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Posts do dia 31 agosto 2011

Aditivo da arena gremista dá o que falar

31 de agosto de 2011 93

Peço aos torcenautas que prestigiam este blog, para que leiam com atenção o que dizem estes dois torcedores, um gremista e outro colorado, referindo-se a arena gremista e a reforma do Beira-Rio:

“Em ZH de hoje, no caderno de esportes, foi noticiada a ampliação do projeto Arena do Grêmio, com aumento da capacidade do estádio de 53 mil para 60.700 torcedores. Em troca, a empresa OAS passa a dividir a receita do estádio desde o seu início, enquanto o projeto original previa esta divisão a partir do sétimo ano.

Sempre fui simpático ao projeto. Todavia, esta notícia me causa muita preocupação. Primeiro, porque se divulga um aumento de 65 milhões no custo da obra. É relatado, ainda, que será o maior estádio do sul do país. Pergunto-me qual a necessidade de um estádio de 60 mil pessoas? Quantas vezes por ano será atingida esta capacidade? Ao que parece, esta alteração é mais um devaneio da rivalidade Gre-Nal. Justifica-se apenas para que possamos dizer que nosso estádio é maior que o deles.

Preocupa-me que dirigentes contraiam tamanha despesas para o clube, motivados por razões tão pequenas. Preocupa-me, ainda mais, que um projeto tão dispendioso, que consumirá tanta receita do clube, não tenha a devida atenção dos gremistas, a despeito das notícias veiculadas na mídia.

Espero que os dirigentes de hoje sejam lembrados pelo período em que o Grêmio precisar pagar esta conta (David Corrêa Dória)”.

Atentem, agora, para os cálculos apresentados por este torcenauta:

"Wianey, impossível não comentar: não é apenas nas obras públicas que se verificam absurdos e/ou descalabros, como o superfaturamento de obras. A única certeza que se tem, tratando-se de obras de grande porte no país, é que, independentemente da natureza pública ou privada da obra, as grandes construtoras sempre saem ganhando lucros exorbitantes, em detrimento de toda uma coletividade. O recém noticiado aditivo para Arena do GFPA é um exemplo: segundo as notícias publicadas nos meios de comunicação, a obra estaria orçada em R$450milhões de reais e a capacidade prevista para o estádio seria de 56.700 torcedores, o que significa, aplicando-se uma “regra de três simples”, que o Grêmio estaria arcando com um valor de R$7.936.507,93 ou aproximadamente oito milhões de reais para cada grupo de um mil torcedores, na proposta original.

Já pelo aditivo, o Grêmio estaria arcando com um valor de R$65milhões para mais 4mil novas vagas no estádio, o que significa, novamente aplicando-se uma “regra de três simples”, que cada grupo de um mil torcedores adicional custará ao GFPA o valor de R$16.250.000,00, ou seja, um pouco mais de R$16milhões.

Resumindo: as 4mil novas vagas no estádio custarão, proporcionalmente, mais do que o DOBRO do valor das vagas originais. Para ser mais preciso, as novas vagas custarão 204,75% [= (16.250.000,00 ¸ 7.936.507,93) X 100] a mais do que as antigas! É um absurdo!

Apenas para comparar, a variação acumulada do INPC desde fevereiro de 2007 (mês em que a OAS apresentou publicamente o projeto da Arena) totaliza um percentual de 28,08%! Isso significa que aludida variação percentual no valor das vagas da Arena equivale a 7,29 vezes (= 204,75% ¸ 28,08%) a variação da inflação cumulada desde a publicidade do projeto, medida pelo INPC-IBGE.

É por essa e outras que algumas notícias veiculadas na imprensa sobre a chamada “parceria estratégica” do Inter com outra grande construtora nacional têm me deixado apreensivo como colorado. Acho que seria de muito bom tom, se a Diretoria do SCI tornasse públicas as principais condições e exigências da empresa Andrade Gutierrez, antes de se comprometer contratualmente.

Em outro aspecto, creio que seria interessante se você publicasse algum comentário a respeito em sua coluna ou em seu blog, no intuito de alertar os gremistas mais incautos e desatentos para a dimensão do ônus que terão de arcar para possuir o maior estádio do Rio Grande do Sul por uma diferença de apenas 1.700 vagas, bem como para evidenciar a postura de tão “afável” e “despreendida” parceira estratégica (estou sendo irônico, é claro).

Atenciosamente, Tales Braun Pivatto”.

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Passaram a mão na cabeça do Diabo

31 de agosto de 2011 22

Felizmente, o silêncio dos inocentes é, muitas vezes, quebrado pela indignação. Torcenauta escreve manifestando suas inconformidades com relação aos episódios de vandalismo e violência ocorridos no último Gre-Nal:

“Wianey,
Muito obrigado por não ficar omisso em mais um capítulo sobre os marginais infiltrados na Geral.
Entristece ver que és o único a manifestar opinião lúcida sobre o assunto, estabelecendo as devidas relações com acontecimentos que precederam o de domingo e compõem o triste currículo desses vândalos. O silêncio e a inoperância da Justiça, clubes e da mídia deveria preocupar muito mais.
E ser motivo de alarme, pois pelo jeito só resta esperar a contagem regressiva para mais agressões e mortes.
De novo passaram a mão na cabeça do Diabo.
abraço - Paulo Câmera”.

A imprensa, Paulo, fez referência destacada aos fatos. Fico com os veículos da RBS que contemplaram espaços compatíveis com os acontecimentos. A Zero Hora, inclusive, titula a matéria sobre a punição imposta, classificando-a de branda. Trata-se, sempre, de um assunto árido, que não motiva as pessoas a destacá-lo em seus espaços. Pessoalmente, preocupa-se, especialmente, a esmagadora maioria de bons torcedores que sofrem constrangimentos e, até, suportam riscos de vida impostos por algumas centenas – não se tratam de meia dúzia, como se costuma dizer – de bandidos travestidos de torcedores. Saiba, Paulo, que não foram poucas às vezes em que esta gente ameaçou profissionais da imprensa que se atreverem a reprová-los. Normalmente, recebo e-mails de leitores e internautas que relatam fatos escabrosos, mas pedem para que sejam omitidos seus nomes e endereços por medo de represálias. Nestas ocasiões, sempre penso: e os jornalistas? Alguém pensa que andam armados e/ou protegidos por seguranças? Mesmo assim, cumprimos o nosso dever. Custe o que custar.

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