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Posts do dia 22 setembro 2010

O Inter se antecipou ao Grêmio

22 de setembro de 2010 37

Adalberto Preiss, presidente da Grêmio Empreendimentos, é um advogado de notório saber jurídico e um homem correto, minucioso e radical na defesa da ética. Ele concedeu uma interessante entrevista ao Pedro Ernesto Denardin, no Show dos Esportes da Rádio Gaúcha, discorrendo sobre a arena gremista e fazendo um inventário claro sobre as causas que originaram as mazelas econômicas hoje enfrentadas pelo Grêmio.

Preiss localiza na implantação da Lei Pelé o momento em que o Grêmio ficou atrás do Inter, situação que estende seus efeitos até os dias atuais. O dirigente gremista lembra que o Internacional adaptou-se, rapidamente, à nova legislação. Passou a buscar jovens promessas, a desenvolve-las, promovê-las e transformá-las em negócios, altamente rentáveis, para o clube. Enquanto isso, o Grêmio seguia adquirindo “passes” que, em seguida, se transformaram em pó, além de perder pratas da casa qualificados, sem obter compensações financeiras.

A análise de Preiss é, absolutamente, pertinente. Esta é uma das razões que levam o Grêmio, até hoje, a ter que montar um time por temporada. Não faz muito tempo que a política dos contratos longos passou a ser aplicada, no Olímpico. Nos próximos anos, ela estará implantada e o Grêmio passará a desfrutar de uma nova e confortável situação. Mas, até que este dia chegue, a torcida gremista terá que conviver com as diferenças que colocam o Inter em posição vantajosa em relação ao Grêmio.

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Torcidas da dupla encarnam ideia separatista?

22 de setembro de 2010 106

Bastou este blog recriminar o comportamento das torcidas de Inter e Grêmio, que cantam outras canções enquanto o Hino Nacional é executado nos estádios, para que despencassem e-mails sugerindo ou defendendo, claramente, que esta atitude expressa um sentimento separatista que existe ou estaria ressurgindo com força, no Rio Grande do Sul. Escolhi uma correspondência moderada para exemplificar, mas ainda hoje reproduzirei e-mail de um integrante da Geral do Grêmio defendendo visões absurdas e sem sentido que vão nesta direção. Vejamos o que diz o oftalmologista Roberto Rizzato:

“Pois é Wianey, à primeira vista parece que teu comentário sobre o desrespeito ao Hino Nacional é correto. Mas, vamos elaborar alguns pensamentos simples e sem muitos rodeios. Será que estas manifestações não estão demonstrando uma certa decepção dos gaúchos em relação a uma tendência nacional de desprezo por nós? Estou cansado de receber e-mail dizendo que gaúcho é veado! Será que não estamos cansados de ser um dos estados com piores estradas? E por aí afora, pois não quero me alongar nestas análises. Sabes muito bem que somos um povo trabalhador! Um amigo voltou do nordeste dizendo que lá todo o mundo vive de bolsa disso ou daquilo, mas que ninguém quer carteira assinada... Deves saber, também, que no nosso sangue sempre correu uma idéia separatista... Será que isso não está voltando a tona? Quem sabe tu, que és do ofício, e por sinal muito coerente e competente, poderias ouvir algumas opiniões a respeito? Como médico, em meu consultório, ouço muita gente falando a este respeito, mas é uma amostragem muito pequena.

Saudações. Dr. Roberto Rizzato - oftalmologista.

Onde tem fumaça, pode haver fogo"

Amigo, não excluo a possibilidade de ainda existem pessoas nutrindo a estapafúrdia idéia de separatismo. Tampouco que persista o coitadismo que responsabiliza o país por mazelas que nós mesmos nos impingimos. Neste caso, entretanto, acho que a explicação está, basicamente, na falta de educação e na nossa própria ignorância. Somos brasileiros, sim, e devemos nor orgulhar desta condição. A não ser que queiramos regredir ao tempo em que o charque era o nosso principal produto de ”exportação” ou estejamos desejosos de uma nova Revolução Farroupilha. Embora seja uma obviedade, devemos não esquecer que o mundo se transformou em uma aldeia global e idéias separatistas, que levam ao isolamento, só deveriam ser defendidas de quatro, em paiol de feno.

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Adolescente deslumbrado derruba treinador

22 de setembro de 2010 70

Dorival Júnior não é mais treinador do Santos. Cortaram-lhe a cabeça por se atrever a enfrentar as indisciplinas de Neymar. Dorival decidira punir o craque, retirando-o do jogo desta noite, contra o Corinthians. A direção do clube decidiu intervir, despachando o treinador e escalando Neymar. Não entendeu que Dorival, para manter sua autoridade junto ao elenco, precisava se impor. Tampouco consideraram, os dirigentes santistas, que a derrubada do técnico terá desdobramentos nocivos para o próprio clube.

Desta vez, Neymar derrubou o treinador. No futuro, sua rebeldia de adolescente deslumbrado o colocará em rota de colisão, quem sabe, com a própria direção do Santos que, seguindo sua política de afastar quem se opõe ao garoto, terá que se auto-demitir. Dorival sai da confusão por cima. Neymar, nem tanto. Será sempre aquele que desempregou o seu chefe.

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