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Posts do dia 14 março 2011

Mathias e Zé Roberto, só Roth aplaude

14 de março de 2011 40
Terminado o jogo em Caxias do Sul, Celso Roth reconheceu valores em Oscar mas não poupou restrições ao garoto. Sempre foi assim: quando se tratam de jovens, Roth cresce e bate, sem piedade. Em compensação, afirmou que Zé Roberto “é importantíssimo, exerce uma função tática que o torcedor não enxerga”. Na verdade, é fácil perceber a função de Zé Roberto. Impossível é identificar qualidade na sua execução. Mas, Celso Roth nunca fica na primeira mancada. Vem sempre uma segunda e, às vezes, uma terceira. Para enfrentar o time do “Seu” Jorge, em Cochabamba, Roth já anunciou que sai Oscar e volta Wilson Mathias. Reconheçamos que não lhe falta coragem. Enquanto isso, continuam chegando e-mails de colorados, enlouquecidos com o seu treinador. Como este, a seguir:
“Caro Wianey,
Sou leitora assídua do seu blog e também da sua coluna na Zero Hora. Estou escrevendo nesse momento por pura revolta, com o técnico Celso Roth e também com a direção colorada que compactua, parece, com as idéias desse sujeito, que esbanja prepotência em suas entrevistas imaginando que todo o ouvinte é um retardado intelectual e que não entende nada de futebol. Pois é, eu até que não entendo muito, mas o pouco que sei me fez ver uma abissal diferença no jogo de ontem entre  Oscar e Zé Roberto. Esse, Zé Roberto, ficou em Porto Alegre, não entrou um instante sequer em campo e ainda errou um pênalti, mas lá estava Celso Roth na entrevista rasgando-se em elogios . Oscar, por sua vez participativo, brilhante, não tanto quanto o jogo anterior mas 200% mais eficiente e eficaz que Zé Roberto, foi queimado em público, na entrevista concedida por esse mesmo Celso Roth. Estamos assistindo ao nascimento de mais um “bruxo imexível” do técnico, no Beira Rio.
A zaga, com Rodrigo e Sorondo, finalmente estava nos dando uma certa tranquilidade... Mas, lá vem o Celso Roth e escala Índio novamente, sacando Sorondo que vinha muito bem e merece, com todo mérito, uma chance de continuar no time. Acho que o Índio deveria se aposentar ou ser aposentado, já deu o que tinha de dar. Mas é “bruxo” do técnico. O problema não era na zaga, e sim no meio de campo, porque, repito, jogamos com um jogador a menos.
Isso me lembra o final desastrado do ano de 2010 com o episódio “Mazembe”. Erros grotescos nas escalações e substituição de jogadores, queimação de jovens em público etc...
Podemos saber pouco de futebol, mas não somos cegos. Seria bem interessante que o técnico Celso Roth tivesse consciência que do outro lado do microfone existem pessoas inteligentes, que assistem aos jogos, ouvem os comentários e as entrevistas.
Por favor, nos respeitem.
Loeri Scotti
Sarandi (RS)”.
Nada a cortar ou acrescentar.



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Renato aposta seu prestígio por Carlos Alberto

14 de março de 2011 18

A recuperação de Douglas é a justificativa para Renato continuar investindo em Carlos Alberto. O treinador entende que se conseguiu reabilitar Douglas, obterá igual resultado com Carlos Alberto. Pode ser, mas é um risco que Renato está assumindo. Se o meia não evoluir, aumentará a insatisfação dos gremistas que, em seguida, repassarão para Renato a sua inconformidade. Carlos está para Renato assim como Zé Roberto está para Celso Roth.


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Parceria ou Autonomia? Fala quem entende

14 de março de 2011 5
Reúne-se, esta noite, o Conselho Deliberativo do Inter para apreciar e, quem sabe, decidir sobre o melhor caminho a ser tomado pelo clube na reforma do Beira-Rio. Parceria ou autonomia financeira, estes são os dois projetos. O blog publica a opinião de um especialista em Administração e Finanças, suficientemente clara e esclarecedora sendo capaz, portanto, de colaborar para uma melhor compreensão do tema:
“Prezado Jornalista Wianey Carlet, primeiramente gostaria de cumprimentá-lo pelo seu trabalho, pela lucidez com que analisa os eventos que envolvem nosso cenário esportivo. Com o objetivo de contribuir nessa discussão que vem mobilizando o público esportivo gaúcho, especialmente a torcida colorada, venho acrescentar alguns aspectos que parecem fundamentais na análise da questão sob o ponto de vista técnico.
Em Análise de Investimentos, sempre uma alternativa que apresenta maior potencial de rentabilidade estará associada a um risco mais alto.
É o que chamamos de relação risco x retorno, que parece não estar sendo devidamente considerada nas discussões públicas sobre o assunto.
Ao escolher a alternativa de construir e administrar por conta própria o empreendimento e não abrir mão de parte das receitas, o Internacional estaria assumindo totalmente os riscos envolvidos no projeto, em área que não faz parte sua atividade fim, o futebol.
Principais riscos envolvidos: não obtenção dos recursos necessários, grande endividamento do clube, obras não ficarem prontas dentro dos prazos exigidos, custos superarem os valores orçados, comprometimento dos investimentos no futebol, receitas menores que as projetadas, etc.
Ao estabelecer uma parceria, o clube estaria abrindo mão de algumas receitas,  porém estaria transferindo totalmente os riscos do negócio à construtora parceira, uma empresa especializada na execução e administração de empreendimentos imobiliários, a preço fechado e com garantias quanto ao cumprimento dos prazos.
A segunda alternativa mostra uma relação risco x retorno mais favorável, uma vez que o clube, sem assumir riscos, poderia contar com receitas indiretas durante o prazo do contrato e com receitas totais após 20 anos. O clube poderia se dedicar integralmente ao futebol, cujos resultados em campo tem forte correlação com a geração de receitas.
Ao lado do aspecto técnico e da disposição de assumir riscos, pesam também fatores políticos e estratégicos e certamente os conselheiros do Inter analisarão criteriosamente todos eles em seu processo decisório.
Consta que na década de 70-80 o Internacional teria recusado uma proposta semelhante para construção de um Shopping Center na área do estádio dos Eucaliptos.
Se tivesse aprovado a parceria, e tendo já se passados 20 anos, hoje o Inter teria esse empreendimento gerando receitas para o clube, que poderia ser superavitário  ao invés de apresentar o déficit mensal que está sendo divulgado.
Att
Nilton d'Avila Farinati
Consultor em Administração de Finanças - CRA/RS 25464
Membro-Orientador do INI - Instituto Nacional de Investidores”.



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Muricy está livre: quem quer?

14 de março de 2011 6
Bastou ser anunciada a demissão de Muricy Ramalho e começaram a pipocar e-mails, enviados por colorados, pedindo a contratação do ex-treinador do próprio Inter. Nestes pedidos, juntam-se dois anseios: livrar-se de Celso Roth e recuperar aquele que tem sido o treinador mais vitorioso do país, nos últimos anos. Acho, porém, que os colorados ficarão na vontade. Muricy deve ser contratado pelo Santos. E, mesmo que permanecesse durante meses à espera de clube para trabalhar, não seria no Inter, provavelmente. Celso Roth goza de grande conceito entre os dirigentes colorados, principalmente Fernando Carvalho. Dificilmente seria dispensado.
O Internacional foi o primeiro grande clube treinado por Muricy Ramalho. Faltava-lhe experiência e sobrava-lhe teimosia. Cometeu muitos equívocos pontuais. Mas, foi para São Paulo e evoluiu. No começo, a crônica paulista criticava a sua inconstância tática. O treinador foi se afirmando e, contando quase sempre com ótimos elencos – quando faltaram jogadores qualificados, sucumbiu (Palmeiras) – acumulou títulos nacionais como nenhum outro treinador. É o mais valorizado treinador brasileiro, na atualidade. Não ficará muito tempo parado. Mas não será o Inter o seu próximo clube. Para desgosto dos colorados.



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E Damião era reserva de Alecssandro

14 de março de 2011 13
Em jogo do Caxias, emoção pouca é bobagem. Tinha sido assim na decisão da Taça Piratini e foi assim ontem. Jogando como se joga na Manchúria, com três atacantes, impôs um sufoco no Inter. Sofreu um gol em impedimento e teve um jogador expulso. Com velocidade inigualável, marcação implacável e bons jogadores, reafirmou sua condição de bom time. O Inter penou, jogou pouco na etapa inicial e só se salvou porque tem Leandro Damião, um dos melhores, se não for o melhor, cabeceador do futebol brasileiro. Mais um jogo fantástico.
Everton enlouqueceu a defesa do Inter. Vai acabar em um grande time do centro do país, apostem. Leandro Damião confirmou que é um atacante mortífero mas, incrivelmente, Celso Roth deixou-o na reserva de Alecssandro durante um semestre inteiro. E Oscar, além de esbanjar ótima técnica, cruza como Valdomiro cruzava. Foram destaques positivos do jogo. Lima, expulso bobamente e Zé Roberto, displicente e sem imposição, foram os destaques negativos de Inter e Caxias.



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