
Inter e São Paulo é jogo que vale pelo Brasileirão, tem o peso dos mesmos três pontos da penúltima partida da competição. Ainda que, neste momento, os dois clubes tenham centrado foco na Libertadores da América, a sequência deste torneio só se dará após o Mundial da África, em 40 dias. Portanto, falece qualquer tentativa de minguar o interesse no confronto deste domingo. É jogo para valer, sim senhor!
Se a torcida colorada deseja homenagear Fernandão, grande capitão das maiores conquistas da história do Inter, deve aproveitar este domingo, quando São Paulo e Inter se enfrentam pelo Brasileirão. Depois da Copa da África do Sul, as duas equipes voltam a se encarar, mas, desta vez, pela Libertadores da América. Não será ocasião adequada para homenagear adversário.
Seria muito interessante se Inter e São Paulo pudessem escalar suas máximas forças, neste domingo. Ricardo Gomes e Jorge Fossati poderiam avaliar bem o tamanho do problema que cada um enfrentará para tentar chegar a disputa do título continental.
Ficou provado, após o jogo em Quilmes, que a razão dos acessos de irritação de Fossati não está nas perguntas feitas pelos repórteres. Nesta entrevista coletiva, o treinador colorado surtou já na primeira questão colocada. E não foi uma pregunta agressiva, pelo contrário. O repórter André Silva apenas quis saber se o resultado não fora melhor que o desempenho do time. Fossati reagiu como se tivesse sido esbofeteado. Acho que a tensão dos jogos é que está enervando o treinador colorado. Não seria má ideia medir a pressão arterial de Fossati, logo após as partidas. Ou é esta a explicaçao ou será porque Fossati está profundamente infeliz. Cada jogo, uma crise. É demais!
Cada jogo que passa, mais se aproxima o momento de Sandro deixar o Beira-Rio. Permanece aberta a questão: quem será o seu substituto? Wilson Mathias foi contratado para ocupar a vaga de Sandro. Entretanto, neste jogo contra o Estudiantes, ele sequer foi incluído na delegação do Inter. Pior, não teve uma única vez em que Mathias mostrou que pode substituir Sandro, satisfatoriamente.
Neste momento, Glaydson está merecendo posição em duas funções do time: na lateral direita e, quando Sandro sair, no meio-campo. Com simplicidade e em silêncio, ele vem se constituindo em um reserva confiável com aptidões para ser titular. Na lateral, Glaydson sugere ser espécie de novo Ceará. Só falta o treinador ver.
Fossati gosta de desafiar os deuses. Na Argentina, tirou Tayson do banco e colocou Edu. Ora, se foi para castigar o garoto pela sua atitude de rebeldia, em Goiânia, deveria buscar outra forma de punição. Como fez, acabou penalizando o time.



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