Renan está sendo questionado e Muriel não é aproveitado, no Inter, porque o consideram um goleiro “chama-gol”. Sobre estes dois profissionais, escreve o preparador degoleiros Rogério Maia, que já trabalho com ambos no Beira-Rio e, no caso de Muriel, no Caxias. Trata-se da avaliação de um profissional da área, fato que distingue a sua opinião:
“ Oi Amigo Wianey, estive ouvindo o Sala de Redação desta terça-feira, sou preparador de goleiros do Ser Caxias e tive a felicidade de treinar o Muriel na base do Inter e aqui no Caxias. Posso dizer que ele foi um dos melhores goleiros que passou, nos últimos anos, na Serra Gaúcha, destacando-se mais que André Doring e Michel Alves, que tiveram oportunidade no Internacional. Sobre a questão de ser taxado como “chama-gol”, é apenas uma desculpa por não acreditarem no atleta...
Trabalhei, também, com o Renan, no Internacional, por vários anos e observei que a dificuldade que o Renan está tendo no momento é a mesma que o Pato Abondaziere teve, chegando no Internacional. É importante observar que os dois atletas citados estão vindo do futebol espanhol (Renan) onde o treinamento tem por finalidade trabalhar outros aspectos (velocidade de reação, posicionamento para enfrentar atacantes e também para sair do gol e coordenação) enquanto no Brasil busca-se mais firmeza e os profissionais não se detém a muitos detalhes. Por isto, quero salientar que enquanto não se buscar um equilíbrio nos treinamentos, que una as duas escolas de goleiros que vem da Espanha, por exemplo continuaremos tendo dificuldade para entender o rendimento dos atletas.
Bom amigo, como bom ouvinte deste programa e trabalhando na área que o debate questionava, resolvi enviar este email. Agradeço, desde já, a atenção.
Abraços, Rogerio Maia”.





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