles obtivera plena concordância para a sua iniciativa. Faltou-lhe explicar para os jogadores do Interior, principalmente, que não respeitar os horários marcados seria quebrar, unilateralmente, o contrato firmado entre os clubes e a televisão, fato que liberaria a parte contratante dos pagamentos previstos. Grêmio e Inter sobreviveriam sem o dinheiro da TV mas os clubes do Interior teriam dificuldades para pagar os salários dos seus jogadores se, rompendo o que estabelece o contrato, deixassem de receber as suas cotas financeiras. Se soubessem, será que os capitães teriam concordado com a ação do Sindicato?

Jornalista opina sem preocupar-se com contratos firmados entre clubes, televisão, jogadores, etc. O Sindicato, entretanto, tem o dever de levar em conta os interesses dos seus associados. E não é interessante para os profissionais do Interior não receber os seus salários porque o seu sindicato resolveu induzir a quebra de contrato entre os clubes e a televisão. Se alguém duvidar, pergunte aos jogadores do Interior.

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Fossati no filme "De Volta para o Futuro"

05 de fevereiro de 2010 7

O leitor Marcus Marx, residente em Belo Horizonte, identificou semelhanças físicas entre o treinador do Inter e o protagonista do filme "De volta para o Futuro". O torcenauta enviou para o blog a arte que criou para ilustrar o tema:

"Bom Dia Wianey.
Primeiro gostaria de parabenizar-lhe por ser um exemplo para os estudantes de jornalismo, assim como eu. Te envio esta arte para mostrar a semelhança entre o nosso técnico colorado e o Dr. Emmett Brown, do filme De Volta para o Futuro.
Se puder, comenta no sala e mostra pra mesa, eu não perco um desde 88.
Forte abraço
Marcus Marx
Soteropolitano, colorado, residente em BH".

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