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Posts de agosto 2011

Aditivo da arena gremista dá o que falar

31 de agosto de 2011 93

Peço aos torcenautas que prestigiam este blog, para que leiam com atenção o que dizem estes dois torcedores, um gremista e outro colorado, referindo-se a arena gremista e a reforma do Beira-Rio:

“Em ZH de hoje, no caderno de esportes, foi noticiada a ampliação do projeto Arena do Grêmio, com aumento da capacidade do estádio de 53 mil para 60.700 torcedores. Em troca, a empresa OAS passa a dividir a receita do estádio desde o seu início, enquanto o projeto original previa esta divisão a partir do sétimo ano.

Sempre fui simpático ao projeto. Todavia, esta notícia me causa muita preocupação. Primeiro, porque se divulga um aumento de 65 milhões no custo da obra. É relatado, ainda, que será o maior estádio do sul do país. Pergunto-me qual a necessidade de um estádio de 60 mil pessoas? Quantas vezes por ano será atingida esta capacidade? Ao que parece, esta alteração é mais um devaneio da rivalidade Gre-Nal. Justifica-se apenas para que possamos dizer que nosso estádio é maior que o deles.

Preocupa-me que dirigentes contraiam tamanha despesas para o clube, motivados por razões tão pequenas. Preocupa-me, ainda mais, que um projeto tão dispendioso, que consumirá tanta receita do clube, não tenha a devida atenção dos gremistas, a despeito das notícias veiculadas na mídia.

Espero que os dirigentes de hoje sejam lembrados pelo período em que o Grêmio precisar pagar esta conta (David Corrêa Dória)”.

Atentem, agora, para os cálculos apresentados por este torcenauta:

“Wianey, impossível não comentar: não é apenas nas obras públicas que se verificam absurdos e/ou descalabros, como o superfaturamento de obras. A única certeza que se tem, tratando-se de obras de grande porte no país, é que, independentemente da natureza pública ou privada da obra, as grandes construtoras sempre saem ganhando lucros exorbitantes, em detrimento de toda uma coletividade. O recém noticiado aditivo para Arena do GFPA é um exemplo: segundo as notícias publicadas nos meios de comunicação, a obra estaria orçada em R$450milhões de reais e a capacidade prevista para o estádio seria de 56.700 torcedores, o que significa, aplicando-se uma “regra de três simples”, que o Grêmio estaria arcando com um valor de R$7.936.507,93 ou aproximadamente oito milhões de reais para cada grupo de um mil torcedores, na proposta original.

Já pelo aditivo, o Grêmio estaria arcando com um valor de R$65milhões para mais 4mil novas vagas no estádio, o que significa, novamente aplicando-se uma “regra de três simples”, que cada grupo de um mil torcedores adicional custará ao GFPA o valor de R$16.250.000,00, ou seja, um pouco mais de R$16milhões.

Resumindo: as 4mil novas vagas no estádio custarão, proporcionalmente, mais do que o DOBRO do valor das vagas originais. Para ser mais preciso, as novas vagas custarão 204,75% [= (16.250.000,00 ¸ 7.936.507,93) X 100] a mais do que as antigas! É um absurdo!

Apenas para comparar, a variação acumulada do INPC desde fevereiro de 2007 (mês em que a OAS apresentou publicamente o projeto da Arena) totaliza um percentual de 28,08%! Isso significa que aludida variação percentual no valor das vagas da Arena equivale a 7,29 vezes (= 204,75% ¸ 28,08%) a variação da inflação cumulada desde a publicidade do projeto, medida pelo INPC-IBGE.

É por essa e outras que algumas notícias veiculadas na imprensa sobre a chamada “parceria estratégica” do Inter com outra grande construtora nacional têm me deixado apreensivo como colorado. Acho que seria de muito bom tom, se a Diretoria do SCI tornasse públicas as principais condições e exigências da empresa Andrade Gutierrez, antes de se comprometer contratualmente.

Em outro aspecto, creio que seria interessante se você publicasse algum comentário a respeito em sua coluna ou em seu blog, no intuito de alertar os gremistas mais incautos e desatentos para a dimensão do ônus que terão de arcar para possuir o maior estádio do Rio Grande do Sul por uma diferença de apenas 1.700 vagas, bem como para evidenciar a postura de tão “afável” e “despreendida” parceira estratégica (estou sendo irônico, é claro).

Atenciosamente, Tales Braun Pivatto”.

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Passaram a mão na cabeça do Diabo

31 de agosto de 2011 22

Felizmente, o silêncio dos inocentes é, muitas vezes, quebrado pela indignação. Torcenauta escreve manifestando suas inconformidades com relação aos episódios de vandalismo e violência ocorridos no último Gre-Nal:

“Wianey,
Muito obrigado por não ficar omisso em mais um capítulo sobre os marginais infiltrados na Geral.
Entristece ver que és o único a manifestar opinião lúcida sobre o assunto, estabelecendo as devidas relações com acontecimentos que precederam o de domingo e compõem o triste currículo desses vândalos. O silêncio e a inoperância da Justiça, clubes e da mídia deveria preocupar muito mais.
E ser motivo de alarme, pois pelo jeito só resta esperar a contagem regressiva para mais agressões e mortes.
De novo passaram a mão na cabeça do Diabo.
abraço – Paulo Câmera”.

A imprensa, Paulo, fez referência destacada aos fatos. Fico com os veículos da RBS que contemplaram espaços compatíveis com os acontecimentos. A Zero Hora, inclusive, titula a matéria sobre a punição imposta, classificando-a de branda. Trata-se, sempre, de um assunto árido, que não motiva as pessoas a destacá-lo em seus espaços. Pessoalmente, preocupa-se, especialmente, a esmagadora maioria de bons torcedores que sofrem constrangimentos e, até, suportam riscos de vida impostos por algumas centenas – não se tratam de meia dúzia, como se costuma dizer – de bandidos travestidos de torcedores. Saiba, Paulo, que não foram poucas às vezes em que esta gente ameaçou profissionais da imprensa que se atreverem a reprová-los. Normalmente, recebo e-mails de leitores e internautas que relatam fatos escabrosos, mas pedem para que sejam omitidos seus nomes e endereços por medo de represálias. Nestas ocasiões, sempre penso: e os jornalistas? Alguém pensa que andam armados e/ou protegidos por seguranças? Mesmo assim, cumprimos o nosso dever. Custe o que custar.

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A festança de jogadores colorados

30 de agosto de 2011 60

No caso de alguns jogadores do Inter, a ressaca alegada para o baixo rendimento da equipe deve ser interpretada literalmente. Na sexta-feira, um titular colorado recebeu vários companheiros na sua casa, quando atravessaram a noite festejando o título da Recopa. Festa com direito a caminhão de cerveja e tudo. Sabem de uma coisa? O blogueiro não reprova, totalmente, a atitude destes profissionais. O problema está no calendário que os obrigou a disputar o título na quarta-feira e, já no domingo, voltar a campo para jogar um Gre-Nal. Ora, será que a rapaziada não tinha o direito de celebrar o seu feito? É normal que tenha corrido menos do que o Grêmio que treinou a semana inteira e concentrou na sexta-feira. A turma do Olímpico estava inteiraça. Mesmo assim, acho que é possível compreender a turma vermelha e relevar, nem que seja um pouquinho.

Único erro: desta vez, como a própria Justiça foi afrontada, a punição será pesada. Mas, a sugestão do torcenauta é, sem dúvida, valiosa.

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Como identificar e punir os marginais do futebol

30 de agosto de 2011 26

O Estatuto do Torcedor prevê severas punições para as torcidas organizadas que promovem desordens nos estádios. E as desorganizadas, o que se faz com elas? Um torcenauta, que pede para não ser identificado, pois se tornaria alvo físico destes delinquentes, apresenta uma interessante sugestão para resolver o problema:

“Wianey, bom dia.

Domingo, vendo novamente os absurdos protagonizados por “torcedores” dentro do estádio, me ocorreu uma questão: Por que não existe controle de acesso por identificação biométrica nos estádios? Acho uma perda de tempo proibir cerveja, torcida organizada, bandeiras e fogos de artifício, quando na verdade o problema é o livre acesso de vândalos que se dizem torcedores.

O que acontecerá com os torcedores detidos, após o Gre-Nal Pelo pouco que conheço de direito penal, acredito que será lavrado um termo circunstanciado, pagarão alguma multa, mas no próximo jogo estarão lá – sem identificação de torcida organizada, claro – cometendo as mesmas barbaridades. Corrijam-me se eu estiver errado.

Com o controle de acesso por identificação biométrica – já presente em órgãos públicos da capital, como o TRF – acredito que esse problema seria reduzido em muito.

A sistemática é deveras simples. No primeiro acesso ao estádio, cadastra-se o torcedor e, nos jogos posteriores, ele terá sua entrada submetida a esse controle.

O Estatuto do Torcedor já prevê pena de até três (três) anos de suspensão aos torcedores que pratiquem condutas de violência ou de desordem. O problema é que a legislação trata a questão das torcidas organizadas, quando, a meu ver, a questão deveria ser tratada de forma individual, até porque nem todos integrantes das organizadas são vândalos e nem todo vândalo faz parte de torcida organizada. A questão é tratada pelos arts. 39-A e 39-B do estatuto:

“Art. 39-A. A torcida organizada que, em evento esportivo, promover tumulto; praticar ou incitar a violência; ou invadir local restrito aos competidores, árbitros, fiscais, dirigentes, organizadores ou jornalistas será impedida, assim como seus associados ou membros, de comparecer a eventos esportivos pelo prazo de até 3 (três) anos.”

“Art. 39-B. A torcida organizada responde civilmente, de forma objetiva e solidária, pelos danos causados por qualquer dos seus associados ou membros no local do evento esportivo, em suas imediações ou no trajeto de ida e volta para o evento.”

Acho que a identificação biométrica seria uma grande ferramenta para a polícia poder dar efetividade à legislação vigente, afastando de uma vez por todas esses maus torcedores que prejudicam o espetáculo, o clube e até mesmo a reputação das torcidas organizadas, tantas vezes responsáveis por grandes espetáculos.

Estamos a três anos de sediar o mais importante evento esportivo mundial. Acho que esta é uma questão a ser, no mínimo, debatida.

OBS: Se tiver interesse em comentar a questão, peço que não divulgue meus dados”.

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Os frágeis ataque e defesa da dupla

29 de agosto de 2011 13

O Grêmio venceu o Gre-Nal com gols de Marquinhos e Douglas, dois meio-campistas. Faz tanto tempo que o time do Olímpico não ganha com gols de atacantes que até parece ter sido no século passado, a última vez. Exagero, claro. Mas, é fato incontestável que o ataque gremista é pífio, quase inofensivo. Já o problema do Inter está na sua defesa. Nos últimos sete jogos, o time sofreu 11 gols. É difícil a equipe colorada sair de campo sem ter sido vazada na sua defesa. Leandro Damião está obrigado a fazer mais de um gol, cada jogo, para o time ter chance de vencer. O ataque do Grêmio e a defesa do Inter são setores que comprometem as campanhas dos dois clubes.

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Vandalismo, dentro e fora do Olímpico

29 de agosto de 2011 21

Seja porque se drogam ou se embebedam até transbordar, vários torcedores gremistas voltaram a dar o toque negativo, no Gre-Nal. Começaram promovendo briga contra torcedores do próprio Grêmio, uma desavença entre torcidas organizadas que não acaba e nem recebe consideração adequada do clube. Mais tarde, tentaram invadir o Jecrim buscando liberar torcedores presos. Por fim, tumultuaram a vida de moradores das imediações, como relata este torcenauta:

“Wianey, peço para não divulgar nada do email nem meu nome, apenas mencione, se for tua avaliação, o problema.

Sou teu leitor e vou ser bem sintético, pois já outros reclamaram do mesmo problema. Dias de jogos no Olímpico viraram um inferno para os moradores da Rua Afonso Pena, que ficam acuados nas residências.

Vandalismo, bebedeiras e intimidações a quem mora ali, sobretudo para as mulheres, que são assediadas.

Em um prédio das redondezas, depois que chamaram a polícia e detiveram torcedores, alguns apartamentos foram apedrejados. Parece não ter limites a ação desses predadores. Danificam carros nas ruas, penduram faixas nos portões das casas e se batem inclusive com a Brigada, que não raras vezes vi passar intimidada e não querendo comprar briga.

Não tenho dúvida que é um efeito danoso da Lei Seca nos estádios, mas também de responsabilidade do Grêmio que não controla mais suas torcidas organizadas. Exemplo foi ontem, quando tentaram invadir o Jecrim para libertar colegas detidos.

O que dói é perceber que são filhos bem criados da sociedade. Fico me perguntando, sobretudo em jogos em dias de semana, de ter barbados com mais de 30 anos enchendo a cara à tarde antes de ir ao jogo. Certamente alguém trabalha para sustentar o vandalismo deles”.

Este blog publica o e-mail, apesar do pedido do torcenauta, cujo nome fica omitido, já que o blogueiro não pode relatar fatos que não presenciou. O testemunho do internauta, pois, é essencial. Fica a expectativa de que a Brigada Militar não se omita e contenha estes vândalos.

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Grêmio ganha o clássico de ponta a ponta

29 de agosto de 2011 13

Lances polêmicos em Gre-Nais são fatos corriqueiros. Ontem, entretanto, a arbitragem abusou do direito de errar. Na etapa inicial, aos 27 minutos, dois jogadores do Grêmio enfrentam Muriel. Possível impedimento não marcado. Na seqüência, Muriel é derrubado. Falta não anotada. Ato seguinte, Índio comete pênalti e, novamente, o árbitro não marca. Erro sobre erro. Na etapa final, 14 minutos, Mário Fernandes ultrapassa Muriel e é derrubado pelo goleiro. O árbitro não pune a jogada faltosa e ainda aplica cartão amarelo ao lateral gremista por pseudo lance de simulação. Aos 32 minutos, Índio atropela Escudero, na área. Mais um pênalti que, desta vez, o árbitro marca. A arbitragem atravessou o resultado do Gre-Nal. Calamitosa.

O Grêmio foi superior ao Inter em todos os fundamentos. Marcou melhor, acertou mais passes, pressionou mais e mostrou capacidade de superação 10 vezes maior do que o Inter. Se a vitória não tivesse sido gremista, teria sido uma anormalidade.

Desta vez, até Índio jogou mal, ele que vinha apresentando sintomas de recuperação. O Grêmio entrou pelos lados o jogo inteiro, evidenciando que também os laterais colorados fracassaram. No meio-campo colorado, só Elton jogou bem. Andrezinho afundou, Oscar não conseguiu jogar e Tinga não conseguiu acompanhar a velocidade do jogo. No ataque, revelou-se toda a imaturidade de Delatorre. Leandro Damião, muito bem marcado e sem companhia, foi outra figura apagada.

O Grêmio foi superior ao Inter do primeiro ao último minuto. Mereceu a vitória.

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Grêmio ganha o clássico de ponta a ponta

29 de agosto de 2011 1

Lances polêmicos em Gre-Nais são fatos corriqueiros. Ontem, entretanto, a arbitragem abusou do direito de errar. Na etapa inicial, aos 27 minutos, dois jogadores do Grêmio enfrentam Muriel. Possível impedimento não marcado. Na seqüência, Muriel é derrubado. Falta não anotada. Ato seguinte, Índio comete pênalti e, novamente, o árbitro não marca. Erro sobre erro. Na etapa final, 14 minutos, Mário Fernandes ultrapassa Muriel e é derrubado pelo goleiro. O árbitro não pune a jogada faltosa e ainda aplica cartão amarelo ao lateral gremista por pseudo lance de simulação. Aos 32 minutos, Índio atropela Escudero, na área. Mais um pênalti que, desta vez, o árbitro marca. A arbitragem atravessou o resultado do Gre-Nal. Calamitosa.

O Grêmio foi superior ao Inter em todos os fundamentos. Marcou melhor, acertou mais passes, pressionou mais e mostrou capacidade de superação 10 vezes maior do que o Inter. Se a vitória não tivesse sido gremista, teria sido uma anormalidade.

Desta vez, até Índio jogou mal, ele que vinha apresentando sintomas de recuperação. O Grêmio entrou pelos lados o jogo inteiro, evidenciando que também os laterais colorados fracassaram. No meio-campo, só Elton jogou bem. Andrezinho afundou, Oscar não conseguiu jogar e Tinga não conseguiu acompanhar a velocidade do jogo. No ataque, revelou-se toda a imaturidade de Delatorre. Leandro Damião, muito bem marcado e sem companhia, foi outra figura apagada.

O Grêmio foi superior ao Inter do primeiro ao último minuto. Mereceu a vitória.

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Gremistas: ouçam o legado musical de Rui Biriva

26 de agosto de 2011 6

Para animar o universo tricolor que anda cabisbaixo e desanimado. A homenagem deixada pelo inesquecível Rui Biriva:

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Colorados estão magoados com seu time

26 de agosto de 2011 59

Quando este blog recebe vários e-mails reiterando o mesmo tema, sorteio um deles e publico. É o caso:

“Pela segunda vez os colorados que estavam no Beira-Rio quando da conquista de um título internacional pelo clube, embora vitoriosos, saíram frustrados. Explico: encerrada a partida e recebida a justa premiação, os jogadores se dirigiram até a torcida organizada (cerca de 2.000 pessoas) que fica atrás da goleira do placar eletrônico. E lá comemoraram, com ela. E o resto do estádio (os outros cerca de 38.000 sócios/torcedores), que ficou aguardando a comemoração e a volta olímpica dos jogadores com o troféu, ficou a ver navios… Pois os jogadores não deram a volta olímpica. Assim como aconteceu após a final da decisão da Copa Sul-Americana, em 2008…

Pergunto: por que os jogadores não fazem a volta olímpica para que possam receber também o reconhecimento e os aplausos do restante da torcida, todos sócios  -  a maioria absoluta com “carteirinha vermelha”  -  que paga religiosamente suas mensalidades em dia, grande parte com débito em conta e que mantém contato com o clube somente nestas ocasiões? Mas ajuda a sustentá-lo e a pagar o salário dos jogadores?

A frustração na arquibancada, visível, era enorme. Afinal, a maior parte dos sócios nem freqüenta o estádio em dia de jogo (é do interior, quando não de outros estados). Mas mantém sua mensalidade religiosamente em dia.

No meu caso, doeu mais ainda porque do meu lado estavam pai e filha (de 14 anos), que vieram de São Miguel do Oeste (SC). Quase 8 horas de viagem. E a menina, desesperada, chorando porque queria ver de perto e aplaudir os jogadores do time do coração. Mas nem sinal deles… Limitarem-se a comemorar com as torcidas organizadas… Como se o resto do estádio não existisse…

Para a direção e jogadores refletirem sobre o assunto (Celso Fernando Karsburg)”.

Este blogueiro estava no Beira-Rio comentando o jogo pela Rádio Gaúcha e constatou, também, a descortesia praticada pelos jogadores colorados. Foi estranho que não tenha havido a volta olímpica, já que o estádio estava lotado e todos os colorados presentes não arredaram pé, felizes, querendo participar da festa de premiação. Que não se repita o mau exemplo. E que o capitão do time esteja mais atento, na próxima ocasião em que o Inter conquistar mais um título, no Beira-Rio.

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Desabafo para fazer Odone Refletir

25 de agosto de 2011 22

Nestes dias de sucesso colorado e apreensões gremistas, o que mais tem chagado à redação são e-mails enviados por torcenautas apaixonados pelo Grêmio e extremamente frustrados por tantos anos de desilusões. Correspondências como a que o blog publica, a seguir, que deveriam motivar os dirigentes do Grêmio a parar, pensar e, finalmente, elaborar um projeto de futebol para o clube:
“Sou um dos 60 mil sócios do Grêmio. Sócio rigorosamente em dia com suas mensalidades. Torcedor do Grêmio desde que nasci, há 39 anos. Meu filho acaba de ir dormir, chorando, perguntando ao pai porque só o Inter ganha títulos. Meu filho tem agora oito anos de idade. Jamais viu o Grêmio ganhar coisa nenhuma de importância. Em contrapartida, viu o co-irmão ganhar tudo, mais de uma vez. O que eu posso fazer? O que o Grêmio tem oferecido a nós, torcedores? Jamais deixarei de ser gremista, continuarei sendo sócio em dia… não vou quebrar a carteirinha, já vivi muitas coisas pra me desesperar por isso… mas, e quanto ao meu filho? O que o Grêmio tem feito por suas futuras gerações de torcedores? Quantos ainda vão “virar a casaca” e procurar um time que realmente os faça feliz? Criança não gosta de perder! A nós, o que resta? Torcer desvairadamente para o que o Grêmio não caia pela TERCEIRA vez para a segunda divisão? Em agosto, no meio do ano, só nos resta orar para não cair e, quem sabe, num lance de sorte, sermos campeões de alguma coisa ano que vem (sim, porque, em matéria de planejamento, somos um verdadeiro desastre)! Que os dirigentes do Grêmio parem um pouco e reflitam… deixem o ego de lado… sejam amadores, no melhor sentido da palavra. Representem dignamente a paixão de oito milhões de torcedores, antes que seja tarde! Pelo meu filho! Pelas futuras gerações, para que não se percam e deixem de saber o que é alegria e orgulho clubístico! Quero ser ouvido, quero ser respeitado, e não apenas entrar no balancete financeiro como um mero número na contabilidade do clube. Basta! Abraço do leitor, Rogério, Uruguaiana/RS”.
O Grêmio se transformará quando estiver morando na sua casa nova. Mas, quem agüenta esperar mais tempo para desfrutar a alegria de um título importante

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É possível parar Leandro Damião?

25 de agosto de 2011 5

Estes dias, para Celso Roth, devem estar atormentando o treinador gremista mais do que o clima bandido deste inverno. E Leandro Damião, certamente, é o fantasma que mais assombra Roth. A questão é simples: como parar o centroavante do Inter, no Gre-Nal de domingo? Tento me colocar no lugar de Celso Roth e não encontro uma solução que garanta, minimamente, que seja possível neutralizar Damião. Marcação dupla com um defensor no primeiro combate e outro na sobra? Lembremos, porém, que no primeiro gol marcado pelo centroavante, contra os argentinos, dois defensores se colocaram no seu caminho e Damião passou entre ambos. Marcação dobrada, portanto, não é garantia. Quem sabe destacando alguém – certa vez, o Grêmio escalou Jurandir para marcar Falcão, onde o craque colorado fosse – mas mesmo neste caso, haveria a estatura física de Leandro Damião. No segundo gol, contra o Independiente, ele se antecipa ao zagueiro, dá-lhe um drible de peito, deixando-o caído, e no instante seguinte, estava marcando o segundo gol do Inter. Penso, penso, penso e não encontro uma solução para conter Damião. Talvez a única saída para Celso Roth seja rezar,m torcer para que o centroavante colorado não esteja inspirado.

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Inter: campeão de tudo e mais um pouco

25 de agosto de 2011 16

Começou em 2006 e, de lá para cá, o Inter já conquistou oito títulos internacionais. Ontem, mais uma taça passou a integrar a galeria de troféus do clube. E, mais uma vez, um jogador se destaca como o grande artificie da conquista. Leandro Damião, marcando dois gols, saiu de campo como o grande herói da vitória. Nenhum atacante no Brasil está jogando tanto quanto Damião. A vitória foi, também, de Dorival Júnior, que soube atender ao bom senso escalando uma equipe equilibrada e vocacionada para a vitória. Oscar é outro vencedor que acumulou em poucos dias dois títulos internacionais.

O Inter comportou-se como um verdadeiro campeão. A defesa portou-se com autoridade, o meio-campo soube se impor aos argentinos e o ataque funcionou com Damião e a parceria promissora do garoto Dellatorre. É imperioso registrar, igualmente, a atuação madura do garoto Elton, hoje um volante inquestionável e titular absoluto do meio-campo.

A torcida lotou o Beira-Rio, fez festa e comemorou intensamente o bicampeonato da Recopa. A volta olímpica aconteceu e foi acompanhada com emoção por Fernandão, o diretor-executivo que voltou para viver novamente a alegria de um título. Na cabina da Gaúcha, o goleiro Clemer, campeão de tudo, mal conteve a emoção vendo em campo o time guerreiro e vencedor do seu tempo. Agora, o Gre-Nal, com o moral nas alturas.

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Dorival implanta transparência no Beira-Rio

24 de agosto de 2011 13

E quando ninguém mais esperava, surge um treinador que não pratica o sigilo pelo sigilo. Dorival Júnior surpreendeu os repórteres quando, após o treinamento com portões fechados, ontem, explicou que precisava de privacidade para treinar cobranças de faltas e pênaltis. Nada mais justo e compreensível. E, em seguida, desfiou a escalação que mandará a campo, esta noite, nome por nome. Não deixou uma única dúvida. Trata-se de um treinador que respeita o consumidor de futebol. Quem vai ao estádio ou paga para assistir pela televisão, tem o direito de conhecer o que está pagando para ver. Engana-se quem pensa que esta é uma reivindicação da imprensa. Os jornalistas apenas querem passar para os seus ouvintes, telespectadores, internautas e leitores a informação correta. Mas, se a necessidade de especular os leva a errar, tudo bem, quem perde é o consumidor. Dorival Júnior respeita o torcedor e esta posição merece ser saudada.

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Vem aí o retrancão argentino

23 de agosto de 2011 5

Está anunciado que o Independiente entrará em campo, amanhã, preparado para impedir que o Inter marque gols. Segundo informações que circulam na imprensa argentina, o Inter terá que superar uma baita retranca. Para ter sucesso, o time de Dorival Júnior terá que entrar em campo sob dois sentimentos prioritários: paciência e vocação para atacar. Será difícil concordar com Dorival se, para acomodar os mais destacados jogadores, ele escalar apenas Leandro Damião, no ataque. O jogo de amanhã, definitivamente, não recomenda que o Inter jogue no 4-5-1.

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