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Posts do dia 12 fevereiro 2010

Herói olímpico denuncia o presidente Lula

12 de fevereiro de 2010 69

Confesso que relutei muito para reproduzir parte da entrevista concedida por Cesar Cielo, nosso herói da natação, em São Paulo. As suas denúncias eram tão graves que pareciam ter saído de alguém perturbado ou motivado por razões políticas. Confirmada a veracidade da entrevista (os fatos denunciados ainda não foram devidamente confirmados) vejo-me diante da necessidade profissional de abordar o assunto. O episódio é tão constrangedor que vou me restringir a reproduzir parte da entrevista de Cielo. Os torcenautas que julguem:

— Desde que me tornei profissional, em março, paguei tudo: alimentação, hospedagem, e até meu técnico (o australiano Brett Hawke) — disse o nadador.

Ele ficou assustado, quando lhe perguntaram se a CBDA havia ajudado em alguma despesa. Sua resposta foi essa:

— Sério, vocês estão me perguntando isso? Pensei que vocês estivessem brincando.

César Cielo contou que além de não receber auxílio da CBDA, teve problemas com o presidente Lula que o teria ameaçado de suspender os pagamentos que que vinha recebendo dos Correios:

— Quando disse a ele (Lula) que não viria para uma cerimônia no palácio do Planalto. Ele vivia telefonando para meus pais e não os deixava trabalhar sossegados. Fiquei nervoso e treinei mal por uns dias — comentou.

Quando se trata de política, não duvido de coisa alguma. Mas esta denúncia do Cielo é difícil de engolir.

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O presidente da FIFA e a moral latina

12 de fevereiro de 2010 8

Falando sobre o escândalo sexual acontecido na Inglaterra, onde um jogador de futebol envolveu-se, sexualmente, com a esposa de um colega seu, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, declarou que o enfoque dado ao caso era uma particularidade dos países anglo-saxões que mas se tivesse acontecido em um país latino, o “garanhão” seria aplaudido. Imediatamente, a manifestação de Blatter foi qualificada de preconceituosa, etc. Na verdade, foi apenas realista.

Eu era adolescente na época em que o cinema nacional era marcado pela pornochanchada. Jece Valadão era ícone do gênero. Lembro de um filme que a mulher infiel era flagrada pelo marido traído na companhia de um homem, no apartamento do casal. Arma-se uma confusão, a polícia é chamada e na saída do edifício, uma multidão aguarda o desfecho do escândalo. Quando os três protagonistas do caso aparecem, o público vaia o marido, ofende a esposa e carrega em triunfo o cafajeste que resolvera ciscar em terreiro alheio.

Blatter não deve ter assistido este filme, mas conhece bem o espírito latino. O que falou nada tem de preconceituoso. É apenas verdadeiro. Aliás, na maioria das piadas que envolvem triângulos amorosos, a parte traída é quase sempre desprezada. É ou não é verdade? Então, o Blatter tem razão.

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Amanhã, a rodada do termômetro

12 de fevereiro de 2010 22

Todos os jogos desta rodada, que será realizada integralmente no sábado, estão marcados para às 16 horas. O Sindicato dos Atletas, que não queria jogo às 17 horas, recuou e aceitou antecipar em uma hora o início das partidas. Desconheço e nem consigo atinar para as razões desta decisão dos atletas.

Há, entretanto, uma condição aberta para que os jogos desta rodada comecem no horário estabelecido. O Juiz do Trabalho, doutor Rafael da Silva Marques, homologou o acordo mas exigiu que seja medida a temperatura, na hora marcada. Se o termômetro marcar temperatura igual ou superior a 35 graus, o árbitro terá que esperar até o calor ceder e atingir o limite permitido.

É provável que não esteja mais quente do que o permitido para sair o jogo no horário. Entretanto, se a temperatura for superior ao limite estabelecido (só vale para esta rodada), talvez tenhamos um formidável atraso para o início do jogo. Sabemos, por experiência, que a temperatura sobe até por volta das 19hs. Significa que se o termômetro estiver marcando 35, 5 °C, às 16hs, provavelmente subirá nas horas seguintes. Se acontecer, qual é o horário limite? Antes era 19h30m, continua valendo? Se a resposta for positiva, poderíamos ter um atraso de três horas e meia para o início do jogo.

Alguém se atreveria a imaginar a reação do público sentado nas arquibancadas e, com paciência de pescador, aguardando o calor diminuir? Podendo esta espera durar mais de três horas?

Mais: de onde saiu este limite de 35°C como sendo temperatura de risco para a prática do futebol? O Ministério do Trabalho criou Normas Reguladoras, se não me engano em número de 33, que tratam de insalubridade. Uma delas fala em trabalho externo sob altas temperaturas. Técnicos altamente especializados criaram uma fórmula complexa e uma tabela que determina procedimentos a serem adotados. Exemplo: se o número saído dos cálculos indicar calor acima do razoável, deve-se adotar procedimentos do tipo: duas horas de trabalho, 15 minutos de descanso. E assim por diante, variando a orientação de acordo com os resultados apurados. Este cálculo foi feito e o resultado encontrado indicou inviabilidade de se jogar futebol com mais de 35 graus?

Que o calor é desconfortável, sabemos todos. Eu mesmo tenho preferência histórica pelo inverno, comparando esta estação ao verão. O outono e a primavera são melhores, claro. Mas, não cabe usar o “chutômetro” para estabelecer limites. Pode ser, até, que os cálculos dos técnicos indiquem que não é possível jogar futebol com temperatura inferior a 35 graus, pode ser. Mas é preciso seguir as normas.
Lembrou-me o médico, jornalista, escritos e imortal, Moacyr Scliar, que jogar futebol é exercer um prazer, diferente do sujeito que quebra pedras ao sol. E o organismo torna-se menos sensível ao calor, por exemplo, quando se faz algo prazeroso. Além disso, um jogo de futebol não é disputado durante oito horas mas, sim, durante noventa e poucos minutos, uma ou duas vezes por semana. Nenhum jogador corre o tempo todo. É uma corridinha, uma parada, mais uma corridinha, etc. Considere-se, ainda, que os atletas recebem preparação física, alimentação, assistência médica, etc, como nenhuma outyr4a pessoa. Estão habilitados a suportar muito mais calor do que um vivente qualquer.

O Scliar conclui opinando que esta questão deveria ficar para os médicos dos clubes. Eles, melhor do que ninguém, saberiam identificar riscos. Ou alguém pensa que algum médico de Inter e Grêmio, por exemplo, permitiria que um jogo saísse se houvesse riscos graves para os seus jogadores?

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