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Posts de novembro 2013

Grêmio com a mão na vaga

28 de novembro de 2013 29

 

Foto: Diori Vasconcelos/Agência RBS

 

O Grêmio só depende do Grêmio para ganhar a vice-liderança e ficar com a segunda vaga direta para a Libertadores oferecida pelo Brasileirão. Não é difícil e seria quase uma barbada se o Atlético tivesse vencido o Flamengo, ontem

à noite. O Grêmio precisa derrotar o Goiás, domingo. Com uma vitória, subiria para 64 pontos ganhos e deixaria o time goiano com 61 pontos. O Atlético Paranaense, que hoje ocupa a vice-liderança com os mesmos 61 pontos do

Grêmio, jogará com o Santos, na casa do adversário. Levará para campo o desgaste físico e emocional da decisão do Maracanã. E o Goiás, adversário do Grêmio, na Arena, comerá poeira se o Grêmio vencê-lo. Com estes resultados,

vitória do Grêmio e do Santos, o time de Renato Portaluppi se instalará na vice-liderança. Viu-se no Maracanã, o que pode fazer uma torcida empolgada e solidária. É do que o Grêmio precisará, domingo: Arena lotada e paixão espalhada pelas arquibancadas. A vaga está quase à mão.

 

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Grêmio anuncia pobreza em 2014

27 de novembro de 2013 20

 

 

 

 

Nunca me deparei com dirigente pão-duro quando se tratava de investir no futebol. Todos, absolutamente todos, sempre gastaram acima dos seus limites com o objetivo de montar bons times. Em raras ocasiões, uma diretoria se

dedicou a pagar contas e, por esta razão, investiu menos no futebol. Foram parcas exceções que justificaram a rotina dos altos gastos. Por isso quando um dirigente anuncia que chegou a hora de apertar o cinto, é porque não

existe outro caminho. Fábio Koff já teria decidido que haverá drástica redução nos gastos com o futebol do Grêmio, em 2014. A folha de pagamentos do futebol, que chegou perto ou até ultrapassou a casa dos R$ 10 milhões

mensais, foi reduzida para R$ seis milhões e deverá cair, ano que vem, para R$ três milhões, aí incluídos gastos com a folha dos funcionários. Sinceramente, não acredito que clube de ponta consiga formar time com tão pouco

dinheiro. Se esta for, mesmo, a disposição do Grêmio, 2014 será um ano de muita pobreza. Entretanto, é certo que o time do Grêmio não encolherá se alguns medalhões que recebem salários milionários, forem substituídos por

jogadores da base gremista e algumas contratações buscadas no Interior do Estado. Com tão pouco dinheiro, é possível fazer um time razoável. Mas, não se faz um campeão. Ameniza um pouco a vida dos gremistas saber que

no Beira-Rio o cenário não será muito diferente. Mosqueteiro e Saci terão que atravessar o próximo ano calçando sapatos furados

 

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A grande injustiça contra Clemer

26 de novembro de 2013 24

 

Foto: Gabriel Bouys/AFP

 

Terminado o jogo do Inter contra o Coritiba, vários torcedores ouvidos pela rádio Gaúcha simplesmente repetiram, palavra por palavra, a crítica de Willians dirigida ao treinador. Naquele momento ficou claro que estava

identificado o Judas sobre o qual recairia a frustração provocada pelo empate. E, no entanto, Clemer acertou quando fez apenas uma substituição. Coloquem-se no lugar do treinador. O Inter amassou o Coritiba, do princípio

ao fim do jogo, criou pelo menos uma dezena de oportunidades de gol, era razoável que Clemer não alterasse um time que estava se impondo e que prometia fazer o gol da vitória a qualquer momento. Não se mexe em um time

apenas por mexer.  Eu, se fosse o treinador, também não teria feito mais substituições.  Willians deveria estar aborrecido porque recebeu a tarefa de não apoiar, como gosta, e ficar atrás protegendo a defesa. Descarregou sua

inconformidade em Clemer. E a torcida precisava de um culpado para depositar a sua frustração. Acabaram, Willians e alguns colorados, amarrando o treinador no tronco da fogueira e tocando fogo. Os dirigentes do Inter

deveriam ter preservado a hierarquia e passado uma carraspana pública em Willians. Como não são do ramo, deixaram Clemer sozinho para enfrentar a indisciplina de Willians. Assim, nem o Papa Francisco conseguiria sobreviver.

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As 18 maneiras de o Inter ser rebaixado

25 de novembro de 2013 58

 

 

cruzeirointer03

 Carlos Guimarães, plantão da Rádio Gaúcha, apurou todas as combinações de resultados nos últimos dois jogos que levariam o Inter para a Série B. São tantas que se torna quase impossível que aconteçam. Eu escrevi QUASE impossível. Opinião do blogueiro: não será desta vez que o Inter cairá. O sofrimento dos colorados, contudo, permanecerá até a última rodada. D´Alessandro e os seus companheiros terão que lutar até o fim do campeonato. A seguir, as combinações anti-coloradas apuradas pelo Guimarães:

 1)      Se  o Inter somar 2 pontos (2 empates) – termina com 48p/11V

-) Criciúma – 2 vitórias – 49p

-) Fluminense – 2 vitórias – 48p/13V

-) Portuguesa – 1 vitória e 1 empate – 48p/12V

-) Bahia – 1 vitória e 1 derrota -48p/12V

-) Coritiba – 2 vitórias– 48p/12V

-) Inter – teria 48 pontos e 11 vitórias, cairia com Vasco, Ponte e Náutico

 

2)      Se o Inter somar UM PONTO (1 empate e 1 derrota) –termina com 47p/11V

-) Portuguesa – 1 vitória – 47p/12V

-) Criciúma – 1 vitória e 1 empate – 47p/13V

-) Fluminense – 2 vitórias – 48p

-) Bahia- 1 vitória e 1 derrota – 48p

-) Coritiba – 2 vitórias – 48p

Inter – teria 47 pontos e 11 vitórias, cairia com Vasco, Ponte e Náutico

 

3)      Se o Inter NÃO SOMAR PONTOS (duas derrotas) – termina com 46p/11V

-) Portuguesa – 1 vitória – 47p

-) Criciúma – 1 vitória – 46p/13V

-) Fluminense – 1 vitória e 1 empate – 46p/12V

-) Bahia – 2 empates – 47p

-) Coritiba – 2 vitórias – 48p

Inter teria 46 pontos e 11 vitórias, cairia com Vasco, Ponte e Náutico

 

JOGOS RESTANTES DOS ADVERSÁRIOS:

Portuguesa – Ponte (F) e Grêmio (C)

Criciúma – SP (C) e Botafogo (F)

Coritiba – Botafogo (C) e SP (F)

Fluminense – Atlético-MG (C) e Bahia (F)

Bahia – Cruzeiro (F) e Fluminense (C)

 

OBS: na projeção já conta o duelo direto BAHIA x FLUMINENSE

OBS 2: Inter escapa com 3 pontos.

 

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Pardal Portaluppi só empata

24 de novembro de 2013 22

 

 

 

Foto: MIGUEL SCHINCARIOL/ESTADÃO CONTEÚDO

Que me desculpem os gremistas mas o Grêmio não poderia deixar de vencer um time que está quase rebaixado e ainda jogou com vários reservas. Era o momento da superação e da imposição pela superioridade técnica. Que

nada! A Ponte Preta saiu ganhando, o Grêmio conseguiu empatar e ficou no empate. A equipe de Renato dominou o jogo mas é muito difícil chegar à vitória com uma dupla de atacante tão ineficiente como são Kleber e,

principalmente, Barcos. Com o empate, o Grêmio deixou a vice-liderança e vê ameaçada sua busca por vaga direta na Libertadores da América. O Grêmio só foi superior à Ponte Preta pela qualidade individual dos seus jogadores.

Já no encerramento do campeonato, o time sofreu pelo desentrosamento provocado pela sua desfiguração completa provocada por Renato. Se houve um momento da temporada em que o Grêmio primava pela força

coletiva, desta vez esta virtude foi torpedeada pelas mudanças táticas e nominais experimentadas pelo professor Pardal Portaluppi. O Grêmio tem sido assim: retrancado ou extremamente ofensivo. Renato sai dos três zagueiros

e três volantes para três atacantes. Não há time que se entenda com tão bruscas mudanças. Porém, mesmo assim o Grêmio foi melhor que a Ponte. Faltaram os gols.

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O recomeço de Leandro Damião

22 de novembro de 2013 13

 

Foto: Ricardo Duarte

O centroavante titular do Inter volta ao time depois de um mês em tratamento no departamento médico. Na verdade, o centroavante colorado está parado desde o segundo semestre de 2012, após os Jogos Olímpicos quando foi artilheiro da competição e levou o Brasil à final olímpica. Por razões que justificam muitas especulações e nenhuma certeza, Leandro Damião começou a decair e afundou, definitivamente, quando foi cortado da Seleção Brasileira que disputou a Copa das Confederações. Dificilmente o jogador conseguirá recuperar terreno para disputar o Mundial do ano que vem mas, mesmo assim, chegou a hora de Damião e o próprio Inter diagnosticarem o que aconteceu com o futebol do centroavante e partir para o seu renascimento. Alguma coisa aconteceu na sua cabeça que o levou a mudar de rumo, alterar o seu estilo vitorioso. Domingo, Leandro Damião voltará a vestir a camisa titular do Inter. Terá três jogos, este ano, para prometer recuperação. Se quiser, mesmo, reencontrar-se consigo mesmo, passará as férias treinando e se preparando para a temporada de 2014. Ainda é tempo de recomeçar a sonhar com grandes projetos profissionais. Só dependerá dele, Leandro Damião.

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D´Alessandro seria o vilão da briga

20 de novembro de 2013 134

 

Foto: Alexandre Lops/Inter/Divulgação

 

 O ambiente no vestiário do Inter parece, mesmo, estar convulsionado. Uma nova versão, com fortes indicativos de verdadeira, apareceu nas últimas horas para a briga acontecida no vestiário colorado, no Serra Dourada, domingo.

Para começar, peço atenção ao e-mail que recebi do torcenauta Alexandre Gargioni Pillar. Este blog já recebeu várias informações do Alexandre que acabaram sempre se confirmando. Como ele não pediu sigilo, aí vai a sua denúncia:

 “Bom dia Wianey.

Tenho informação quentíssima através do cunhado do goleiro Renan (que tem amigos dentro do Inter) que a briga começou com D’alessandro cobrando veementemente o zagueiro Jakson, este se sentindo prejudicado partiu pra cima do gringo e a confusão tornou-se generalizada”.

 Desde segunda-feira esta versão circula, inocentando Fabrício e Rafael Moura, tidos inicialmente como os protagonistas da bagunça. Outra informação, esta precisando de melhores indícios, dá conta que Clemer está com

o “saco cheio” de D´Alessandro e suas atividades de vestiário. Dunga já teria se queixado de D´Ale, na sua saída. Como informações desta natureza pipocam, não será surpreendente se o Inter negociar D´Alessandro no fim do ano.

 

 

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Renato depende de Maxi para renovar

20 de novembro de 2013 12

 

 Fábio Berriel / Futura Press

Fazem parte da história do Grêmio grandes convulsões provocadas por jogadores que a torcida escalava e os treinadores ignoravam. Foi assim com Ronaldinho Gaúcho, que Celso Roth relutava em escalar, Renato

Portaluppi, que não tinha a preferência de Enio Andrade e agora se repete com o próprio Renato que, revivendo sua própria história, afronta o desejo dos gremistas e não firma Maxi Rodriguez no time. Reina grande expectativa,

como diziam os narradores de outrora, com a escalação do Grêmio para o jogo contra a Ponte Preta. Maxi estará entre os titulares? É tão forte a pressão das arquibancadas para que Renato escale o uruguaio que não é exagerado

dizer que a renovação de contrato de Renato passa pelo aproveitamento de Maxi Rodriguez. Transformar o charrua em titular não garante emprego para o treinador mas, certamente, preteri-lo resultará em dispensa, mês

que vem. Renato precisa descobrir, urgentemente, que foi ídolo como jogador mas na condição de treinador está sujeita a contestações como qualquer outro profissional.  

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Luigi é a Dilma de chuteiras

18 de novembro de 2013 47

 

 

 

 luigi

 Quando o goleiro falha, a defesa está aberta, o meio-campo não funciona e o ataque não faz gols, é preciso mirar os gabinetes diretivos para encontrar a causa do fracasso. O Internacional encarna um caso clássico de má gestão futebolística que se repete pelo

segundo ano consecutivo. Neste período, o Internacional substituiu treinadores, fez incontáveis e caras contratações e transformou o departamento de futebol em uma passarela por onde transitaram vários dirigentes, um mais despreparado do que o outro. E, por

que está cadeia de fatos negativos vitimaram o Inter? A resposta pode aparecer fazendo uma comparação com o governo da Dona Dilma. Uma ampla base de apoio, o esquartejamento do poder e gente que a presidente gostaria de ver pelas costas, dividindo a

mesma mesa de decisões. No Inter, repete-se o fenômeno. Em vez de o clube ser o superior e único objetivo de todos, cobrar apoios eleitorais com cargos se transformou na grande meta dos movimentos políticos do clube. Começou quando em 2010 um trio de

aspirantes à presidência do Inter fez uma visita matinal a Vitório Píffero, que na noite anterior fora indicado para ser o candidato de consenso à presidência, pressionando-o a sair do páreo. Píffero, diante da manifestação, afastou-se. Os três revezaram-se no

comando do futebol colorado e até decidiram quem seria candidato a dirigir o Inter nas eleições seguintes. No fim, apenas dividiram fiascos e fracassos. Giovanni Luigi foi eleito e, como Dona Dilma, precisou distribuir cargos para pagar apoios eleitorais que recebeu.

O resultado é o que se vê. Pelo segundo ano consecutivo, o Inter faz campanha próximo de vexatória. E assim continuará sendo até o final do próximo ano. Melhor faria Giovanni Luigi se rompesse todos os acordos políticos e fizesse uma reforma “ministerial”

colocando em cada cargo apenas pessoas com capacidade comprovada. Mas, não acredito que ousasse tanto. Luigi é a Dilma de chuteiras. Ambos não mudarão as suas gestões até que encerrem os seus mandatos.

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Como escalar Maxi Rodríguez sem culpa

18 de novembro de 2013 17

 

 

Foto: MIGUEL SCHINCARIOL/ESTADÃO CONTEÚDO

Na sua primeira passagem como treinador do Grêmio, Renato Portaluppi reabilitou Douglas, meia-armador de raras habilidades mas nenhuma vocação para a marcação. Renato resolveu o problema liberando Douglas das tarefas operárias, justificando sua decisão por considerar que grande jogador não precisa marcar, os demais jogadores é que devem fazê-lo.

Neste momento, repete-se o mesmo cenário. Maxi Rodríguez é da família de Douglas com uma vantagem: marca gols como o seu antecessor não marcava. Mas, não é titular do Grêmio porque Renato quer que ele seja “mais competitivo”, isto é, participe mais da marcação, como revelou Barcos.

O treinador do Grêmio já antecipou que vai até o fim do campeonato jogando com três volantes. Como Zé Roberto ganhou a quarta posição do meio-campo, Máxi ficou sem lugar para jogar. Esta, porém, não é uma verdade absoluta. Se quiser, Renato pode escalar o uruguaio no lugar de um dos dois atacantes que atravessam fase horrorosa.

Bastaria que o treinador sorteasse entre Kleber e Barcos quem daria lugar para Maxi. Jogaria com apenas um atacante e ficaria com dois armadores no time. Kleber e Barcos, qualquer um deles, não faria falta alguma ao time se fosse para a reserva.

E a torcida seria presenteada com o garoto uruguaio que está inscrito para se tornar ídolo dos gremistas. Pronto, assunto resolvido. Esta seria uma maneira para Renato escalar Maxi Rodríguez sem culpa.

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Série B ainda ameaça o Inter

14 de novembro de 2013 88

 

 

 

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 Nenhum motivo para contestações.  O Inter perdeu para um adversário superior, naturalmente. E até poderia ter empatado se Rafael Moura não tivesse desperdiçado uma chance de gol do tipo imperdível em jogada esplêndida

do garoto Valdívia. Mas, se o gol saísse talvez o resultado não fosse justo. O primeiro tempo mostrou o Atlético empurrando o Inter contra o seu campo, obrigando Muriel a ser a principal figura do jogo, com várias defesas

importantes e difíceis. Clemer escolheu Caio para iniciar o jogo e o atacante não conseguiu jogar. Desta vez, os jovens zagueiros colorados se atrapalharam. Compreensível. O Atlético tinha Fernandinho, um corisco

habilidoso, o experiente Alecsandro e o bom atacante Tardelli. D´Alessandro jogou quase em ritmo de férias mas quando quis fez um lançamento perfeito para Otávio. Pênalti. Agora, tem Goiás em Goiânia. Credo! E o Inter está

distante apenas seis pontos da zona de rebaixamento. Matematicamente, a Série B ainda ameaça.

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Renato vence e desafia a torcida

14 de novembro de 2013 45

 

 

Ricardo Duarte/Agência RBS

Ricardo Duarte/Agência RBS

 

Renato parece gostar de viver perigosamente. Ontem, o treinador gremista capitulou e escalou Zé Roberto para começar o jogo contra o Vasco da Gama. Na etapa inicial, marcada por uma mediocridade generalizada, o meia

teve atuação apenas razoável. Porém, quando começava a se destacar na etapa final, foi substituído por Maxi Rodrigues. Foi quando a torcida, muitos gremistas e não apenas meia dúzia, como minimizou Renato, explodiu em

vaias para o treinador e aplausos para Zé Roberto. O jogador dirigiu-se para o banco de reservas tomado de indignação. Descalçou as chuteiras e atirou uma delas na área técnica onde se movimentava Renato. Fez questão

de um gesto que demonstrava toda a sua inconformidade. O treinador teria acertado se substituísse um dos três volantes por Maxi Rodrigues, investindo na armação ofensiva do time. Renato acabou sendo salvo pelo gol

salvador de Rhodolfo, o primeiro desde que chegou. O zagueiro cabeceou a bola vinda da cobrança de um escanteio cobrado por quem? Ele mesmo, Zé Roberto. O Grêmio venceu e manteve a terceira posição. Mas Renato, mais uma

vez, fez questão de desafiar a torcida e o bom senso.

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Inter não cumpre promessa

13 de novembro de 2013 16

 

 

Foto: Ramon Bitencourt/Lancepress!

 Não lembro qual foi o dirigente colorado que faz a seguinte promessa: “Quando o Inter tiver 100 mil sócios não precisará mais vender um craque por ano”. Pois já faz algum tempo que o clube garantiu ter atingido esta marca e

a necessidade de vender um ou dois jogadores se mantém, conforme anunciou recentemente, o presidente Giovanni Luigi. Será que alguém explicaria esta frustração de propósito? A janela internacional de janeiro levará

jogadores colorados para o Exterior. Leandro Damião seria o primeiro candidato a sair se não tivesse se lesionado, ficado fora da Copa das Confederações e entrado em uma má fase técnica interminável. Neste momento, o jogador

com maior probabilidade de ser vendido é Otávio, que mal largou as fraldas. Os clubes brasileiros precisam encontrar uma maneira de não transformar suas categorias de base em meros balcões de negócios.

 

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Uma vez ídolo, sempre ídolo

12 de novembro de 2013 20

 

 

 Foto: Romildo de Jesus/Agência Lancepress!

 Entre os torcedores gremistas, uma parcela deles preocupa-se em preservar a imagem de ídolo do seu treinador, Renato Portaluppi. Com este objetivo, erguem-se contra críticas ao profissional e lembram que o Inter teria

comprometido a imagem de vários ídolos, buscados para treinar o time e dispensados por falta de resultados. Este blogueiro vê nestas ações um esforço inútil, versão nova de uma guerra contra moinhos imaginários. Renato

Portaluppi, independentemente dos resultados que obtiver treinando o Grêmio, será para sempre o grande ídolo que deu ao Grêmio o maior título da sua história. Os gols de Renato contra o Hamburgo jamais serão esquecidos,

estão registrados com letras douradas nas mais gloriosas páginas da história gremista. Assim acontece, também, com os ídolos colorados. Figueroa será sempre lembrado pelo gol iluminado que marcou contra o Cruzeiro, em

1975, ano do primeiro campeonato brasileiro do Inter. Falcão será para sempre o Rei de Roma, Dunga está na história como o Capitão do Tetra, Fernandão pertence à história colorada como o líder dos maiores títulos

conquistados pelo Inter, na sua história. O mesmo vale para Clemer, o goleiro das conquistas de 2016. Todos eles treinaram o Inter sem bons resultados. Mas, assim como Renato, uma vez ídolos, sempre ídolos. Fizeram história

como jogadores. Desempenhando a função de treinadores, foram apenas visitantes que voltaram às suas casas para matar a saudade.

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Ingressos barram torcedor pobre

12 de novembro de 2013 5

 

 

 

Foto: Daniel Marenco/Agência RBS 

Era previsível e normal que os ingressos para o futebol teriam preços majorados com o advento das novas arenas. O que se ignorava era o tamanho dos reajustes, exagerados na maioria dos novos estádios. É verdade que conforto,

acessibilidade, serviços de qualidade, etc, justificam valorização dos ingressos mas não estará havendo insensibilidade por parte dos gestores? O público do futebol sempre foi, predominantemente, formado por

trabalhadores mal remunerados. Desprezá-los significaria afastá-los do futebol e passar a depender, quase exclusivamente, de um público mais abonado e, também, mais exigente. Vale dizer, uma torcida menos fiel e

consumidora de muitas outras formas de lazer. A Copa do Brasil será decidida em dois jogos entre Flamengo e Atlético-PR. Os preços dos ingressos são desanimadores: o mais barato custará R$ 250,00 e o mais caro R$ 800

reais. Mesmo o meio ingresso, especial para pequena parcela das torcidas, têm valor salgado: R$ 125 reais. Cada vez mais os preços dos ingressos estão barrando o torcedor pobre e fiel.

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