Luís Fernando Galvão dos Santos é médico, gremista, admite que sua saúde emocional não vai bem e tem um diagnóstico: síndrome de abstinência de títulos. Ele escreve:
- O segredo das campanhas e times vitoriosos do Inter, na última década, não seria uma forma de gerir o clube mais moderna dos seus dirigentes, enquanto no Grêmio seus comandantes ainda se apegam apenas ao estilo heróico, imortal e de caráter epopéico, vitorioso de décadas passadas, mas que nem sempre é garantia de sucesso? Não seria tempo de sangue novo no Grêmio com idéias novas de gestão? Enfim, porque o Grêmio não dá certo? De um gremista com síndrome de abstinência de títulos, conclui.
Não existe apenas uma explicação para a falta de grandes títulos, no Olímpico. São várias as justificativas. Começam pelo modelo de administração, gestão financeira, planejamento alongado, política de futebol, etc. Falta de tudo um pouco. Porém, certamente, crendices do tipo que acredita em imortalidade, não ajudam na recuperação. Pelo contrário, retardam a reabilitação porque anestesiam a consciência crítica. Os anos vitoriosos do Grêmio, décadas de 1980 e 90, não aconteceram, exclusivamente, pela combatividade das equipes formadas neste período ou por efeito da dita “imortalidade”. Os times eram formados por excelentes jogadores, por isso venciam. A fé no sobrenatural se enraizou de tal forma no universo gremista que André Lima “batizou-se” de Guerreiro Imortal. Por quê? Em nome de quê?



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