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Posts do dia 29 março 2010

O Inter pode, sim, derrotar o Cerro

29 de março de 2010 39

Dentro de 48 horas o Inter estará em campo para cumprir uma tarefa complicadíssima: derrotar o Cerro e seguir em frente na Libertadores da América. A lembrança do jogo realizado em Rivera é preocupante. O Cerro mostrou surpreendente qualificação, tanto como equipe como em individualidades. Os dois times voltam a se enfrentar em momentos opostos. O Cerro está em crescimento, derrotou o Nacional, no fim de semana, e vem para este jogo, no Beira-Rio, com a sua autoconfiança inflada. Sobre o momento do Inter, nem é preciso falar.

Comentei o jogo de Rivera e destaquei, na ocasião, quatro jogadores do Cerro: Pablo Melo, zagueiro, Pablo Caballero, meio-campista, e os dois atacantes. Acho que disputariam posição no Inter com grande chance de vencer seus concorrentes.

O Inter não foi pior do que o Cerro, mas também não conseguiu se impor. No Beira-Rio, diante da sua torcida, o Inter terá amplas possibilidades de, com superação, derrotar o Cerro. Mas, terá que suar sangue. Jogar como ainda não jogou, este ano.

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Uma corda na cintura de Guiñazu

29 de março de 2010 35

Reitero a admiração que já expressei, mil vezes, por Guiñazu. Duvido que existam muitos volantes que interrompem tantos ataques do adversário, como este argentino. Se corre muito é porque tem excepcionais condições físicas. O problema é que, presentemente, está correndo errado. Gastando pólvora com chimango, como diziam os maragatos, acho.

Fossati deveria amarrar a ponta de uma corda na cintura de Guiñazu e a outra ponta na goleira de Abbondanzieri. O comprimento deveria permitir que o volante alcançasse, no máximo, a risca que divide o campo. Guiñazu estaria, assim, impedido de ingressar no campo adversário. Depois desta providência, confiar-lhe duas tarefas: ser o volante fixo, diante dos zagueiros, e o guardião permanente das costas de Kleber. Este, diferente de Guiñazu, deveria ser orientado a jogar do meio-campo para a frente e para o meio. Nas suas subidas, Guiñazu, seria a cobertura do lateral.

Para completar o meio-campo, Giuliano e Sandro (Wilson Mathias) seriam os dois homens da segunda função do meio. Giuliano pela direita, cobrindo os avanços de Nei e, ele mesmo, chegando ao ataque, como faz Maylson, no Grêmio. Esta é a verdadeira posição de Giuliano: segundo volante. D´Alessandro seria a ponta do losango.

Se Fossati preferir, pode fixar Sandro a frente dos zagueiros e designar Guiñazu e Giuliano para, na mesma linha de segundos volantes, se responsabilizarem pela cobertura dos laterais e avançarem pelos seus lados. Neste caso, seria preciso liberar Guina da corda e suportar os efeitos do seu apoio deficiente.

Mas, não vejo outra maneira de organizar o meio-campo colorado com racionalidade e equilíbrio. Como foi feito, aliás, no final de 2009.

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Willian Magrão mostra que deve ser titular

29 de março de 2010 43

Depois de muitos meses, Willian Magrão recebeu a oportunidade de começar uma partida no time titular do Grêmio. Seu aproveitamento vinha sendo negligenciado em nome de uma suposta falta de ritmo. Ele começou o jogo contra o Esportivo, correu do começo ao fim, marcou gol e deixou o gramado como um dos destaques do jogo. Comprovou total recuperação técnica e física. Na entrevista coletiva, Silas definiu o perfil de volante que mais aprecia: precisa ser um aceitável marcador e saber jogar. Entenda-se, passar a bola, avançar e, até, concluir. Sem querer, ou querendo, Silas descreveu Willian Magrão. Só falta ele para se formar o meio-campo ideal do Grêmio: Willian Magrão, Adilson, Maylson e Douglas.

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Fernando Carvalho lidera a reação

29 de março de 2010 28

Não é por acaso que Fernando Carvalho incluiu o seu nome na história do Inter como o presidente mais importante do clube, em um século de existência. Sob o seu comando, o Inter conquistou os títulos mais importantes do planeta e resgatou o orgulho colorado que estava amassado pelas glorias, até, então, obtidas pelo seu arquirrival. Domingo, após mais uma vexatória derrota no Gauchão, Carvalho não perdeu tempo. Enquanto Jorge Fossati enfrentava a penosa tarefa de explicar o mau resultado, o vice-presidente de futebol reunbia os jogadores no vestiário do Estádio Centenário e convocava-os a uma reação histórico. Reafirmou confiança em todos, pediu esforços redobrados e terminou a sua preleção garantindo, com recomendável eloqüência:

— Ninguém vai nos derrubar.

Todos os jogadores aplaudiram a manifestação de Fernando Carvalho. Com sensibilidade, o dirigente diagnosticou que, neste momento, só a superação de todos poderá salvar o Inter, na Libertadores. Outras medidas ficam para mais tarde. Se o Inter passar pelo Cerro, certamente terá sido pela voz firme de comando de Fernando Carvalho.

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Grêmio: impressionante número de finalizadores

29 de março de 2010 34

Nunca me ocorreu contabilizar, jogo a jogo, o número de jogadores que arrematam contra o gol adversário. Contra o Esportivo, entretanto, o Grêmio apresentou resultados que, se não se constituírem em recorde, ficou muito próximo de uma marca inédita. Silas utilizou 14 jogadores, nesta partida. Durante o jogo, o time arrematou, pelo menos, 20 vezes contra o gol do bom goleiro Caio. E aí aparece o surpreendente: 11 jogadores gremistas, dos 14 que jogaram, chutaram ou cabecearam contra o gol do Esportivo. Apenas três: Victor, Ferdinando e Ozéia não deixaram na planilha do jogo o registro de, pelo menos, uma finalização. 

É preciso considerar a fragilidade do Esportivo, sim senhor. Também não se deve ignorar que o Gauchão é uma competição engana-bobo. Porém, as facilidades que o Grêmio criou e encontrou estão disponíveis para todos. Sem méritos, time algum consegue tão extraordinário resultado. Repito que, 11 dos 14 jogadores utilizados na partida, participaram dos desfechos de jogadas ofensivas, no Grêmio. Não acontece todos os domingo, é o mínimo que se pode dizer.

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