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Posts do dia 18 fevereiro 2010

Esquema com três zagueiros empurra Giuliano para fora do time

18 de fevereiro de 2010 25

Giuliano (foto acima) terminou a temporada passada como o principal destaque técnico do time colorado. Teve atuações tão recomendáveis que o Inter decidiu investir uma fortuna para manter o jogador no Beira-Rio, adquirindo a totalidade dos seus direitos econômicos e federativos. Ninguém duvidava que 2010 seria o ano de Giuliano.

A realidade, entretanto, está sendo outra. Veio Jorge Fossati e trouxe consigo a inabalável intenção de escalar três zagueiros. Como sempre acontece nestas ocasiões, um meio-campista teve que ser sacrificado para o ingresso de um terceiro zagueiro. Giuliano é a vítima da hora. No meio do entra e sai, às vezes como meia e outras como segundo atacante, o garoto se confundiu e está indo para a reserva. É uma pena.

Giuliano é um raro caso de meia-atacante que preenche o meio-campo, jogando de área a área. Marca, arma e finaliza, o que faz dele um meio-campista completo. O esquema com três zagueiros está empurrando Giuliano para fora do time.

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Muricy Ramalho, nem melhor e nem pior

18 de fevereiro de 2010 24

Muricy Ramalho (foto acima) brilhou intensamente nos anos em que dirigiu os times do Inter e do São Paulo. Foram cinco temporadas de títulos e muitas celebrações. Mas, apesar da excelência dos resultados que obteve no Beira-Rio, Muricy cometia erros graves de escalação e esquematização tática que levaram este blogueiro a criticá-lo com certa veemência, muitas vezes. As críticas, como é meu hábito, nunca foram conceituais mas, sim, pontuais. Grande parte da torcida colorada reagia defendendo o treinador e xingando o comentarista. Compreensível, pois os resultados eram bons. Ocorria, entretanto, que poderiam ser melhores não fossem os equívocos de Muricy.

O treinador foi para o São Paulo e a sua trilha de sucessos se ampliou. Títulos e mais títulos, o homem se transformou em mito nacional. Quem atacava o comentarista, continuou atacando, pois Muricy continuava acumulando êxitos. A minha resposta era sempre a mesma: naqueles cinco anos, Muricy trabalhara nos dois clubes que melhor e mais investiam em futebol. Os elencos eram numerosos e qualificados e os times, maravilhosos. O treinador podia exercitar sua teimosia quanto quisesse que, mesmo assim, ganharia. O que aconteceria com Muricy quando não pudesse contar com equipes de primeira linha?

Sabe-se, hoje, que Muricy é um treinador como a maioria: nem melhor e nem pior. Sem grandes jogadores, deixou escapar, ano passado, a vaga para a Libertadores que parecia imperdível. A situação do seu Palmeiras, nesta abertura de temporada, segue a mesma. A goleada sofrida para o São Caetano apenas confirmou uma verdade: treinadores são importantes, mas essenciais mesmo são os bons jogadores. Time bom supera erros do técnico. Equipes fracas, naufragam. Muricy reinou durante cinco anos comandando ótimos times. Errava e ganhava, errava e ganhava... Quem não via apenas os resultados, percebia que a casa, um dia, cairia. Está caindo.

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Mário Fernandes não vai bem na lateral

18 de fevereiro de 2010 22

O jovem Mário Fernandes (foto acima) fez o gol mais bonito da vitória gremista sobre o Veranópolis, na noite desta quarta-feira, pelo Gauchão. Invadiu a área adversária, driblou um zagueiro com o pé esquerdo e fuzilou com o direito, em diagonal, fora do alcance do bom goleiro Vanderlei. Um golaço, o primeiro da sua carreira.

Este foi o momento positivo de Mário, na partida, contra outros negativos que repetiram o que já acontecera em outros jogos. Na lateral direita, várias vezes o garoto viu-se na necessidade de enfrentar atacantes adversários, em ação direta. Muitas vezes foi driblado, até com alguma facilidade, e em outras precisou cometer faltas que lhe renderam um cartão amarelo.

Outras vezes foi ao apoio, com a vitalidade e a técnica que possui, mas na maior parte das vezes não conseguiu dar bom acabamento às jogadas. Mário Fernandes é um diamante, ainda bruto. Porém, o passar dos jogos começa a mostrar que a lateral direita, onde está improvisado, não é a posição que o levará a consagração.

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Pato analisado por quem conhece

18 de fevereiro de 2010 47

Negócio fechado, o goleiro Pato Abbondanzieri chega no meio da tarde desta quinta-feira. Com o goleiro argentino desembarcam dúvidas: a idade já não estará fazendo efeito? O goleiro atravessa crise técnica? O Inter acertou na sua contratação? Este blog apresenta a opinião de um colega jornalista, que acompanha de perto e com muita atenção o futebol argentino. Ninguém, como o Degrazia, tem visto Abbondanzieri com tanta freqüência. A sua opinião veio através deste e-mail, que o blogueiro divide com os seus torcenautas:

“Querido amigo Wianey:
Acompanho de perto o futebol argentino e me permito discordar do teu pensamento em relação ao goleiro Abbondanzieri (a pronúncia correta é Abondancíeri). El Pato está na reserva do jovem Javier Garcia, que é fraco, não por deficiência técnica ou falta de reflexos pela idade, mas pela fragilidade do time do Boca. Na mesma situação está o Ibarra, como também o Palermo que no domingo saiu de campo no meio do jogo, irritado com o técnico e seus companheiros. Acontece que o Boca vendeu seus melhores jogadores para o futebol europeu, e a turma que veio das categorias de base não corresponde. Para completar o quadro lá da Bombonera, dizem que Riquelme anda mais para Ronaldinho Gaúcho que outra coisa. Mesmo sendo gremista, antes de tudo sou cronista e gosto do bom futebol, com craques em campo. Abbondanzieri é o último dos grandes goleiros argentinos, caindo como uma luva nesse bom time do Internacional. Ele vai completar 38 anos no dia 19 de agosto próximo, podendo dar muitas alegrias à torcida lá do Aterro.

Um abraço do amigo e admirador, José Antonio Degrazia/São Borja”.

Aí está um depoimento de quem conhece e acompanha o futebol argentino como poucos. Se o Degrazia falou, para mim está falado. Abração, amigo!

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Nem goleada tranquiliza a torcida gremista

18 de fevereiro de 2010 36

Fazer quatro gols em um jogo é, quase sempre, motivo de celebração. Mas, não foi o caso do Grêmio que aplicou sólida goleada no Veranópolis e, mesmo assim, foi vaiado pela pequena torcida, presente no Olímpico. Ferdinando e o treinador que o escala foram os principais alvos da inconformidade gremista. Mas não faltaram observações de muitos torcedores quanto à organização do time. E, principalmente, sobre a pouca apetência da equipe pela marcação. O VEC marcou dois gols e poderia ter feito mais não fossem duas defesas espetaculares de Victor.

A diferença do Grêmio de quarta-feira para o Grêmio de outras jornadas esteve no ataque que saiu marcando dois gols e colocando o Grêmio em vantagem no placar, o que só tinha acontecido uma vez no Gauchão. Os defeitos, entretanto, se repetiram. Rochemback voltou a demonstrar que com a bola no pé é ótimo. Avança, dá assistências ou ele mesmo finaliza com qualidade. O problema é que, mesmo sendo um dos volantes do time, ele não marca. Acrescente-se que Douglas é um primor nos passes mas também não desarma e que Leandro, vindo de longa parada, entrou no jogo para ser meia – não parece ter vocação para a função – apenas cerca e fica escancarada a faceirice do Grêmio. Ferdinando, de muitas limitações técnicas, acaba sendo o solitário protetor da defesa gremista. É pouco, muito pouco. Contra equipes mais fortes, o Grêmio terá muitas dificuldades se o seu meio-campo não for arrumado.

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