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Posts do dia 29 setembro 2011

Escasseou a grana no Beira-Rio

29 de setembro de 2011 61

Clube de futebol é assim: quanto mais aumentam suas receitas, maiores são as despesas. A explicação passa, quase sempre, por gastos desnecessários com contratações caras e imprestáveis. Nestes últimos anos de glorias esportivas, o Inter transformou a venda de jogadores em receitas ordinárias. Quando não vende, entra em crise financeira. Aod Cunha foi contratado para suprimir esta lógica. Tentou enquadrar o clube à condição de empresa mas saiu escorraçado pela incompreensão amadora dos dirigentes. Aod pretendia libertar o clube desta nefasta necessidade de, todos os anos, ter que vender suas estrelas. Não conseguiu. Giovanni Luigi, presidente da hora, anuncia que as finanças do Inter estão no limite. Até dezembro, poderão ocorrer atrasos em alguns pagamentos. Depois, terá que acontecer a venda de Leandro Damião ou Oscar. Não tem jeito. A situação é quase inverossímil, considerando que o Inter tem, hoje, um dos quadros sociais mais numerosos do mundo. As receitas com a televisão também engordaram bastante nos últimos tempos. Mesmo assim, a necessidade de negociar craques segue igual a que se verificava quando o número de sócios era 10% do atual e a TV pagava menos. O Inter mantém uma equipe cara que, dentro do campo, não expressa os investimentos do clube. Começam aí as explicações. O Inter gasta muito com contratações de qualidade duvidosa. Não seria difícil implantar uma política racional de gastos, sem comprometer a qualidade do time. Impossível. Não permitiram que Aod Cunha, conceituado economista, saneasse os gastos do Inter, permitirão que Luigi o faça?

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Politicagem atrasa a vida da Dupla

29 de setembro de 2011 24

Este blog recebeu e repassa e-mail enviado pelo torcenauta Leo Lewgoy no qual ele lamenta que a política provinciana de Inter e Grêmio e o amadorismo dos dirigentes estejam atrasando o desenvolvimento dos dois grandes clubes:

“Caro amigo Wianey!

Li, sábado, a tua coluna, gostei muito, tanto que me inspirou ate escrever o que segue:

Sou um estudioso do Marketing esportivo e principalmente do São Paulo e do Corinthians, por conhecer o Luiz Paulo Rosemberg, vice do clube da Fazendinha.

Guardada as proporções de um Estado e de outro, cheguei a conclusão que enquanto existirem dirigentes da Dupla que não permitam a cor azul ou vermelha em seus uniformes, vide as cores da Coca trocadas do vermelho por preto e o Banrisul azul por branco, o bairrismo nunca vai ultrapassar Criciúma e permitir que a marca Grêmio ou Inter chegue com força aos grandes Centros do País. Sempre seremos chamados de “os Clubes do Sul”.

Os Vices de Marketing da dupla apesar de suas comprovadas competências, ficam sujeitos as decisões amadorísticas de dirigentes que lidam com a paixão e não com a razão. Enquanto o São Paulo construiu e já faz anos um moderno centro de fisioterapia, um dos mais modernos do mundo, onde se tratam atletas de toda America Latina e que trazem grandes rendimentos ao clube, o meu colorado e o clube da Azenha colocam fortunas em atletas que fazem o come e dorme diário. Não é de hoje, mas há mais de 10 anos que a política de contratações está equivocada porque 10 meses de salário de um Wilson Matias ou de um Gabriel pagam a construção de um Centro desses. Indago: o lucro é de quem? E o prejuízo fica com o Clube e conseqüentemente com seus sócios

O Rio Grande do Sul está ao lado do MERCOSUL e possui profissionais nesta área seguramente entre os melhores do MUNDO . Enquanto o São Paulo e o Corinthians arrecadam e cobram fortunas por um camarote, negociam com grandes empresas e até vendem jogo a jogo, vendem poltrona a poltrona individualmente, nossos clubes cobram uma ninharia e não valorizam a área mais nobre do estádio, entram nas dependências dos camarotes, sem nenhum controle apurado, onde o ingresso é individual o que deveria por conseqüência ser valorizado.

Enquanto os clubes paulistas investem em shows internacionais, os nossos clubes não permitem que se pise no gramado, destinado exclusivamente ao futebol. Áreas nobres como o gigantinho são alugados para shows por pequenos valores fazendo a alegria das produtoras de shows.

Hoje circulam pelos dois clubes mais de 2 mil pessoas diariamente e o que fica de receita para o clube? É inconcebível que clubes um com quase e outro com mais de 100 mil sócios, fiquem presos as tradicionais cornetas de dirigentes amadores. Por que não criar uma central de visitas que colocasse pacotes a disposição dos visitantes dos 2 estádios?

A política clubística atrelada a vaidade de nossas dirigentes ainda vai trazer grandes prejuízos aos nossos dois clubes. No caso do Inter é flagrante que enquanto ocorreu a união política de todos, ganhamos tudo. Nenhum treinador ganhou tudo, mas ganhou tudo o que foi possível a equipe de trabalho, até que a cisão das ultimas eleições que por vaidades afastaram colorados competentes e que desenvolviam um trabalho com muito profissionalismo.

Isto é comprovado com o episódio Mazembe (a direção já estava dividida antes dos jogos do Mundial) onde as discordâncias eram gritantes e agressivas e as vaidades aguçadas entre os dirigentes.

Todos sabemos que num Estado dividido em um eterno Gre-nal a união de ambos é necessária vide as negociações do Gauchão. Chega de projetos teóricos, nada sai do papel em nosso clubes em nome das políticas clubísticas. O que um grupo cria o outro destrói, não concretizando projetos já elaborados.

A rivalidade é saudável! Há crescimento, mas acredito que daqui alguns anos isto não será mais possível e ai os clubes vão viver do que? Novamente da ação entre amigos. Ambos estão entregando suas receitas para os próximos 20 anos para quem? Em nome de 4 jogos do Mundial ?

Nossa sorte é que Flamengo e Corinthians ainda dormem e não acordaram na questão do quadro social.

Como previa Napoleão e já está acontecendo....:

Quando os amarelos (chineses etc...) acordarem o mundo irá tremer!!!

Não sou Napoleão, mas digo: acorda Dupla Gre-nal!

Abraços

Leo Lewgoy

Sócio e conselheiro colorado”.

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A primeira grande vitória de Mano Menezes

29 de setembro de 2011 24

Enfim, vitória sobre uma seleção tradicional. Mesmo que Brasil e Argentina não contassem com jogadores que atuam na Europa, principalmente, tratava-se de um dos maiores clássicos do futebol mundial e o Brasil venceu, sem merecer questionamentos.

O time de Mano Menezes foi superior e o jogo teve em Bruno Cortez, lateral-esquerdo, a melhor figura do jogo. Participou dos dois gols brasileiros. Neymar alegrou a torcida com dribles surpreendentes e marcou o seu gol. Lucas também fez o seu. E Mano festejou sua primeira grande vitória.

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