Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Grêmio: ser passional ou racional?

14 de junho de 2011 9

Desabafo de um gremista:

“Bah, caro amigo, Wianey, dadas as circunstâncias que norteiam ao Grêmio e sua dramática situação, desde pelo menos 2001, não sei mais o que pensar, o que escrever, tampouco o que fazer, a fim de REERGUER MEU GRÊMIO.

Estou tão decepcionado com a forma que dirigem e ACONSELHAM (conselho deliberativo) ao Grêmio, há mais de 10 anos, que coube a mim tentar compreender o que se passa usando de uma espécie de dialética pragmática entre paixão e razão.

Estou desesperançoso em relação ao “meu” Grêmio e com muito receio de novo rebaixamento.

Se quiseres postar tal sentimento, fique à vontade.

Vitor Ruschel

GRÊMIO: SER PASSIONAL OU RACIONAL?

Invariavelmente nós, torcedores, deparamo-nos com o rótulo de “passionais”. Somos passionais quando explicitamos nossa visão de um sistema de jogo; quando analisamos as razões de o Grêmio estar jogando tão mal (como atualmente); quando publicizamos nossa opinião sobre o desempenho de um jogador , especialmente quando vamos de encontro ao “senso comum”. Somos pois chamados de “torcedor”, de “espectador sem visão” ou simplesmente de “apaixonados”!Ou seja, por sermos “passionais”, não temos o direito de “pensar”!! Somos “reduzidos” a simples torcedores, como se esses pouco ou nada significassem ao Grêmio. Somos portanto desprovidos de um mínimo de “razão”, nossas críticas e ou sugestões; por conseguinte, jamais serão consideradas pelos “racionais gestores”!!

Acompanho ao Grêmio desde quando me tornei “gente” (talvez a partir dos 9 ou 10 anos comecei a perceber a grandeza do MAIOR CLUBE DO SUL DO BRASIL) .

Costumeiramente ouço de dirigentes, conselheiros e notórios gremistas que, visando exclusivamente a simplificar e ou a reduzir seus erros e equívocos, ao criticarmos um sistema de jogo ou ao trabalho de uma gestão, adjetivam-nos usando da seguinte “velha e surrada” expressão: “isso é coisa de torcedor”. Com a conotação, às vezes vil, de que não pensamos, não temos cérebro, por sermos “passionais”!

Os 10 (DEZ) anos de rotundos fracassos – nesse triste período ocorreu um rebaixamento para a segunda divisão (2004) – mostram claramente que a personalidade  “racional” dos dirigentes e conselheiros não está trazendo resultados que vão ao encontro da grandeza do Grêmio, ou seja, não está sendo suficiente para organizar o maior clube do Sul do Brasil, de maneira que “racionalmente” o Grêmio volte a ser Campeão do Brasil; volte a ser grande!!
O momento “racional” agora é do tal “profissional”! Mas o que vem a ser o “profissional”? Com toda certeza, deverá ser um cidadão “isento” de cores clubísticas (como os jornalistas??), terá uma personalidade essencialmente “racional” e receberá a “contra-prestação” (salário ou direito de imagem? ) de seu comportamento e ou trabalho unicamente “racional”!

Pergunto: isso, por si só, bastará para que o Grêmio volte a ser o maior do Brasil ou da América do Sul?
Um clube como o grande Grêmio, cujo único propósito  é o futebol – característica maior é a “paixão” e o amor, poderá ser eficazmente administrado sem “passionalidade”? Poderá o Grêmio abrir mão da espontaneidade e intensidade que o sentimento “paixão” desperta fazendo com que hajam ações decorrentes? Poderá desconsiderar o risco de “amar” que nos dá o ímpeto para as vitórias, para se tomarem as atitudes que levariam o clube a conquistas?

O Grêmio estará nessa onda de insucessos, nesse martírio de derrotas, por 10 (DEZ) anos, por sermos (torcedores e dirigentes) “passionais”? Por sermos “verdadeiros, inteiros e comprometidos”, pela paixão, com o NOSSO Grêmio? Óbvio que não, pois a característica predominante no atual Grêmio (desde 2001 pelo menos) é a “racionalidade”!!
O ideal, dizem os “racionais”, é se buscar o equilíbrio; estar no limiar entre a paixão e a razão. Mas o equilíbrio não será puramente “racional”?

Será que a grandeza do Grêmio não está exatamente nesse amor “descontrolado” que temos (torcedores e dirigentes) pelo clube Grêmio? Não estará em agirmos sem medo ou vergonha de errar, mas em agir de forma impetuosa, em ousar? Não estará na “coragem” de dizermos “bobagens” ou de simplesmente arriscarmos críticas, sugestões e ou análises quando falamos em Grêmio e queremos o melhor para o Grêmio?

Não serão esses mesmos gremistas (torcedores e dirigentes) “loucos e apaixonados”, os quais dão vida ao Grêmio, ao comprar cada um dos produtos licenciados, mesmo que não estejam em  boa situação financeira, que fizeram dessa maravilhosa Instituição de Futebol a MAIOR DO SUL DO BRASIL?

Não serão esses mesmos gremistas (torcedores e dirigentes) “loucos e apaixonados” – PASSIONAIS – que ao comparecerem a todos os jogos, crendo sempre na vitória, mesmo diante de um time reconhecidamente superior, a RAZÃO maior para a grandeza do NOSSO Grêmio?

Tenho comigo uma única certeza: um gremista “passional”, sensível a ponto de chorar simplesmente por estar lembrando do jogo final de 1981, por pensar que, numa noite de dezembro de 1983, o seu Grêmio foi Campeão do Mundo, sempre estará numa relação “inteira e verdadeira” com a Instituição Grêmio; jamais se locupletará do clube; jamais usará a Instituição para qualquer projeto pessoal, por mais lícito que possa parecer.

Um gremista “verdadeiramente passional” terá tanto sentimento por seu Grêmio que dificilmente deixará de “planejar” um grupo de jogadores competitivos ou uma gestão onde cada função seja exercida por um sujeito que conheça a área, seja ele profissional ou “passional”.

Não quero com isso dizer que sou contrário ao “profissionalismo”. Sou a favor de um clube gerido por gremistas que se comprometam com o clube supervisionando profissionais (racionais) que sejam capazes para executar seus trabalhos, com ou sem remuneração!

A atual gestão elegeu-se prometendo “profissionalismo” e forte investimento no futebol (parceria é um braço do profissionalismo). Como resultado dessas promessas, temos um grupo desqualificado tecnicamente, um Gauchão e uma Libertadores jogados no LIXO e um Brasileirão escoando para o RALO.

Reflitamos então sobre que personalidades o Grêmio necessita para voltar a ser GRANDE, pois há mais de 10 (DEZ) anos os “racionais” vêm apequenando ao Grêmio e o desorganizando a ponto de, a cada Brasileirão, temermos ao REBAIXAMENTO.

Minha “passionalidade” diz: O GRÊMIO SEMPRE TERIA DE SER PROTAGONISTA!!
Antes de um gremista “racional”; antes de um profissional, o Grêmio necessita que haja COMPROMETIMENTO entre torcedores, sócios, dirigentes e conselheiros. Essa virtude decididamente hoje não existe!

Vitor Guilherme Ruschel
Sócio Passional Patrimonial
Matrícula 34646”.

Bookmark and Share

Comentários (9)

  • PEDRO GAUCHO diz: 14 de junho de 2011

    Muito oportuno o texto, mas minha opinião é curta e grossa: FORA ODONE e FORA RENATO. Um tá longe de ser um dirigente e o outro de ser treinador. Precisamos de profissionalismo. Nada de imortalidade, nada de paixão. Precisamos de um Presidente que trabalhe com inteligência e rapidez e de um treinador que não precise ter ataques de loucura a beira do campo. Lerdeza e folclore não nos levarão a lugar algum.

  • fernando diz: 14 de junho de 2011

    Disse tudo, o Imortal precisa de Coração dentro de campo, precisamos de verdadeiros gremistas comandando essa instituição tenho 19 anos nao tive o privilegio de ver o que o senhor viu mas como gremista apaixonado já sofri e me emocionei bastante, sentimento gratificante quando saimos vencedores, e mau-estar quando derrotados, pois bem temos que ter qualidade e coração um belo exemplo é andré lima que se intitula guerreiro imortal, a se tivessemos mais uns dois ou três guerreiros semelhante a este poderia sim ser diferente, libertadores, gauchao, faltou coração e por consequencia saimos fora.

    um grande abraço Wianey, certo de que ainda podemos algo nesse brasileiro!!!!

  • 482Ricardo diz: 14 de junho de 2011

    Colocação corretíssima…Isso é algo que jamais vou entender… Direção técnica e dirigentes sempre acham que o torcedor está errado…A frase mais usada é “nós é que conhecemos o dia-a-dia do clube”…Então se conhecem pq o time joga tão mal. Hj vi que Vinicius Pacheco foi dispensado. Será que ele é tão mais ruim do que o Lins?…Ou será pq ele estava apenas emprestado pelo Flamengo enquanto o Lins teve seus direitos federativos comprados?…Ah….os empresários é que escalam o time, certo?…E Escudeiro?…Outro que está só emprestado pelo Boca…arrebentou no primeiro Gre-nal da decisão, embora tenha sido expulso no final. Mas mesmo assim não dão sequência pra ele. Também estou cheio dessa baboseira. E não é só dez anos não…em 2001 ganhamos graças aos empresários que encheram o Olímpico de jogadores….e depois ficamos passando a sacolinha pra poder pagar a dívida….Coisa que vai acontecer com os colegas do beira-rio….Mas pelo jeito funciona né?….chamem os empresários…os verdadeiros donos do futebol….coloquem os jogadores que eles desejam e deixem os que têm vontade no banco ou na concentração…Saudades do Felipão…do Tite….do Mano Menezes….esses ouviam a torcida e escalavam os melhores….

  • jucimar diz: 14 de junho de 2011

    Parabéns Vitor Guilherme Ruschel
    Suas palavras refletiram perfeitamente minhas angústias com relação ao nosso clube , e fica a dúvida, ATÉ QUANDO?

  • Agostinho Andre diz: 14 de junho de 2011

    Companheiro gremita,meus parabéns, falou tudo o que eu sinto e falo para os meus amigos gremitas aqui da capital federal, é com gremistas assim que precisamos estar a frente do nosso grêmio de coração, obrigado.

  • RAFAEL FRANCISCO NEVES diz: 14 de junho de 2011

    Concordo plenamente com o Vitor Ruschel, e acrescentaria um detalhe relevante de que todos esses 10 ANOS sem títulos, 5 LONGOS ANOS são de Administração Racional do Sr. Paulo Odone, que conclusão podemos chegar disso???

    Este é meu medo e percepção das coisas que tem acontecido com o Grêmio. Desde que começou o Campeonato Brasileiro em 1971 o Grêmio até certo momento esteve entre os grandes, destacou-se nas décadas de 80 e 90 com a Patrola Tricolor.

    Mas o tempo passa, vejo que mudaram as regras e agora Flamengo, Santos, São Paulo tem quase 10 títulos brasileiros, e o Grêmio? Continua com os míseros 2 títulos, último em 1996, há 15 anos.

    Alguém lembra que o Coritiba e o Guarani foram campeões brasileiros? Que o Bangu chegou a uma final? Que estes times já foram cabeça-cabela com os “gigantes”?

    Esse é meu medo e percepção, um time, uma instituição dita “grande” não pode ficar 10 ANOS sem grandes títulos.

    Essa é a sensação, de um clube que está se apequenando a cada ano. Cada vez menor como time de futebol, cada ano menos relevante no cenário nacional, como Bahia, Guarani, etc…

  • Marlon Lagemann diz: 15 de junho de 2011

    Bom acho muito engraçado quando ODONE ganhou vinculava-se queele não queria RENATO como treinador,então quase toda torcida caiu em cima de Odone.Renato ganha 400 mil reais mensais e escala bisonhamente.Contratar por contratar não adianta,o Gremio contratou CARLOS ALBERTO com salario mensal de 280 mil,todo mundo sabe que a onde esse cara passa destroi vestiario.Quem indicou?RENATOOOOOOOO…

  • sidnei diz: 15 de junho de 2011

    gostaria que postasse o porque o borges desencanou a fazer gols no santos, era a passionalidade gremista que o influenciou a cobrar aquele penalti pro céu, ou dar a cotovelada pra curtir folga?

  • Glenio diz: 16 de junho de 2011

    Tamo frito em poca banha!

Envie seu Comentário