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Posts de maio 2014

Não tem Copa em Porto Alegre

14 de maio de 2014 132

Já estava me preparando para criticar o descaso de Porto Alegre com a Copa do Mundo quando me deparo com e-mail enviado por torcenauta antecipando as minhas preocupações e extrema desolação com a indiferença da Capital gaúcha com relação ao evento. Leiam com atenção o texto que vem a seguir:

“Estamos a menos de 30 dias da realização da Copa do Mundo FIFA 2014 aqui no Brasil. Para Porto Alegre, estão marcados 5 jogos, mas parece que nem vai haver Copa aqui na Capital Gaúcha.

Ontem transitei por algumas das principais ruas do centro e não vi uma loja sequer com decoração alusiva ao maior evento do mundo que é uma Copa do Mundo. Não vi uma bandeirinha nas ruas, nem um balão verde ou amarelo, sequer.

À exceção de algumas paradas de ônibus e alguns ônibus da Carris adesivados, nada se vê. A maior parte das obras prometidas não saíram do papel, ou não ficarão prontas para o grande evento. Não se vê um banner nos postes, uma placa de sinalização especial. Também não vi anúncios, nem decorações especiais em bares, hotéis e restaurantes. Nem em lancherias que costumeiramente exibem jogos pela televisão se vê algum tipo de decoração especial, como bandeiras do Brasil, bandeirolas, balões, faixas, fitas, etc..

Eu tinha 9 anos de idade na Copa do Mundo de 1966 e me lembro perfeitamente de ir a bancos, lojas, supermercados, etc, e pedir um carnê com os jogos da Copa. Eu os colecionei naquela época. Hoje, a menos de 30 dias Copa, ainda não vi um carnê, um folder, nada.

Não se vê uma vitrine decorada, uma faixa na frente das lojas. Não tenho ido a shoppings e ao aeroporto, mas, a exemplo do resto da cidade, também não deve haver muita coisa diferente.

Mas já tem gente montando as estruturas provisórias ao lado do Beira-Rio. Já há jornalistas estrangeiros chegando para preparar suas respectivas coberturas. Várias delegações estrangeiras já visitaram o Beira-Rio. Aliás, o Internacional nem um hot-site especial sobre sediar a Copa lançou.

E ainda se vê na TV, se ouve nas rádios e se lê nos jornais formadores de opinião manifestando-se contra a Copa, como se a esta altura adiantasse alguma coisa ser contra. Isto é um verdadeiro TIRO NO PÉ.

Aliás, desde dezembro/2007, quando o Brasil foi escolhido como país sede da Copa 2014, esses mesmos veículos sequer realizaram programas especiais sobre as oportunidades com a Copa do Mundo, não mobilizaram positivamente suas respectivas audiências. Só se falou em obras e seus correlatos (atrasos, superfaturamento, etc.). De tanto falarem mal da Copa, da FIFA, do Governo (em todas as suas esferas), acabaram por colocar a população contra a realização da COPA. Sequer uma bandeirola, um cartaz especial encartaram em nossos jornais.

Em várias outras cidades, sejam sede de jogos ou não, sejam zona turística ou não, as Entidades Empresariais estão incentivando as empresas a decorarem seus estabelecimentos, estão fazendo concursos da rua melhor decorada, ou seja, estão ajudando a construir um ESPÍRITO DA COPA. E as nossas Entidades aqui no sul, o que têm feito? Tive notícia de que até alguns cursos preparatórios foram cancelados.

Na imprensa só se lê sobre obra e sobre futebol, sobre os convocados para a Seleção. Sobre as oportunidades de negócio e sobre a melhor forma de aproveitá-las, nada se vê. Sobre como receber e como tratar os turistas, nada. Sobre como promover nossos produtos e serviços, nada. Sobre como promover o Brasil como destino turístico, nada.

Ontem, a Embratur lançou dois vídeos no exterior, promovendo o Brasil. Poxa, faltam 30 dias para a Copa. Ninguém programa uma viagem cara e com mais de 10 dias de duração faltando apenas 30 dias para o evento. Por que não fizeram isso antes?

Quer a gente queira, quer não queira, vai haver Copa do Mundo no Brasil e aqui em Porto Alegre, apesar da gente não estar preparado, apesar de nosso aeroporto não estar reformado, apesar de algumas obras previstas e prometidas sequer tenham sido licitadas, apesar de faltar muita coisa para melhorar o entorno do Estádio Beira-Rio, apesar de boa parte da população estar contra a Copa. Apesar de tudo isso, vai haver Copa. Os gastos já foram feitos. Os contratos já foram assinados.

Assim é, no mínimo, razoavelmente inteligente que façamos o que for possível para que, apesar de todos esses problemas, tenhamos o melhor evento possível e com os melhores resultados que a gente, desta forma, conseguir.

Nossos visitantes, sejam do estrangeiro, sejam de outros estados, merecem ser bem recebidos.

Vamos, então, por favor, tentar um “sprint” final, mobilizando todas as esferas do Governo, as SECOPA, as Entidades Empresariais, as Empresas, nossos grandes Grupos de Comunicação, tentando construir um ESPÍRITO DA COPA, decorando nossas ruas, nossas praças, nossos pontos turísticos, nossos shoppings, nossas lojas. Vamos pintar Porto Alegre de verde e amarelo.

Quantos funcionários públicos em nível federal, estadual e municipal temos aqui em Porto Alegre? Se cada um recortar somente 5 bandeirolas, teremos milhares de bandeirolas, quilômetros de barbante com bandeiras coladas para decorar nossas ruas. Se cada um encher 5 balões, quantos podemos ter? O exemplo e o início tem de vir de algum lugar. Alguém tem de provocar e incentivar essa mobilização. E o custo disso é extremamente pequeno, principalmente em se comparado com o que já foi gasto nas obras.

De hoje até a Copa, nossos jornais podem encartar em suas edições diárias bandeiras e cartazes do Brasil, fitas para a cabeça.

Vistam uma camisa da Seleção Brasileira no Laçador. Enfeitem a Ponte do Guaíba, decorem o caminho do centro até o Beira-Rio. Decorem o aeroporto.

Tivemos 7 anos para nos preparar e não o fizemos. Agora faltam menos de 30 dias. Vamos fazer alguma coisa. Não vamos correr o risco de um vexame internacional. Nosso povo tão sofrido não merece isso.

Coloco-me à disposição.

JOÃO CARLOS REGO

Criador do DIA DO CLIENTE”.

Nenhuma vírgula a acrescentar. Apenas endossar o que escreveu o João Carlos

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Chocolate não pode. Maconha, sim

06 de maio de 2014 51

A história da garotinha que foi obrigada a jogar no lixo os bombons que levara ao Beira-Rio, domingo, motivaram este questionamento da colorada Cristina Monteiro:

“Bombons não pode, mas a maconha continua liberada. Pelo menos nas superiores, onde estávamos”.

São, realmente, duas situações contraditórias. O caso dos bombons contempla inaceitável insensibilidade dos orientadores.

O futebol encareceu muito e os frequentadores de estádios estão optando por levar lanches de casa. Se tiverem que pagar ingressos e ainda pagar os preços escorchantes por alimentos e refrigerantes vendidos nos estádios, terão que abandonar o hábito de ver futebol ao vivo.

No que diz respeito à maconha, não sou consumidor, mas também não tenho certeza absoluta sobre os malefícios desta droga. Penso que deveria haver nos estádios espaços destinados aos fumantes. Não creio que esta turma se incomodaria com o cheiro da cannabis.

Porém, tenho a mais absoluta convicção de que deve ser permitido o ingresso nos estádios de alimentos. O objetivo do futebol deve ser o der atrair mais aficionados aos jogos, e não o de espantá-los.

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Leitor-médico suspeita que Luan está com medo

06 de maio de 2014 20
Mauro Horita / AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO

Foto: Mauro Horita / AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO

Luan não é o que pareceu ser, o garoto está estranhando as exigências do futebol profissional, Luan está cansado ou, afinal, o que está acontecendo com a mais esfuziante promessa surgida no Grêmio nos últimos tempos? A resposta pode estar na explicação oferecida pelo médico Cesar Chieli que este blog passa a reproduzir:

“Prezado Wianey

A explicação para a queda de rendimento é simples e singela. A explicação é médica. E por eu ser médico vou explicar-te.

Parece que todos esqueceram que o Luan fez uma cirurgia na mão recentemente. Não é por estar com uma proteção que o edema, a dor e o medo serão suprimidos. É totalmente óbvio que, por mais que “protejam” a mão, a cirurgia e as placas estão lá!!! O instinto defensivo de qualquer pessoa, independente de ser jogador de futebol ou não, impossibilita agir com naturalidade durante certo tempo. Imagina então numa profissão em que o contato físico é constante. Certamente o Luan ainda não tem a naturalidade para jogar. Pode acreditar que até o seu equilíbrio está afetado. O retorno dele foi precipitado pela absoluta necessidade, tendo em vista a mediocridade dos demais jogadores. O Luan é a mais grata surpresa do tricolor nos últimos anos. Já mostrou muito futebol e categoria. Se confirmará ou não tudo o que se espera dele só o tempo dirá. O que é inadmissível é que não tenha uma pessoa sequer com “luzes” para fazer a leitura correta deste momento específico.

Atenciosamente,

Cesar Chiele”.

Se o diagnóstico do doutor Chieli estiver correto – tomara que esteja – é apenas uma questão de tempo para Luan voltar a encantar com o seu singular talento. Mas, que não demore muito. Como já dizia Nelson Rodrigues, “times se acostumam com a derrota”. Luan precisa de apoio dos experientes da equipe gremista. Não pode se acostumar a jogar menos do que pode.

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Inter: mal escalado e sem vontade

02 de maio de 2014 56

Cerca de 18 mil colorados vestiram vermelho e foram para a Arena Pantanal matar a saudade da sua equipe e ver uma vitória consagradora. Saíram do estádio decepcionados e, certamente, desesperançados. O Inter, que em 2014 só mostrou qualidade no “engana-bobo”, voltou a jogar muito pouco e só não saiu de campo derrotado pelo glorioso Cuiabá por Rafael Moura salvou o seu time quando faltavam poucos minutos para o jogo terminar.

Vários problemas explicaram mais um desempenho defeituoso do time de Abel Braga. Começam pela falta de vontade ou excesso de soberba. O Inter jogou como se entendesse que a vitória aconteceria, naturalmente. A seguir, a insistência de Abel Braga em jogar com apenas um marcador, Willians, no meio-campo.

No segundo tempo, o Inter chegou ao cúmulo de ter em campo apenas quatro defensores: Paulão, Ernando, Fabrício (que já foi atacante no início da sua carreira) e Willians. Cenário de horrores para os colorados se completou com algumas atuações individuais lamentáveis. Gilberto não fez uma única jogada que prestasse, D’Alessandro só começou a jogar quando, na etapa final, voltou para o lado direito e Alan Patrick voltou a sugerir que é “craque de Gauchão”, não jogou nada.

Abel Braga precisa rever o seu conceito tático, incluir no time mais um marcador de meio e começar a escalar Valdívia, provavelmente no lugar de Patrick. Assim como está, o Inter não vai longe.

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A resposta do Ministério Público

01 de maio de 2014 30

O Ministério Público divulgou uma nota oficial em resposta ao post deste blog, Ministério Público ignora a lei e aperta o Inter, publicado nesta quarta-feira. O blogueiro esclarece que recebeu as informações que publicou da Brio, através do senhor Marcelo Flores.

Veja a nota do MP na íntegra:

“Nota de Esclarecimento: TAC do Beira-Rio

Em função do publicado hoje no blog do jornalista Wianey Carlet, o Ministério Público Federal esclarece que, em cláusula alguma do Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta firmado com Internacional, exigiu compromisso do clube de “destinar 4% do Beira-Rio para atender a necessidade de acessibilidade para portadores de deficiência física”. Tal afirmação, além de demonstrar um desconhecimento da lei (Decreto 5296/04) o que até é desculpável, visto se tratar de pessoa que não milita na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, revela também que o blogueiro não leu o Termo de Ajuste que critica, ou pelo menos não o compreendeu.

A fim de evitar futuras incompreensões e críticas infundadas, cumpre esclarecer que o compromisso firmado divide-se em duas partes:

A primeira (Capítulo I) visa adequar o estádio Beira-Rio às normas de acessibilidade para a Copa do Mundo 2014. Com base na Lei 12.663 (Lei Geral da Copa), no Decreto 7.783 (que a regulamenta), nas orientações da FIFA (Manual Estádios de Futebol: Recomendações e Requisitos Técnicos” da FIFA) no decreto 5.296 e nas recomendações da FIFA para estádios de futebol, busca garantir 1% da capacidade do estádio aos deficientes (como manda a Lei Geral da Copa) e, dentro desse percentual, mais 64 (sessenta e quatro) lugares para Pessoas em Cadeira de Rodas, ao abrigo da chuva, uma vez que os lugares previstos no projeto original, como o blogueiro e a imprensa bem sabe (Zero Hora, “Para Dona Zulma”, reportagem de 06/03/2014) estão sujeitos às intempéries.

Notem:

Capítulo I

Das adaptações a serem implementadas para a Copa do Mundo de 2014

CLÁUSULA PRIMEIRA

As adaptações das acomodações para receber as pessoas com deficiência e respectivos acompanhantes durante a realização das partidas da Copa do Mundo de FIFA de 2014, das quais trata o Capítulo I desse termo, deverão ser realizadas até 05 de abril de 2014.

(…)

CLÁUSULA SEGUNDA

Serão garantidas acomodações adaptadas às pessoas com deficiência de modo a atender à demanda de no mínimo um por cento do número de ingressos ofertados, nos termos da Lei 12.663 de 2012 e do Decreto n° 7.783/2012, observando as diversas categorias de posições de assento e opções de ingressos, incluindo as instalações na arquibancada inferior (Nl), VIP (N3), VVIP (N4) e arquibancada superior (NS).

CLÁUSULA QUARTA

Serão garantidos, além dos 64 lugares constantes no projeto original de reforma do estádio localizados no nível 1 (Doc. 1), no mínimo, mais 64 lugares adaptados a Pessoas em Cadeira de Rodas (P.C.R.s), com boa visibilidade e ao abrigo das intempéries.

Já a segunda parte do compromisso (Capítulo II), objetiva continuar a adaptação do estádio Beira-Rio às condições de acessibilidade que o decreto 5.296 exige, após a Copa do Mundo:

Notem:

Capítulo II

Das Adaptações a Serem Implementadas Após a Copa do Mundo de 2014

(…)

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA

Será garantida a contínua disponibilização de novos lugares adaptados às P.c.R.s, de acordo com a demanda de modo a fazer cumprir progressivamente o Decreto 5.29612004, que objetiva o pleno acesso dos deficientes aos locais de uso público, observados os requisitos de segurança.

Não visa o TAC, portanto, exigir 2 mil lugares (4% da capacidade do estádio Beira-Rio) para deficientes, como quer o blogueiro fazer a opinião pública acreditar.

O que há no TAC é uma cláusula que busca adaptar progressivamente o estádio, após a Copa do Mundo, de acordo com a demanda das Pessoas em Cadeira de Rodas, adequando a casa do Internacional à lei, paulatinamente, o que é inclusive uma proteção ao clube e aos torcedores cadeirantes. Isso porque tais espaços só serão construídos se efetivamente ocupados e, havendo deficientes para ocupá-los, devem ser construídos.

Até porque não é dado ao Ministério Público desconhecer a lei, ignorando o teor do Decreto 5.296, que, ao que se sabe, continua em vigor.

Júlio Carlos Schwonke de Castro Júnior

Procurador da República

Procurador Regional dos Direitos do Cidadão/RS”

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