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Posts de fevereiro 2014

Um Beira-Rio a meia-boca na Copa

28 de fevereiro de 2014 110
Foto: Carlos Macedo/Agência RBS

Foto: Carlos Macedo/Agência RBS

A informação já percorreu todo o território nacional sem que merecesse qualquer desmentido ou reparo. As obras previstas para o entorno do Beira-Rio só estarão prontas lá pela metade da Copa do Mundo. É uma pena que um estádio lindo seja apresentado ao mundo sem estar concluído. Os dias passam e não se percebem avanços. Parece inevitável que os torcedores estrangeiros terão que sapatear no barro (no inverno chove, sabiam?) antes de ingressar no Beira-Rio.

Quando se sabe que a solução para o problema das estruturas temporárias depende de aprovação de lei, busca de empresas e acertos quanto ao que terá que ser construído e os espaços que já existem no Beira-Rio, torna-se imperioso acreditar que será impossível estarem prontas as estruturas temporárias que a Fifa exige. Outra questão: quanto tempo levará, após as Copa do Mundo, para que estas estruturas sejam desmontadas e os equipamentos transferidos para os lugares onde serão aproveitados? Olha, nem é bom pensar em tudo.

Foi preciso cair uma chuvarada na hora do jogo entre Inter e Brasil, molhando colorados que estavam sob a cobertura do Beira-Rio, para se saber que o teto da casa colorada ainda não estava concluído. Consequência: os ambulantes, vendedores de capas plásticas forraram os bolsos vendendo seu produto para ser usado dentro de casa. O problema será resolvido, claro, mas é mais um abacaxi que não foi descascado, devidamente. Está cada vez mais difícil de acreditar que o Beira-Rio estará concluído até a Copa. Tudo indica que o estádio estará a meia-boca.

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Vendas garantem salários no Grêmio

27 de fevereiro de 2014 33

Quem não gostaria de ter um iate luxuoso aonde pudesse receber amigos para festas de sonho e singrar pelos mares do mundo sem pensar em leão da receita, black blocs e violência das ruas? É simples: basta comprar o iate e depois pagá-lo. Imaginar que possa cair do céu a sonhada embarcação recomenda imediata internação.

Vale para estádio de futebol. O Grêmio associou-se a uma empreiteira para construir uma das melhores arenas do continente. O sócio levantou a obra, fez a sua parte, e agora restou para o Grêmio pagar a conta. Assim mesmo, simples. Se a forma de pagamento não foi bem planejada, o problema não é da OAS. Acontece que para pagar o que deve, o Grêmio compromete a parte do leão das suas receitas, mesmo que Fábio Koff tenha cortado pela metade o custo de pessoal.

A conta é simples: o que resta da arrecadação mensal do Grêmio, não paga a folha de pagamentos. É indispensável, portanto, que o clube busque outras arrecadações e o que resta são os direitos econômicos de jogadores.

Com as vendas de Wendell, Bressan e Ramiro, parte dos seus direitos econômicos, o Grêmio garante dinheiro para pagar os seus funcionários por mais cinco ou seis meses. Terminado este período, será necessário fazer outra(s) venda(s). É a realidade que acompanhará o Grêmio nos próximos anos.

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O Inter só tem meio time

27 de fevereiro de 2014 39

A falta de velocidade do Inter na transição de jogo, contra o Brasil, tem três causas: a retranca do time pelotense, o excessivo número de jogadores sem explosão na equipe colorada e a desqualificação técnica que persiste no Beira-Rio. Obviamente, não podem ser desconsideradas as escolhas equivocadas na escalação.

É preciso que Abel Braga descubra, urgentemente, que só tem lugar para um jogador lento, no meio-campo: D’Alessandro. Acrescentar Alex e Jorge Henrique é fazer o que sonha qualquer rival. Alan Patrick e Otávio não são duas maravilhas, mas aceleraram o Inter quando foram chamados, na etapa final.

O terceiro problema colorado é mais grave e de difícil solução: as deficiências técnicas. Começando pelos zagueiros. O Paulão é um becão de fazenda, é difícil entender por que foi contratado. Ernando é outro zagueiro simplório incapaz de surpreender com um apoio eventual de qualidade.

À frente dos zagueiros está Willians, volante que não guarda posição e é campeão em cometer faltas perigosas. Finalmente, o ataque. Rafael Moura e Wellington Paulista são centroavantes para equipes que jogam apenas para não cair. São fracos, simplesmente.

Assim, é inevitável concluir que o Inter só tem meio time. E parece não existirem recursos para melhorar a equipe. Ah, outro problema sem solução: a faceirice tática que está no DNA do Abel. Esta conta deve ir para os dirigentes, afinal, quem não sabia que o treinador é da turma “vamos para dentro deles?”

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O que Luan tem em comum com Garrincha

26 de fevereiro de 2014 108
Foto: Diego Vara/Agência RBS

Foto: Diego Vara/Agência RBS

Estou entre aqueles que colocam Garrincha logo abaixo de Pelé na galeria dos melhores jogadores do mundo. Garrincha era demais. Seus dribles eram tão impressionantes que os russos criaram uma massa pensante para analisar e buscar antídotos para as manobras fatais que saiam das pernas tortas de Garrincha. Perderam tempo.

O ponteiro brasileiro prosseguiu destruindo marcadores enquanto teve forças para jogar. Garrincha enriqueceu o folclore do futebol brasileiro. Uma das suas tiradas era considerar todos os seus adversários como “joões”. Para o craque brasileiro, todos eram iguais e mereciam idêntica atenção.

É neste ponto que coloco Luan, o craque que está sendo revelado pelo Grêmio. Para o garoto, não faz diferença jogo pelo Gauchão ou pela Libertadores. Ele dribla, passa, avança e enlouquece as defesas adversárias com a mesma naturalidade. Também para Luan os adversários são todos “joões”.

Por isso Luan já surge como craque. Sua única preocupação é fazer o que já sabe, que é muito mas bem menos do que aprenderá a fazer nos próximos meses.

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Revolta de um colorado contra a cultura da preguiça

25 de fevereiro de 2014 31

“Prezado Wianey, sou leitor assíduo da tua coluna ha 15 anos, desde que conheço futebol. Colorado apaixonado, mas jamais fanático. Acompanhei diversas vezes a tua coluna e acho uma das melhores do país, aliás, sou teu fã, apesar de nem sempre compartilhar das tuas opiniões. Porém a coluna que li recentemente sobre a utilização de reservas do Internacional nas partidas do Gauchão é um grito que você dá em prol do mudos.

Ora, eu também não entendo qual é o grande motivo que faz com esses atletas estejam folgando. E mais, utilizarei uma matemática lógica para mostrar o que muitos não estão nem aí ou não querem ver. Veja bem, o nosso ídolo D’Alessandro, especula-se que ele ganha em torno de R$ 700.000,00 mensalmente. Joga quatro vezes ao mês, ou seja, apesar da sua participação 30 dias efetivos no clube, a produção líquida dá-se pelas partidas jogadas, são elas que comprovam o salário. D’Alessandro recebe cerca de R$ 175.000,00 por partida.

Não estou julgando o mérito ou demérito dos valores, nem a pessoa, aliás sou seu fã. Mas será que é tão difícil jogar oito partidas no mês?

Wianey, sou assalariado, ganho cerca de R$ 2.000.00, trabalho 60 horas por semana, vou determinadas vezes a pé de casa ao trabalho, que são cerca de 8 km ida e volta. Tudo pela economia.

E agora leio toda a semana que a tabela é carregada, que esgota os atletas. Por favor, come-se, bebe-se, acompanhamento médico, viagens luxuosas, será tão difícil assim?

Sou jogador amador e afirmo com convicção que por metade dos R$ 175.000,00 que D’alessandro recebe por jogo, eu jogaria 12 partidas inteiras ao mês.

Poupar jogadores sendo que o time necessita de entrosamento urgentemente, é fazer piada com toda a torcida colorada. Torcedor paga ingresso pra ver o time dar espetáculo, assistir seus ídolos, não meia dúzia de desconhecidos perdendo para o VEC (com todo o respeito ao VEC, mas equiparemos a folha salarial dos reservas do Inter com os jogadores do VEC).

Em nome de toda a torcida, já estamos cansados de tanta preguiça e complacência da direção. Chega de desculpas!

Obrigado pelo espaço e a oportunidade.

Um grande Abraço.

Rodrigo B. Dias”

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Luan pagará salários do Grêmio

25 de fevereiro de 2014 37

Luiz Carlos Silveira Martins, Cacalo, ex-presidente do Grêmio, colunista do Diário Gaúcho e debatedor do Sala de Redação, fez pungente apelo ao presidente Koff: que Luan não seja vendido logo. Que o Grêmio fique com o jogador por, pelo menos, um ou dois anos.

O desejo do Cacalo materializa a situação ideal mas, lamentavelmente, não é o que acontece. Já será quase um feito se o Grêmio conseguir manter a sua revelação até o final da temporada. Luan é cheque em branco e o saldo bancário do clube é pouco mais do que nada. Luan ainda pagará os salários dos seus companheiros.

É a dolorosa realidade. A única saída será o Grêmio encontrar um sócio no “passe” de Luan disposto a pagar à vista pela sua parte e esperar algum tempo, não muito, para recuperar o seu investimento com lucro. Este tipo de negócio acontece freqüentemente.

O diabo é que quando chega a hora de o clube vender o jogador, pouco ou nada resta dos direitos econômicos. Ruim? Sim, mas ainda melhor do que não formar grandes jogadores capazes de forrar os cofres com moeda forte. Suponhamos que Luan possa render ao Grêmio 15 milhões de euros. Significaria a folha de pagamentos de nove ou 10 meses. Quem não venderia?

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A Arena vai rugir

24 de fevereiro de 2014 18

Não acreditem que a Arena receberá menos de 30 mil entusiasmados gremistas, amanhã, para o jogo contra o Nacional-COL. Existem várias motivações para atrair um grande público: o jogo será pela Libertadores e ganhar esta competição é quase obsessão do universo azul.

O adversário é qualificado, o que promete bom jogo, e o time do Grêmio começa a apresentar virtudes que justificam belas expectativas. O jogo de sábado, contra o Novo Hamburgo, revelou jogadores capazes de empolgar as arquibancadas.

Luan é o principal deles vindo, em seguida, o lépido Dudu, o qualificado Alan Ruiz e o recuperado Barcos. São excelente razões para se projetar a Arena quase cheia. O estádio gremista vai rugir.

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Inter e a cultura da preguiça

24 de fevereiro de 2014 39

É difícil aceitar que existam boas razões para o Internacional poupar jogadores no Gauchão, como fez em Veranópolis e como fará em jogos seguintes. Ora, o Inter fez a sua pré-temporada sem pressa enquanto o Inter B disputava jogos oficiais do campeonato estadual. Os titulares só começaram a jogar quando a comissão técnica do clube entendeu que estava concluída, satisfatoriamente, a fase de preparação física.

Mesmo assim, sem estar disputando outra competição, simultaneamente, a equipe principal desfruta de agradáveis folgas. A Copa do Brasil, competição importante que oferece vaga para a Libertadores, começa dentro de 17 dias e o Inter está desperdiçando tempo precioso para afirmar e entrosar o seu time. Criticar a escalação de reservas nada tem a ver com o Gauchão, competição que a Dupla Gre-Nal pode jogar com seus reservas e ainda assim manter o favoritismo para a disputa do título.

Mas, fundamental para o Inter é ingressar voando baixo na Copa do Brasil. Um time pega afinação jogando. O Inter parece fazer questão de entrar na competição nacional desafinado. E tudo em função da cultura da preguiça que faz tempo instalou-se no Beira-Rio.

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Espaço para Luigi no panteão colorado

19 de fevereiro de 2014 89

Este post vai desagradar colorados e gremistas. Estes, porque se tratam de elogios a um colorado. Aqueles, porque o homenageado é o presidente Giovanni Luigi, cujos resultados de campo nos últimos anos colocaram-no em desgraça junto à parcela significativa de torcedores do Inter. Não importa.

Este blogueiro jamais defendeu posição alguma com o objetivo de atrair aplausos. Acredito, sinceramente, que se a história for justa, Luigi merecerá espaço no panteão colorado onde se alinham os grandes vultos da sua história. Se hoje os colorados recebem o Beira-Rio, eleito pelo Discovery como um dos seis estádios mais majestosos do mundo, foi graças a atuação firme e decidida do presidente do clube no nascedouro das discussões com a Andrade Gutierrez.

Neste momento, Giovanni Luigi colocou a cara na janela e garantiu que não endividaria o Inter custeando as estruturas temporárias, cujo valor e exigências só foram esclarecidos em janeiro, ainda que fosse colocada em risco a realização de jogos pela Copa 2014, em Porto Alegre. É preciso ter muita coragem para assumir a posição assumida pelo dirigente colorado.

Aliás, toda a condução dada por Luigi em todo o processo de remodelação do Beira-Rio, revela um dirigente sério, responsável e, acima de tudo, apaixonado pelo seu clube. Se agora o Inter está pedindo uma ajuda mínima do poder público, justifica-se porque nenhum outro estádio brasileiro foi preparado e custeado 100% pelo clube, caso do Beira-Rio.

Para não dizer que do Estado não saiu um único centavo, impõe-se lembrar que a ex-governadora Yeda Crusius criou uma isenção de impostos no valor de R$ 30 milhões que beneficiou, igualmente, Beira-Rio e Arena. Giovanni Luigi no panteão colorado, é o mínimo que merece.

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A grande mancada de Felipão

04 de fevereiro de 2014 28
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Já tentaram levar o goleiro Júlio Cesar para o Grêmio. Quase conseguiram, mas no fim prevaleceu o bom senso. Agora, ofereceram o goleiro ao Santos, que rejeitou a oferta.

Está na cara que Luiz Felipe Scolari está por trás destas ofertas. O treinador da Seleção cometeu a asneira de anunciar o goleiro como o único jogador com convocação garantida. Ora, Júlio César está na reserva do seu time, não está jogando, portanto.

Será que o Felipão, apenas por teimosia, levará o Brasil para a Copa do Mundo com um goleiro que está inativo? Precisamos torcer para que o Felipão tenha a humildade de reconhecer a sua mancada e reconsiderar o que declarou em nome dos superiores interesses do futebol brasileiro.

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