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Posts do dia 27 maio 2010

Para o Inter, chamar de macaco não é racismo

27 de maio de 2010 19


De tempo em tempos, volta a discussão. Macaco é um termo que simboliza racismo?

Leiam este e-mail. No final, opino:

"Wianey,

Espero que possa ler este meu e-mail, pois já há algum tempo venho querendo falar sobre o assunto e acho que não existe um momento mais oportuno do que este para fazê-lo.

Estou falando da questão do racismo, que ganhou ênfase com a história do jogador Walter e foi comentada no programa Sala de Redação. Não é novidade para ninguém que os argentinos (ou parte deles, pois toda generalização é burra) chamam os brasileiros de macacos, e essa falta de respeito das torcidas de nossos hermanos não é de agora, todos nós sabemos que isso acontece a muito tempo, mas o ponto que quero focar neste e-mail é algo que também não é novidade, mas para alguns parece ser, me refiro ao racismo que acontece em nosso próprio Estado. Não gosto de criticar a mídia, nem mesmo dizer que ela pende para o lado azul ou vermelho, pois creio na seriedade de cada repórter que trabalha na RBS, porém não vejo a imprensa gaúcha nem sequer tocar no assunto racismo quando esta manifestação vem das arquibancadas do olímpico.

A torcida gremista entoa cantos de racismo chamando os colorados de macacos todos os jogos sem ninguém levantar a tese de racismo, e é até mesmo de se estranhar toda esta atenção ao caso do jogador Walter que foi ofendido pelos argentinos, mas que é xingado de macaco aqui em todos os Gre-Nais sem ninguém notar.

Fico triste por todos os jogadores negros que estão em campo e também por todos torcedores negros que estão na arquibancada, sejam eles gremistas ou colorados, pois tenho certeza de que esse tipo de ofensa dói não importa o clube. Além do mais estão tentando distorcer a história e fazer com que os gritos de macaco passem a ser algo normal, e que os colorados passem a ouvi-los sem se sentirem ofendidos, já ouvi gremistas e também repórteres dizerem que a expressão macaco surgiu porque os torcedores do Inter imitam o Grêmio (nos cantos, torcida e etc.) e a realidade histórica não é esta, a expressão surgiu quando o Internacional começou a aceitar negros em seu time, além de ter há anos atrás uma torcida muito grande que englobava pessoas pobres, negras e do povo.

Gostaria que, se possível, tu pudesses levar ao Sala de Redação ou à internet esta discussão, pois não acredito que estas manifestações possam passar em branco por parte dos jornalistas e só os colorados percebam.

Um grande abraço do ouvinte assíduo do programa, que mesmo longe do Rio Grande está ligado em vocês pela internet.

Pedro Henrique Berrutti Tassinari".

-
Caro Pedro Henrique, a expressões "macaco, macacada" sempre expressaram discriminação racial. Nos últimos tempos, apareceram outras significações com as quais não concordo. Entretanto, o próprio Internacional admite faixas no Beira-Rio, onde se lê: recanto da macacada, etc.

Um torcedor colorado, fantasiado de macaco, desfila pelo Beira-Rio em todos os jogos e, agora, o próprio Inter criou o mascote “Macaco Escurinho” para representar seu projeto social. Será que ainda dá para acusar de racistas os gremistas que chamam os colorados de “macacos”?

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Colorados questionam práticas autoritárias

27 de maio de 2010 40

Reproduzo como recebi:

"Prezados jornalistas,

De uns tempos pra cá, a atual direção do Sport Club Internacional vem adotando algumas práticas pouco louváveis, dentre elas a tentativa, mesmo que sutil, de censurar os órgãos de imprensa e também os próprios torcedores colorados (treinos fechados, proibição de entrevistas de jogadores, artigos no site oficial através do assessor de futebol Roberto Siegmann, etc.

O sócio colorado Rodrigo Navarro Lins de Aguiar, do blog interdetodos.blogspot.com, publicou um texto questionando algumas atitudes tanto de dirigentes como de torcedores carvalhistas. Vale a pena ler e refletir:

quarta-feira, 26 de maio de 2010                      

NÃO SOMOS SECADORES

A atual gestão do clube solidificou uma prática muito comum nos regimes totalitários, que se espalha perigosamente entre a torcida. Trata-se da tentativa de desqualificar qualquer manifestação contrária ao discurso oficial. Sempre que alguém diz algo que difere da palavra da direção, não tarda a ser chamado de 'secador', 'corneteiro' e coisas do tipo. Apontar erros (que são muitos) tornou-se absolutamente proibido. De quem ousa dizer que os rumos que estão sendo seguidos são perigosos, logo se diz que está torcendo para o Inter perder.

Ora, a prática democrática, ao longo da história, nunca prescindiu do debate entre visões antagônicas. Tomo como exemplo a participação do Inter na Libertadores. Quase caímos na primeira fase. Tomamos três gols do Banfield e estivemos a cinco minutos de ser desclassificados diante do Estudiantes. Mesmo assim, se alguém disser que o desempenho não é bom, coitado!

É óbvio que torcemos para o Inter ser campeão de tudo novamente, mas não podemos fechar os olhos para tudo o que está acontecendo. Não vou ficar aqui apontando os erros, pois é só procurar nas postagens anteriores para saber do que estamos falando.

O futebol vive de resultados, sim. As necessidades do time são imediatas, claro. Acontece que, se ficarmos pensando só nos resultados momentâneos de campo, corremos sério risco de trilhar o caminho do time da Azenha/Medianeira, que num ano era milionário e semifinalista da Libertadores e no outro penava na segundona, que é, a propósito, a sua divisão adequada.

Ao dizer isso, não estamos indo contra os interesses do Inter. Pelo contrário, estamos sustentando a ideia de um crescimento sólido, alicerçado em bases firmes, como sempre ocorreu no Clube do Povo.

Pergunto aos que nos criticam: o que o Inter ganhou depois de 2006? E antes disso, desde 2002? Claro que é bom ganhar Recopa, Sul-Americana, Suruga, Gauchão, torneio de cuspe à distância, enfim, o Inter deve ganhar toda a competição que disputar, mas é preciso que saiba por que ganhou e que mantenha as bases dessas conquistas. Não é o que estamos vendo atualmente. Estamos chegando aos trancos e barrancos, sempre com a corda no pescoço e sem a menor certeza de que vamos conseguir. É bom ganhar desse jeito? Sim, é bom ganhar sempre, mas é preciso que seja assim? A capacidade de investimento do Inter não é enorme? A possibilidade de trazer grandes jogadores não é real? Então por que precisamos penar e sofrer desse jeito?

Entendam, Colorados, dizer isso não é secação, é apenas o desejo de que o Inter mantenha-se sempre no nível de excelência que atingiu e que nós, Colorados, possamos acompanhar as vitórias, como sempre acompanhamos.

Hoje, as parcelas menos favorecidas da torcida não têm acesso ao Beira-Rio. Também não podem acompanhar pela TV. Sabemos que o futebol moderno exige certas adaptações, mas é preciso que a ruptura seja tão drástica? É preciso cobrar preços exorbitantes pelos ingressos e majorá-los em 100% nas competições mais importantes? É preciso abrir cada vez mais espaços elitizados no estádio, sem propor soluções populares para o desaparecimento da coreia, por exemplo?

É contra isso que nos revoltamos. Por favor, pensem nisso e vejam se é justo que sejamos chamados de “secadores” e “corneteiros”, quando tudo o que queremos é somente o que todos os Colorados querem: que o Inter continue sendo o clube mais vencedor do Brasil e um dos maiores do mundo.

Postado por Rodrigo Navarro Lins de Aguiar em http://interdetodos.blogspot.com/2010/05/atual-gestao-clube-solidificou-uma.html

Autorizamos a publicação
--
Douglas Ricalde
http://interdetodos.blogspot.com"

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Grêmio vence em noite de Jonas

27 de maio de 2010 23

Foto: Diego Vara

Jonas resolveu tudo no primeiro tempo. Neste período viu-se bom futebol, principalmente por parte do Grêmio. O Avaí até que se esforçou, mas o melhor ataque do Brasileirão não justificou esta posição, embora tivesse sofrido um pênalti, cometido por Ozea e não percebido pela arbitragem. Foi na etapa inicial que apareceram os principais destaques. Jonas, o melhor de todos, com dois gols marcados. Abaixo dele, Maylson, Rochemback e Adilson.

Na etapa final, os dois times deixaram o futebol no vestiário. Mais cometeram faltas do que jogaram. O jogo só melhorou nos minutos finais, quando Rochemback marcou o terceiro gol em esplêndida jogada de Fernando. Mais uma vez, William entrou em campo e não jogou. Roberson, talvez o mais promissor dos atacantes emergentes, esteve em campo menos tempo do que deveria. O Grêmio precisava vencer para deixar a desagradável zona de rebaixamento. Conseguiu. Com time misto.

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