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Posts do dia 8 março 2010

Silas e Fossati, cabeças duras como diamante

08 de março de 2010 59

Foto: Genaro Joner

O mundo vê e reclama dos três zagueiros de Fossati. O mesmo consenso existe em torno da escalação do meio-campo de Silas. São questões tão visíveis que, não sendo contempladas pelos dois treinadores, só podem significar convicções extremadas que, quase sempre, deveriam ser chamadas de teimosias.

Cabeças de treinadores, em todo o mundo, são como diamante: difíceis de ser penetradas. Certa vez, Francisco Noveletto, na condição de presidente do São José, explodiu ao ver que o treinador do seu time não era sensibilizado pelos erros que estava cometendo. E saiu com esta preciosidade: “um dia ainda mato um treinador“. A frase do dirigente apenas registra o que se vê todos os dias: treinadores agindo como se fossem donos da verdade e dos clubes. E não adianta substituí-los porque os que vierem terão igual comportamento. Um treinador não pode ser guiado pela opinião pública. Mas, quando as suas ideias não mostram bons resultados, não deveriam mantê-las apenas para não dar o braço a torcer. Tudo indica que são os casos de Silas e Fossati.

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As inaceitáveis incoerências de Dunga

08 de março de 2010 31

Foto: Antonio Lacerda, EFE

Reconheço que a cada quatro anos, a imprensa e a torcida brasileiras fazem campanha por este ou aquele jogador que desejam ver na Seleção Brasileira. E sou o primeiro a admitir que muitas das exigências são totalmente descabidas, como defender a convocação de Ronaldo Nazário, por exemplo.

Outras contudo, carregam procedência e justeza. Neste ano do Mundial Sul-Africano, o Brasil inteiro, ou quase, pede a convocação de Ronaldinho Gaúcho. Dunga firmou posição e não atende o apelo. Entende que Ronaldinho já teve a sua chance e, por esta razão, está fora. No fundo, o treinador não diz, mas apoia a sua decisão no fato de que o jogador, nos penúltimos tempos, teve desempenhos medíocres, causados por uma vida desregrada e irresponsável.

Tudo isto aconteceu, realmente. Entretanto, nos últimos meses Ronaldinho redescobriu a dedicação profissional que estava faltando e voltou a jogar bem. Está rendendo 50% do que rendia, mas já é mais do que produzem alguns jogadores que estão na lista dos intocáveis de Dunga. Ainda resta um argumento indefensável: se Ronaldinho não é convocado por força do período de irresponsabilidade profissional que atravessou, significa que Adriano, o Imperador, será cortado da Copa? Dunga já disse que o problema do atacante é com o Flamengo. Então, por coerência, deveria aceitar que os problemas de Ronaldinho eram com o Barcelona e são com o Milan, não verdade?

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Ou Walter acorda ou vai para a pobreza

08 de março de 2010 25

Foto:  Tadeu Vilani

A causa para todas as trapalhadas cometidas por Walter tem um único nome: frustração. Nos seus planos constava ficar rico em 2010, assumindo a titularidade do time colorado. O resto é pura fantasia. Às vezes, contudo, os nossos sonhos não se realizam da maneira como os idealizamos e foi o que aconteceu com Walter.

Na verdade, ele já se vê maior do que é. Possui potencialidades técnicas apreciáveis mas terá que confirmá-las. Walter começou a temporada considerando-se, já, um craque inquestionável. E como as suas auto-avaliações não se confirmaram, acabou pirando. É possível, igualmente, que tenha faltado alguma sensibilidade por parte de Fossati e dos dirigentes, mas Walter precisa aprender que existem duas categorias de pessoas: as que mandam e as que obedecem. Ele integra a segunda.

Se não está recebendo o tratamento que julga merecer, só lhe cabe seguir lutando, até vencer as resistências que, porventura, existirem. Se agir como agiu e se continuar agindo assim – é um erro dizer que só volta aos treinos porque tem contrato e quer deixar o Inter – Walter estará decidindo o seu futuro. Isto significa que poderá trocar um destino de riqueza pela pobreza, de onde veio. Esta realidade, infelizmente, Walter ainda não conseguiu identificar. Para o seu próprio bem, tomara que acorde.

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Repito: Fossati prepara o fracasso do Inter

08 de março de 2010 88

Foto: Wesley Santos, Especial

É preciso, às vezes, ter muita paciência para suportar as ofensas e xingamentos vindos da irracionalidade de torcedores, incapazes de ver na crítica uma manifestação que pretende ser construtiva.

Escrevi, semana passada, que o Inter estava preparando o seu fracasso. Referia-me ao trabalho do treinador Jorge Fossati. Hoje, minha caixa de e-mails amanheceu lotada de queixas coloradas, contra as ideias de Fossati. A cada jogo, mais se afirma a impressão de que o Inter terá poucas chances na Libertadores se o seu treinador permanecer escravizado à ideia de usar três zagueiros em desfavor do meio-campo. Se Abbondanzieri e a trave, em Ijuí, salvaram o Inter, significa que o trio de zagueiros nada garante. E se o ataque também não funcionou, é porque, ofensivamente, o 3-5-2 de Fossati, igualmente, não se impõe. O Inter não tem meio-de-campo e, quando este setor é insuficiente, não existe time no mundo que se afirme. Substituir um dos três zagueiros por um meia-articulador não seria garantia de compensação para as deficiências técnicas da equipe, que existem. Mas, melhoraria o desempenho do time.

De treinador algum se pode exigir títulos. Mas, é sua obrigação não diminuir as possibilidades da equipe com escolhas erradas. O Inter poderá, até, não jogar tanto quanto espera a sua torcida. Porém, é inegável que, hoje, joga muito menos do que poderia. A explicação está na casamata colorada.

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Equívocos de Silas são agora unanimidades

08 de março de 2010 51

Confesso que já estava cansando de reiterar críticas à orientação de Silas e, principalmente, às suas equivocadas escolhas de escalação. Desde sábado, percebo que se tornaram unanimidade as restrições ao trabalho do treinador do Grêmio. Repentinamente, o mundo começou a ver deformações na escalação do meio-campo, incluam-se aí os mais altos dirigentes do Grêmio. Não sei se Silas será sensível ao que disseram Duda Kroeff e Onofre Meira mas, se quiser manter o emprego e dar ao Grêmio alguma chance de ganhar a Copa do Brasil, terá que refazer os seus planos. Até os flanelinhas que atuam nas imediações do Olímpico sabem que a melhor formação do meio-campo gremista teria Willian Magrão, Adilson, Mailson e Douglas. Não posso afirmar que, assim, o Grêmio se transformaria em um grande time. Porém, estou certo de que este quarteto encarnaria a melhor composição possível para o setor. Lembro, entretanto, que apenas escalar bem não basta. É preciso, igualmente, orientar com segurança, ter a confiança dos jogadores e fazer boa leitura dos jogos. Há poucos dias, Silas declarou que a imprensa gaúcha “pegava pesado”.  O que dirá, agora, dos seus dirigentes?

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