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Posts do dia 15 março 2010

Um mistério chamado Willian Magrão

15 de março de 2010 49

Foto: Mauro Vieira

Está na hora de surgir uma explicação convincente para a demora na alegada recuperação física de Willian Magrão. Neste momento, prevalece uma escassa explicação de Silas: Magrão precisa readquirir ritmo de jogo. Ora, se o problema for apenas este, já está resolvido. Basta colocar o jogador em campo. Domingo, contra o Inter-SM, jogo teoricamente fácil, era a situação ideal. Se Willian Magrão está liberado pelos médicos e preparadores físicos, a sua preterição só pode ter uma justificativa: a preferência de Silas por Ferdinando.

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O Inter é carente na defesa e no ataque

15 de março de 2010 61

Foto: Tadeu Vilani

Ao escalar o time com três zagueiros e dois volantes de contenção, Jorge Fossati erra pelo desequilíbrio que a sua escolha determina. O meio-campo se torna insuficiente para enfrentar o mesmo setor dos adversários. Porém, os problemas de afirmação da equipe colorada não dependem, exclusivamente, do treinador.

Parece que o Inter desaprendeu a contratar. Os seus melhores zagueiros estão envelhecidos e os que o clube têm buscado são insatisfatórios. No ataque, repete-se a dificuldade. Alecsandro se mantém pelos gols que marca, é titular indiscutível. Mas, o seu companheiro continua sendo uma grande incógnita. Edu chegou para ser o segundo atacante. Vinha de bons desempenhos no futebol, europeu e tudo indicava que chegava uma solução. Muitos meses depois, Edu ainda não decolou. Leandro Damião precisa, ainda, desenvolver os fundamentos da posição. Está longe de ser uma solução. Léo sumiu, simplesmente. Tayson parece ser, mas, quando tem chance de jogar, mostra que não é. Resta Walter, que se atrapalhou sozinho e tenta reabilitar-se. É a última esperança colorada de completar o seu ataque.

A direção de futebol do Inter deve estar buscando atacante e zagueiro. Se não estiver, está cometendo grave equívoco de avaliação.

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A escalação ideal do Grêmio é conhecida

15 de março de 2010 10

Foto: Diego Vara

É quase impossível encontrar a escalação de um time que mereça unanimidade. Sempre haverá discordantes e esta realidade é responsável por manter o futebol em permanente assembleia por parte dos seus torcedores.

Eventualmente, entretanto, surge uma proposta que sensibiliza a maioria de uma torcida. Quando acontece, o treinador está diante de uma facilidade: basta escalar o time do consenso que, quase sempre, também reflete bom senso e inteligência. No caso do Grêmio, imagina-se o time que começou a partida de domingo com Willian Magrão no lugar de Ferdinando e Borges na posição de Willian. Estará, aí, a melhor equipe do Grêmio. Silas está com o queijo, a faca e a goiabada na mão. Pode fazer uma sobremesa apreciada ou fechar os olhos para a sensatez e apresentar uma gororoba intragável. Simplificar também é tarefa de um bom treinador.

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Se D'Alessandro joga, quem sai?

15 de março de 2010 32

Quinta-feira o Inter enfrenta o Cerro uruguaio, em Rivera. D´Alessandro jogou a partida inteira, contra o VEC, e tem escalação garantida. O que fará Jorge Fossati? O treinador repete, sempre, que não abre mão de jogar com dois atacantes e três zagueiros.

Sendo assim, Giuliano deverá ceder lugar a D´Ale? Fossati terá que reconsiderar em, pelo menos, uma das suas convicções: ou tira um zagueiro ou joga com um atacante, apenas. Se preferir esta última alternativa, ficará sem contra-ataque pois Alecsandro não tem velocidade. Nem ele ou qualquer outro jogador. Jogar com dois zagueiros ele não vai. Trata-se de uma decisão pétrea, imutável. Sendo assim, tudo indica que qualquer que seja a decisão de Fossati, ela não será a ideal.  O Inter adquiria equilíbrio se o meio-campo fosse formado com Guiñazu, Sandro, Giuliano e D´Alessandro. Na frente, Taison e Alecsandro. Esta, porém, é uma possibilidade distante, quase impossível de ser adotada por Fossati.

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Maylson no campo e medalhões no banco

15 de março de 2010 31

Maylson não precisava fazer dois gols para mostrar que deve ser titular. Como marcou, melhor ainda. Assim, Silas terá que pensar muitas vezes antes de ceder a tentação de colocá-lo no banco de reservas em favor de algum medalhão contratado. Contra o Inter-SM, Maylson cumpriu, com louvor, as três tarefas de um meio-campista: desarmou, armou e foi ainda o jogador que mais arrematou contra o gol adversário. Ele tem lugar assegurado no time gremista, assim como Willian Magrão, Adilson e Douglas. O Grêmio fez contratações qualificadas, mas não significa que devam ser privilegiadas em desfavor de quem é prata da casa. Leandro e Hugo, por exemplo, não são superiores a Maylson, pelo contrário. Quando um deles substitui Maylson, cai a marcação do setor, pois Douglas apenas arma o ataque. Silas resolveria o problema definindo que Hugo e Leandro disputam a segunda posição do ataque.

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