Foto: Junior Lago, Lancepress
Nos últimos quatro jogos, o goleiro Victor, em 12 oportunidades, buscou a bola no fundo das suas redes. A solidez defensiva, que já existiu em outro momento, se dissolveu como manteiga ao sol. A média de três gols sofridos por jogo é alta demais para um time que não esconde as suas ambições. Além de significar derrotas, a performance negativa acaba afetando até a situação do maior ídolo dos gremistas, o goleiro Victor.
Ainda que a fase do goleiro não seja das melhores e a defesa esteja vacilando, não é do primeiro setor do time gremista a responsabilidade exclusiva pelos maus resultados. A situação tenderia a melhorar se os atacantes adversários não chegassem com tanta frequência à área do Grêmio. A origem dos problemas defensivos está na zona de armação do time.
Silas tem optado por escalar o meio-campo com dois volantes e dois armadores. E não tem feito as melhores escolhas. Douglas, ótima técnica de armação, é um marcador nota zero. Hugo teve uma ou duas boas atuações jogando no meio mas voltou a ser fiel a sua biografia: não é do lugar por absoluta falta de vocação. Leandro, no meio, é um buscapé desgovernado. Vai para todos os lados mas a sua efetiva contribuição com a marcação e a articulação é quase nula. Silas precisa descobrir que para jogar com Douglas é indispensável que os outros três jogadores do quarteto de meio-campistas saibam marcar. Com Maylson, seria melhor. Mas Maylson é reserva.
O Grêmio precisa reavaliar o seu elenco. Dificilmente um time se torna campeão com jogadores como Joilson, Hugo, Leandro, Willian e outros de mesma grandeza. Jogador insatisfatório, quando permanece no clube, acaba jogando. É um risco inevitável.
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