Foto: Tadeu Vilani
Ao escalar o time com três zagueiros e dois volantes de contenção, Jorge Fossati erra pelo desequilíbrio que a sua escolha determina. O meio-campo se torna insuficiente para enfrentar o mesmo setor dos adversários. Porém, os problemas de afirmação da equipe colorada não dependem, exclusivamente, do treinador.
Parece que o Inter desaprendeu a contratar. Os seus melhores zagueiros estão envelhecidos e os que o clube têm buscado são insatisfatórios. No ataque, repete-se a dificuldade. Alecsandro se mantém pelos gols que marca, é titular indiscutível. Mas, o seu companheiro continua sendo uma grande incógnita. Edu chegou para ser o segundo atacante. Vinha de bons desempenhos no futebol, europeu e tudo indicava que chegava uma solução. Muitos meses depois, Edu ainda não decolou. Leandro Damião precisa, ainda, desenvolver os fundamentos da posição. Está longe de ser uma solução. Léo sumiu, simplesmente. Tayson parece ser, mas, quando tem chance de jogar, mostra que não é. Resta Walter, que se atrapalhou sozinho e tenta reabilitar-se. É a última esperança colorada de completar o seu ataque.
A direção de futebol do Inter deve estar buscando atacante e zagueiro. Se não estiver, está cometendo grave equívoco de avaliação.
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