
Telefonam-me do jornal A Tarde, de Salvador, querendo saber o que penso de Mano Menezes e, principalmente, se acho que é apenas coincidência que, nos últimos anos, três treinadores gaúchos tenham dirigido a Seleção Brasileira. Sobre Mano, repito os elogios de sempre. E esclareço que as escolhas não são coincidências mas, sim, reconhecimento a competência, seriedade e natureza competitiva da escola gaúcha de treinadores. Parece que a CBF cansou de perder em nome do futebol artístico e ineficiente. Técnica e competitividade, eis a fórmula do sucesso que os treinadores gaúchos conhecem.
Ricardo Teixeira está, mesmo, em péssimo momento existencial. Perdeu as eleições no Clube dos 13, não foi campeão mundial e agora pagou mico na escolha do treinador da Seleção. Tentou vingar-se de Roberto Horcade, presidente do Fluminense, que rejeitou o candidato de Teixeira, preferindo reeleger Fábio Koff, e quebrou a cara com a atitude digna e superior do clube carioca. O presidente da CBF não teve a consideração de, antes de falar com Muricy Ramalho, consultar o clube. Achou que bastaria estalar dedos e Muricy estaria à sua disposição. Ricardo Teixeira ainda não descobriu que o seu poder não é ilimitado. Enquanto não descobre, vai amargando o seu inferno astral
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