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Posts do dia 6 agosto 2010

Paixão e incoerência de um colorado

06 de agosto de 2010 52

Poucas vezes, um torcedor apaixonado fez auto-crítica tão bem elaborada quanto este, cujo e-mail reproduzimos a seguir:

“Amigo Wianey, tudo bem?

E foram-se por terra todos os erros! Que me importa se Pinga já vestiu a camisa do Internacional ou se Pato foi reserva de um time treinado por Alexandre Galo? Não me interessa mais se tivemos Rafael Santos como zagueiro em uma Libertadores, da qual fomos eliminados na primeira fase. Não lembro-me mais que o Presidente Vitório Piffero pediu-me, enquanto torcedor, apenas para torcer, enquanto ele "dirigia" o clube e o Sr. Fossati o treinava. Listei apenas alguns erros pós-2006... O que não faz um resultado importante, não é?

Mas, agora, posso estufar o peito para rasgar elogios à algumas decisões acertadas, pois, como simples torcedor, sou movido a paixão e a resultados. Não posso me encabular de tecer alogios a todos aqueles, jogadores e direção, que nos classificaram para mais uma decisão Continental. Apenas torço, sou passional. Posso, acima de tudo, elogiar aquele que critiquei, mas que reconheço ser o maior responsável pela glória ontem alcançada: Celso Roth. O treinador, antes achincalhado pela nação colorada, recuperou o sistema de jogo do Internacional, assim como recuperou tecnicamente Taison, Índio e Kléber. O padrão de jogo utilizado ontem, diante do São Paulo no Morumbi, enchou de orgulho os corações vermelhos, pois, o Inter foi grande ao longo dos noventa minutos, jamais abdicando de agredir o tricolor paulista, honrando seu "poncho e sua adaga". A Direção, muito contestada por inúmeros erros de avaliação, acertou ao manter Índio, após o episódio, até hoje obscuro, do corte em sua mão.

Com a demissão do Sr. Fossati, todos pediam, torcedores e imprensa em geral, por um treinador com grife, capaz de comandar o estrelado vestiário vermelho, com suas cobras criadas e grupinhos contrários. E não é que Celso Roth o fez, após 40 dias de trabalhos silenciosos e discretos, na pausa da Copa do Mundo? Agora, amigo Wianey, o Internacional decidirá a Libertadores já classificado para o Mundial de Clubes, aproximando-se de mais um feito histórico, alçando-o novamente ao cenário mundial, lugar no qual estamos nos acostumando a transitar.

Que orgulho! Que raça demonstrada! Que organização tática! Que expulsão do Tinga (até esta coincidência!) Que monstro foi Guiñazu e que leão foi Sandro! Que capitão é Bolívar e que estrela tem Renan!

Tudo será Chivas, nossos sonhos, cotidianos, trabalhos, famílias, enfim, flutuaremos no ar pensando nesta finalíssima, que mais uma vez se decidirá no Gigante da Beira-Rio. Pergunto-te Wianey, não seria este o motivo de adorarmos o esporte bretão? Não seria por isto, por um dia odiarmos Carvalho, Píffero, Índio e Roth para, no outro, amarmos todos eles e querermos acampar no Beira-Rio, aguardando a partida de volta desta grandiosa final?

Seria isto incoerência? Não creio, isto é FUTEBOL, que rima com MUNDIAL, que rima com INTERNACIONAL, que rima com AMOR INCONDICIONAL.

Um grande abraço, 

Roberto Salami”.

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Até Borges esqueceu como se joga

06 de agosto de 2010 27

A fase do Grêmio é, mesmo, de dores e incertezas. Embora o clube tenha trazido um punhado de bons jogadores, dentro do campo não aparece correspondência aos investimentos feitos no início da temporada. O time não se impõe, joga pouco, padece de apatia e até alguns coroados parecem que esqueceram as virtudes que os trouxeram para o Olímpico e levaram a torcida gremista a sonhar alto.

Borges é o caso mais eloqüente de bom jogador em estado de amnésia técnica. Seus últimos desempenhos foram desoladores. No Serra Dourada, sublimou sua má fase. Sequer jogou mal porque, simplesmente, não jogou. Com os jogadores que têm, o Grêmio, obrigatoriamente, teria que estar produzindo mais. Algo emperra o ânimo do time e a sua capacidade técnica. Nem Paulo Paixão, um reconhecido motivador, parece capaz de sacudir o desânimo da equipe. E enquanto o calvário gremista se arrasta, dirigentes e comissão técnica enxergam avanços que ninguém mais vê. Se pretendem enganar torcida e imprensa, deveriam saber que estão enganando a si próprios. Está na hora de uma intervenção presidencial no vestiário. Antes que seja tarde demais.

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Efeitos da classificação colorada

06 de agosto de 2010 27

Não é possível enumerar todas as consequências positivas advindas das classificações do Inter para a final da Libertadores e Mundial Interclubes. Algumas, entretanto, estão bem visíveis. A primeira delas mede-se em dólares. O Inter amealhará alguns milhões pelas participações dos dois eventos. O presidente Vitório Piffero, o primeiro responsável pela administração e gerenciamento do clube, exulta com estes ganhos que entram nos cofres colorados como receitas extraordinárias, isto é, não previstas no orçamento da temporada.

O Inter conta, atualmente, com cerca de 107 mil associados. Até dezembro, eles somarão 120, 130 mil sócios ou até mais. Crescerá a arrecadação social e o Inter, que hoje temo sexto maior quadro social do planeta, deverá melhorar, ainda mais, a sua posição.

Impossível estimar qual será o tamanho das vendas de produtos licenciados pelo clube. Jorge Avancini, vice-presidente de marketing do Inter, já deve estar planejando ações que visam canalizar abundantes recursos financeiros para a conta bancária do clube.

Os jogadores colorados terão sua valorização aumentada no mercado internacional. Significa que o Inter vai faturar mais alto com eventuais vendas de jogadores. Torcedor detesta ouvir falar neste tipo de negócio mas já sabe que é inevitável. Deve confortá-lo que o Inter vende mas também compra. Assim tem viabilizado suas finanças e time.

Outro efeito positivo das duas classificações que, igualmente, não pode ser avaliado, é a exposição na mídia internacional. Os ganhos institucionais são gigantescos. A imagem do Inter adquire imensa dimensão que acaba se transformando em lucros.  Mais satisfação para o tesoureiro da casa.

Estas são as consequências mais visíveis e óbvias do feito colorado. Haverá outras, diretas e indiretas. Nenhum clube, no Brasil, alinha-se ao Inter em qualidade de gestão administrativa e esportiva. O São Paulo vinha sendo o grande rival do colorado. Não é mais. Até na preparação dos estádios para a Copa de 2014 o Inter leva ampla vantagem. Enquanto o São Paulo não conseguiu entregar a FIFA um projeto de restauração do Morumbi, o Inter cumpriu esta tarefa sem traumas e, provavelmente, o Beira-Rio será o primeiro estádio mundialista a ser concluído. Para frente e para o alto, é assim que caminha o Inter.

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Grêmio: Jogo ruim mas resultado bom

06 de agosto de 2010 18

Não foi uma partida de boa técnica. O primeiro tempo foi do Goiás. O time de Leão atacou mais, forçou, criou situações e só não conseguiu marcar gol. Na etapa final, o quadro mudou. O Grêmio colocou-se à frente, explorou o nervosismo e a precipitação do adversário e assim fez o seu gol. Leão mudou o seu time e avançou. O gol de empate foi conseqüência da pressão goiana.

A defesa gremista vacilou em algumas bolas aéreas. Faltou compactação ao meio-campo e Borges entrou e foi substituído sem ter jogado. Empatar fora de casa marcando gol é, sempre, um grande resultado, quando existe o gol qualificado. Agora, basta ao Grêmio empatar, sem gols, e estará na próxima fase. Porém, para que encare a Sul-Americana com chance de vencê-la terá que evoluir bem mais do que Meira e Silas acreditam que esteja acontecendo.

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Inter carimba passaporte para Abu Dhabi

06 de agosto de 2010 27

Nunca houve um jogo que decidisse tanto. Inter e São Paulo disputaram vaga para a final da Libertadores da América e, simultaneamente, passagem para o Mundial Interclubes, este ano em Abu Dhabi. A partida foi eletrizante. O São Paulo saiu na frente, o Inter empatou e em seguida o time paulista colocou-se à frente, mais uma vez. Daquele momento em diante, acentuou-se a dramaticidade do confronto.

O Inter equilibrou o enfrentamento mas Tinga, como já tinha acontecido em 2006, acabou sendo expulso. Com apenas 10 jogadores, o time de Celso Roth precisou ser heróico para suportar a pressão são-paulina. Conseguiu. Festejou a derrota mais lucrativa da sua vida. A parada poderia ter sido menos complicada se Renan não tivesse falhado e, praticamente, entregado o primeiro gol. O ataque colorado, mais uma vez, teve imensas dificuldades para superar a marcação do São Paulo. No fim, as vagas garantidas. Abu Dhabi à vista.

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