As mídias sociais ainda mudarão o mundo, se para melhor ou pior, não sei. Estou certo, contudo, que estas ferramentas de comunicação transformaram-se em armas poderosíssimas constituindo-se em voz para a esmagadora maioria das populações que não tem espaços para se manifestar.
Assim, o Twiter foi importante para a primeira eleição de Barack Obama e o Facebook movimenta milhões de árabes contra ditaduras de intermináveis temporadas.
O Brasil está descobrindo que as mídias sociais podem render muito mais do que espalhar mensagens tolas e inexpressivas do tipo “acabei de comer um hambúrguer de atum: irresistível”. Está sendo graças ao Facebook que multidões estão sendo levadas às ruas para protestar contra tudo.
Não é ruim, pelo contrário, é democrático que a sociedade reclame e reivindique melhores condições de vida.
Inaceitável, entretanto, é que aos justos protestos por melhorias sociais caminhem juntos vândalos, depredadores e provocadores. “Eles são minoria”, argumentam os líderes das manifestações.
Pura verdade, mas devem as forças policiais permitir que estas minorias quebrem e ateiem fogo em tudo o que encontram pela frente? Ignoro maneira eficaz de “peneirar” os movimentos sociais, separando o joio do trigo.
Tenho convicção, entretanto, que as minorias baderneiras comprometem a maioria idealista e, pior, dividem com ela as balas de borracha e os efeitos das bombas morais. É como se diz há séculos: são os justos pagando pelos pecadores.










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