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Posts de fevereiro 2010

Grêmio ganha mas o time de Silas só piora

28 de fevereiro de 2010 198

Foto: Diego Vara

O treinador gremista tem visto o que ninguém vê: evolução do time. Na verdade, acontece o contrário. A medida em que os adversários melhoram, mais aparecem os defeitos produzidos por uma escalação quase caótica. Ontem, pela milésima vez, o meio-de-campo do Grêmio foi pífio, quase ridículo. O Novo Hamburgo chegou a dominar o setor e, no segundo tempo, se impôs e até se deu ao luxo de sufocar o Grêmio. Silas se apavorou. Enquanto Gilmar Iser colocava atacantes em campo, buscando a vitória, o treinador gremista trocava um atacante, Jonas, por um meio-campista, Mailson, e o armador ofensivo, Douglas, por outro volante, Adilson. Com um gol de bola parada, o Grêmio conseguiu ficar com a taça Fernando Carvalho. Porém, a atuação do time foi tão deplorável que, talvez, fosse melhor perder, se a derrota obrigasse Silas a rever seus conceitos.

É preciso dizer, com todas as letras, acentos e pontuações, que dos quatro meio-campistas escolhidos por Silas, três deveria seriam substituídos. Apenas Douglas corresponde às necessidades do time. Ferdinando e Rochemback não desarmam enquanto Hugo (e antes Leandro) não tem características de armador. O Grêmio é oco, no meio. Se Silas não descobrir, logo, que sem meio-campo não chegará a lugar algum, a frustração será o encontro inevitável, logo adiante. Como deveria ser? Simples: Willian Magrão, Adilson, Mailson e Douglas.

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Walter x Inter, uma crise provocada

28 de fevereiro de 2010 126

Walter é um garoto que padece de afirmação emocional, ou algo do gênero. O mapa da sua origem revela uma infância povoada de restrições e carências. Cedo saiu de casa para tentar a sorte em um grande clube, muito longe da sua casa. Não sabe se conduzir com autonomia, comete erros de avaliação e se atrapalha.

Mas é um jogador com potencialidades importantes. Merece atenção especial, compreensão e tratamento paternal por parte do Inter. Tem boa índole, é um lutador mas lhe falta perseverança. Tem pressa em iniciar a realização dos seus sonhos de consumo que são os mesmos de todas as pessoas. Provoca suas crises, mas, desta vez, o seu treinador pecou por falta de sensibilidade.

O Inter enfrentava terríveis dificuldades para vencer o Emelec quando Jorge Fossati resolveu colocar Walter no jogo. O garoto entrou, passou a preocupar a defesa equatoriana e acabou dando o passe para Alecsandro marcar o gol da vitória. Para quem come, bebe e dorme pensando na oportunidade que precisa para sair da condição de promessa e ingressar no mundo real dos profissionais bem sucedidos, aquele foi um momento essencial. Entretanto, o que faz o seu treinador? Em vez de prestigiar o garoto com o justo reconhecimento pelo seu trabalho, despeja-lhe um punhado de restrições após o jogo. Um balde água gelada sobre o entusiasmo de Walter. O resultado é conhecido. Inconformado, Walter tranca-se no seu apartamento e não vai treinar. Para ele, na sua perturbada forma de lidar com a realidade, o caminho terminou. Bobagem, mas é assim que ele pensa, e o Inter sabe disso.

Walter precisa de carinho, compreensão e, principalmente, oportunidades reais. Tem gente jogando pouco, quase nada e continua prestigiada por Fossati. Por que o treinador não chama o garoto, informa-o que receberá uma série de oportunidades, convoca-o para mobilizar seu talento e energias e entrega-lhe a camiseta de titular? Walter não fará menos do que está fazendo Edu, por exemplo. É possível, até, que faça mais do que Alecsandro. Se não mudarem o tratamento dispensado ao garoto, ainda o verão brilhando com outra camisa.

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Inter vai buscar um grande zagueiro

26 de fevereiro de 2010 39

Foto: Valdir Friolin

Se Fernando Carvalho disser, parece que disse, que não vai contratar um zagueiro para ocupar a vaga deixada por Danilo Silva, recebam a manifestação com reservas. Ele vai, sim, procurar um defensor qualificado para completar o quadro de zagueiros do time. Além do vazio produzido pela saída de Danilo, ainda existem outras fortes justificativas para que o Inter contrate um zagueiro com qualidades para ser titular: Índio, Fabiano Eller e Sorondo já são “titios” e, portanto, já em contagem regressiva. E Juan, doublé de zagueiro e lateral, ainda é pouco mais do que um menino. Precisa amadurecer. Quantos zagueiros confiáveis o Inter têm, neste momento? A resposta é simples: apenas um, Bolívar.

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Danrlei ou Victor, escolha o melhor goleiro

26 de fevereiro de 2010 66

Foto: Marcos Nagelstein

Ontem, no Sala de Redação, rádio Gaúcha, arrisquei-me a afirmar que, tecnicamente, Victor é melhor goleiro do que foi Danrlei. Dispensável dizer que o meu companheiro de programa, Cacalo, quase enfartou. Não se discute um mito e Danrlei é isso mesmo: um mito, uma lenda. Não existiu no Grêmio, ainda, quem tivesse conquistado tantas faixas de campeão, como Danrlei. Este fato, contudo, não invalida a comparação técnica. Na minha opinião, Victor é menos imperfeito, considerando que não existem goleiros perfeitos. Acho que, pelo menos, a sua saída de gol é melhor. Deixo para os gremistas a decisão. Manifestem-se: Victor ou Danrlei, quem leva o título de melhor goleiro?

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Nóia sem Rodrigo Mendes? Conta outra!

26 de fevereiro de 2010 13

Porque fez investimentos pesados, contratando jogadores renomados, o Novo Hamburgo está sendo chamado de Os Galácticos do Vale. O apelido expressa reconhecimento e admiração pelo esforço do time em montar uma boa equipe para o Gauchão. Neste domingo, o time dos galácticos poderá garantir presença na decisão do campeonato. Terá que cometer, claro, uma proeza improvável: derrotar o Grêmio e os seus titulares em pleno Olímpico. Durante a semana, o treinador Gilmar Iser admitiu ter uma dúvida: escalar Rodrigo Mendes ou deixá-lo no banco de reservas. Deve ter sido um momento de bom humor de Iser. Rodrigo Mendes na reserva? Conta outra, treinador!

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Título do Gauchão mais distante do Inter

26 de fevereiro de 2010 95

Quando escrevi que o Inter provocou o inferno por conta própria, colorados reclamaram e debocharam, afinal, a Libertadores é, incomparavelmente, mais importante do que o Gauchão. Que seja. A realidade, entretanto, mostra que o Internacional contava com o título da primeira fase para, em março, concentrar-se na Libertadores. Neste mês que está começando, o time terá que jogar a cada três dias e, portanto, em poucos jogos poderá usar titulares no Campeonato Gaúcho. Jorge Fossati terá que se socorrer do Inter B e, ainda pior, da equipe de reservas, aquela que perdeu para o Novo Hamburgo. Se não tivesse arriscado tanto, poderia estar decidindo o título, neste domingo. Se ganhasse, estaria livre para escalar um time de gandulas, no segundo turno, se lhe aprouvesse. Como pensou mal, o Inter praticamente abandonou a luta pelo título do Gauchão. Provavelmente verá o eterno rival festejar a conquista no final da competição. E se não vencer a Libertadores, o primeiro semestre terá sido um puro fracasso.

E ainda acham que não provocaram o inferno.

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Grêmio prevê público de Libertadores no Domingo

26 de fevereiro de 2010 72

Se as previsões da direção gremistas se confirmarem e o Olímpico receber 35 mil torcedores domingo, estaremos diante de um fenômeno positivo para nunca mais ser esquecido. Na terça-feira, o Injter fez a sua estréia na Libertadores 2010 diante de 40 mil colorados. Se os dirigentes estiverem certos, estaremos diante de duas torcidas que emprestam valor aproximado para a Libertadores da América e o título da Copa Fernando Carvalho, apenas a primeira fase do Gauchão. Confesso que torço para que o Olímpico esteja cheio domingo. Assim, pelo menos poderão ser eliminados aqueles discursos pedantes e desagradáveis, sempre ouvidos quando o Grêmio e, às vezes, o próprio Inter, disputam a Libertadores: “Não queremos o Gauchão. Esta competição menor fica para eles, nosso negócio é Libertadores, etc.” Se a torcida gremista for ao Olímpico em grande número, estará demonstrando que o Gauchão é importante, sim, para os torcedores, que gostam de festejar títulos da competição regional.

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Uma proposta inovadora para o futebol

25 de fevereiro de 2010 31

A seguir, uma proposta interessante para tornar mais confortável a ida para os estádios enviada por Fabio Lawinski:

“Um dos grandes empecilhos para uma ida confortável aos estádios é a questao do estacionamento. O perfil do torcedor que vai ao estádio mudou, a maioria sócios possui automóvel. Eu não me animo a levar minhas crianças em jogos grandes simplesmente pela questão do estacionamento.

Uma sugestão para desafogar o estacionamento, agilizar a chegada e ainda agregar receita aos clubes (sou colorado mas a sugestão é para ambos) seria uma parceria com as empresas de ônibus para realizar um sistema de SHUTTLES.

O que seria? Espalhar em pontos estratégicos com vastos e fáceis estacionamentos (shopping centers por exemplo) um sistema seguro de ônibus shuttle com ar-condicionado e segurança, etc.

Na prática, digamos que o individuo more na zona norte. Ele estaciona no iguatemi ou no Bourbon e haverá shuttles de 7 em 7 minutos. Daria para criar uns 10 pontos destes pela cidade. No Beira-Rio ou no Olímpico, estariam os pontos de retorno dos Shuttles, de 2 em 2 minutos. Eles voltariam para os pontos de saída.

Vantagens: Chegada mais gradativa e estacionamento mais confortável. Quem quiser usar o estacionamento do estádio pode fazê-lo com mais conforto. Os clubes poderiam ter uma renda nesses shuttles (preco por passageiro, dá para botar publicidade nos shuttles), seria um modelo a ser seguido no resto do pais e agregaria em marketing indireto.

Nao tenho nenhum royaltie ou interesse comercial em relação a idéia. Meu único interesse é a melhoria no acesso aos estádios para que pessoas como eu, que gostam de ir aos jogos, possam fazê-lo de maneira mais confortável.

Um abraco do leitor que vos admira,

Fabio

PS: no twitter sou teu fiel seguidor, Wianey. @lavafabio”.

A idéia do Fábio é excelente. E, mais importante, exequível. A própria EPTC teria interesse na implantação deste sistema que poderia, inclusive, ser aplicado em todos os grandes eventos: shows musicais, Carnaval, etc.

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Está na hora de Dunga chamar Ronaldinho

25 de fevereiro de 2010 42

Quando me perguntaram, semanas atrás, se eu achava que Dunga deveria convocar Ronaldinho, respondi que seria preciso esperar por uma série de bons desempenhos do craque para que ficasse plenamente confirmada sua reabilitação. Nesta quarta-feira, Ronaldinho teve mais uma grande performance na vitória do Milan sobre a Fiorentina. Creio que ele já completou a série de boas apresentações e Dunga não deveria continuar ignorando-o. Vários jogadores incluídos entre os escolhidos do treinador não amarram um chuteira de Ronaldinho, estando ele em boa forma física e técnica, caso atual. Se Dunga, por teimosia, não substituir um deles por este reanimado Ronaldinho, estará enfraquecendo a seleção brasileira, diminuindo as suas possibilidades no Mundial da África do Sul e assumindo as conseqüências da insensibilidade. Está na hora de Dunga chamar Ronaldinho.

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Grêmio valoriza, respeita e se mobiliza

25 de fevereiro de 2010 28

Não passa um dia sem que vozes saídas do Olímpico expressem respeito pelo Novo Hamburgo e pela valorização do Gauchão. Não se esperam menos do que 30 mil gremistas no Olímpico domingo, quando será decidida a Copa Fernando Carvalho. O Grêmio está mobilizado.

O Internacional, por força da Libertadores, já manifestou o seu interesse menor pelo Gauchão ao escalar reservas domingo. O Grêmio tivera a mesma atitude ano passado, quando disputava a competição sul-americana. As duas torcidas, monotonamente, revezam-se em prestigiar ou desprezar o Gauchão. Estando na Libertadores, a competição regional não tem valor. Não estando, o Gauchão pega peso. A única diferença está no comportamento das direções dos dois clubes. Os dirigentes gremistas costumam oficializar o desprezo pelo Campeonato Gaúcho enquanto os cartolas colorados preferem justificar suas prioridades, sem verbalizar desdém pelo certame estadual. No fundo, os comportamentos são iguais.

Como não existe solução para a superposição das duas competições, Gauchão e Libertadores, os dirigentes poderiam, pelo menos, não desqualificar o campeonato local para, em seguida, emprestar-lhe grande valorização. Justifiquem e assumam suas prioridades sem classificar o Gauchão, ora como titica e logo com delicioso manjar.

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Fossati diz que ele e seu esquema não são mágicos

25 de fevereiro de 2010 26

Os europeus inventaram o esquema tático chamado de 3-5-2. A ideia era jogar com três zagueiros e dois meio-campistas como alas e o objetivo era tornar o futebol mais ofensivo. O futebol brasileiro só importou o sistema quando os europeus já o estavam substituindo pela formação tática com duas linhas de quatro. Os inventores do 3-5-2 descobriram, rapidamente, que a teoria não se confirmava na prática. O sistema entortava os times. Não funcionava bem.

Jorge Fossati é obcecado pelo 3-5-2. Há poucos dias, declarou que não era mágico. Ontem, ampliou o conceito garantindo que nunca prometera um sistema tático mágico mas também não conhecia outro esquema que resolvesse tudo.

Concordo com Fossati. Não existe sistema mágico ou que resolva tudo. Mas existe um esquema que não privilegia o equilíbrio e existem outros que atendem melhor a ocupação de espaços, controle da bola, contenção, armação e finalização, etc. O 3-5-2, para funcionar bem, exige tantas condições que raramente todas elas são encontradas em um grupo de jogadores. Além disso, precisa ser muito bem treinado e repetido. Se existirem jogadores apropriados, depois de alguns meses pode funcionar. No Beira-Rio, faltam jogadores e tempo para fazer o 3-5-2 funcionar. É possível que, quando Fossati fizer estas descobertas, seja tarde demais.

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Futebol em Porto Alegre tem hora para terminar

25 de fevereiro de 2010 247

Esta moda está pegando. Em São Paulo, a Câmara de Vereadores aprovou lei que determina 23h15min como horário limite para o encerramento dos jogos de futebol. Ontem, em Porto Alegre, o vereador Haroldo de Souza entrou com projeto de lei em tudo igual ao que foi aprovado em São Paulo. Aqui, também, os jogos de futebol e outras modalidades esportivas realizadas em ginásios esportivos terão que terminar no mesmo horário.

As razões paulistas e gaúchas se repetem: segurança do torcedor, preservação do descanso e do patrimônio público, etc.

Não gosto do horário tardio dos jogos mas entendo as causas que levaram ao quadro de horários atual.

No meu caso pessoal, diferente do torcedor, não tenho opção. Trabalho no ramo e não posso decidir, simplesmente, que não vou assistir um jogo porque é muito tarde. O torcedor pode ignorar o evento e ir dormir. Futebol é lazer, não é produto de primeira necessidade.

Não gosto, entretanto, de ver políticos se metendo em assuntos esportivos. Quando acontece, quase sempre, o único objetivo é embarcar de carona na notoriedade que o futebol dá. Mas, vá, político é assim no Brasil e no resto do mundo. O que me incomoda são os argumentos fajutos:

DESCANSO DO TORCEDOR: Ora, quem quiser, vai ao estádio. Quem não puder, não vai. É simples. Se os estádios ficarem vazios por culpa dos horários, azar dos clubes. Não é, entretanto, o que acontece.

SEGURANÇA DO TORCEDOR: Outra falácia. A maioria dos atentados se dá em jogos diurnos. Aconteceu em São Paulo, recentemente. Aqui em Porto Alegre já deram tiro na cabeça de torcedor após jogo, soltaram bombas após jogos dominicais, realizados sob o sol. Acho, até, que a violência nos jogos noturnos é menor.

PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO
: Esta não dá nem para considerar. Os casos mais freqüentes de vandalismo e depredação são contra os ônibus e isto acontece com jogo começando às 20hs ou meia noite, não importa.

Se estão tão preocupados com a segurança das pessoas, então façam como na maioria dos países europeus: às 22 horas, fecha tudo. Quer dizer, quase tudo pois na Europa o futebol não tem horário para ser jogado. Se for uma preocupação sincera com a segurança do povo, proponham que em Porto Alegre cesse a vida noturna após às 22 horas. Desaparecerão os bêbados dirigindo, matando e morrendo, assaltos a transeuntes, etc.

Muito mais haveria para se dizer sobre mais esta intromissão que acontece no futebol. Está ficando ridículo. No Rio de Janeiro, marcaram horário limite para o início dos jogos. Em São Paulo e, agora, em Porto Alegre, estipulam horário para o encerramento dos jogos. Ainda na Capital gaúcha, se chegou ao disparate de determinar temperatura máxima para as disputas. Daqui há pouco, vão determinar toque de recolher às 21 horas.

Existem coisas muito mais importantes para serem tratadas nos legislativos. E deixem que o futebol se arruma sozinho. Aliás, o futebol é o único segmento que funciona bem, neste país. Menos em uma área: as bilheterias. É o único espetáculo que não se paga pelas bilheterias. Se não houver mil outras receitas paralelas, a televisão é a mais importante, o futebol brasileiro já teria acabado. Esta é a realidade. O resto é demagogia oportunista.

Me perdoem se minha posição não é simpática. Garanto, entretanto, que é realista.

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Desagravo para o centroavante Alecsandro

24 de fevereiro de 2010 48

Alecsandro é como massa de pão-de-ló: quanto mais é batida, mais cresce. Aos poucos, com gols importantes, ele vai superando a desconfiança e as vaias da torcida. Contra o Emelec, o atacante colorado não cumpriu boa atuação. Mas fez muito mais do que jogar bem: marcou o gol da vitória, no finzinho do jogo. Para avaliar Alecsandro, é preciso levar em conta que o time está mal estruturado e mal escalado e o centroavante sente o peso de tantos problemas. Contra o time equatoriano, ele marcou o gol da vitória após excelente jogada de Andrezinho e assistência perfeita de Walter. 

Sozinho, o melhor centroavante naufraga. Bem assistido, devolve o apoio com o que de melhor existe no futebol: o gol.

Leiam o que escreveu um torcenauta sobre o centroavante do seu time:

“Boa noite, Wianey.

Escrevo-te após o jogo do inter contra o Emelec.
Mais uma vez, Alecsandro decidiu.
De novo, como de costume, ele sai de campo com, ao menos, um gol marcado.
Ainda assim, continuamos escutando parte da torcida torcendo o nariz para o atacante. Durante a jornada da Gaúcha, um torcedor, ouvido em meio à torcida, reclamava que o que o erro do Fossati, àquela altura, era não ter tirado Alecsandro do jogo em favor de outro jogador. Estava 1 a 1. Taison e Walter estavam em campo. Alguns minutos depois, Alecsandro marcou seu gol habitual e  gravou seu nome, novamente, em mais uma vitória colorada.
É hora de a torcida dar um pouco de crédito e valor a esse jogador de inegável qualidade. Só não vê quem não quer. Mas parte da torcida adora fazer a crítica apenas pela crítica.
Concordo que o Alecsandro erra muitos gols. Mas isso é parte do jogo. Por mim ele pode errar quantos gols quiser, desde que continue marcando. Não vamos esquecer que o próprio Nilmar brincava de errar gols. O Nilmar!!! Simplesmente, um dos maiores ídolos da história do clube.
Continuo torcendo pelo Alecsandro e tenho um forte pressentimento que ele vai desempenhar um papel importantíssimo nessa Libertadores.

Grande abraço.

VICO GRIMBERG

Porto Alegre/RS”.

É possível discordar? Provavelmente, não.

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Grêmio ganha o líder que faltava

24 de fevereiro de 2010 22

Os reservas do Grêmio golearam a limitada equipe do Porto Alegre. Rodrigo, o zagueiro que está chegando, nem pode ser devidamente avaliado, pois o adversário nada exigiu. Mesmo assim, todos os repórteres flagraram no novo zagueiro uma virtude que faltava no time gremista: sua capacidade de liderar o time.

Durante a partida inteira ele foi visto e ouvido orientando seus companheiros de defesa, volantes, etc. O Grêmio precisava quebrar o mutismo do seu time. Rodrigo, tudo indica, cumprirá este papel. E se der boa resposta técnica, sua contratação estará plenamente justificada.

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Maior adversário do Inter é o seu treinador

24 de fevereiro de 2010 63

Já tem torcenauta colorado apelidando Jorge Fossati de Ditador da América, considerando a sua insistência em jogar com três zagueiros. Na verdade, Fossati não reitera o esquema tático por, apenas, teimosia. Ele acredita, verdadeiramente, que o 3-5-2 é o melhor sistema tático que existe. E, acho, não vai mudar.

Como foi goleiro, o uruguaio parece ver, apenas, a importância de povoar o sistema defensivo. Não lhe ocorre refletir sobre a conveniência de dominar o meio-campo, mantendo o adversário distante da sua área, além de qualificar a articulação de jogadas para o ataque. Fossati parece determinado a demonstrar que é treinador de um esquema só, o que seria uma limitação letal.

Além do esquema tático, o treinador colorado ainda não percebeu que Walter deve ser o segundo atacante. Colocando-o em campo em escassos minutos de cada jogo, diminui deliberadamente o potencial ofensivo da equipe, além de ir minando o ânimo do atacante. Não pode haver dúvida alguma de que o melhor ataque colorado deve ser formado por Walter e Alecsandro.

Se Fossati não revelar capacidade de reconsideração, ele passará a ser o grande adversário do Inter, na Libertadores e o que vier por aí.

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