
Quem quiser resumir os problemas do Grêmio a um erro fundamental que vem sendo cometido por Silas, está autorizado a apontar as escalações, simultâneas, de Hugo e Leandro como sendo a principal causa do desequilíbrio do time. São bons jogadores, o problema não é técnico. Porém, ambos não revelam aptidões indispensáveis para compor em um meio-campo de quatro jogadores. Piora, ainda mais, quando joga Douglas, habilidoso mas preguiçoso. Marcar não é com ele.
O Grêmio tem uma defesa razoável e um bom ataque. Por que, então, a equipe não funciona? A resposta está no centro do time. Não existe um volante vigoroso, diante dos zagueiros, e Adilson acaba sendo, quase sempre, um lutador solitário. Willian Magrão, quando joga, ajuda Adilson, mas quando o escalado é Rochemback, o adversário festeja a falta de contenção do Grêmio.
Silas já perdeu um tempo enorme por não concordar que o meio-campo deve ter, no mínimo, três jogadores que saibam marcar. Como joga com dois e, às vezes, apenas um marcador, o resultado é o que se vê. Silas não é o único treinador que não privilegia a formação harmoniosa do meio. É um pecado comum a um grande número de treinadores. Que não saibam, é inaceitável.
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