Foto: Genaro Joner
O mundo vê e reclama dos três zagueiros de Fossati. O mesmo consenso existe em torno da escalação do meio-campo de Silas. São questões tão visíveis que, não sendo contempladas pelos dois treinadores, só podem significar convicções extremadas que, quase sempre, deveriam ser chamadas de teimosias.
Cabeças de treinadores, em todo o mundo, são como diamante: difíceis de ser penetradas. Certa vez, Francisco Noveletto, na condição de presidente do São José, explodiu ao ver que o treinador do seu time não era sensibilizado pelos erros que estava cometendo. E saiu com esta preciosidade: "um dia ainda mato um treinador". A frase do dirigente apenas registra o que se vê todos os dias: treinadores agindo como se fossem donos da verdade e dos clubes. E não adianta substituí-los porque os que vierem terão igual comportamento. Um treinador não pode ser guiado pela opinião pública. Mas, quando as suas ideias não mostram bons resultados, não deveriam mantê-las apenas para não dar o braço a torcer. Tudo indica que são os casos de Silas e Fossati.




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