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Posts do dia 23 agosto 2010

O dia mais triste de um gremista

23 de agosto de 2010 56

Centenas de e-mails já chegaram expressando a profunda tristeza que se abate sobre o povo gremista, produzida pela campanha do Grêmio, associada a conquista colorada, da semana passada. Como este, que o blog reproduz:

“Caro Wianey, nunca escrevi para você, mas o momento é oportuno e sei que você é um dos poucos da imprensa que tem coragem de falar e escrever, o que está escancarado na frente de todos nós e não tem como esconder...

Sou torcedor do Grêmio, mas nunca senti tanta tristeza como no último dia 19.08.2010, vendo o maior rival histórico do Grêmio nos ultrapassando em conquistas importantes. E o mais doloroso é ver como eles estão jogando com raça, garra, amor pelo time, disputando cada palmo de chão, do solo que eles estavam defendendo, e com um orgulho de dar inveja por se tratar de vencedores... Tudo o que nós torcedores gremistas pedimos é um pouco de dignidade e respeito por essa nação que ama tanto esse clube, a qual, acredito, ainda é a maior torcida do sul do país, mas até quando? Pois crianças, adolescentes, torcedores indecisos, estão todos indo para o lado do nosso maior rival, e com toda razão, porque, ninguém torce para perdedores, ou por alguém que não tem motivação ou causa definida.

A nossa causa, o nosso orgulho, o nosso AMOR pelas cores do GRÊMIO e o que ela representa... Como pode, um clube que era Campeão do Mundo, BI da Libertadores, enquanto seu maior rival não tinha nenhum desses títulos, parar no tempo como se deixasse de existir e assistir de camarote o mesmo rival conquistar tudo isso em menos de quatro anos, e podendo ainda ser BI do Mundo dentro dos mesmos quatro anos, enquanto nosso amado clube é defendido por verdadeiros zumbis, que são motivo de deboche da imprensa do centro do país, enquanto o maior ídolo gremista da história, é colocado de bode-expiatório, na incômoda posição de "salvador-da-pátria", e ainda obrigado a mentir escancaradamente, em frente as câmeras de imprensa em rede nacional que assumiu um grupo de "qualidade", para não abalar a moral da equipe, mas que moral é essa? Quem está no fundo do poço tem moral? Deve ser a mesma moral que tem os incompetentes que os contrataram. Pobre Renato Gaúcho, movido por amor, veio tentar tapar o sol com a peneira, mesmo amor que me move e faz escrever tão duras palavras, que jamais gostaria de ter um dia escrito. Que me perdoem, os gremistas de verdade que defendem o Grêmio e não merecem essas palavras. Victor, Mário Fernandes, Jonas, Wiliam Magrão, Lúcio e Adilson....O resto é "resto"!...Se algo não mudar, vamos amargar pela terceira vez um humilhante rebaixamento, isso aos poucos está matando o GRÊMIO, mas isso, já está virando rotina,..Rotina amarga que deve ser normal para os pernambucanos, baianos, catarinenses,etc,...Mas não para nó, gaúchos. Gremista de verdade jamais poderá admitir e aceitar tal condição. Quem pensar diferente não é Gremista... É muito duro ver um recente ídolo gremista como o Rever, sair por troco de banana e tão logo desembarcar num aeroporto mineiro, para defender as cores de um clube que não é nem a sombra do Grêmio, enquanto no Olímpico, estão em seu lugar vestindo o manto sagrado do Grêmio, figuras desprezíveis como o raquítico e perna-de-pau Fabio Santos, o ridículo Joílson, o bisonho Douglas e o peladeiro Souza ou então uma sobra de zagueiro, um tal de Rodrigo terceiro reserva do São Paulo, que trocava gentilezas e largos sorrisos com um jogador adversário, num jogo de semi-final da Copa do Brasil ao vivo também em rede nacional, enquanto o Grêmio perdia o jogo e era desclassificado. Não tem jeito, tem que tirar as laranjas podres do saco, senão o futuro tricolor vai ser horrível, que nem o atual elenco do Grêmio. Sugestão: presidente do Grêmio, pede dispensa do cargo e desculpas pelos estragos, enquanto o Grêmio ainda existe. Em compensação, pede emprego de Presidente “Gestor” do Inter, no Beira-Rio”.

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Reservas do Inter incomodam em Portugal

23 de agosto de 2010 25

Por ter escalado uma equipe que excluía titulares e reservas importantes, ontem o Internacional provocou manifestações de desagrado que, inclusive, atravessam o Atlântico. Como esta, que chegou de Portugal:

“Olá Wianey, sou colorado e atualmente estou residindo, por razões de estudo, na cidade de Braga, Portugal. O Sporting de Braga, vice-campeão português da última temporada, está na disputa de duas competições importantes. Começou o campeonato português e também a fase classificatória da Champions League. Na Champions o time disputa um play off contra o Sevilha da Espanha (time de Luis Fabiano), jogou na quarta dia 18/08 com time completo, domingo dia 22/08 jogou pelo campeonato português, time completo, na terça-feira jogará contra o Sevilha (jogo de volta) obviamente com o time titular. O que se percebe é que por aqui e na Europa de uma maneira geral, não há essa mentalidade de escalar time reserva como vem fazendo o Internacional. Ao final do campeonato brasileiro, faltarão alguns pontos, como sempre nos últimos anos. Culpa de quem? Atletas profissionais que ganham fortunas, tem a obrigação de jogar sempre que estiverem em condições. Descansar após uma (brilhante) conquista, não agora, deixe para descansar nas férias, como nós pobres mortais.
Um grande abraço, dou outro lado do Atlântico.
Valnir”.

Esta é, realmente, uma questão polêmica. Poupar jogadores muito desgastados, é compreensível. Mas, todos? Inclusive reservas?

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Juventude resgata lei da mordaça

23 de agosto de 2010 18

O Juventude, que já foi campeão Gaúcho e da Copa do Brasil, durante mais de 10 anos se manteve intocável entre os grandes do futebol brasileiro. Os últimos anos, entretanto, foram de decadência crescente. Caiu da série A para a série B, e desta para a série C. Neste momento, é o lanterna desta categoria, ameaçado de desabar para a série D. Mais não cairá, pois não existe série E. Mal dentro do campo, o Juventude “descobriu” o remédio para os seus males: fechar a boca dos seus profissionais. O exótico tratamento veio nesta nota do clube:

COMUNICADO

A Direção do Esporte Clube Juventude, através da vice presidência de Marketing comunica a adoção de regras para o atendimento à imprensa em geral por parte de seus profissionais e dirigentes:

1. Todas e quaisquer entrevistas deverão ser sempre agendadas pelos jornalistas junto ao assessor de imprensa, e de preferência com antecedência.

2. Os atletas e dirigentes não concederão entrevistas através do telefone, salvo fato relevante e acerto prévio que deverá ser feito com o assessor de imprensa. 

3. Fica mantida regra já estabelecida para o horário de atendimento à imprensa em dias de treinamento:

TVs – até 5 minutos antes do início do treinamento.

Rádios e Jornais – Após o término do treinamento.

4. Fica mantida a regra já estabelecida para o horário de atendimento á imprensa em dias de jogos:

Rádios (ao vivo)- A entrevista coletiva iniciará sempre pela Rádio Local com prioridade para as duas primeiras perguntas, seguindo após em rodízio com as demais emissoras.

TVs (ao vivo) – prioridade em relação a quem estiver gravando.

*** As emissoras de TV que forem gravar as entrevistas, poderão faze-la isoladamente, desde que as emissoras de Rádio (ao vivo) já tenham realizado seu trabalho.  

5. As entrevistas deverão ocorrer somente na Sala de Imprensa.  

6. A Comissão Técnica poderá realizar treinos fechados de acordo com a conveniência, sendo os profissionais comunicados antecipadamente. 

Mauro Trojan                                   Milton Scola
Vice Presidente de Marketing           Presidente

Decisões como esta dão uma idéia precisa das causas que levaram o Juventude ao fundo do poço. Um raro tratado sobre a inteligência.

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Grêmio: Ameo-o ou deixe-o

23 de agosto de 2010 31

Nos dolorosos anos da ditadura militar, criticar o governo era considerado ato de desamor ao país. Mais ou menos o que acontece, desde sempre, no futebol. Critica-se os dirigentes e estes contestam interpretando que as críticas são ao clube. Malandragem. Desde quando as instituições país, estado, clube de futebol etc, são a mesma coisa que os seus governantes? O pior é que existem pessoas sempre dispostas a acatar esta deliberada confusão.

Sábado, após o jogo em Fortaleza, Renato Portalupi declarou que se existe algum jogador achando-se maior do que o Grêmio, deve sair. Outra vez, mistura-se entidade com circunstâncias. Se Borges, por exemplo, está insatisfeito com a reserva, não significa que veja o Grêmio menor do que é.

Antes, eram os militares ameaçando com o seu “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Agora, sem querer, Renato repete a atitude. Os jogadores são profissionais, não precisam amar o clube. Basta que cumpram o dever de empenhar todo o talento e dedicação possíveis pela causa do clube que os emprega. O resto deve ficar nas arquibancadas.

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