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Posts de outubro 2012

Filho de Zveiter repete o pai

31 de outubro de 2012 65

Em 2005, o presidente do STJD era o pai do atual comandante daquele tribunal. Aquele ano entrará para a história como sendo a temporada em que 11 jogos foram anulados “por suspeita de contaminação”. A decisão, praticamente, deu o título ao Corinthians tirando-o do Inter.

Agora, o Zveiter filho ordenou que a CBF não homologue o resultado do jogo entre Inter e Palmeiras até o recurso do clube paulista ser julgado. O procurador do STJD, Paulo Schmidt, já anunciou que votará contra a impugnação do jogo, por falta de provas contundentes de que houve influência da televisão na anulação do gol.

Enquanto o caso não se resolve, o Inter cai da quinta para a sétima posição (parece 2005). E agora, os jogadores colorados que deveriam cumprir suspensão contra o Náutico, domingo, poderão jogar? Se não puderem e o jogo com o Palmeiras tiver que ser jogado outra vez, o Inter ficará com o prejuízo sem ter contribuído para a confusão? Essa família Zveiter…

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Importante: Grêmio venceu sem levar gol

31 de outubro de 2012 20

O Grêmio precisou fazer muita força para superar o bom time do Millionarios. Venceu por um a zero, não correu riscos, mas também não garantiu mais do que uma vantagem mínima para o segundo jogo, em Bogotá.

Começar o jogo sem Elano e com Souza no banco retirou do Grêmio a qualificada articulação ofensiva que a equipe tem. Marcelo Moreno, mais uma vez, teve desempenho pífio.

Vanderlei Luxemburgo também teve jornada de pouca inspiração, fazendo substituições, no mínimo, estranhas. Para manter o hábito, substituiu Leandro quando Moreno estava pior. Mas, importante era vencer e o Grêmio venceu.

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Futebol expõe desonestidade explícita

29 de outubro de 2012 81

Que todos os árbitros envolvidos no jogo entre e Palmeiras não tivesse visto o toque de mão de Barcos, é aceitável embora improvável. Que a correção tivesse vindo do quarto árbitro após consulta, direta ou indireta à televisão, caracterizando uma irregularidade, também não deve causar escândalo.

Inaceitável foi o comportamento de Barcos, dos seus companheiros, dirigentes e comissão técnica do Palmeiras. Brigaram, reclamaram, ameaçaram e até xingaram na defesa da desonestidade de Barcos, ou ele não teria sentido sua mão tocar na bola? Os dirigentes do Palmeiras até poderiam tentar a anulação do jogo no STJD, alegando erro de direito, mas não se justificou a baderna que provocaram após a anulação do gol fraudulento de Barcos.

O futebol brasileiro não é pior e nem melhor do que a sociedade. Quando desejamos obter vantagem, raramente rejeitamos a ilegalidade que nos beneficia. Permita-se espaço para as exceções. Barcos deveria convocar uma entrevista coletiva e pedir perdão pela fraude para a qual buscou aprovação da arbitragem. O seu comportamento após a marcação do gol foi muito pior, do ponto de vista moral, do que a irregularidade cometida.

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O Grêmio só tem meio ataque

25 de outubro de 2012 47

Vanderlei Luxemburgo está com pressa. Ele quer acertar logo a sua permanência no Olímpico e começar, imediatamente, a caça a reforços para a próxima temporada. Não sei para quais posições Luxemburgo quer contratações, mas acredito que seriam necessários mais dois atacantes. Não apoio esta certeza apenas no jogo de ontem, contra o Barcelona. Levo em conta as atuações de Marcelo Moreno e Kleber nos últimos 10, 15 ou 20 jogos.

Salvos em escassas oportunidades, Moreno esteve bem. Na grande maioria dos jogos, o centroavante voltou a ser aquele jogador sem explosão, velocidade e gana de finalização que passou a ser após a carraspana que lhe passou Luxemburgo. O efeito deste remédio, porém, passou rapidamente e Moreno regrediu, outra vez.

Quanto ao Kleber, basta investigar como foi a sua carreira, até hoje. As oscilações estão presentes na vida profissional do atacante. Breves períodos de bom futebol e outros, maiores, de desempenhos insatisfatórios. Somando Marcelo Moreno e Kleber, o Grêmio fica com meio ataque. Para disputar grandes títulos na arena, o time precisará de atacantes bons e mais constantes.

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Aperto inesperado no Olímpico

25 de outubro de 2012 15

Não era o Barcelona original mas, mesmo sendo o genérico equatoriano, impôs grandes dificuldades para o Grêmio sair de campo classificado para a fase seguinte da Copa Sul-Americana. Os 14 mil gremistas que foram ao Olímpico sofreram até o último segundo de jogo.

Definitivamente, ninguém esperava um empate no Olímpico. Parecia que este seria o resultado mas Zé Roberto implodiu, no final, o placar de igualdade. Mais uma vez Kleber jogou muito pouco. Porém, Marcelo Moreno foi ainda pior. O Grêmio empatou com gol contra. Também vale. O que importava era passar de fase e o Grêmio passou.

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Inter ganha e dá show em São Januário

25 de outubro de 2012 12

A noite foi de Forlán com os seus dois gols, mas foi, também, de D’Alessandro. É possível que tenha sido a melhor performance do argentino desta temporada. D’Ale fez de tudo: lançou, passou, marcou e comandou o Inter. Um desempenho inesquecível. E Forlán, finalmente, desencantou. Recebeu dois presentes de D’Alessandro e aproveitou ambos.

Desta vez o Inter foi guerreiro e decidido a não entregar a vitória. O Vasco, na etapa final, não teve uma única conclusão contra o gol de Muriel. A defesa que, no início do jogo, chegou a preocupar, vestiu armadura e não permitiu ao Vasco ameaçar Muriel. Grande vitória colorada. E com direito a show.

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Luxemburgo aceita treinar o Inter

24 de outubro de 2012 58

Na entrevista coletiva concedida por Vanderlei Luxemburgo, ontem à tarde, um repórter perguntou se ele teria algum problema em treinar o Inter. Resposta do Luxa:

- Se você recebesse proposta de outra rádio, aceitaria? A minha resposta é a mesma tua, resumiu o profissional.

Fábio Koff já disse e repetiu que Luxemburgo é o treinador que deseja para 2013. Especula-se, entretanto, que Luiz Felipe Scolari seria o preferido do novo presidente. A cogitação de que Luxemburgo é desejado no Beira-Rio não tem fonte determinada. Possivelmente seja mais desejo do que intenção. Mas, fica claro, desde já, que o treinador do Grêmio é um profissional que não se negaria a trabalhar em qualquer clube, inclusive o Inter.

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Inter trata mal os seus ídolos

24 de outubro de 2012 48

Fernandão é apenas mais um dos ídolos colorados a ser maltratado pela torcida. As pichações feitas nas imediações do Beira-Rio, pedindo a demissão de Fernandão, demonstram que mais uma legenda do clube está na frigideira.

Não acontece pela primeira vez. Figueroa, ídolo dos anos de 1970, foi repatriado para treinar o time. Foi mal e acabou despachado pelo clube após reação negativa da torcida.

Dunga, formado no Beira-Rio e consagrado no mundo, salvou o Inter de um rebaixamento mas nem por isso foi poupado. O Inter o demitiu sem qualquer deferência.

Falcão, recentemente, fazia um trabalho interessante como treinador da equipe quando foi dispensado, sem explicações. E agora, chegou a vez de Fernandão, ídolo colorado da Libertadores e do Mundial de Clubes mas, como treinador, um alvo cada vez mais visado pela torcida.

O Inter trata mal os seus ídolos. Talvez devesse parar de tentar transformá-los em treinadores da equipe.

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Colorado alerta: a história irá cobrar

23 de outubro de 2012 15

Politicamente, o Inter está rachado e não se vislumbram indícios de que o panorama possa mudar. A reforma do Beira-Rio, em vez de unir as forças políticas do clube, colocaram ilustres campanheiros em campos opostos. Vitório Pifero, agora na Oposição, é o mais destacado destes dissidentes. E tudo por efeito da radicalização de posições sobre o modelo de administração da reforma do Beira-Rio. Sobre a divisão política do Inter, o torcenauta Paulo Bandeira dos Santos escreveu:

“A torcida sempre teve memória curta. Principalmente se o trabalho da diretoria não trouxe títulos durante o mandato. Isso não mudará. As pessoas que estão na atual direção, as que já estiveram e as que a almejam estão em lados opostos agora, mesmo já tendo trabalhado juntos em outras gestões. As recentes mágoas alimentadas pelas demissões recentes de treinadores e diretores de futebol, indicados por um e outros atrapalharam somente ao Inter, não aos grupos internos. Os movimentos políticos dentro do Clube são saudáves para a democracia e para a troca de comando de outras vertentes. O problema é que essas pessoas que são chaves dentro das chapas não conseguem sentar e ver somente o INTER. Infelizmente irão se debater, se dividir e se enfraquecer somente para bancar seu direito de concorrer pensando única e exclusivamente no SEU modelo de gestão, não interessando se o trabalhos dos “perdedores competentes” possam

auxiliar na nova diretoria. A história irá cobrar. O INTER está na mão deles. ELES serão os responsáveis por levar novamente o Inter ao lugar que merece ou deixar assim mesmo, do jeito que está, porque pior acho difícil. Nós cobraremos, nós teremos o dever de cobrar por que nós somos os únicos passionais de verdade, sem interesses pessoais”.

Infelizmente, Paulo, esta é a realidade incontornável nos clubes de futebol, com rápidos lapsos temporais. Observe Grêmio, Palmeiras, Flamengo e os demais clubes brasileiros. Todos divididos mais pelas vaidades pessoais do que pela disputa de idéias. O Inter não é diferente.

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Arena gremista, pronta em dezembro?

23 de outubro de 2012 49

Não há quem não se deslumbre ao passar pela Arena do Grêmio. A beleza e o gigantismo da obra arrancam exclamações do observador. Majestoso, o novo estádio brotou da terra com uma velocidade improvável.

Entretanto, a inauguração está marcada para acontecer em menos de 50 dias e a sensação de quem admira a arena, trafegando pela auto-estrada, é a de que será impossível concluir os trabalhos em tão pouco tempo. Esta, porém, é a impressão de observador leigo.

A OAS já garantiu que as obras estarão concluídas para a inauguração. Mas, não seria a primeira vez que um cronograma não se completaria nos prazos previstos. Independentemente da questão envolvendo data de inauguração, é preciso amarrar um babador no pescoço quando se passa pela arena gremista. É uma obra para encher de orgulho todos os gaúchos.

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Anunciado que Piffero pode voltar

22 de outubro de 2012 17

Antes, Vitório Pifero era anunciado que seria um colaborador do Departamento de Futebol do Inter, caso Luiz Antônio Lopes vencesse a eleição que se aproxima. Hoje, o candidato a presidente comunica em Nota Oficial que Pifero será o vice-presidente de futebol se Lopes for eleito presidente. Pifero foi, possivelmente, o melhor comandante de vestiário desta década de conquistas coloradas. Implantou um regime de disciplina rígida e introduziu a política de contratos longos.

O anúncio que será o manda-chuva do vestiário e não um simples assessor repercutirá favoravelmente à chapa liderada por Luiz Antônio Lopes. Porém, é preciso levar em conta que a presença de Pifero na eleição só terá peso significativo se a chapa de Lopes passar pela cláusula de barreira, isto é, obtiver 25% dos votos no Conselho Deliberativo. Neste momento, sem alianças com outros movimentos, é grande o risco de não haver segundo turno na eleição colorada.

Antes, Vitório Pifero era anunciado que seria um colaborador do Departamento de Futebol do Inter, caso Luiz Antônio Lopes vencesse a eleição que se aproxima. Hoje, o candidato a presidente comunica em Nota Oficial que Pifero será o vice-presidente de futebol se Lopes for eleito presidente. Pifero foi, possivelmente, o melhor comandante de vestiário desta década de conquistas coloradas. Implantou um regime de disciplina rígida e introduziu a política de contratos longos. O anúncio que será o manda-chuva do vestiário e não um simples assessor repercutirá favoravelmente à chapa liderada por Luiz Antônio Lopes. Porém, é preciso levar em conta que a presença de Pifero na eleição só terá peso significativo se a chapa de Lopes passar pela cláusula de barreira, isto é, obtiver 25% dos votos no Conselho Deliberativo. Neste momento, sem alianças com outros movimentos, é grande o risco de não haver segundo turno na eleição colorada.

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Fábio Koff volta em grande estilo

21 de outubro de 2012 21


A eleição folgada de Fábio Koff tem explicação simples e definitiva: o torcedor gremista relaciona o nome Koff às mais importantes vitórias da história do Grêmio. E o Grêmio não ganha coisa alguma há 10 anos. Koff derrotou a CBF, por que não haveria de vencer uma eleição no seu clube? Por maior que tenha sido o esforço para apagar as conquistas gremistas com Koff no comando, a memória agradecida do associado retribuiu com votos o seu reconhecimento. A missão do novo presidente não será fácil. O sofrido torcedor gremista espera dele as grandes conquistas que já foram rotina no Grêmio. Paulo Odone, o grande derrotado desta eleição, ainda terá o consolo de inaugurar a Arena Tricolor. Mas será de Fábio Koff a prerrogativa de disputar competições importantes no novo estádio, a partir de 2013. Ah, o recorde nacional de número de votantes em eleição de clube continua sendo colorado. Foram 16.924 eleitores em 2010 contra 13.491, nesta eleição.
Paulo Odone reconheceu a derrota antes de a Comissão Eleitoral anunciar o resultado. E justificou ter sido derrotado por uma legenda chamada Fábio Koff. Absolutamente certo.

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Derrotas detonam situação colorada

18 de outubro de 2012 51

As eleições do Inter, marcadas para dezembro, poderão seguir o clima desolador do time. A série de insucessos de campo implodiram as possíveis candidaturas do grupo situacionista. Giovanni Luigi teve atuação destacada em diversos momentos da sua administração, mas a última imagem é a que fica e o final da sua gestão, no que diz respeito ao futebol, é dolorosa, simplesmente.

O presidente colorado anuncia nas próximas horas se aceita concorrer à reeleição. Será que Luigi se animaria a pedir votos aos associados do clube depois da participação desastrada do clube no campeonato? Mas, poderá ser pior. Se o presidente não quiser concorrer, qualquer outro representante da Situação, principalmente Luciano David, responsável pelo futebol do clube, estarão destinados à derrota. Restará, nesta eleição, a participação de Vitório Pifero, nome que desequilibra o pleito.

Correm informações de que Pifero seria o candidato à presidência, pela Oposição. Se for, é imbatível. Só Fernando Carvalho seria capaz de enfrenta-lo com chance de vitória. Mas Carvalho tirou o time de campo, não quer nem ouvir falar em cargo na direção do Inter.

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Emoção e frustração de um torcedor

17 de outubro de 2012 48

Reproduzo, a seguir, o e-mail que este blog recebeu de um torcenauta. No fim, deixo a opinião do blogueiro sobre o assunto:

“Prezado Wianey

Parte de mim chora de frustração e parte de mim sorri alegremente; explico: A parte alegre da história é que em 1977 eu tinha 5 anos de idade e meu pai me levou pela primeira e única vez ao estádio olímpico para ver o Grêmio, que depois veio a ser meu time do coração. Lembro que o goleiro do Grêmio era o Manga e tinha um negrinho que depois de fazer gol virava cambalhota, o André Catimba. Foi minha única vez que estive em um estádio de futebol.

Nunca mais botei meus pés em um estádio, porque na época meu pai e meu falecido avô diziam que era perigoso e realmente acho que era, pois era no tempo em que os soldados da Brigada Militar usavam capacete branco e as torcidas eram misturadas e sempre dava briga. Fui proibído e cumpri as ordens de meus pais até o dia do jogo Grêmio e Cruzeiro, ou seja, levei 34 anos para voltar ao Olimpico para me despedir dele.

A minha volta ao estádio foi motivada pela campanha do Grêmio que muitas e muitas vezes vi suas conquistas apenas pela tv e via aquela festa toda e tinha muita vontade de estar lá, mas fiquei com as ordens e a imagem de 1977 na memória. Eram tempos de repressão e talvez isso tenha motivado meus pais a me proibirem de ir ao estádio.

A segunda maior motivação foi o Sala de Redação que escuto no mínimo há uns 20 anos. E nos últimos tempos escutando os debates e os comentários de vocês, realmente me motivei a retornar ao estádio.

A outra motivação foram meus amigos gremistas que me infernizaram a vida e acabaram me levando ao estádio.

Comprei minha camisa nova em folha, pois minha camisa era aquela que eu ganhara de meu pai quando eu tinha  cinco anos e acho que está na casa de minha mãe. Naqueles tempos não se podia usar camisa de time na rua, não que fosse proibido por Lei, mas era motivo de confusão e brigas. Então eu não usava.

Reunimos a turma, saímos de Caxias do Sul e fomos a POA. Eu estava entusiasmado, alegre, tanto ou mais feliz  de quando eu tinha 5 anos de idade. Quando eu vi o bandeirão do Grêmio de longe pela Av. José de Alencar me arrepiei e comecei a chorar de felicidade, eu de camisa nova com meus amigos e aquela atmosfera espetacular sem confusão, torcedores educados, respeitosos eu fiquei maravilhado com tudo aquilo.

Entrei no estádio não levei um empurrão, um pisão no pé. Então dei-me conta de que as coisas haviam mudado, como os meus amigos tinham me dito, mas eu não acreditava. Sim as coisas mudaram e para melhor, muito melhor.

Os policiais da Brigada foram cordiais o tempo todo com todos os torcedores.

Eu me surpreendi quando eu vi uma casal de idade bem avançada de mãos dadas na arquibancada,  um pai com suas filhas gêmeas de mais de 5 anos de idade, as mulheres foram respeitadas. Juro nem em sonho eu imaginei uma coisa dessas.

Confesso que eu estava tenso eu não queria ser pé-frio diante de meus amigos e de mim mesmo. Gritei, pulei, cantei uma emoção diferente que eu nunca havia sentido na vida.

Retornamos para casa tranquilos, sem contra-tempos. Cheguei em casa, fui direto para internet e me associei ao Grêmio.

Estava feliz até o último domingo quando veio a frustração. Achei que tinha me arrependido de ter me entusiasmado em demasia.  Todos os dias , como faço há mais de 20 anos, escuto O Sala de Redação. Eis que surge o assunto que escuto no sala em todo final de campeonato ou de uma competição, o famigerado “erro de arbitragem”. Cabe, aqui, um parênteses. Quando eu e meus amigos estavamos indo para POA, um dos meus amigos me comentou que se soubessemos tudo o que acontece nos bastidores do futebol não torceríamos mais. Fiz de conta que não escutei, e eu não queria escutar o que ele disse ou insinuou. Eu queria estar de volta ou estádio e ponto final. Tudo era festa, para mim.

O assunto veio á tona durante esta segunda e terça-feira no Sala, por isso eu estou te escrevendo e obrigado por me colocar de volta a realidade, pois existe um lado sombrio e perverso do futebol que é a manipulação do resultado através da arbitragem. Não culpo os integrantes do Sala por ter comentado este assunto no programa, eu é que sou imaturo como torcedor. Infelizmente, o torcedor tem que ser maduro para entender qual o “jogo” que está sendo jogado.

Sim, já tivemos episódios no passado de árbitro que foi banido do futebol, porque estava envolvido com esse tipo de escândalo e com casas de apostas.

Ora se existiu mensalão neste País, eu não duvido mais de nada, eu só inocentemente achei que no futebol não havia mais maracutaia, mas há.

Temos que lançar uma campanha para que não haja manipulação de resultado pelos árbitros, para não tirar o brilho, a emoção e a alegria do torcedor.

É essa parte de mim que chora.

Foi emocionante, contagiante voltar ao estádio depois de 34 anos e sentir aquela energia.

Um grande e forte abraço.

André Belardinelli Brustolin”.

Caro André, não deves te abalar além da conta com os comentários que escutas, saídos de torcedores fervorosos, pode-se dizer, fanáticos. É possível que, eventualmente, aconteça alguma desonestidade nas arbitragens mas não é um caso sistêmico, garanto. O que existe é uma entre-safra de árbitros mal preparados que estão cometendo erros acima do razoável. Acredite, são apenas erros, nada mais. Continue indo ao estádio, apoiando e se divertindo com o teu Grêmio. Não te deixes contaminar pelo fanatismo que obscurece a capacidade de reflexão. O futebol é uma das melhores coisas da vida, amigão.

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Faltam talentos na arbitragem

17 de outubro de 2012 9

Em minha coluna de ZH, ontem, deixei-me levar pelos erros de arbitragem que favoreceram o Fluminense nas últimas quatro rodadas e conclui que a CBF estava querendo fabricar um campeão, em 2012. No mesmo dia, um leitor enviou-me por e-mail um conjunto de erros cometidos contra o Fluminense. Analisei as imagens e encontrei equívocos escandalosos. Acontece que só passamos a prestar mais atenção agora, na fase final do campeonato, sem lembrar o que já aconteceu na competição. Conclusão: existe uma descarada coincidência de favorecimentos ao Flu nestes jogos decisivos. Porém, impõe-se admitir que o contrário já aconteceu, fartamente.

O meu amigo Guerrinha acredita que a profissionalização dos árbitros qualificaria a arbitragem. Pode ser, mas preciso lembrar que mesmo sem o profissionalismo, já tivemos árbitros que se alinhavam aos melhores do mundo. É possível que, como no futebol, estejam faltando talentos. E, indiscutivelmente, pessoas experientes e capazes de orientar os novos árbitros, grande maioria.

Para profissionalizar a arbitragem seria indispensável haver empregador. Ao não ser que os árbitros se reunissem em cooperativas ou empresas que fossem contratadas pela CBF.

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