O que os gremistas querem e os colorados temem? A resposta é simples e conhecida: que o Inter de Celso Roth “morra na praia”, isto é, não consiga ser campeão da Libertadores da América. Os azuis torcem para que se repita a sina que vem impedindo Roth de ganhar um grande título, mesmo quando o seu time parece se encaminhar para o título. E os colorados desejam que esta rotina seja interrompida, como já aconteceu com Abel Braga que jamais conquistara um grande título até desembarcar no Beira-Rio. Mas, afinal, o que acontece com Roth, inquestionavelmente um bom treinador? Acho que existe um explicação lógica e racional.
Quando um time começa a encarreirar bons resultados, acabando atraindo a atenção dos seus adversários, que passam a se preparar com mais cuidados. Assim, rivais que se colocariam em campo em atitude normal, fecham-se e mobilizam-se para conter aquele que vem ganhando e se posicionando entre os candidatos ao título. É neste momento que se mede a verdadeira capacidade do eventual ganhador. Se for capaz de enfrentar as novas dificuldades, afirma-se como pretendente ao título. E, às vezes, até ganha. Mas, se não for tão poderoso como parecia ser, acaba afundando. Esta, talvez, tenha sido a razão que impediu, até agora, que Roth conquistasse um grande título. Ou alguém pensa que ele desaprende com o decorrer de uma competição? Se o Inter tiver munição para enfrentar as batalhas que se avizinham, será campeão. Mas, se não tiver, a culpa não será do treinador e, sim, da própria equipe. Às vezes, o óbvio não é percebido.







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