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Posts do dia 21 maio 2010

De Fernandão ao substituto de Sandro

21 de maio de 2010 131


Inter e São Paulo é jogo que vale pelo Brasileirão, tem o peso dos mesmos três pontos da penúltima partida da competição. Ainda que, neste momento, os dois clubes tenham centrado foco na Libertadores da América, a sequência deste torneio só se dará após o Mundial da África, em 40 dias. Portanto, falece qualquer tentativa de minguar o interesse no confronto deste domingo. É jogo para valer, sim senhor!

Se a torcida colorada deseja homenagear Fernandão, grande capitão das maiores conquistas da história do Inter, deve aproveitar este domingo, quando São Paulo e Inter se enfrentam pelo Brasileirão. Depois da Copa da África do Sul, as duas equipes voltam a se encarar, mas, desta vez, pela Libertadores da América. Não será ocasião adequada para homenagear adversário.

Seria muito interessante se Inter e São Paulo pudessem escalar suas máximas forças, neste domingo. Ricardo Gomes e Jorge Fossati poderiam avaliar bem o tamanho do problema que cada um enfrentará para tentar chegar a disputa do título continental.

Ficou provado, após o jogo em Quilmes, que a razão dos acessos de irritação de Fossati não está nas perguntas feitas pelos repórteres. Nesta entrevista coletiva, o treinador colorado surtou já na primeira questão colocada. E não foi uma pregunta agressiva, pelo contrário. O repórter André Silva apenas quis saber se o resultado não fora melhor que o desempenho do time. Fossati reagiu como se tivesse sido esbofeteado. Acho que a tensão dos jogos é que está enervando o treinador colorado. Não seria má ideia medir a pressão arterial de Fossati, logo após as partidas. Ou é esta a explicaçao ou será porque Fossati está profundamente infeliz. Cada jogo, uma crise. É demais!

Cada jogo que passa, mais se aproxima o momento de Sandro deixar o Beira-Rio. Permanece aberta a questão: quem será o seu substituto? Wilson Mathias foi contratado para ocupar a vaga de Sandro. Entretanto, neste jogo contra o Estudiantes, ele sequer foi incluído na delegação do Inter. Pior, não teve uma única vez em que Mathias mostrou que pode substituir Sandro, satisfatoriamente.

Neste momento, Glaydson está merecendo posição em duas funções do time: na lateral direita e, quando Sandro sair, no meio-campo. Com simplicidade e em silêncio, ele vem se constituindo em um reserva confiável com aptidões para ser titular. Na lateral, Glaydson sugere ser espécie de novo Ceará. Só falta o treinador ver.

Fossati gosta de desafiar os deuses. Na Argentina, tirou Tayson do banco e colocou Edu. Ora, se foi para castigar o garoto pela sua atitude de rebeldia, em Goiânia, deveria buscar outra forma de punição. Como fez, acabou penalizando o time.

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A gangorra da Dupla se desequilibrou

21 de maio de 2010 60

Buenos Aires – Ainda escrevo da Argentina, após a festejada derrota colorada - avaliando o que aconteceu nos últimos dias e projetando o futuro próximo, afinal, está chegando mais um fim de semana impondo atenções exclusivas para o Campeonato Brasileiro. Quer dizer, menos para aqueles que continuam na disputa de outros títulos. Estes seguirão focados – modinha – em outros objetivos. 

Recuperando a boa figura criada por Lauro Quadros para situar Inter e Grêmio segundo suas posições de momento, a gangorra voltou a se desequilibrar. A ponta onde senta o Saci está no alto e a outra, onde se acomoda o Mosqueteiro, está no chão. E tudo por efeito dos resultados do meio da semana. É assim, sempre foi assim e assim sempre será.

O Grêmio tropeçou na Vila Belmiro e foi barrado da Copa do Brasil porque, ao atingir as semifinais da competição, coube-lhe enfrentar o mais festejado time brasileiro da atualidade. Para piorar o quadro, o jogo decisivo acabou marcado para a casa deste temível rival. E, para completar o cardápio de dissabores, foi servido ao Silas um pouco apetitoso prato de reservas para escalar a sua defesa. Logo contra o melhor time, na sua casa e em jogo decisivo. A tendência se confirmou: derrotado e desclassificado na Copa do Brasil.

Ao Inter, igualmente, não foram reservadas facilidades para decidir vaga para as semifinais da Libertadores da América. Coube-lhe encarar o atual campeão desta competição, na sua casa e com pouca vantagem. O megaprudente treinador, Jorge Fossati, não teve dúvida: escalou o time com três zagueiros, seis jogadores no meio-campo e no ataque apenas Alecsandro, centroavante de limitadas virtudes e nenhuma delas compatível com as necessidades de um time que se propõe a agredir o adversário em lances de contra-ataque. O resultado nao poderia ser outro: em 72 minutos de bola rolando, apenas um chute contra o gol adversário. E um resultado negativo de dois a zero, suficiente para alijá-lo da competição.

Na Vila Belmiro, o Grêmio cumpriu recomendável primeira etapa. Cercou o Santos, tirou-lhe espaços, não enfrentou riscos e os impôs em boa quantidade. Poderia, até, ter garantido vitória consagradora. No Estádio Centenário, em Buenos Aires, a etapa inicial do Inter foi constrangedora. Não atacou, foi dominado e empurrado para seu campo, pareceu disposto a aceitar o inevitável destino da desclassificação.

O Grêmio, que sempre melhora no segundo tempo, desta vez fez o contrário. Caiu de rendimento, abriu caminhos para os meninos da Vila e teve que arcar com a justa derrota. O Inter, que normalmente, decresce na etapa final, melhorou a partir das entradas de Walter e Giuliano. Tomou-se de ousadia, empurrou para trás o já cansado Estudiantes e liquidou os argentinos quando o jogo já estava terminando.

Neste sábado, o Grêmio lambe feridas contra o Palmeiras, em São Paulo. O Brasileirão é o que lhe resta. O Inter recebe o São Paulo, no Beira-Rio. Ambos se enfrentarão nas semifinais da Libertadores. O jogo de domingo será, apenas, de reconhecimento entre adversários.

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Quando ousou o Inter ganhou a vaga

21 de maio de 2010 145

O gol marcado por Giualiano, aos 43 minutos da etapa final, ficará retido na memória dos colorados por muito tempo. Acontece com os fatos que, quando ocorrem, beiram o conceito de milagrosos, ou quase. A classificação do Inter foi isto: quase um milagre. Durante toda a etapa inicial, o time só conseguira um chute contra o gol do Estudiantes: aos 30 minutos, quando um bom tabelamento entre Guiñazu e D´Alessandro resultou na conclusão de Alecsandro, defesa do goleiro Orion. O time foi para o vestário e voltou com a mesma escalação retraída do primeiro tempo, com seis jogadores no meio-campo, três zagueiros e apenas um atacante. O panorama do jogo pouco se modificou, mesmo que o Estudiantes já demonstrasse algum cansaço e Verón, sua principal estrela, começasse a parar. O Inter continua sem agredir o adversário, ainda que precisasse marcar um, pelo menos, para seguir almejando classificação. Já passava do 20º minuto quando, finalmente, Walter foi colocado em campo. Aos 26 minutos o Inter teve a sua segunda conclusão em toda a partida mas a partir desta marca o time começou a atacar mais. Fossati ainda colocaria em campo Giuliano e Edu. O Inter cresceu e o Estudiante, cansado, se encolheu. E o gol salvador de Giualiano aconteceu quando faltavam apenas dois minutos para o encerramento da partida. Foi um sufoco, para os colorados. Mas, da classificação restou a reiteração de uma lição: para ser campeão, um time precisa ter, além de qualidade, coragem. O Inter só conseguiu se impor quando Fossati abandonou a postura medrosa e muniu o time da ousadia que estava faltando. No fim da partida, o treinador colorado insinuou que tudo fora planejado: conter o adversário e só mais tarde atacá-lo. Será?

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