Adalberto Preiss, presidente da Grêmio Empreendimentos, é um advogado de notório saber jurídico e um homem correto, minucioso e radical na defesa da ética. Ele concedeu uma interessante entrevista ao Pedro Ernesto Denardin, no Show dos Esportes da Rádio Gaúcha, discorrendo sobre a arena gremista e fazendo um inventário claro sobre as causas que originaram as mazelas econômicas hoje enfrentadas pelo Grêmio.
Preiss localiza na implantação da Lei Pelé o momento em que o Grêmio ficou atrás do Inter, situação que estende seus efeitos até os dias atuais. O dirigente gremista lembra que o Internacional adaptou-se, rapidamente, à nova legislação. Passou a buscar jovens promessas, a desenvolve-las, promovê-las e transformá-las em negócios, altamente rentáveis, para o clube. Enquanto isso, o Grêmio seguia adquirindo “passes” que, em seguida, se transformaram em pó, além de perder pratas da casa qualificados, sem obter compensações financeiras.
A análise de Preiss é, absolutamente, pertinente. Esta é uma das razões que levam o Grêmio, até hoje, a ter que montar um time por temporada. Não faz muito tempo que a política dos contratos longos passou a ser aplicada, no Olímpico. Nos próximos anos, ela estará implantada e o Grêmio passará a desfrutar de uma nova e confortável situação. Mas, até que este dia chegue, a torcida gremista terá que conviver com as diferenças que colocam o Inter em posição vantajosa em relação ao Grêmio.




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