Depois de algumas manifestações de Dunga, mal colocadas ou mal entendidas, caiu sobre o treinador colorado a marca de “presidente”, isto é, aquele que manda no clube. Domingo à noite, Dunga participou do quadro “Conversa de Bar”, criado pelo apresentador Silvio Benfica, onde foi sabatinado por repórteres da rádio Gaúcha e por este comentarista. Dunga respondeu todas as perguntas apresentadas.
Sobre dirigentes estarem presentes nas suas preleções, Dunga foi claro: “só não aceito muitos dirigentes, sete ou oito. Aí é demais. Mas até dois dirigentes presentes, eu não me oponho”. Quando foi indagado sobre discutir questões táticas, técnicas, de logística ou comando de vestiário, mais uma vez Dunga afirmou: “Sem problema algum. Posso discutir, trocar ideias sobre tudo. Eu sou, apenas, um funcionário do clube. Apenas exijo ser o comandante do vestiário, até para preservar a minha autoridade com os jogadores”.
Nesta linha, Dunga revelou que gosta, sim, de ser consultado sobre contratações mas se a direção resolver trazer algum reforço por conta própria, ele não terá dificuldade alguma em observar o jogador e escalá-lo, se merecer. Dunga tem noção perfeita de que o clube gasta em contratações e o treinador, às vezes, é dispensado e ficam os jogadores.
Foi um excelente bate-papo em que ficou comprometida, até mesmo, a sua imagem de mal humorado. Dunga riu muito, foi transparente e pareceu feliz em poder falar de tudo o que pensa sobre ser treinador, como lidar com jogadores e como se colocar no contexto do clube. Foi uma entrevista muito esclarecedora.
















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