
Reproduzo, a seguir, e-mail enviado por Alesson de Melo. Nele, o torcenauta gremista lembra o vitorioso estilo gremista, hoje abandonado e até menosprezado pelo treinador Vanderlei Luxemburgo. Se o Alesson permitir, o blogueiro assina embaixo:
“Ainda guri, fiz a oportuna e inteligente escolha de torcer pelo glorioso Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, coincidência ou não, justamente o time que meu pai e meu irmão torciam.
Em poucos anos de vida, já tive o privilégio de ver meu time conquistar o estado, o país e o continente sul americano.
Com um futebol mecânico, consistência defensiva, zagueiros rebatedores, volantes "violentos" e centroavante limitado, o Grêmio ia patrolando times de "futebol encantador", que enchiam os olhos da imprensa com ímpeto ofensivo, muita posse de bola e jogadas de efeito.
Logo percebi as peculiaridades do Grêmio diante dos demais clubes brasileiros.
Percebi que o Grêmio até poderia ser campeão com algumas limitações técnicas, mas que jamais seria campeão com limitações de identidade.
É justamente esse o problema que enfrentamos: uma crise de identidade.
Rasgando a história do Grêmio e ignorando nossas raízes, tentamos implantar uma cultura de futebol distinta daquela nos deu o status de um dos maiores clubes de futebol do mundo.
Antes de qualquer outra coisa, nós, torcedores, precisamos assumir e se orgulhar da nossa identidade: o futebol resultado, mecânico, operário, aguerrido, objetivo e principalmente, vencedor.
Qualidade técnica é essencial, mas não é sinônimo de título. Sem sangue nos olhos e vontade de vencer, nenhum profissional vai fazer história no Grêmio.
Já faz parte do folclore!
Esse time sem sangue, sem raça, não me representa, não representa o verdadeiro Grêmio.
Por isso eu volto a afirmar o que já dizia no ano passado: Vanderlei Luxemburgo não é e nunca foi treinador para o Grêmio.
Treinador que acha que raça é coisa de cachorro, não pode treinar o nosso glorioso tricolor.
Precisamos de um treinador que conheça a história do clube, enfie o pé na porta do vestiário e coloque as cartas na mesa.
Fora Luxemburgo!”.
Vanderlei Luxemburgo fez a frase que jamais poderia fazer, trabalhando no Rio Grande do Sul: “Raça é coisa de cachorro”. Além de revelar desconhecimento do estilo gaúcho de jogar futebol, ainda ofendeu os torcedores nativos que apreciam e enaltecem a garra como importante traço de um time vencedor”.
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